::: O ACIDENTE DE FELIPE MASSA E A 'FORÇA' G :::

No treino de hoje para o GP da Hungria de F1 o piloto brasileiro Felipe Massa sofreu um acidente amplamente divulgado na midia(1). Você possivelmente viu na TV o trecho de vídeo acima que mostra claramente que uma peça de outro carro (possivelmente do carro da Brawn GP pilotado pelo também brasileiro Rubens Barrichello) se desprendeu e atingiu o capacete do Massa que ia logo atrás. 

O que me chamou a atenção foi o comportamento do medidor de "força" G(2) que aparecia na tela no momento do acidente e que eu explico em detalhes aqui neste post publicado aqui no Fìsica na Veia! em junho/2008

Note que, no início do trecho em vídeo, como a curva é suave e para a direita, a bolinha do medidor de "força" G está ligeiramente deslocada para a esquerda (mais ou menos como na ilustração ao lado). É assim que Massa está se sentido: ligeiramente empurrado para a esquerda, tal como indica a bolinha(3). E o indicador verde aceso significa pedal do acelerador acionado.

Mas, assim que a peça voa do outro carro e toca o capacete do Massa, a bolinha vai para a frente, indicando que o piloto chegou a brecar, o que é confirmado pelo indicador vermelho que se acende no momento em que o pedal de freio é acionado. Massa deve ter levado um susto enorme com o impacto da peça e pisar no freio foi praticamente um ato reflexo. A partir daí o carro fica desgovernado, Massa perde o controle do veículo, talvez já desacordado ou, pelo menos, meio zonzo, com a pancada que sofreu na cabeça. Neste momento de descontrole a bolinha do medidor se move de maneira caótica, indicando multiplas mudanças bruscas de velocidade do veículo em diversas direções/sentidos.

Mas o mais incrível é que ocorre no momento da pancada final contra o muro de pneus: a bolinha vai violentamente para frente e estoura os limites do medidor, indicando uma desaceleração violenta, o que também não é bom para o corpo do piloto! Aliás, neste momento o piloto sente-se (como a bolinha do indicador) violentamente jogado para frente(3).

Vamos torcer para que o Felipe Massa se recupere logo. Ele sofreu uma cirurgia. As notícias de que ele está bem nos trazem alento. Mas ainda é preciso averiguação médica cuidadosa para saber o tamanho do dano cerebral causado pela colisão da peça contra o seu capacete.

Impossível não lembrar do trágico acidente de Ayrton Senna que também sofreu o impacto de uma peça que se desprendeu do próprio carro e furou seu capacete provocando dano mortal.

Mas desta vez já sabemos que teremos um final feliz! É o que todos queremos e o desenrolar dos fatos já nos mostrou que assim será!


[Upgrade - 26/07] Boas notícias: Massa não tem mais lesão cerebral


[Upgrade - 27/07]  Rubinho Barrichello acaba de confirmar comigo (via Twitter) que Massa pisou no freio no momento do acidente. Mas também pisava no acelerador, conforme indicador verde acesso presente no video. Segundo Barrichello, "puro instinto" (confira aqui


(1) Não escrevi nada sobre este acidente antes porque fiquei sem micro hoje. Estou trocando de computador e só agora no começo da noite é que voltei a navegar em águas calmas.
(2) A "força" G não é uma força no sentido newtoniano do termo técnico mas uma força fictícia, uma sensação de força que o piloto sente no referencial acelerado do carro. Na verdade, se o carro vira para a direita, o piloto tem a sensação de ter sido jogado para a esquerda e vice-versa. Se acelera forte para frente tem a impressão de ter sido jogado para trás. Ao contrário, se breca, sente-se arremessado para frente. Mas, na verdade, é tudo inércia. O que parecer ser força, de fato não é. É apenas uma sensação provocada pela aceleração tangencial e/ou centrípeta a que o cojunto fica submetido.
(3) A bolinha do medidor, na verdade, sempre indica a tendência inercial de continuidade do movimento do piloto frente às mudanças de velocidade do carro, ou seja, frente às acelerações tangenciais e radiais.


Para ver

 

  • Veja aqui mais imagens do acidente

Já publicado aqui no Fìsica na Veia! 





