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::: FOTOS DA MAIOR LUA CHEIA DE 2010 PELO MUNDO :::
SpaceWeather.com (foto de Dan Frissora)
 Cascade Twp (Rochester), MN, Estados Unidos Ontem a Lua passou pelo perigeu, ponto da sua órbita mais próximo da Terra. E, como era a fase cheia, tivemos a maior Lua Cheia de 2010 . De brinde, Marte, em aproximação com a Terra, estava visualmente próximo da Lua (veja post anterior). Infelizmente esteve nublado aqui na minha cidade e eu não vi nada. Mas recebi cerca de 90.000 visitas no blog, inúmeros comentários e troquei muitas tuitadas (@dulcidio) com pessoas interessadas no fenômeno, muitas delas que estavam observando em tempo real e relatando o que viam. Foi sensacional! Mais uma enorme observação astronômica coletiva em parceria com o UOL, como noutras vezes (veja links no reodapé deste post)! Agradeço a todos pela diversão e, conforme prometido, estou buscando na internet fotos do evento para atualizar por aqui. Vou escolher algumas a dedo e atualizar ao longo do dia. Clique nas fotos para abrir versão em maior resolução. SpaceWeather.com (foto de Monika Landy-Gyebnar)
 Veszprem, Hungria SpaceWeather.com (foto de Monika Landy-Gyebnar)
 Veszprem, Hungria SpaceWeather.com (foto de Marek Nikoden)
 Próximo de Szubin, Polônia SpaceWeather.com (foto de Michael Evenmo)
 Eagan, Minnesota, Estados Unidos SpaceWeather.com (foto de Peter von Bagh)
 Porvoo, Finlândia SpaceWeather.com (foto de Mohammad Rahimi)
 Esfahan, Irã SpaceWeather.com (foto de Jan Koeman)
 Public observatory Philippus Lansbergen, Middelburg, Holanda SpaceWeather.com (foto de Bob Clark)
 Queensland, Austrália SpaceWeather.com (foto de Anthony Ayiomamitis)
 Atenas, Grécia (com telescópio) SpaceWeather.com (foto de Gawie Hugo)
 Bloemfontein, África do Sul SpaceWeather.com (foto de Anthony Ayiomamitis)
 Atenas, Grécia SpaceWeather.com (foto de Dennis O'Hara)
 Siver Bay, Minessota, Estados Unidos Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 10h57
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::: HOJE TEM LUA CHEIA NO PERIGEU :::
NASA (foto de Anthony Ayiomamitis)
 Comparação de tamanhos da Lua Cheia no apogeu e no perigeu Como já adiantei no post anterior, hoje a Lua vai passar pelo ponto da sua órbita mais próximo da Terra. Logo, ela estará mais perto de nós. Estando mais perto, nos parecerá maior. Coincidentemente, hoje é Lua Cheia. Juntando tudo concluímos que teremos uma Lua Cheia "mais cheia", ou seja, maior do que a média. Se o céu estiver limpo, é show garantido: Lua Cheia maior e mais brilhante! E ainda tem participação especial de Marte em aproximação com a Terra (veja post anterior) E o fenômeno não se repetirá neste ano. A Lua Cheia de hoje será a maior de todo o ano de 2010. Aproveite! É só esperar o nascimento da Lua Cheia no horizonte do lado leste. :: Entendendo melhor o fenômeno A órbita da Lua ao redor da Terra não é uma circunferência perfeita, é uma elipse. Logo, no seu movimento de translação ao redor do nosso planeta, a Lua pode ficar mais perto ou mais longe da Terra que não está no centro mas num dos focos da elipse. A figura a seguir, fora de escala, ilustra esta ideia com a Terra representada por uma bolinha azul e a Lua por outra bolinha cinza. 
