::: COBERTURA DO ECLIPSE LUNAR PARCIAL :::


Equipamento posicionado... só aguardando a Lua

  • [18h00min] Céu limpo aqui em são João da Boa Vista, interior de São Paulo. 
    Sony DSC H1 no tripé, apontada para a janela do apartarmento com vista para a serra, horizonte leste. Já estou de prontidão, só esperando a Lua! Que ela venha logo e faça a parte dela!
     
  • [18h05min] Aqui está ela, a tão esperada Lua, já eclipsada. O eclipse começou exatamente às 15h23min., bem antes dela nascer.

  • [18h06min] Em close...

  • [18h13min] Linda!

    E no detalhe...

  • [18h24min] Outro close. Contraste sombra e luz.

  • [18h35min] No céu e no LCD da câmera.

  • [18h42min] Com um pouco mais de exposição (4s) os "olhos da câmera" mostram a "cor de tijolo" típica de um eclipse lunar na parte direita do nosso satélite, embora na parte mais iluminada, à esquerda, a foto fique um pouco supersaturada. 

  • [18h56min] Sobre as luzes da cidade...

    E mais uma vez no detalhe...

  • [19h09min] Como eu havia comentado em outro post, aqui no Brasil a Lua já nasceu eclipsada e, portanto, estamos vendo somente a segunda metade do eclipse. Aos poucos nosso satélite natural vai saindo do cone de sombra da Terra.
     

    [19h21min] Você reparou que a sombra da Terra projetada sobre a Lua é arredondada? É uma prova experimental de que nosso planeta é redondo. Claro que você já sabia disso! Você até já viu foto da Terra feita do espaço! Mas povos antigos usavam eclipses lunares para confirmar que a Terra é redonda a partir da sombra curva.
     
  • [19h27min] Mais uns 15 minutos e a fase umbral termina de vez. Aproveite o espetáculo!

     
  • [19h38min] Finalzinho da fase umbral.
      
  • [19h41min] A Lua quase saindo do cone de umbra.

  • [19h43min] Como previsto, o "último gole". Depois só penumbra...

  • [19h58min] Cadê a sombra? Já era! Agora a Lua Cheia, ainda dentro do cone de penumbra, está um pouco menos brilhante que o normal. Aos poucos voltará ao brilho máximo característico de Lua Cheia. A melhor parte do espetáculo já foi. E foi belíssimo, não?

  • [20h57min] Agora acabou mesmo! A Lua saiu também da zona de penumbra.

Dedico esta cobertura do eclipse lunar parcial para a Da. Alda(*), minha querida mãe! 


(*) Ainda não sei se a Da. Alda conseguiu observar o eclipse lá da casa dela. Vou ligar para saber. Lá onde ela mora, assim como daqui do meu apartamento, é possível observar a Serra da Paulista e lindas noites de luar. Digo que não tenho certeza porque há cerca de 40 dias ela está bastante doente, com Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune e que tirou todas as suas forças nos membros superiores e inferiores. Por conta disso, ela perdeu a independência e mobilidade. Mas ela tem fé. Tem muita força. E, como ela tem o hábito de orar olhando para o céu, especialmente quando tem Lua Cheia, eu tenho certeza de que, por mérito, ela vai sarar muito antes da previsão dos médicos (6 meses) e logo estará com a sua mobilidade normalizada e agitando a nossa família!
Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 17h55





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  ::: PENSA QUE É SÓ EM PEQUIM? :::

Foto de celular Foto digital: Dulcidio Braz Jr

Meus alunos na primeira fase da OBF 2008

Hoje tem olimpíada. E não é só a de Pequim. Em todo o território brasileiro acontece a primeira fase da OBF - Olimpíada Brasileira de Física, evento oficial da SBF - Sociedade Brasileira de Física voltado aos estudantes concluintes do Ensino Fundamental (8a série ou 9o ano) e também aos alunos de todas as três séries do Ensino Médio.

A primeira fase é realizada na própria escola. A segunda fase (estadual) será no dia 20 de setembro e deve ser feita na sede regional mais próxima da escola. A terceira e última fase, sempre realizada numa sede estadual (aqui no estado de São Paulo é na USP), será no dia 01 de novembro. Nesta última etapa, além da prova teórica, há também uma prova experimental.