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 22h14)



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  ::: CINCO BRASILEIROS PREMIADOS NA IPhO 2009 :::

 

Retornaram ontem para o Brasil os cinco estudantes que representaram o nosso país na 40a IPhO - International Physics Olympiad realizada no México.

E na volta a bagagem estava mais pesada: nossos representantes trouxeram 5 medalhas! André Luis M. Farias (PE) e Ivan G. Mitoso Rocha (CE) conquistaram Medalhas de Prata, Leonardo P. Stédile (SP) e Illan F. Halpern (RJ/SP) Medalhas de Bronze, e Márcio A. de Paiva Filho (RN/CE) foi Menção Honrosa.

Esses estudantes iniciaram uma verdadeira maratona de estudos em 2007 quando cursavam a 1a Série do ensino médio e fizeram parte dos 48 alunos melhor classificados na OBF – Olimpíada Brasileira de Física daquele ano que contou com a participação de 520 mil estudantes inscritos entre Escolas Públicas e Particulares de todo País.

A fase final de preparação aconteceu ao longo de dezoito meses, iniciados em 2008, nas Coordenações Estaduais da OBF, e finalizada com cursos intensivos e provas no Instituto de Física da USP – São Carlos sob responsabilidade do professor Euclydes Marega Júnior.

316 estudantes de 82 países participaram da IPhO 2009. E a classificação brasileira deste ano superou a de 2008 quando conquistamos no Vietnã uma Medalha de Prata, uma Medalha de Bronze e duas Menções Honrosas. Ficamos, em 2009, com a melhor classificação entre os países ibero-americanos seguidos por Cuba que tem uma grande tradição nesse evento.

A OBF - Olimpíada Brasileira de Física é um programa da SBF - Sociedade Brasileira de Física destinada aos estudantes do Ensino Médio e último ano do Ensino Fundamental e conta com o apoio do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

A todos os professores e coordenadores que participaram ativamente da preparação destes brilhantes alunos neste projeto internacional, parabéns. E meu cumprimento super especial aos cinco medalhistas brasileiros!


Já publicado aqui no Física na Veia! 





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h55)



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  ::: ECLIPSE SOLAR AGORA :::

Neste exato momento em que estou postando, quase 1h da madrugada, está acontecendo um eclipse solar. Pena que estamos em plena noite e, portanto, não veremos nada deste espetáculo! Pelo menos ao vivo...

A figura acima simula a passagem da penumbra (disco cinza maior) e da umbra (disquinho  negro menor) sobre a superfície da Terra. Quem estiver numa região por onde passará a penumbra verá eclipse solar parcial e quem tiver a sorte de estar numa região por onde passa a umbra terá um eclipse solar total.

Desta vez a totalidade vai durar 6min39s, o que faz deste eclipse o mais longo do século!

Vou ficar de olho e publicar em breve as melhores fotos que eu encontrar deste eclipse. A primeira é esta. E aqui outra. Veja abaixo o show do "anel de diamante" (nome desta configuração) na China!


Eclipse Solar Total na China registrado pelo Team Baader Planetarium


Eclipse capturado por Daniel Lihh, em Taiwan


S. Kikuchi, no Japão, usando projeção com papel perfurado


N. Chan, Taiwan, pelo mesmo método da projeção com papel perfurado

Esta galeria será atualizada em tempo real (direto do site Space Weather). E aqui a galeria do UOL.

Há várias maneiras de se observar um eclipse solar com segurança, tratadas aqui neste post de setembro de 2007 . Indico ainda os links abaixo de coberturas de eclipses que eu já fiz aqui em parceria com o UOL e também posts sobre a teoria dos eclipses.


Já publicado aqui no Física na Veia!  





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 00h58)



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  ::: QUER PILOTAR A ÁGUIA E POUSAR NA LUA? :::


Print screen da simulação

O projeto PhET da Universidade de Colorado nos Estados Unidos tem uma incrível coleção de simulações de Física, Química, Matemática, Biologia e Ciências da Terra (em Flash e em Java). Elas rodam on line mas também podem ser baixadas para o seu micro ou um pendrive se você preferir. Grande dica para professores, alunos e interessados em geral!

Aproveitando o clima de Apollo 11 desta semana comemorativa, que tal pilotar a Águia pousando na Lua? O PhET tem uma simulação em Flash bastante interessante. Clique aqui para abrí-la em outra janela inicialmente com 800 X 600 pixels (mas que pode ser aumentada ou diminuída arrastando cantos ou bordas com o mouse). Se o seu navegador tiver bloqueador de popup, desabilite-o ou autorize a abertura da janela.

