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::: THE INTERNATIONAL YEAR OF ASTRONOMY 2009 :::

2008 ainda nem chegou mas os astrônomos do mundo todo já estão de olho em 2009. É que a ONU - Organização das Nações Unidas declarou oficialmente no último dia 20 de dezembro o ano de 2009 como The International Year of Astronomy (Ano Internacional da Astronomia), iniciativa da União Astronômica Internacional e da Unesco.
A escolha do ano de 2009 deve-se ao fato de que nele comemoramos 400 anos do primeiro uso astronômico de um telescópio refrator(1). E o responsável pelo feito inédito foi italiano Galileu Galilei (1564-1642) visto no retrato ao lado. É importante deixar claro que não foi Galileu quem inventou(2) o telescópio refrator mas foi ele quem teve a brilhante idéia de utilizá-lo para observar os astros. E começava aí uma verdadeira revolução na Ciência.
Galileu, um experimentalista nato, não se contentou em olhar os astros com as restrições ópticas dos olhos humanos. Motivado por ver mais longe, construiu o seu primeiro e rudimentar telescópio refrator em 1609 e começou a observar coisas incríveis como o relevo lunar, os quatro maiores satélites de Júpiter e os anéis de Saturno(3). Se hoje temos telescópios gigantes e poderosos, no chão e no espaço, observando o Universo em diversos comprimentos de onda(4), não podemos nos esquecer de que foi Galileu o pioneiro nessa empreitada.
E eu aproveitei o clima de Ano Internacional da Astronomia e o céu limpo de hoje, antes de escrever este post, para observar Marte em aproximação com a Terra usando o telescópio refletor 180 mm da escola onde trabalho. Lindo! E agora, quando estou acabando de escrever o artigo, vejo pela janela do meu escritório, sem nenhum instrumento, a marcante constelação de Órion e a sua nebulosa. E a Lua Minguante já aponta sobre as montanhas no horizonte leste. Não tem como não gostar de Astronomia! O Universo é lindo. E as comemorações do IYA 2009 serão incríveis e vão agitar o planetinha azul. Pode apostar! Vou deixar um banner fixo no menu da direita do blog apontando para o site oficial brasileiro do IYA 2009.
(1) Telescópio refrator, também chamado de luneta, é aquele que utiliza apenas lentes, elementos ópticos refratores, tanto na tarefa de concentrar a luz quanto na de obeter uma imagem ampliada. O Telescópio Refletor, inventado por Isaac Newton (1642-1727), substitui a lente coletora de luz por um espelho côncavo parabólico e continua usando lentes para a obtenção de uma imagem ampliada. (2) Quem inventou o Telescópio Refrator (luneta) foi Hans Lippershey (1570-1619), um alemão naturalizado holandês especialista em Óptica e na fabricação de lentes. (3) Galileu não conseguiu ver exatamente os anéis de Saturno porque seu telescópio não tinha resolução para tal. Mas notou "algo" diferente em Saturno que não se apresentava, como os outros planetas, como uma esfera única. (4) O telescópio de Galileu era óptico, ou seja, permitia ver os astros através dos olhos, na faixa visível do espectro eletromagnético, entre os comprimentos de onda do violeta e do vermelho. Hoje temos telescópios capazes de captar informações em outros comprimentos de onda, na faixa do infravermelho e do ultra violeta.
Para Navegar
Links Oficiais do Ano Internacional da Astronomia
Já publicado aqui no Fìsica na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 21h39)
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::: FELIZ NATAL COM LUA CHEIA E MARTE EM GÊMEOS :::
 Lua Cheia e Marte na Constelação de Gêmeos
Ontem Marte estava "pertinho" da Lua Cheia (veja post anterior). Hoje o efeito será menor mas Marte ainda estará "rondando" o nosso satélite na Constelação de Gêmeos (veja, na imagem acima, a simulação das posições dos astros para esta noite de véspera de Natal onde aparecem as estrelas Castor e Pollux, respectivamente alfa e beta(1) da constelação).
É claro que Marte e Lua não estão próximos, o efeito é apenas visual e percebido daqui do nosso referencial terrestre. Mas é bonito de se ver, ainda mais com Marte em aproximação com a Terra, ocasião em que, apesar de ser apenas um pontinho brilhante no céu, como se fosse uma estrela(2), Marte aparece maior e bem mais brilhante.
Diz a lenda que a árvore de Natal surgiu porque as pessoas achavam bonita a imagem do céu noturno forrado de estrelas brilhantes visto por trás dos galhos e das folhas das árvores. A árvore de Natal, toda enfeitada, seria uma tentativa de simular esse lindo efeito natural. Aproveito a lenda e a oportunidade para desejar a você amigo e leitor do Física na Veia! um:
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FELIZ NATAL!
