::: CERN: PORTAS ABERTAS PARA O BRASIL :::

Vista da entrada 'B' do CERN

 

Soube, ainda em Genebra/Suíça, durante a Escola do CERN 2010, que o Brasil está negociando a sua entrada como País Membro desta fantástica instituição européia de pesquisas. Fiquei muito feliz e surpreso!

Feliz porque, se o Brasil quer continuar a ter o status mundial de país em pleno crescimento, precisa investir mais e melhor em ciência e tecnologia. Surpreso porque não sabia que o CERN poderia aceitar países não europeus como membros oficiais. Não poderia. E a grande novidade está exatamente aí. Desde meados deste ano o CERN resolveu abrir espaço para países fora da Europa tornarem-se membros efetivos e não apenas colaboradores.

Uma semana depois que voltei do CERN, um grupo de trabalho formado pelo ministro Sérgio Rezende da Ciência e Tecnologia e pesquisadores brasileiros estiveram por lá estudando a proposta e as condições para que o Brasil não seja apenas um colaborador nas pesquisas mas passe a fazer parte do time de verdade. 

Fonte: Lattes
Liderando esta força tarefa estava o prof. Dr. Ronald Cintra Shellard (foto), pequisador do CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e vice-presidente da SBF - Sociedade Brasileira de Física.

Fui logo na fonte.  Procurei o prof. Shellard que, gentilmente, concedeu-me uma entrevista super bacana e esclarecedora.

Confira-a logo abaixo.

 

 

 

O Ministro da Ciência e Tecnologia criou um grupo de trabalho para avaliar a entrada do Brasil como País Membro do CERN. O senhor presidiu este grupo que esteve recentemente visitando o CERN. Como estão as negociações? Quais as chances do Brasil ser aceito como Membro do CERN?

O Conselho do CERN, que é a autoridade máxima daquela instituição tomou uma decisão histórica numa reunião em junho deste ano, abrindo a possibilidade de países não europeus tornarem-se Países Membros do CERN. Esta decisão foi comunicada, pela Direção do CERN, aos órgãos apropriados no Brasil. O Ministro Sergio Rezende imediatamente formou o grupo de trabalho para investigar junto ao CERN sobre as condições para que o Brasil viesse a tornar-se um País Membro Associado, primeiro passo para tornar-se Membro.

O grupo de trabalho visitou o CERN no período de 15 a 17 de setembro passado. Fomos recebidos por todas as esferas científicas e administrativas do centro. Discutimos cada item do que pode se chamar de "condições" para que um país não europeu seja aceito como um País Membro Associado do CERN.

O resultado final desta discussão está expresso no documento assinado em Genebra. Se as autoridades brasileiras aceitarem as condições, fazem a proposta de associação junto ao Conselho do CERN. Se houver uma decisão formal do Brasil de aderir ao CERN nas condições estipuladas, ela será aceita, com grande probabilidade.

 

Já existem muitos brasileiros trabalhando com o CERN. Como o Brasil participa hoje do CERN e como será a sua participação caso torne-se Membro? Em outras palavras, o que muda na prática a partir deste acordo?

Há cerca de 70 cientistas brasileiros registrados no CERN, como usuários. Participam dos experimentos ou são visitantes do setor de física teórica. O CERN é uma instituição aberta onde cientistas de qualquer país, mesmo os não membros, podem trabalhar, visitar, sem nenhuma restrição.

No dia a dia destes cientistas não haverá uma diferença muito notável. Porém, um vez que o Brasil se terne um País Membro Associado, cientistas brasileiros poderão ser contratados diretamente pelo CERN, por períodos de até cinco anos. O apoio à participação deles nas atividades do CERN, por parte das agências de fomento brasileiras será certamente fortalecido.

Por outro lado, programas como o que você participou, de treinamento de professores do Ensino Médio, poderão ser expandidos, assim como programas de treinamento para estudantes e estágios para engenheiros em final de curso de graduação poderão ser implementados. 

O CERN também é um grande indutor de tecnologia avançada, em particular, no que concerne às suas compras junto às indústrias dos Países Membros. Nossa associação com o CERN permitirá a indústrias brasileiras que atuam em setores tecnologicamente avançados possam participar das licitações do laboratório, o que não é possível hoje.

 

A participação do Brasil como Membro do CERN envolve, naturalmente, um custo. Para nós que entendemos a importância da ciência de ponta, não vemos isso como custo, mas como investimento. Quanto o Brasil vai pagar por ano para ser Membro do CERN? Como se justifica para um leigo que isso é investimento e não custo?