Os comandos são simples:

  • Clicar no botão Start, para começar (claro!) 
  • A barra de espaços liga/desliga o propulsor que, ao ser ligado, sempre está na potência máxima.
  • As setas para cima/para baixo controlam a potência do propulsor.
  • Setas para direita/esquerda giram a nave no sentido horário ou anti-horário.
  • É possível escolher se quer visualisar (via check box) os vetores velocidade (verde) e aceleração (amarelo). Como aceleração e força propulsora são proporcionais e têm mesma direção e mesmo sentido (Segunda Lei de Newton), o vetor amarelo também pode ser interpretado como força (thrust).
  • Também é possível ligar/desligar o som (outro check box).

O objetivo é pousar a Águia suavemente (velocidade menor ou igual a 2,0 m/s). Em seguida decolar e tentar pousar no maior número de lugares diferentes possíveis antes do combustível acabar. Fique atento pois com velocidades entre 2,0 m/s e 6,0 m/s a nave pousa mas "sofre" com o impacto. Velocidades de pouso superiores a 6,0 m/s causam danos e encerra a simulação. Se pousar com a nave inclinada também danifica o trem de pouso e a simulação acaba.

Durante as manobras ocê pode fazer a leitura da altitude, da velocidade horizontal (Vx) e vertical (Vy) bem como da massa de combustível (fuel) pelos instrumentos no painel à direita. A força do propulsor (thrust) também pode ser lmonitorada. O legal é que todos os valores já estão no Sistema Internacional (SI), ou seja, a altitude em metros (m), velocidade em metros por segundo (m/s), a massa do combustível em quilograma (kg) e a força do propulsor em newton (N).

Para recomeçar uma simulação encerrada por danos na nave ou término do combustível basta clicar em reset. Observe que a simulação atribui uma pontuação (score) para as suas manobras que, com treino, podem ser melhoradas.

Apesar do jeitão infatil da simulação, ela dá uma boa noção da realidade pois a Águia (Módulo Lunar) bem como o Módulo de Comando e o próprio Saturno V funcionavam com base na Lei da Ação e Reação (ou Terceira Lei) de Isaac Newton. Os gases, gerados pela queima na câmara de combustão, são experlidos por uma força (AÇÃO). Automaticamente estes gases exercem uma força na mesma direção, de mesmo valor, mas em sentido oposto (REAÇÃO), empurrando a nave para o outro lado. Foi assim que a Águia pousou (e depois decolou) na Lua: com um único propulsor principal para produzir o movimento de translação e propulsores laterais que propiciavam rotação. Note bem que não tem freio na nave. A gravidade acelera a nave para baixo e o motor empurra a nave no sentido oposto ao dos gases. Logo, para brecar é preciso ligar o motor para baixo para que a nave seja empurrada para cima, contra a gravidade lunar. Se girar a nave o empurrão do propulsor também gira e assim é possível conseguir movimentos mais complexos.

Agora é sua vez. Divirta-se!





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 23h31)



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  ::: UM ZAGUEIRÃO NO SISTEMA SOLAR :::

Anthony Wesley
Clique para abrir versão maior
Mancha escura superior, indício de impacto (clique para abrir versão maior)

A foto acima, feita em 17 de julho deste ano pelo astrônomo amador australiano Anthony Wesley, evidencia uma mancha superior escura que não faz parte da paisagem natural de Júpiter, como a grande mancha vermelha e a mais recentemente descoberta Red Jr. Ela nos revela , portanto, algo anormal.

Por ser muito parecida com a mancha da foto abaixo, deixada pela colisão de um dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levi 9 que caiu em Júpiter entre 16 e 22 de julho de 1994, tudo leva a crer que o fenônmeno se repetiu. Júpiter deve ter sido atingido por um outro cometa ou, quem sabe, um asteróide.


Mancha pós impacto, bem maior do que Terra

A diferença é que em 1994 o fenômeno foi previsto  pelos astrônomos com antecedência para que pudesse ser monitorado e registrado em tempo real. Desta vez apenas o "hematoma" posterior ao acidente revelou a suposta colisão já consumada.

