::: BRINCANDO DE GALILEU COM UMA CÂMERA DIGITAL II :::

Foto digital: Dulcidio Braz Jr (com Sony DSC-H1)
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Vênus sobre São João da Boa Vista ao amanhecer (clique para ampliar)

Na madrugada de hoje fui tentar observar  Perseidas, a Chuva de Meteoros na constelação de Perseu, por volta das 5h. Para nós no hemisfério Sul Perseu fica muito perto do horizonte, difícil de observar. Apesar do céu limpo, a Lua Minguante muito próxima de Perseu não colaborou para o céu negro que sempre ajuda no contraste. Em meia hora de observação só vi um único evento, e muito tênue. Como a taxa de eventos esperada era de 120/hora, pode-se dizer que não vi nada! E também não consegui registro fotográfico deste único evento.

Para não perder a viagem, fotografei da janela do meu escritório, pouco depois das 5h30min da madrugada, Vênus dando show sobre a Serra da Paulista (foto acima) e, com zoom óptico de 12X, dei close no planeta (imagem abaixo).


Close em Vênus com o zoom óptico da câmera

Visto daqui da Terra através de uma luneta ou telescópio o planeta Vênus apresenta fases enquanto orbita o Sol. Isso acontece porque, assim como a Lua, o ângulo da iluminação solar sobre Vênus varia. Veja abaixo o aspecto de Vênus (quase cheio) por mim simulado para dia/hora da foto com o software Stellarium gratuito e open source.


Simulação da iluminação do disco de Vênus feita com o Stellarium

Galileu Galilei (1564-1642), o homenageado de 2009 no Ano Internacional da Astronomia, foi o primeiro astrônomo a constatar com a sua luneta, em 1609, as fases de Vênus. Como Galileu não tinha como fotografar o que via, desenhou (imagem abaixo).

A sequência de fotos abaixo, recentes e feitas com telescópio, mostra-nos exatamente o que Galileu constatou. Os valores percentuais referem-se à fração iluminada do disco planetário.

ccvalg.pt

Note que, enquanto Vênus muda de fase, seu tamanho aparente visto daqui da Terra varia. Note ainda, nos registros de Galileu e também nas fotos reais que, quanto mais "cheio" está Vênus, menor ele nos parece. Galileu foi perspicaz e logo percebeu que isso era efeito colateral do movimento orbital de Vênus ao redor do Sol e não da Terra. Foi um duro golpe no estômago dos defensores do Geocentrismo e uma prova muito forte do Heliocentrismo(*).

O esquema abaixo, com o Sol no centro (fora de escala) ilustra bem como a iluminação de Vênus orbitando o Sol varia para um observador fixo na Terra. Em conjunção superior, quando Vênus nos mostra sua face praticamente "cheia", ele está mais longe da Terra e, portanto, tem seu diâmetro aparente reduzido. Se orbitasse a Terra, ele teria fases, como a Lua. Mas, assim como acontece com o nosso satélite, não teria variação tão significativa no seu diâmetro aparente pois estaria sempre praticamente na mesma distância dos nossos olhos. Simples e genial. Uma prova bastante convincente em favor do Heliocentrismo e obtida com uma simples lunetinha!

on.br

 


(*) Geocentrismo era a teoria que defendia que a Terra era o centro do Universo. O Heliocentrismo defendia ser o Sol o centro do Universo. Na época de Galileu, há 4 séculos apenas, ainda havia a crença de que a a Terra era o centro de tudo! Galileu, com a sua luneta e a sua visão científica ajudou a humanidade a vencer esta cegueira (ou ilusão) observacional. Nossa concepção de Universo evoluiu bastante desde então. Hoje sabemos que o Sol é apenas o centro do Sistema Solar e não do Universo que é composto por milhões de galáxias, cada qual com milhões de sistemas planetários. Aliás, vale lembrar que atualmente já temos mais de 300 planetas descobertos fora do nosso Sistema Solar.


 

 Post comemorativo do Ano Internacional da Astronomia no Brasil


 

Já publicado aqui no Física na Veia!

 





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h30





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  ::: MAIS UMA OFICINA DE FÍSICA MODERNA NO IFGW/UNICAMP :::

 

O IFGW - Instituto de Física "Gleb Wataghin" da Unicamp vai promover no próximo dia 22 de agosto, sábado, mais um evento dentro das tradicionais Oficinas de Física "Cesar Lattes". 

Confira abaixo a programação:

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

8h30 – 8h45 Abertura

8h45 – 9h45 "O mundo das partículas elementares" - Prof. Pedro Cunha de Holanda 

9h45 – 10h00 Perguntas e discussões

10h00 – 10h30 Intervalo / Café

10h30 – 11h30 "O mundo fantástico da física de partículas e uma viagem pelo LHC" - Prof. Jun Takahashi 

11h30 – 11h45 Perguntas e discussões

11h45 – 13h00 Intervalo / Almoço

13h00 – 14h00 "As Relatividades de Einstein" - Prof. Carlos Ourivio Escobar 

14h00 – 14h15 Perguntas e discussões

14h15 – 14h45 Intervalo / Café

14h45 – 15h45 "Os mensageiros de mais alta energia no Universo" - Prof. Luiz Vitor de Souza Filho 

15h45 – 16h00 Perguntas e discussões

16h00 Encerramento

 

Eu já participei de várias destas oficinas e recomendo! Tentarei estar presente nesta que contempla temas imperdíveis! 


Para saber mais

  • Site oficial do evento (detalhes da programação e inscrições)

Já publicado aqui no Física na Veia!




Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h07





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  ::: EWCLIPO II :::


Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, sede do II EWCLiPo

Em dezembro de 2008 aconteceu o I EWCLiPo - Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa. O evento foi organizado pelo prof. Dr. Osame Kinouchi, físico da USP campus de Ribeirão Preto que abrigou este encontro do qual tive o prazer de participar como palestrante.

O movimento de blogueiros científicos continua firme e forte e entre entre 25 e 27 de setembro deste ano acontece o II EWCLiPo, desta vez organizado pelo prof. Dr. Mauro de Freitas Rebelo, biólogo da UFRJ. A sede do evento, financiado pelo CNPq e com apoio da UFRJ e do IEAPM, será  Arraial do Cabo/RJ.  .

 

:: Mas por que fazer um encontro de weblogs científicos?

O site do evento responde a esta pergunta dizendo "A WEB 2.0 mudou a forma de fazer jornalismo, negócios e política, e está ganhando agora a academia. A redução das redações de ciência nos grande jornais e o aumento dos escritórios de relações públicas em instituições científicas é o cenário onde emergem os próprios cientistas se comunicando diretamente com o grande público através de blogs e se firmando como uma importante fonte de informação científica confiável para a população, com conseqüências diretas no ensino e na aprendizagem de ciências e não só. O encontro promete, em sua reedição, discutir essas temáticas e oferecer aos participantes opções de caminhos para a blogsfera científica em língua portuguesa."

Se você gosta de ciências e está sempre ligado em divulgação científica, vai gostar do evento. Recomendo!


Para saber mais


Já publicado aqui no Física na Veia!

 

 





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h44





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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