A Lua pode passar mais longe da Terra, ponto que chamamos de apogeu (análogo ao afélio do post anterior). Nosso satélite também pode passar mais perto do planeta, ponto que chamamos de perigeu (análogo ao periélio do post anterior). Tudo o que está mais perto dos nossos olhos parece ser maior e, ao contrário, mais longe dos olhos, nos parece menor. Um edifício, mesmo tendo altura fixa (número fixo de andares), de perto nos parece ser bem maior do que de longe, certo? É exatamente isso o que acontece com a Lua Cheia. Mais perto dos nossos olhos, no perigeu, ficará com tamanho aparente maior. Mais distante, no apogeu, será vista em tamanho aparente menor. A distância média da Lua até a Terra (também chamada de semi-eixo maior da elipse orbital) é aproximadamente a = 384.000 km. Conhecendo a excentricidade orbital da Lua que é e = 0,0549, podemos facilmente encontrar as distâncias dos apogeu (dmáx) e do perigeu (dmin). Veja:  
Note que encontramos praticamente os mesmo valores de distância Terra-Lua da legenda da foto principal do post que faz uma comparação entre os tamanhos aparentes da Lua Cheia no apogeu e no perigeu. Boas observações! Se conseguir, não se esqueça de procurar Marte, um ponto bem brilhante e vermelho-alaranjado que visualmente estará próximo da Lua (veja ao lado a simulação para minha latitude e longeitude).
Aqui no interior de São Paulo estou bastante pessimista. Choveu a noite toda e o dia amanheceu cinza. 
[Upgrade - 29/jan/2010 - 19h43min] O céu aqui em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, está assim: cinza geral! 
O que eu deveria estar vendo agora (simulação): 
E outra simulação do que eu talvez possa ver por volta das 21h se o céu abrir: 
E você? Onde está? O céu está limpo? Está observando a maior Lua Cheia de 2010? E Marte? Deixe um comentário! Estou ao vivo via Twitter (@dulcidio) conversando sobre o fenômeno!
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 10h51
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::: MARTE EM APROXIMAÇÃO COM A TERRA :::
 Marte a 55 milhões de km da Terra em agosto/2003 (imagem com telescópio)
Neste exato momento o planeta Marte está em nova aproximação com a Terra. A rigor, o ponto de máxima aproximação aconteceu ontem quando Marte ficou a cerca de 99 milhões de quilômetros do nosso planeta. Mas por alguns dias ainda podemos dizer que Marte estará, de fato, bem mais perto da Terra do que a média. Nesta situação, observar Marte a olho nu ou com instrumentos torna-se uma experiência muito mais empolgante. Infelizmente eu não estou conseguindo observar o céu faz mais de mês pois as chuvas não dão trégua e o céu tem estado nublado, pelo menos aqui na minha região no interior de São Paulo. Vamos torcer para melhorar o tempo para aproveitarmos o espetáculo e, quem sabe, fazer boas fotos. :: Entendendo o fenômeno da aproximação Terra-Marte Marte se aproxima da Terra quando ele e o nosso planeta estão em posições orbitais do mesmo lado em relação ao Sol, situação que chamamos em Astronomia de oposição. Neste caso, como os planos orbitais da Terra e de Marte ao redor do Sol são quase coincidentes, podemos dizer que Sol, Terra e Marte estão praticamente alinhados estando a Terra posicionada entre os dois. A figura abaixo, com os astros e as distâncias propositalmente fora de escala, ilustra esta situação. 
Quando a Terra e Marte estão em posições diametralmente opostas em relação ao Sol, a distância entre os dois planetas é máxima. Neste caso, apesar de alinhados, é o Sol que fica posicionado entre a Terra e Marte. Só que há um detalhe importante nessa história ligado à primeira Lei de Kepler que diz que "As órbitas planetárias são elípticas estando o Sol num dos focos". Isso quer dizer que as órbitas planetárias não são circunferências perfeitas nem o Sol está exatamente no centro. Consequentemente, enquanto um planeta descreve sua órbita ao redor do Sol, a sua distância ao Sol varia. Se a órbita fosse perfeitamente circular, essa distância seria constante e corresponderia ao raio orbital. Quando um planeta está mais distante do Sol dizemos que ele se encontra no afélio de sua órbita. Ao contrário, no ponto mais próximo do Sol, o planeta está no periélio. Uma boa medida de quanto um elipse se afasta de uma circunferência é o parâmetro matemático chamado de excentricidade e. No caso de uma circunferência perfeita, e = 0. Quanto maior é o valor de e e mais perto de 1, mais alongada é a elipse. Veja a figura a seguir, retirada de uma das provas da OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia, e que exemplifica este fato. 
A tabela abaixo mostra os valores de e para as órbitas dos planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e para o planeta anão Plutão.