O fenômeno foi confirmado pelo JPL - Jet Propulsio Laboratory da NASA e ratifica que o gigante gasoso Júpiter funciona mesmo com um zagueirão no Sistema Solar.

Explico. Por ser gigante e ter muita massa, o campo gravitacional de Júpiter se sobressai no nosso sistema planetário. Desta forma acaba atraindo restos de matéria que orbitam o Sol funcionando como um eficiente zagueiro de time de futebol que não deixa passar quase nada mais para dentro do Sistema Solar. 

Sorte nossa! Temos uma proteção gravitacional natural de grande porte. Grandes restos de matéria poderiam cair com mais frequência aqui na Terra e causar acidentes de grande porte. Imagina o possível estrago pelo tamanho das manchas deixadas em Júpiter! Mas nosso zagueirão é muito eficiente. Ele é o sonho de qualquer equipe de futebol. Ainda bem que joga no nosso time e seu passe não está livre!


 
 Post comemorativo do Ano Internacional da Astronomia no Brasil.


Para saber mais

  • Página no JPL sobre o Shoemaker-Levi 9


Já publicado aqui no Física na Veia! 





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h04)



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  ::: FOI ASSIM... :::

NASA
Clique para abrir versão 800 X 600 pixels
A máxima tecnologia em TV de 1969 aqui no Brasil

Foi exatamente assim que eu vi o Homem chegar à Lua, há 40 anos.

Não tinha nem 6 anos de idade. Mas não tirava os olhos da Philco em preto e branco com caixa de madeira.

Eu não sabia. Mas estava nascendo ali um físico!





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 21h25)



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  ::: ARMSTRONG NUNCA 'PISOU' NA LUA (II) :::


Armstrong "carimbando" a Lua

Este post é uma continuação do anterior. Se você ainda não leu o outro, sugiro rolar a página para baixo e começar por ele.

 

E - Sobre o combustível para voltar

- E.1 – Para lançar a nave em direção à Lua gasta-se uma enorme quantidade de combustível que fica evidente pelos três estágios do gigantesco foguete Saturno com 11 motores (5 em cada um dos dois primeiros estágios e mais 1 no terceiro estágio). Onde está guardado todo o combustível necessário para fazer a viagem de volta da Lua para a Terra naquela nave tão pequena? Mais um sinal de fraude: seria impossível retornar para a Terra!

wechoosethemoon.org

+ Explicação física – Gasta-se muito combustível para acelerar a nave até a velocidade máxima. Aliás, a maior parte do foguete Saturno V é tanque de combustível que uma vez esvaziado é desprezado! A nave finalmente entra em órbita da Terra, restando apenas o terceiro estágio do foguete. E aí o motor é desligado. Mas a velocidade se mantém, por inércia, já que não existem mais fatores dissipativos. O motor do terceiro estágio é novamente religado e somente para dar o impulso final da nave na direção e sentido corretos para alcançar a Lua alguns dias depois. O que ainda restava de massa extra, agora inútil, é desprezada, e a nave que sobrou (ponta do terceiro estágio do Saturno V) é composta somente pelo Módulo de Comando e pelo Módulo lunar. A velocidade da nave, no espaço, sem atrito, não vai mais mudar. Note que gastou-se muita energia para a nave atingir a velocidade máxima. Mas agora a energia se conserva. E com esta velocidade (ou energia cinética) a nave vai se aproximar da Lua e orbitá-la. O Módulo lunar, muito mais leve que o conjunto todo, se desacopla do Módulo de Comando (veja imagem acima) e vai precisar de pouco combustível para pousar na Lua e, depois, ao final da missão em solo, decolar novamente para reencontrar o Módulo de Comando que continua com a mesma velocidade inicial de partida da Terra. Vale ainda ressaltar que a parte de baixo do Módulo Lunar (Módulo de Pouso, parte B na imagem abaixo) fica na Lua. Decola apenas a parte de cima (parte A na imagem abaixo) , ainda mais leve, para economizar combustível! Quando o Módulo Lunar se acopla ao Módulo de comando, basta um outro pequeno impulso e só mais um pouco de combustível para tirar a nave da órbita lunar e trazê-la de volta para a Terra. Deu para entender que que, depois que a nave atinge velocidade máxima, o sistema é conservativo, ou seja, a energia cinética (na verdade mecânica) da maior parte do equipamento se mantém? Esse é o “truque”. O combustível dos Módulos de Comando e Lunar pode ser bem menor do que o combustível inicial gasto para acelerar todo o equipamento inicial, com muito mais massa, até a velocidade final de curso lunar. Tudo foi muito bem dimensionado e calculado. É fato que no final da missão não havia sobra de combustível. Todas as manobras tinham que ser feitas com habilidade uma vez que qualquer erro implicaria em gasto extra de combustível e poderia comprometer a finalização da missão. Mas não há nenhuma impossibilidade prática de haver combustível para voltar para casa com segurança.