Uma das condições para que o Brasil torne-se um País Membro Associado é a de que contribua para a manutenção do CERN em pelo menos 10% do que lhe caberia caso fosse hoje um país europeu. A contribuição dos países europeus, atualmente é rateada de acordo com um fator que é proporcional ao PNB do país.

Um cálculo rápido, comparando-se a economia do Brasil com a de outros países, indica que se o Brasil estivesse na Europa contribuiria para o orçamento do CERN com cerca de cem milhões de dólares, o que seria inviável, hoje. Dez por cento disto já é um número compatível com a realidade do país. Como justificar isto para o cidadão que paga impostos, que é o que em última instância o que financia a participação no CERN?

A resposta não é obvia. Mas não conheço exemplo de país que tenha ficado mais pobre por investir em ciência, em particular, em conhecimento básico. Há uma consequência bem prática quando extendemos os limites do conhecimento. Para isto, é necessário expandir-se os limites da tecnologia e fazer inovações, que acabam por ter aplicações que não têm nenhuma relação com a tecnologia inicial. Aponto o desenvolvimento de detectores de partículas, que hoje são usados extensivamente em medicina. Um tomógrafo nada mais é do que um detector de partículas. A própria invenção do WWW que causou esta enorme revolução nas comunicações humanas, foi feita no CERN.

O objetivo original ao se construir esta ferramenta não antevia suas consequências. Alguém poderia argumentar: _ Concordo com o argumento acima, mas se vou gastar dinheiro em ciência, porque não fazê-lo diretamente no Brasil? O Brasil investe hoje um volume de recursos significativo na ciência aqui mesmo. O que contribuiria para o CERN é uma pequena fatia disto. Mas isto nos abre portas para acesso a tecnologias que normalmente não teríamos acesso. Abre uma possibilidade de transferência de tecnologia para indústrias que atuam em áreas avançadas dando vantagens para aquelas que atuam na exportação de produtos de alto valor agregado. Abre portas, também, para o treinamento avançado de técnicos e engenheiros, de gestores de grandes programas científicos. Os ganhos científicos e tecnológicos justificam amplamente o investimento. E as consequências deste investimento aparecerão no cotidiano do cidadão cedo ou tarde (mais cedo do que tarde!) na forma de inovações tecnológicas, introduzidas por empresas nacionais.

Meu argumento até aqui tem sido utilitarista, ou seja os ganhos econômicos para a sociedade. No entanto, há outro fator, que não pode ser desprezado, que é a fonte de inspiração que nossa associação representa para os jovens. A associação implica que o Brasil é participante de uma das grandes aventuras do intelecto e da indústria humana. É a inspiração que nos faz sonhar e imaginar o futuro.

 

Depois que participei do Teachers Programme do CERN, a pergunta que mais me fazem é "qual a importância do LHC para a sociedade?". Muita gente entende que para os cientistas o experimento é sempre fundamental. Mas não consegue enxergar correlação deste empreendimento com a sua vida cotidiana (se é que ela existe). Tenho a minha resposta pessoal. Mas gostaria de saber a sua como pesquisador desta área de ponta.

Para ser franco, não sei a resposta à questão: "Mas para que serve isto? Para que serve o conhecimento adquirido pelos experimentos realizados no CERN?". Meu falecido pai, sempre me perguntava isto e eu nunca consegui dar uma resposta satisfatória. Mas, mesmo assim, ele seguia fascinado com a descrição do que fazíamos e as descobertas que eu relatava.

Para que serve o conhecimento, em particular o conhecimento básico? Para que serve o bóson de Higgs? Para que serve a eletricidade? Bem, eletricidade eu sei! Serve para escrever este texto à noite e no computador. Mas feita há cerca de duzentos anos atrás, não sei se haveria uma resposta muito clara.

Há uma consequência imediata associada à construção e operação do LHC e seus experimentos, que foram os avanços tecnológicos necessários para chegar-se até aqui. Em várias áreas, como eletrônica, computação, magnetos supercondutores, aceleradores que já têm aplicações em áreas muito variadas. Basta lembrar que a Grid é usada estensivamente em muitas áreas fora da Física. Per se, já justificam os investimentos feitos.

Para mim, cientista, a operação do LHC abre as portas para descobertas que transformarão nossa visão do mundo em que vivemos. Eu tive o privilégio de viver numa era de grandes descobertas, de grandes avanços científicos e tecnológicos, mais do que em qualquer outra era da humanidade. Paradoxalmente, a rapidez com que acontecem estes avanços, de certa maneira obliterou a percepção do quão extraordinários são os tempos em que vivemos. O LHC é um dos aríetes do futuro.

