::: SUPER LUA CHEIA AGORA :::


Super Lua Cheia sobre as luzes da cidade ao entardecer

Você está vendo a Super Lua Cheia agora? É a maior Lua Cheia dos últimos 18 anos (veja post anterior).

Infelizmente aqui está um pouco nublado. Mas está dando para ver que a Lua está, de fato, bem mais brilhante. Parece um Sol! 


Lua Cheia por volta das 18h40min


Nuvens começam a cobrir a Lua Cheia...


20h20min: bem nublado, mas querendo abrir o céu... será?


20h20min: a Lua da foto acima, em close

 


21h28min: foto com grande abertura para evidenciar o brilho da Lua


21h28min: foto com menor abertura para evidenciar o relevo lunar, mas as
nuvens estão atrapalhando bastante

Clique para ampliar
Luar intenso às 23h: veja o céu claro, apesar da nuvens (clique e amplie).


23h10min: as nuvens deram uma brecha e deu para ver a Super Lua Cheia 

Veja abaixo algumas fotos da Super Lua Cheia que recebi via Twitter:

Sigo observando e fotografando (se as nuvens deixarem). Siga-me por aqui e no Twitter (@Dulcidio). Deixe seus comentários!

BOAS OBSERVAÇÕES PARA VOCÊ!


Mais fotos


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h55





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  ::: SÁBADO: SUPER LUA CHEIA NO PERIGEU 18 ANOS DEPOIS :::

Foto: Dulcidio Braz Jr

Lua Cheia no perigeu em 7 de setembro de 2006

No próximo sábado (19/março) teremos Lua Cheia. Até aí nada de mais. Só que nem todas as Luas Cheias têm o mesmo tamanho aparente. Sabia?

A de amanhã será maior. E a última vez que este fenômeno aconteceu nesta magnitude foi em março de 1993, há 18 anos.

A variação no tamanho aparente da Lua acontece porque a órbita do nosso satélite ao redor da Terra não é uma circunferência perfeita e sim uma elipse com a Terra posicionada num dos focos, como pode ser visto na ilustração abaixo.

 

Sendo assim, nesta órbita "oval", enquanto translada ao redor do nosso planeta, a Lua pode ficar mais perto ou mais longe da Terra . O ponto mais perto é o perigeu e o mais longe o apogeu.

A distância média Terra-Lua, medida entre os centros dos astros, é de cerca de 384000 km. Mas no perigeu a Lua fica mais próxima, a apenas 363000 km (aproximadamente) da Terra. No apogeu esta distância cresce para mais ou menos uns 405000 km.  Por conta disso, o tamanho aparente do disco lunar pode variar entre 0,49 até 0,55 grau. Confira cálculos destes parâmetros aqui neste post.

Quando coincide da Lua estar na fase cheia (com a face iluminada voltada para a Terra) e a sua posição orbital ser próxima do perigeu, a Lua Cheia fica "mais cheia", ou seja, visualmente maior, atingindo 0,55 grau de diâmetro aparente.

Assim, como visto na imagem acima, a Lua Cheia no perigeu costuma ser cerca de 12% maior do que a Lua Cheia no apogeu. E, mais próxima da Terra, o brilho lunar relativo fica bem maior.

Neste próximo sábado a Lua Cheia acontecerá com o nosso satélite a apenas uma hora do perigeu, ou seja, bem mais perto da Terra. Por isso teremos uma super Lua Cheia!

A última vez em que a Lua esteve assim tão grande foi em março de 1993. Em 2006 tivemos uma Lua Cheia perto do perigeu, evento que eu cobri aqui no blog (veja post). Mas a Lua não estava tão perto do perigeu quanto estará amanhã.

Se o céu estiver limpo, valerá a pena tentar observar o nosso satélite. É só ficar de olho no nascer da Lua no horizonte leste (pouco depois das 18h, horário de Brasília, ainda ao entardecer) e aproveitar o espetáculo.

 

:: Lua mais perto da Terra não oferece perigo de catástrofes?

Não, embora seja verdade que, estando a Lua mais próxima da Terra, a atração gravitacional entre os dois astros aumente segundo a Lei da Gravitação Universal de Newton mostrada logo abaixo.

Na expressão acima, M é massa da Terra e m a massa da Lua. E r é a distância entre os dois astros, medida de centro a centro.  Note que a força gravitacional F depende do inverso do quadrado da distância (1/r²). Assim, se r diminui, a atração F aumenta. G é uma constante universal que apenas "ajusta" os cálculos.

Por conta da aproximação Terra-Lua no próximo sábado, esperamos uma maré ligeiramente mais alta, algo entre 10 cm a 15 cm. Nada mais do que isso. E portanto, não há o que temer!

 

:: A melhor hora para observar o fenômeno

Petros Giannakouris (Folha/UOL)

Lua cheia surge atrás do templo de Posseidon (Atenas, na Grécia)

A super Lua Cheia no perigeu dura a noite toda. É só esperar a Lua nascer e acompanhá-la até o outro lado quando o dia clarear.