F - Sobre o veículo lunar 

- F.1 – Onde estava guardado aquele jipe lunar? Ele apareceu do nada? Mesmo que estivesse guardado desmontado, os astronautas gastariam precioso tempo para montá-lo e precisariam de uma verdadeira oficina mecânica na Lua. Mais uma prova da fraude.

Clique para ver imagem maior

+ Explicação física – O jipe lunar (Lunar Rover) era apenas uma armação tubular de materiais bem leves com um pequeno motor. Ele ficava dobrado em dois e guardado na parte de baixo do Módulo Lunar. Bastava retirá-lo de lá, através de fios e polias, desdobrá-lo, e ele já estava pronto para ser usado. Simples. Vale lembrar ainda que foi somente a partir da Apollo 15 que os astronautas usaram os veículos lunares para explorar a região em torno do sítio de pouso num raio de cerca de 5 km. Foram ao todo três missões (Apollo 15, 16 e 17) que utilizaram estes veículos lunares.

G – Comunicação em tempo real, sem atraso

- G.1 – Como os astronautas se comunicavam com o centro de controle em Terra em tempo real? Até nas transmissões de TV em Terra temos o famoso “delay” (atraso) do sinal! Outro furo que ratifica que a viagem do Homem à Lua foi uma armação cinematográfica.

+ Explicação física –As ondas eletromagnéticas usadas nas radiocomunicações viajam à velocidade da luz (quase 300.00 km/s). Um sinal eletromagnético demora cerca de 1,2s para perfazer o caminho entre a Lua e a Terra (distância aproximada de 384.000 km). Havia um delay compatível com a velocidade da luz no vácuo (espaço) e a distância a ser percorrida. Só que tem um detalhe: se um astronauta fala da Lua e estamos acompanhando a cena no centro de controle, quando o sinal chega na Terra, a resposta é imediata. Aí parece não haver delay! Mas o astronauta vai demorar 1,2s para receber a resposta da Terra! É o que vemos todos os dias em telejornais. O delay é sempre para a resposta e não para a pergunta do âncora do telejornal. Certo? Idem no caso dos astronautas na Lua conversando com o controle na Terra.

 

:: Um forte argumento e que não é físico

Dentre todos, um fortíssimo argumento em favor da Conquista da Lua pelos americanos não é físico, é político. Estados Unidos travavam uma corrida espacial com a União Soviética. Estávamos em plena Guerra Fria e os russos estavam na frente. Era preciso virar o jogo. Foi então que o presidente J. F. Kennedy fez um pronunciamento histórico em 1962 (Rice University, Houston, Texas) afirmando categoricamente que até o final da década de 60 os americanos iriam chegar à Lua. Anunciou para todos os americanos e para o mundo inteiro que os recursos necessários seriam disponibilizados. E assim foi feito. E os americanos venceram a corrida espacial chegando à Lua em 1969. Se não fosse verdade, a União Soviética teria condições de desmascarar os americanos. Mas não foi o que aconteceu. Os russos calaram-se diante dos fatos e aceitaram a derrota. Aliás, nunca foram para a Lua porque não haveria motivo para ser o segundo colocado numa corrida de apenas dois competidores. Para mim este é um argumento de peso em favor da Conquista da Lua em 20 de julho de 1969. Você concorda?

________

Existe ainda quem afirme que o solo dos filmes e fotos lunares se parecem muito com certas regiões desérticas dos Estados Unidos. Nada de mais. Estamos todos dentro do Sistema Solar e, qualquer semelhança, não é mera coincidência. Mas é claro que, para quem quer criar fatos, a chance é imperdível. Há ainda quem afirme que Stanley Kubrick, diretor de “2001, Um a Odisseia no Espaço” (1968, praticamente um ano antes da Apollo 11), tenha sido o responsável pelas cenas montadas em estúdio na falsa viagem Lua. Kubrick, que poderia confirmar ou não, já está morto desde 1999. Mas, se eu fosse criar hoje um fato desses, aqui no Brasil, escolheria um famoso diretor de cinema nacional para dar lastro às minhas ideias. Ainda mais quem criou no cinema um filme histórico sobre viagens espaciais!