Note que as elipses correpondentes às órbitas planetárias não são tão alongadas (ou ovaladas). Mas, por outro lado, também não são circunferências perfeitas. Mercúrio e Plutão têm órbitas mais distantes da circunferência. A Terra tem uma órbita quase circular. Marte é um caso intermediário. Uma "reginha" simples, que vou apenas exemplificar, sem demonstrar, mas que ajuda bastante a entender quanto varia percentualmente a distância entre um planeta e o Sol é transformar a excentricidade e numa fração centesimal, ou seja, numa porcentagem. Exemplos: - Mercúrio: e = 0,206 = 20,6/100 = 20,6%.
Conclusão: A distância Mercúrio-Sol varia 20,6% para mais ou para menos (em relação a um valor médio) enquanto Mercúrio orbita o Sol - Terra: e = 0,0167 = 1,67/100 = 1,67%.
Conclusão: A distância Terra-Sol varia 1,67% para mais ou para menos (em relação a um valor médio) enquanto a Terra orbita o Sol - Marte: e = 0,093 = 9,30/100 = 9,3%.
Conclusão: A distância Marte-Sol varia 9,3% para mais ou para menos (em relação a um valor médio) enquanto Marte orbita o Sol - ...
Deu para entender a "regrinha"? A partir deste raciocínio, podemos dizer que a variação percentual na distância Terra-Sol (menos de 2%) é muito menor do que a variação percentual na distância Marte-Sol (pouco superior a 9%). Mas ambas existem e juntas, combinadas, podem fazer a distância Marte-Terra variar de uma maneira muito mais complexa do que se as duas órbitas fossem perfeitamente circulares. Concorda? Sendo assim, dependendo do ponto das órbitas de Marte e da Terra em que a oposição ocorre, a distância Marte-Terra, mesmo minimizada, por estar maior ou menor. E isso vai depender, na prática, de quanto mais perto ou mais longe Marte estiver do seu periélio no momento da oposição, do alinhamento com a Terra e com o Sol. A figura abaixo nos mostra algumas oposições que já aconteceram, a que está acontecendo neste exato momento e outras que ainda vão ocorrer no futuro. A órbita da Terra está em azul e a de Marte em vermelho. O Sol, nos focos das ellipses correspondentes às órbitas, é a bolinha laranja. Os astros estão, propositalmente, fora de escala. Os valores da distância Marte-Terra estão em milhões de quilômetros.
Note na ilustração acima que a distância Marte-Terra numa oposição, dependendo do ponto onde ocorre, não é constante. Ao contrário, ela varia e, como eu disse, depende de quanto Marte está perto ou longe do seu períélio PM pois, estando mais perto do Sol, automaticamente ficará ainda mais próximo da Terra. Note ainda na figura que AM é o afélio de Marte enquanto que PT e AT são o períélio e o afélio da Terra respectivamente. Confira na figura acima que em 28 de agosto de 2003 (destacado em amarelo) aconteceu uma histórica e contundente aproximação entre a Terra e Marte que ficaram a aproximadamente 55 milhões de quilômetros de distância. Isso vai demorar cerca de 60.000 anso para acontecer novamente! Ontem, em 27 de janeiro de 2010 (também destacado em amarelo) os dois planetas também estiveram em oposição e, portanto, mais próximos. No entanto, a distância entre eles foi de cerca de 99 milhões de quilômetros, quase o dobro da distância mínima alcançada em 2003. Você entendeu a razão desta diferença tão grande? Se respondeu que em 2003 a oposição entre Marte e Terra aconteceu bem perto de periélio de Marte (PM) acertou na mosca! Note que agora em 2010 a oposição acontece perto do afélio de Marte (AM), região em que a órbita elíptica de Marte (em vermelho) está mais longe da órbita elíptica da Terra (em azul). :: Marte "próximo" da Lua Cheia no Perigeu Amanhã  Simulação das posições aparenes de Marte e da Lua para 29/01/2010
Amanhã, sexta-feira, 29 de janeiro, Marte vai aparecer no céu próximo da Lua Cheia. E a Lua Cheia estará maior que o normal porque nosso satélite estará no perigeu, ponto da sua órbita elíptica ao redor da Terra mais perto do nosso planeta. E, estando mais perto, como qualquer objeto mais próximo dos nossos olhos, aparecerá maior. Como a excentricidade da órbita da Lua ao redor da Terra é e = 0,0549, usando a "regrinha" apresentada acima, facilmente descobrimos que a distância entre a Lua e a Terra varia cerca de 5,49% para mais e para menos. Assim, podemos ter Luas cheias 5,49% com diâmetro aparente maior ou menor. Amanhã teremos uma Lua Cheia mais cheia! Este assunto já foi discutido neste post aqui no Física na Veia!. Vamos torcer para dar céu limpo amanhã à noite. Assim pegamos Marte em aproximação com a Terra e a Lua Cheia no perigeu de uma só vez! Detalhe: será a maior Lua Cheia de 2010. Imperdível! Boas observações! Se der certo, farei fotos e publico por aqui!