A OBF serve como "peneira" para formar a equipe de estudantes que defenderá o Brasil na IPhO - International Physics Olympiad e também na OIbF - Olimpíada Iberoamericana de Física, duas importantíssimas olimpíadas internacionais de Física.

Aqui na minha escola, em São João da Boa Vista (interior de SP), participar de olimpíadas estudantis já é uma tradição (veja links abaixo). Sabemos que a maioria dos alunos não utiliza todo o potencial que tem. Neste contexto, as olimpíadas incentivam os alunos a estudarem mais e a se tornarem muito melhores utilizando esse potencial adormecido. Já tivemos diversos campeões por aqui, inclusive em olimpíadas internacionais! Mas temos a certeza de que, mesmo quando o aluno não consegue se classificar para as etapas finais, de alguma forma sai vencedor porque aprende mais sobre a matéria e percebe que na vida não há limites quando se quer ir mais longe.

Hoje eu comecei a prova às 13h (foto acima). E já passei o bastão para o prof. Ronaldo "Joule" Marin que vai finalizar o evento. Voltei para casa mais cedo para trabalhar em projetos de Física enquanto aguardo o eclipse lunar parcial logo mais no final da tarde que terá cobertura em rempo real aqui no blog.


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 15h30





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  ::: BOLT É O MAIS RÁPIDO DO MUNDO :::

UOL Olimpíadas 2008

O recordista jamaicano Usain Bolt, ouro nos 100m

O jamaicano Usain Bolt acaba de confirmar: 100 m em 9,69s. Ele bateu o próprio recorde conseguido em 01 de junho deste ano e ratifica, na prova mais nobre do atletismo, que é atual homem mais rápido do mundo.

A marca anterior era de 100m em 9,72s, o que corresponde a uma velocidade média de 10,29 m/s (ou 37,04 km/h). A velocidade média na prova de hoje, um pouco mais alta, foi de:

ou 10,32 x 3,6 = 37,15 km/h.

Impressionante!


[Upgrade - 20/08/2008]

UOL Olimpíadas 2008
 

Bolt acaba de vencer, aparentemente sem muito esforço, a final dos 200 m em Pequim. E é novo recorde: 19,30s!

Mais uma vez ele vôou baixo. Veja:

Praticamente a mesma velocidade média da prova de 100 m, só que agora correndo o dobro da distância! Haja fôlego! Haja explosão!


[Upgrade - 22/08/2008]

Usain Bolt com os jamaicanos Asafa Powell, Nesta Carter e Michael Frater conquistaram hoje a medalha de ouro no revezamento 4 X 100m com o tempo de 37,10s. Faça as contas: São 10,78 m/s! Incrível, não?!


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 11h31





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  ::: CIELO É OURO :::

UOL Olimpíadas 2008

Cielo em comemoração explosiva após a conquista do ouro

Foi neste minuto. Veio, finalmente, a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim! O atleta é César Cielo que nadou os 50m livre.

Cielo já havia conquistado bronze nos 100m livre na última quarta-feira. E agora é ouro com o tempo de  21.30s, recorde olímpico da prova e apenas 2 centésimos de segundo abaixo da recorde mundial.

Confira abaixo a velocidade média do campeão:

Foram 2,35 m/s ou 2,35 x 3,6 = 8,46 km/h. Não é fácil vencer o atrito com a água. Mas Cielo venceu e deu show!

Com esta marca inédita para a natação brasileira Cielo bateu Gustavo Borges, nadador brasileiro que colecionava duas medalhas de prata conquistadas nos 100 m livre em Barcelona/1992 e nos 200 m livre em Atlanta/1996.

Parabéns César Cielo!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 23h42





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  ::: AMANHÃ TEM ECLIPSE LUNAR PARCIAL :::

Foto digital: Dulcidio Braz Jr

Lua nascendo parcialmente eclipsada em 3 de março de 2007

Amanhã, sábado, 16 de agosto, tem eclipse lunar parcial logo no começo da noite. Para nós aqui no Brasil a Lua Cheia já vai nascer eclipsada e poderemos acompanhar o evento da metade em diante.