Pode acreditar: o Homem foi até a Lua. Seis vezes. Mas nunca “pisou” nela! A pegada de Armstrong, onde não aparecem dedos, é a grande prova! Alegre


(*) A ideia destes dois posts sobre a "farsa" da ida à Lua surgiu na semana passada em conversa com minha querida amiga e blogueria multimídia Rosana Hermann do QL via Twitter e e-mail.

 


Mais imagens marcantes da Apollo 11


Para assistir

  • Vídeo do UOL Notícias
  • A NASA restaurou videos da Apollo 11 a partir de material televisivo. Aqui um pequeno trecho. O material completo será divugado a partir de setembro.


Para saber mais





Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 11h31)



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  ::: ARMSTRONG NUNCA 'PISOU' NA LUA (I) :::

NASA

Neil Armstrong: a primeira pegada humana na Lua

Nem Buzz Aldrin, seu companheiro da Apollo 11. E nem nenhum outro astronauta das missões Apollo 12, 14, 15, 16 e 17. Nunca nenhum ser humano "pisou" na Lua. Pode passar a notícia adiante, eu garanto! Trata-se de uma verdade incontestável pois todos os astronautas usavam botas! Logo, eles nunca "pisaram" diretamente em solo lunar! Certo? Língua de fora

Brincadeiras à parte, incontestável mesmo é o fato de que, entre 1969 e 1972, 12 astronautas(*) americanos passearam pelo nosso satélite, coletaram amostras e fizeram experimentos. E voltaram para casa a salvo para contar detalhes desta fantástica aventura documentada em vídeos e fotos.

Hoje, 20 de julho de 2009, é um dia histórico: faz exatamente 40 anos que Neil Armstrong (Apollo 11) desceu as escadas do Módulo Lunar Eagle (Águia) e deixou registradas duas inesquecíveis marcas: uma no solo lunar, a marca da sola da sua bota, e outra na história da raça humana. E a frase “Um pequeno passo para o homem, mas um salto gigante para a humanidade”, dita no momento que tocou o solo lunar, ratificou o primeiro passo de um representante da raça humana na Lua.

Mas tem gente que não acredita! De tão fantástica a ideia, acha que foi tudo uma farsa! Há vários sites, até em português, que defendem a ideia de fraude para criar uma situação que nunca existiu. E “provam”, com argumentos aparentemente sólidos, que o Homem jamais chegou à Lua e que tudo não passa de uma grande encenação para inglês russo ver!

Achei que a melhor maneira de comemorar esta data histórica com os leitores aqui no Física na Veia! seria usar a boa Física para analisar os argumentos que tentam iludir as pessoas sobre a verídica Conquista da Lua. Espero que você goste! E, se tinha dúvidas sobre a ida do Homem à Lua, que elas desapareçam de vez!

Os argumentos em favor da suposta farsa estão marcados com e as explicações físicas (contra argumentos) com +. E, como são muitas as ideias, o artigo será publicado em duas partes. 

 

:: A - Sobre as fotos tiradas na Lua

- A.1 – Fotos com sombras que parecem não ser paralelas, apesar do Sol ser a única fonte de luz natural na Lua e estar muito distante. Múltiplas sombras de um mesmo objeto e até penumbra, apesar da Lua não ter atmosfera. Truques mal feitos?
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+ Explicação física - O Sol é a única fonte de luz primária na Lua, ou seja, a única fonte de luz própria. Como está muito longe da Terra e da Lua, seus raios, quando nos atingem, são praticamente paralelos e, portanto, produzem sombras paralelas. Isso é verdade. Mas, dependendo do ponto de vista do observador (fotógrafo), haverá efeito de perspectiva e as sombras não vão parecer paralelas, embora sejam. O efeito de penumbra acontece quando a fonte de luz não é puntiforme e não tem nada a ver com a presença ou não de atmosfera. Há que se considerar ainda que o solo lunar pode refletir a luz, bem como a própria nave ou a roupa dos astronautas, agindo assim como fontes de luz secundárias que também podem produzir sombra mais tênue, facilmente confundida com penumbra ou como uma segunda sombra. Vale lembrar ainda que deformações no solo lunar podem contribuir ainda mais para o efeito das sombras não parecerem paralelas.

