::: CLONANDO GALILEU :::
 Galileu Galilei (1564-1642)
Acabo de chegar de uma Oficina de Construção de Lunetas com os alunos do curso superior. Apesar de ser um final de semana prolongado, logo às 9h o pessoal estava animado com a ideia de entender como funciona uma luneta e ainda aprender a fazer uma réplica da luneta de Galileu que em 2009 completa 400 anos. No período da manhã trabalhamos a óptica da reflexão e da refração (teoria e experimentos). O curso foi todo em multimídia.  Slide mostrando o comportamento da luz na reflexão e na refração
 Slide com o esquema óptico da luneta galileana
 Slide ilustrando o funcionamento do telescópio newtoniano
Falamos sobre os mais diversos telescópios, da luneta de Galileu aos telescópios espaciais. E a teoria desenvolvida na tela foi devidamente demonstrada em experimentos numa bancada óptica.  Experimento mostrando convergência/divergência
 Obtenção experimental do foco de uma lente convergente
Na parte da tarde fomos fabricar as lunetas. Inicialmente a turma se dividiu em duas.  Turma dividida. Trabalho dividido.
Para agilizar o processo, metade dos alunos foi serrar os canos de PVC para fazer os corpos das lunetas enquanto a outra metade lixava os canos já serrados para dar um melhor acabamento.  Enquanto uns serravam os canos...
 ... outros lixavam, dando acabamento.
Canos serrados e lixados, fomos para o laboratório para montar as lunetas. Cada um dos alunos pegou o seu kit com lentes, arruelas, feltros e outras peças de PVC.  Kit para montar a luneta
E foi divertido! Fui dando as instruções, montando uma luneta, e cada um foi montando a sua própria luneta simultaneamente. Mas um ia ajudando ao outro a resolver pequenos problemas que naturalmente surgem no processo prático. E nunca é demais treinar companheirismo e solidariedade.  Todo mundo caprichando na sua luneta
Ao final, todo mundo saiu curioso para fora do laboratório para testar a luneta recém fabricada. Como ainda era dia, olharam a paisagem que aparecia invertida e puderam constatar que as lunetas funcionavam! Vale lembrar que as nossas lunetas são astronômicas e, portanto, fornecem imagem "de ponta cabeça" o que, numa observação astronômica, não é problema.  Test drive. Funciona!
E aí está a turma de "clones de Galileu"! Todos orgulhosos. E eu também! Eu sei que cada uma dessas dez lunetas vai servir para observações astronômicas de outras tantas pessoas e assim o processo de "clonar" Galileu será bastante eficiente. Um dos alunos até comentou que fez o curso pensando em poder fazer observações astronômicas com o filho. Muito bacana!  "Clones" de Galileu orgulhosos com os instrumentos fabricados
Tomara que neste final de semana prolongado o céu noturno esteja limpo para todo mundo poder testar o novo brinquedinho e sentir na pele a emoção que Galileu vivenciou há 400 anos quando começou a desvendar os segredos do Universo!
 Post comemorativo do Ano Internacional da Astronomia no Brasil. Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h28)
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