Um eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua. Iluminada pelo Sol, a Terra projeta no espaço um cone de penumbra (onde há um pouco de luz) e outro cone de umbra (região totalmente escura). 

Quando a Lua penetra no cone de penumbra da Terra perde um pouco do seu brilho pois nesta região recebe menos luz solar. A Lua Cheia, antes bem brilhante, começa a perder o seu brilho e o eclipse está começando. Mas, na medida em que a Lua caminha para dentro do cone de umbra, o fenômeno vai se tornando mais evidente. O disco lunar começa a escurecer drasticamente e o eclipse caminha para o seu ponto máximo quando a Lua, totalmente mergulhada na umbra da Terra, deveria desaparecer. Mas aí ocorre um truque óptico muito interessante e que provoca um efeito peculiar (veja ilustração abaixo).

A luz solar que passa tangenciando a atmosfera terrestre, ao ser refratada pelas partículas do ar, sofre desvio e mergulha dentro do cone de umbra. E isso ocorre especialmente para as cores vermelho e alaranjado. Assim, no cone de umbra que deveria ser totalmente escuro, haverá uma tênue luz vermelho-alaranjada capaz de tingir nosso satélite natural de um tom vermelho tijolo bem típico dos eclipses lunares.

Pode acontecer da Lua passar apenas pelo cone de penumbra. Neste caso o eclipse é quase imperceptível. Mas, quando a Lua entra integralmente no cone de umbra da Terra, o eclipse é total e é o mais bonito de se ver, com todas as fases bem evidentes e observáveis. Também pode ocorrer da Lua mergulhar parcialmente no cone de umbra. Neste caso o eclipse é parcial e nem sempre o efeito de Lua cor de tijolo será bem observado. O eclipse de amanhã, como você pode ver na simulação interativa mais abaixo, será parcial. Cerca de 80% da Lua pssará dentro da região umbral. Vai sobrar uma beiradinha de Lua de 20% para fora da umbra. Não será o mais lindo eclipse lunar que você já viu. Mas será bem bacana de se ver.

:: Cronologia do Evento

É comum marcamos a evolução de um eclipse lunar através dos seguintes pontos:

  • P1 - [início do eclipse] a Lua toca externamente o cone de penumbra no qual está entrando
  • P2 - a Lua toca internamente o cone de penumbra no qual está entrando
  • U1 - a Lua toca externamente o cone de umbra no qual está entrando 
  • U2 - a Lua toca internamente o cone de umbra no qual está entrando
  • M - meio do eclipse
  • U3 - a Lua toca internamente o cone de umbra do qual está saindo
  • U4 - a Lua toca externamente o cone de umbra do qual está saindo
  • P3 - a Lua toca internamente o cone de penumbra do qual está saindo
  • P4 - [fim do eclipse] a Lua toca externamente o cone de penumbra do qual está saindo

Veja alguns destes pontos no esquema abaixo que é genérico e corresponde a um eclipse lunar total (não representa com exatidão o eclipse de amanhã).

 

Para ter uma noção melhor do que vai acontecer no eclipse lunar de amanhã, confira abaixo uma simulação interativa em Flash que eu fiz mostrando os principais pontos do fenômeno. Os botões ">>" e "<<" permitem avançar ou retroceder a simulação frame a frame. 

Observe que na simulação acima, para facilitar as coisas, fixei o referencial nos discos (cortes) dos cones de umbra e penumbra que aparecem parados (na prática eles se movem em relação à Lua). Desta forma vemos a Lua descer. Na prática, o que veremos ao vivo é o oposto. A Lua vai nascer e, na medida em que a Terra gira ao redor de si mesma, teremos a sensação de que a Lua vai subindo no céu, afastando-se gradativamente do horizonte.

Anote aí na sua agenda. Amanhã, ao cair da tarde (pouco depois das 18h), fique de olho no lado leste, onde a Lua vai nascer. Nesta hora o eclipse estará praticamente na metade (ponto M, entre U1 e U4). Mas ainda teremos cerca de 2h e 30min de observação garantida (se o céu estiver limpo!).