- A.2 – Fotos em que a Terra vista da Lua aparece com tamanhos diferentes, o que evidencia montagem fotográfica grosseira.

+ Explicação física - O tamanho aparente de um objeto numa foto depende do enquadramento e do zoom. Numa foto em close-up a Terra parecerá muito maior do que numa foto com campo visual mais aberto. Não tem nada de inconsistente. A Lua vista da Terra apresenta aproximadamente 0,5 grau de diâmetro aparente (veja o assunto abordado neste post). Como o diâmetro da Terra é aproximadamente 3,6 vezes maior do que o diâmetro da Lua, a Terra vista da Lua tem diâmetro aparente de 1,8 grau, ou seja, tem o tamanho aparente equivalente ao de pouco mais de 3,6 luas cheias. Mas poderá sair maior ou menor na foto dependendo do campo de visão da lente empregada na foto.

- A.3 – A ausência de estrelas no céu lunar que, sem atmosfera, é sempre negro, como o céu noturno terrestre. Mais uma vez a montagem fotográfica é grosseira.

+ Explicação física - Todo mundo que já tirou foto à noite sabe que a chance de registrar uma estrela no céu noturno é muito pequena. Para fotografar estrelas temos que ter condições "ideais", ou seja, ausência de luz difusa no ambiente (poluição luminosa) e longa exposição para capturar a tênue luz das estrelas. Na Lua, com muita luminosidade difusa refletida pelo solo, as fotos deveriam ser capturadas com baixo tempo de exposição para não saírem "lavadas", ou seja, super expostas. Por isso, as estrelas que estavam no céu lunar não foram registradas no filme fotográfico, embora estivessem lá e pudessem ser vistas pelos astronautas a olho nu.

- A.4 – Nem mesmo hoje existem películas de filme fotográfico capazes de suportar uma variação térmica com amplitude de mais de 290oC (entre cerca de 170oC negativos e quase 120oC positivos). A integridade do filme fotográfico estaria seriamente comprometida. Logo, todas as fotos supostamente feitas na Lua são falsas.

+ Explicação física – É verdade que não existe nenhum filme fotográfico capaz de suportar tal amplitude térmica. E também nenhuma pessoa se mantém viva sob tamanha variação de temperatura. Mas é conhecido que todo o equipamento usado na Lua, bem como os astronautas, estavam protegidos por superfícies termicamente isolantes. E, pelo fato de na Lua não haver atmosfera, dos três tipos de transmissão de calor possíveis (condução, convecção e irradiação), o único que acontece na ausência de matéria é a irradiação. Logo, produzir isolamento térmico eficiente não seria algo impossível ou complicadíssimo. Os trajes dos astronautas tinham, dentre outras, esta função térmica. E todo o equipamento exposto na Lua deveria estar protegido por paredes adiabáticas (isolantes).

 

:: B - A Bandeira Americana

- B.1 – Bandeira que tremula num ambiente sem atmosfera, ou seja, onde é impossível haver vento. Como isso pode ser possível? Outra montagem grosseira!

+ Explicação física - Temos que observar que a bandeira tinha uma haste vertical (como qualquer bandeira) mas, para manter-se aberta, havia outra haste horizontal. Ao ser fixada no solo, estas hastes metálicas podiam vibrar. E esta vibração pode refratar do metal das hastes para o tecido da bandeira, causando efeito análogo ao tremular de uma bandeira ao vento. Como na Lua não há atmosfera, não existe atrito com o ar, a vibração das hastes tende a ser persistente, reforçando a idéia de uma tremulação sob vento constante.

 

:: C - A pegada de Armstrong e a “pegada” da Eagle (Águia)

- C.1 – No solo seco da Lua é impossível a formação da pegada (foto do topo do post). Isso só seria possível num solo úmido. Sendo assim, a pegada de Armstrong, a primeira pegada do Homem na Lua também é uma criação em estúdio.