 

Estar no CERN foi um sonho. Conhecer de perto "o que" e "como" se faz por lá foi inesquecível. Dentre outras coisas, percebi que muitos pesquisadores estão muito empolgados com possíveis respostas à velhas perguntas que os resultados obtidos pelos experimentos do LHC podem trazer. Já se fala em off que a máquina, mesmo a 50% da sua capacidade, está conseguindo resultados importantes. Mas também especula-se que eventos novos, ou seja, muitas outras novas perguntas possam aparecer. Sem querer fazer um exercício de futurologia, o que não é papel do cientista, mas aproveitando a sua visão e experiência como pesquisador nesta área, o que o senhor pensa sobre isso? As respostas esperadas virão? O bóson de Higgs, por exemplo, será finalmente encontrado? É possível que novas perguntas apareçam e novas portas se abram?

Na história da Física do século XX e no de agora, não conheço nenhuma situação onde a entrada em operação de um novo instrumento, um telescópio, um novo tipo de microscópio (e o LHC não passa de um gigantesco microscópio), não tenha aberto novas portas para o conhecimento e certamente não será diferente agora.

Quando você planeja um instrumento, você o desenha para o que você acha que vai ver. No entanto, a natureza sempre se mostra mais interessante do que a imaginação dos cientistas. O bóson de Higgs é um caso típico. A máquina foi desenhada para medir o bóson de Higgs, porque a gente acha que ele está lá. E, se ele existir, vamos medí-lo. Mas há o SE (ele existir), só saberemos quando for visto.

E se estivermos enganados e não há um bóson de Higgs? Ironicamente, mostrar que não há um bóson de Higgs, seria uma descoberta mais surpreendente do que descobrí-lo. Eu acho que as evidências indiretas que indicam a existência desta partícula são muito fortes, e ficaria muito surpreso se ele não estiver lá. Mas só vou saber buscando-o nos experimentos do LHC.

Mas estou certo de outras descobertas importantes, além da do Higgs serão realizadas no LHC. Estas descobertas serão fruto do trabalho intenso e delicado dos cientistas. Com frequência elas estão em sútis violações de resultados que são preditos pela simulação dos processos experimentais. Raramente estas descobertas explodem no seu rosto, por isto só aparecerão paulatinamente, uma aqui, outra ali. Assim é a história da ciência.

 

Recentemente, em janeiro de 2010, uma questão interdisciplinar da prova da Fuvest - segunda fase, importante vestibular nacional baseado na USP - Universidade de São Paulo, solicitava ao candidato que citasse dois interesses (além do científico) que teriam as nações envolvidas no consórcio que mantém o LHC. Imediatamente surgiram teorias conspiratórias de que o LHC pode ser uma arma poderosa disfarçada de grande experimento científico. O que o senhor tem a dizer sobre este assunto?

Esta noção talvez seja induzida pelo livro (e filme) "Anjos e Demônios", a idéia de que se faz pesquisas "secretas" no CERN.

No entanto, aquele laboratório é um dos centros mais abertos entre todas as instalações científicas pelo mundo afora. Lá trabalham cientistas de centenas de nações, isto mesmo, centenas. Você pode entrar em qualquer espaço do CERN, exceto perto dos aceleradores quando eles estão em operação. E a razão é simples, segurança física dos usuários. Mas centenas de cientistas monitoram o acelerador, quando ele está em operação, remotamente.

O LHC é uma arma muito poderosa. Mas não no sentido habitual do termo "arma". Ele é uma arma poderosa para o avanço do conhecimento e conhecimento é a arma mais poderosa que um país pode ter.

O LHC é um instrumento muito complexo, uma das máquinas mais complexas já construída pelos seres humanos. Mas ela só serve para acelerar e colidir partículas. Não tem a menor possibilidade de ter qualquer outro uso.

Há algum tempo umas pessoas alegaram que o LHC poderia produzir mini-buracos negros, que poderiam devorar a Terra. Se isto fosse verdade, os raios cósmicos, aqueles que estudamos com o Observatório Pierre Auger na Argentina, e que tem energias muito maiores que os produzidos no LHC, já teriam produzido esta catástrofe. No entanto, tudo indica que se nestas colisões são produzidos buracos negros, eles não são muito perigosos, pois ainda existimos!

E você? O que pensa sobre estes assuntos? Deixe seu comentário!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 08h23





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  ::: BRASIL: CAMPEÃO ABSOLUTO NA XV OIBF :::

Fonte: CNPq - Sala de Imprensa

Elder M. Yoshida, Lucas Colucci de Souza, Prof. Teixeira Junior,
Danilo de Albuquerque Silva, Matheus B. de Paula e Prof. Carlito Lariucci.

Em dia de Nobel de Física, uma notícia fantástica: equipe brasileira sagra-se campeã absoluta na XV OIbF - Olimpíada Ibero-americana de Física que aconteceu no Panamá entre 26/09 e 02/10!