Assim como a Lua e Marte, que nessa noite de Natal você esteja bem próximo e rodeado daqueles a quem ama e que fazem da vida algo muito melhor! |
(1) Numa constelação as estrelas são classificadas em ordem decrescente de brilho segundo o alfabeto grego. A estrela mais brilhante é a alfa, a segunda mais brilhante a beta, depois gama e assim por diante. Desta forma, Castor é a estrela mais brilhante da constelação de Gêmeos enquanto Pólux ocupa o segundo lugar em brilho. (2) Marte, como você bem sabe, é um planeta. Mas visto sem instrumentos parece ser mais uma estrela no firmamento. Aliás, para os desavisados, Marte não passa de apenas uma curiosa e brilhante estrelinha alaranjada que se destaca no céu pela sua cor peculiar.
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 11h27)
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::: LUA CHEIA E MARTE DANDO SHOW: PRESENTE DO UNIVERSO :::
Foto Digital: Dulcidio Braz Jr (Sony DSC H1)
 A Lua prateada e Marte alaranjado fazendo pose para uma foto
Acabo de chegar da formatura dos alunos do ensino médio de 2007. Além dos presentes e homenagens carinhosos dos formandos e da escola, recebi mais um: olhei pela janela e vi que Marte está "pertinho" da Lua. Este outro presente veio do Universo!
Não resisti e fiz a foto acima para marcar esse momento feliz em que prevalece a sensação de missão cumprida frente a mais uma turma de formandos que estão indo para a universidade, virando mais uma página da história das suas vidas que seguem adiante com a energia abundante da juventude!
Se você quiser ver a cena ao vivo, é só sair para fora agora, domingo, dia 23 de dezembro, olhar para cima e procurar a Lua Cheia que é muito fácil de ser encontrada. E Marte, um ponto alaranjado e bem brilhante estará lá, "pertinho" da Lua, como na foto acima. Amanhã, véspera de Natal, o espetáculo continua. Mas Marte estará mais para a esquerda da Lua e um pouco mais afastado dela. Ainda assim, ver a Lua Cheia e Marte bem brilahente, em aproximação com o nosso planeta, é uma ótima pedida para a noite de Natal!
:: Marte Em Aproximação com a Terra
 Comparação falsa dos tamanhos aparentes da Lua Cheia e de Marte
Como acontece a cada dois anos aproximadamente, Marte está em aproximação com a Terra por estes dias. Mas, bem diferente do que pregava um boato que rondou a internet em agosto deste ano, Marte, apesar de estar maior e mais brilhante, não tem nem de longe o tamanho aparente da Lua Cheia (veja foto acima tirada do próprio e-mail que tentava propagar o boato).
Você pode saber mais sobre o assunto lendo post de agosto de 2007 quando abordei este curioso tema que tocou no imaginário de muita gente que acreditou na mentira e ajudou a espalhar o boato!
:: Marte Pode Ser Atingido Por Um Asteróide
 Marcas escuras deixadas pelo impacto de um cometa em Júpiter
Ontem foi divulgada uma notícia fantástica: Marte pode ser atingido pelo asteróide 2007 WD5 até o final de janeiro de 2008. A descoberta foi feita por astronômos da NASA - Agência Espacial Americana que trabalham no projeto NEOP - Near Earth Object Program que varre o céu em busca de objetos celestes potencialmente perigosos e que podem se chocar com a Terra.
Em 1994 Júpiter foi atingido pelo cometa Shoemaker-Levi 9 que fez um enorme estrago em sua superfície gasosa (veja foto acima). O evento foi acompanhado pelos astronômonos atentos daqui da Terra e, embora o impacto tenha sido do lado de Júpiter que não estava voltado para a Terra no momento da colisão, foi só esperar poucas horas e a rotação de Júpiter revelou-nos verdadeiros rombos na atmosfera do gigante gasoso.
A probabilidade estimada do impacto do 2007 WD5 com Marte é de 1/75 e, se isso vier a acontecer, será outro espetáculo astronômico que irá atrair a atenção de estudiosos de todo o mundo. Afinal, não é todo o dia que se pode presenciar um impacto como esse.
Por outro lado, será também mais um contundente alerta para nós sobre a possibilidade não tão remota de que possa acontecer algum impacto semelhante com a Terra, o que poderia não ser muito interessante para o planeta e seus habitantes, especialmente com objetos maiores, da ordem de quilômetros. Vale lembrar que o 2007 WD5 tem apenas 50 m de diâmetro e, mesmo assim, pode deixar uma cratera de cerca de 800 m na superfície de Marte.
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 22h56)
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Dulcidio Braz Jr Físico/Professor
BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos
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