+ Explicação física – Será mesmo que a umidade é fator importante neste experimento? Coloque talco (que é um pó bem seco e fino) num recipiente. Apoie firmemente um objeto sobre o fino pó e, em seguida, retire-o. O perfil do objeto ficará gravado, como um carimbo! Pode fazer a experiência em casa sem maiores dificuldades. O registro da pegada não tem nada a ver com a umidade do solo. Só não ficaria registrada a pegada se o solo fosse muito duro, como uma rocha, e não cedesse nem um pouco. Mas, sendo maleável, haverá o registro da pegada E, como não há vento na Lua, qualquer pegada é duradoura.

- C.2 – Nas fotos, os pés da nave Eagle (Módulo Lunar), muito mais pesada do que um astronauta, pouco afundam no solo lunar. Mais uma vez o “truque” mal feito porque os pés da nave deveriam afundar muito mais do que aparecem nos registros fotográficos.

+ Explicação física – Afundar mais ou menos não tem nada ver com o peso (força) e sim com a pressão (força distribuída numa área). É notável que cada um dos quatro pés do trem de pouso da nave tem uma área bem grande. Logo, o peso da nave é distribuído em quatro áreas grandes. Há ainda um atenuador do efeito de afundamento. Não podemos nos esquecer de que na Lua a gravidade superficial é seis vezes menor do que na superfície da Terra. Logo, o peso de qualquer coisa na Lua (inclusive a nave) é seis vezes menor do que na Terra. Assim, o peso da nave na Lua (seis vezes menor do que na Terra) distribuído em quatro grandes áreas produz pouca pressão e, como consequência, pouco afundamento no solo lunar. Argumento

- C.3 – Não se vê nas fotos do módulo Eagle (como na foto em A.1 logo acima) as marcas que deveriam ser deixadas pelo motor propulsor usado no pouso na Lua. O forte motor deveria produzir um afundamento central no solo lunar, bem no meio dos quatro pés da nave pousada na Lua. Outra evidência de um cenário montado em estúdio.

+ Explicação física – O propulsor, como se pode ver em vídeo, espalha o pó muito fino do solo lunar como se fosse um ventilador. Este espalhamento pode ser homogêneo, em todas as direções, e não deixar uma marca central bem definida. Guardadas as devidas proporções, é o que acontece com um helicóptero voando baixo sobre um solo plano de areia fina e seca. Se o helicóptero ficar parado, não vai fazer um furo central e fundo porque a areia se espalha constantemente para todos os lados, ou seja, vai sendo varrida debaixo da aeronave pelo deslocamento gasoso. O fato do solo lunar ser um pó bem fino e seco favorece bastante esse efeito de varredura.

 

:: D - Sobre os trajes espaciais

- D.1 – Não seria possível naquela época um traje especial para os astronautas capaz de protegê-los das grandes variações de temperatura e ainda resistir à ausência de pressão atmosférica na Lua. Além disso, sem atmosfera na Lua, sem um filtro natural, a incidência de radiação vinda do espaço seria letal.

Recente caminhada espacial na ISS

+ Explicação física – Sob o ponto de vista térmico, basta isolar os astronautas para evitar transmissão de calor por irradiação, como já foi dito. A ausência de pressão atmosférica externa, que de fato na Lua é zero, exige resistência diferenciada dos tecidos das roupas. É fato. Mas já existia tecnologia para isso ao final dos anos 60 do século passado. Até hoje os astronautas fazem caminhas espaciais, fora das naves, em ambiente de pressão atmosférica zero, em condições de segurança e perfeita integridade física, inclusive sob o ponto de vista da radiação que é filtrada pelos tecidos das roupas e pelo vidro especial dos capacetes. Os trajes espaciais atuais são aperfeiçoamento dos primeiros trajes desenvolvidos no projeto Apollo.

Continua... (veja o próximo post)


(*) Em cada missão Apollo, três astronautas seguiam para a Lua. Mas um deles ficava pilotando o Módulo de Comando em órbita ao redor da Lua. Somente dois astronautas desciam na Lua com o Módulo Lunar. Da Apollo 11 até a Apollo 17 foram 7 missões e deveríamos ter tido 7 X 2 = 14 astronautas em solo lunar. Mas a missão Apollo 13 foi abortada por problemas técnicos e nela nenhum astronauta pousou na Lua. Logo foram 6 X 2 = 12 astronautas que desceram na Lua.

 

 


Para saber mais 


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prof. Dulcidio Braz Júnior (às 00h46)



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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor


BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos

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