Nossos jovens estudantes trouxeram quatro Medalhas de Ouro, Top Gold (melhor estudante) e, pelo 3º ano consecutivo, o título de equipe Campeã Geral do torneio. A OIbF, que agrega países da América Latina mais Portugal e Espanha, é destinada a alunos do último ano do Ensino Médio e consta de prova teórica e também de prova experimental. Em 2010 foram 71 alunos participantes de 17 países.

Os alunos que defendem o Brasil anualmente nas olimpíadas internacionais de Física são selecionados pela OBF - Olimpíada Brasileira de Física, evento oficial da SBF - Sociedade Brasileira de Física.  Depois de escolhidos, são preparados e passam por um longo e exigente processo de aprofundamento, recebendo acompanhamento da Comissão de Preparação da OBF em seus estados, finalizado com aulas teóricas e experimentais durante uma semana no Instituto de Física da USP, em São Carlos, sob a orientação do Prof. Euclydes Marega Junior.

O time atual de campeões é formado pelos estudantes Danilo S. Albuquerque (CE), Elder M. Yoshida (SP), Lucas C. C. Souza (SP) e Matheus B. de Paula (SP) que começaram sua caminhada na OBF de 2008 quando ainda cursavam a 1ª série e se classificaram entre os melhores estudantes de todo o País. Eles estiveram acompanhados pelo Prof. Carlito Lariucci da UFG e o Prof. Teixeira Júnior (CE).

Vale lembrar que além da OIbF, a OBF seleciona e prepara a equipe brasileira para a IPhO - International Physics Olympiad onde cada país participa com até cinco estudantes. Em julho de 2010, na Croácia, competindo com 380 estudantes de 82 países, a equipe brasileira conquistou cinco Medalhes de Bronze.

Atualmente o Brasil é o país da América Latina com maior número de Medalhas conquistadas nestas duas importantes olimpíadas internacioanis, a IPhO e a OIbF. Sensacional! Não é mesmo?

Parabéns a todos os super campeões, aos professores da Comissão da OBF e também aos Coordenadores Estaduais pelo sucesso crescente ao longo dos últimos anos. Vocês estão provando que investir em qualidade na educação vale a pena! E o Brasil tem muitos talentos para serem ainda decobertos, trabalhados e incentivados!


Já publicado aqui no Física na Veia!

 





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h48





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  ::: ESTUDO DO GRAFENO LEVA NOBEL DE FÍSICA 2010 :::

nobelprize.org

Andre Geim e Konstantin Novoselov

Acaba de sair o Nobel de Física 2010. Os vencedores são os russos Andre Geim e Konstantin Novoselov pelo trabalho com o Grafeno, um "primo" bidimensional do Grafite, uma espécie de folha que consiste em arranjos hexagonais de átomos de carbono manipulados nanotecnologicamente. A figura abaixo mostra uma folha de Grafeno que lembra bastante uma tela destas usadas em alambrados, só que com dimensões muitíssimo menores, na escala de 10-9 m (0,000000001 m).   

A. Geim (Universidade de Manchester)

Grafeno: estrutura hexagonal de carbonos

O Grafeno possui características muito peculiares que o tornam diferente de tudo o que se conhece:

  1. Pode ser feito com a espessura de apenas um átomo;
  2. Apesar de ultra fino, apresenta resistência mecânica muito grande (cerca de 200 vezes mais resistente que o aço estrutural);
  3. É excelente condutor de eletricidade, ou seja, tem baixa resistividade elétrica;
  4. Também é um fantástico condutor de calor;
  5. É praticamente transparente.

Com estas propriedades físicas incríveis, o Grafeno futuramente poderá substituir o Silício com vantagens na eletrônica de semicondutores que está presente nos computadores e inúmeros equipamentos amplamento utilizados no nosso cotidiano moderno. Por ser quase transparente e ao mesmo tempo condutor, poderá ser empregado em telas sensíveis ao toque (touch screens) que já estão presentes em celulares e até em monitores de computador e prometem revolucionar as interfaces entre usuários e máquinas.  

Vale lembrar que as folhas de Grafeno, quando enroladas, dão origem aos nanotubos de carbono.

acadiau.ca

Nanotubos (duplos) de carbono com folhas de Grafeno

Os dois pesquisadores laureados com o Nobel de Física 2010 trabalham atualmente na Universidade de Manchester, Reino Unido.


Para navegar 


Para saber mais
  • Índice de matérias sobre o Grafeno no site da Revista Ciência Hoje
  • Foto e matéria dos laureados no UOL Ciência e Saúde 
  • Free Papers by 2010 Nobel Prize winner (IOP Sciense)

Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 08h08





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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