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h04
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::: TRAILBLAZING: 350 ANOS DA ROYAL SOCIETY :::
 Tela principal do Trailblazing (clique para acessar)
Voltando das férias, totalmente desplugado, longe de qualquer computador e já bem próximo de entrar em síndrome de abstinência digital, estava louco para dar uma navegada e, principalmente, blogar (isso vicia!). E de imediato uma agradável surpresa: descobri que a Royal Society, a Academia Real de Ciências do Reino Unido, completa 350 anos em 2010. Para comemorar três séculos e meio de trabalhos relevantes em pesquisa científica foi criado o Trailblazing, site com uma time line interativa que destaca 60 artigos científicos de Matemática, Física, Química, Astronomia, Ciências da Terra e Biologia, dentre outros, a partir de um arquivo com mais de 60.000 trabalhos publicados pela Royal Society entre 1665 e 2010. Na mesma linha do tempo aparecem também eventos históricos que ajudam o internauta a posicionar o artigo científico na época da história mundial. Para quem gosta de cência é imperdível! O material, em inglês, foi compilado por cientistas, divulgadores de ciência e historiadores, e coordenado pelo Professor Michael Thompson FRS(1). Navegar pelo Trailblazing é bastante intuitivo, mesmo para quem não domina a língua inglesa. No rodapé da janela com a time line há uma barra com as funções interativas (confira a figura abaixo indexada de 1 a 5 para facilitar a descrição logo a seguir). 
Funções de cada elemento da barra de navegação: - Barrinha (vermelha) para rolagem horizontal, como a que temos em qualquer navegador de internet. Clicando nela e arrastando-a com o mouse é possível caminhar para frente e para trás na linha do tempo;
- Botões que permitem saltar no tempo 50 anos para frente ou para trás;
- Ícones que distinguem artigos científicos (bolinha vermelha) de fatos históricos (bolinhas brancas). Posicionando o mouse sobre as bolinhas (vermelhas ou brancas) na parte superior, ou seja, na própria linha do tempo, aparecem janelinhas flutuantes com mais informações no formato texto e também imagens. Quando houver o link "more" (mais), se você clicar com o mouse, terá mais informações disponíveis como, por exemplo, o texto original do artigo;
- Caixa (menu) na qual você escolhe se quer ou não destacar artigos em cada área. Se você escolher, por exemplo, Mathematics (Matemática), as bolinhas vermelhas com artigos nesta área do conhecimento ficarão piscando na time line, facilitando a sua localização. Em "All Categories" (Todas as categorias) nada fica em destaque;
- Botão para fazer download dos comentários das áreas destacadas no formato PDF (veja item 4). Se você deixar em "All Categories" (Todas as categorias), o PDF gerado estará completo, com todas as áreas contempladas no sistema. Se escolher "Biology" (Biologia), por exemplo, o PDF gerado vai trazer apenas os dados ligados à esta área.
O material é bem bacana e vai garantir boas horas de estudos numa verdadeira viagem no tempo.
Só para ilustrar o que estou dizendo, escolhi "Physics" (Física) e já de cara, em 1672, encontrei o trabalho de Sir Isaac Newton (1643-1727) sobre Luz e Cores. Clicando em "more..." (mais) e depois em "View scientific article" (ver artigo científico) encontramos uma cópia do artigo orginal de Isaac Newton em PDF (veja imagem abaixo). 
Divirta-se! Eu sei que vou me divertir bastante com esse brinquedinho que pode servir até mesmo para preparar aulas mais legais(2)! (1) FRS é a sigla para Fellow os the Royal Society, título concedido aos cientistas que pertencem à academia. (2) As aulas recomeçam na semana que vem e já estou pensando nelas!
Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 13h29
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Dulcidio Braz Jr Físico/Professor, 47 anos
São João da Boa Vista São Paulo/Brasil
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