Boas observações por aí! Eu estarei por aqui, de plantão, cobrindo o evento e publicando fotos. Depois que você fizer as suas observações, apareça aqui no blog para deixar o seu comentário. Será um prazer compartilhar com você este momento astronômico raro!


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 09h24





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  ::: EU VI JÚPITER 'FLERTANDO' COM A LUA OUTRA VEZ :::

Fotos digitais: Dulcidio Braz Jr (Sony DSC H1)

Lua crescente hoje, com zoom óptico de 12X, por volta das 23h20min

Às quartas leciono para uma turma de formandos em Licenciatura em Física, futuros professores da matéria. Hoje, nas aulas de Física Moderna, falamos sobre o Efeito Fotoelétrico(1).

Ao final do expediente, ainda dentro do prédio, Leandro, meu aluno, que sabe que eu sou maluco por Astronomia, perguntou-me "Você viu a Lua hoje? Você sabe o que é aquele pontinho bem brilhante ao lado dela?". Na correira de hoje eu ainda não tinha tido tempo de olhar para o céu. Mas sabia que Júpiter estava dando show no céu por estes dias. Respondi ao Leandro, meio no chute, que deveria ser Júpiter.

Saquei o N95 do bolso e, rapidamente, simulei o céu local no software que roda no Symbian do Nokia. Chutei certo! Júpiter estava mesmo "coladinho" na Lua. Caminhamos mais um pouco e, já fora da faculdade, pudemos ver ao vivo a linda cena do flerte astronômico entre o nosso satélite e o gigante gasoso do Sistema Solar.

Ao chegar em casa, não resisti. Peguei minha DSC H1, o tripé, e desci para a garagem do condomínio ao lado da qual posso ver o céu noturno. E capturei os fótons com o CCD(2) da câmera. Einstein estava certo. E o Efeito Fotoelétrico, 103 anos depois, virou algo bem comum nas câmeras digitais que nada mais são do que verdadeiras arapucas eletrônicas nas quais podemos caçar os tais "pacotinhos de luz" que guardam informações visuais de belas cenas para sempre (ou enquanto durar o arquivo digital). Olha a foto logo aí abaixo. Não é mesmo um momento lindo? Ou estou exagerando?


Foto de longa exposição para que Júpiter pudesse aparecer

Vale ressaltar que a aproximação Lua-Júpiter é uma ilusão. A Lua está bem perto da Terra (pouco mais de 380 mil km). Júpiter está muito mais distante de nós (cerca de 650 milhões de km) e, portanto, bem longe da Lua. Mas, vistos daqui do planetinha azul, parecem juntinhos.

Aproveito também para lembrar que teremos um eclipse lunar neste próximo sábado. Logo no começo da noite, quando a Lua estará na fase cheia, ela vai nascer já eclipsada e, se o céu estiver limpo, poderemos acompanhar a segunda metade do fenômeno que é sempre bem bacana de se ver.

Eu estarei por aqui, fotografando e cobrindo o evento em tempo real. Até sexta-feira volto a postar passando mais detalhes do fenômeno astronômico para que você também possa fazer as suas próprias observações. Você vê ao vivo e depois vem comentar aqui. Combinado?


(1) Efeito Fotoelétrico: fenômeno brilhantemente explicado por Einstein em 1905 com base na idéia de quantum de Planck e que lhe rendeu o Nobel de Física em 1921. Trata-se da colisão de fótons , partículas de luz, com elétrons de uma placa metálica. Quando os fótons carregam energia E = hf (proporcional à freqüência) suficiente para arrancar alguns elétrons da placa metálica o fenômeno acontece. É este o princípio de funcionamento dos sensores das câmeras fotográficas digitais.
(2) CCD (Charge-coupled Device) ou dispositivo de carga acoplada é uma matriz de sensores fotoelétricos dispostos em N linhas e M colunas. Cada sensor, ao ser atingido por um fóton, libera um elétron, que gera uma corrente elétrica que pode ser medida. Cada sensor dá origem a um pixel da imagem digital. A matriz terá um total N x M pixels, número que atualmente ultrapassa a casa do milhão, daí nos referirmos à resolução ds câmeras em mega pixels.
 


Já publicado aqui no Fìsica na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 23h39





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

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