Mas você já deve ter notado que quanto mais perto do horizonte, maior é a sensação de tamanho da Lua. Não é mesmo?

Isso é, na verdade, uma ilusão. E ocorre porque a Lua, por trás da paisagem superficial terrestre, parece ser muito maior. É uma interpretação subjetiva do nosso cérebro. Mas o efeito prático é bem bacana! A foto acima que mostra a Lua Cheia nascendo por trás do templo de Posseidon em Atenas, Grécia, é bem didática e comprova o que estou dizendo. Em comparação com o templo a Lua parece ser gigante, não é mesmo?

Na verdade, quando a Lua está a 90 graus do horizonte, no ponto mais alto do céu, ela fica ainda mais perto de um observador O na superfície da Terra. Para entender melhor como pode ser isso, veja a ilustração a seguir que, de propósito, está fora de escala.


Comparação de distâncias Terra-Lua (d no nascer e d' com a Lua alta no céu)

A distância Terra-Lua (medida centro a centro dos astros) é d. Mas note que a Lua alta no céu esta mais perto do observador O exatamente um raio terrestre R = 6400 km (valor aproximado)! Assim, a distância entre o observador O e o centro da Lua é d' = d - R.

No perigeu a distância Terra-Lua (entre os centros destes astros), com eu já disse, é mínima e vale d = 363000 km. Com a Lua alta no céu, subtraindo um raio terrestre, encontramos d' = d - R = 363000 - 6400 = 356600 km.  Quando a Lua estiver bem alta no céu no próximo sábado ela ficará ainda mais perto de um observador O na superfície da Terra, a "apenas" 356600 km.  Neste momento teremos um ganho de mais 2% no tamanho aparente lunar, ou seja, a Lua Cheia no perigeu ficará 14% maior do que no apogeu. E seu brilho relativo pode ser até 30% maior! 

Este observador pode ser você, eu, qualquer um que queira ver o nosso satélite com brilho bem forte e capaz de iluminar de forma mais eficiente a superfície escura da noite terrestre. Por outro lado, com a Lua bem alta, não teremos nenhum objeto terrestre por trás dela para comparação visual. O efeito ilusório da Lua nascendo gigante não mais existe. Esse ganho extra de 2% de tamanho aparente é quase imperceptível. Por isso, a melhor hora para observar a Lua Cheia continua sendo no seu nascer, quando ela está mais perto do horizonte.

As previsões meteorológicas para minha cidade e região não são muito animadoras. Mas vou tentar observar e fotografar o evento raro em cobertura em tempo real aqui no blog. Se conseguir algum resultado, posto para compartilhar com você e todos os meus leitores! E estarei on line via Twitter (@Dulcidio) para quem quiser trocar ideias. Combinado?


[Upgrade: 18/março ~ 18h52min]

Mais uma coisa: hoje, sexta-feira (18/03) à noite, a Lua ainda não está no perigeu mas já está bem perto dele. Se o céu estiver limpo, dá para observá-la e ter uma amostra grátis do que ela será amanhã. Aqui está nublado. Uma pena. Não estou vendo nada.


Para saber mais

  • A ilusão da Lua "gigante" nascendo no horizonte já foi tema da prova de nível IV da OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia 2008, evento oficial da SAB - Sociedade Astronômica Brasileira.
    Cofira aqui: prova | prova resolvida (ver questão 4) 


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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 06h50





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  ::: UM ECLIPSE SOLAR 'DIFERENTE' :::

SDO/NASA
Clique para ampliar
Eclipse Solar parcial visto pelo SDO (clique e amplie | 1601 X 921 pixels)

O SDO - Solar Dynamics Observatory da NASA - Agência Espacial Americana é um satélite em órbita geossíncrona (que acompanha a rotação da Terra) mas que fica o tempo todo "olhando" para o Sol, ou seja, monitorando a nossa estrela.

Na maior parte do ano o Sol é visível o tempo todo pelo satélite. Mas nas datas próximas aos equinócios (20 ou 21 de março e 22 ou 23 de setembro) a captação de dados do Sol fica parcialmente interrompida uma vez por dia porque a Terra se coloca entre o Sol e o equipamento. Sendo assim, no referencial do SDO, temos um eclipse solar parcial provocado pelo nosso próprio planeta e não pela Lua. É examente o que está sendo mostrado na imagem acima onde a parte escura é justamente a região obstruída pela Terra. Belíssima imagem, não?

 

:: O SDO em 3D


Tela capturada da animação 3D do SDO

Clique aqui para ver o SDO e detalhes do seu equipamento em 3D numa animação interativa. Na página será oferecido um link para instalar um plug-in (pouco menos de 400kb) para ver a animação.

A imagem acima é um print screen desta animação didática na qual você clica com o mouse nas partes do satélite indentificando todo o equipamento.


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h07





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 47 anos

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