::: A380: AVIÃO OU HOTEL QUE VOA? :::
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 O A380 da Singapore Airlines (computação gráfica)
O A380, novo avião fabricado pela Airbus, é a maior aeronave de passageiros do mundo e só perde em tamanho para o cargueiro soviético Antonov AN-225 Myria.
 O A380 [1] e o cargueiro Antonov [2]
O primeiro vôo comercial com este novo gigante dos ares, entre Singapura e Sydney, acontece nesta-quinta feira, 25 de outubro. A aeronave pertence à Singapore Airlines.
A versão padrão do A380 pode transportar cerca de 550 passageiros acomodados em dois pisos. Mas é possível levar até 853 passageiros numa montagem com todos os assentos em classe econômica. Cada companhia que adquirir o A380 poderá configurá-lo para as suas necessidades e público-alvo. No A380 da Singapore Airlines os viajantes poderão ocupar seu tempo de viagem com centenas de filmes e programas de TV, 700 CDs de música e 22 canais de rádio, além de games 3D. Na primeira classe os assentos dos passageiros podem ser transformados em cama de casal. E quem tiver dinheiro para bancar mais conforto pode viajar numa das 12 suites da aeronave que é praticamente um hotel que voa.
É impossível fabricar um avião tão complexo como o Airbus A380 num único lugar. Ao todo foram mobilizadas quinze centrais de trabalho em quize cidades diferentes do mundo sendo três na Espanha, seis na Alemanha, quatro na França e duas no Reino Unido. Apenas a montagem do avião é feita num prédio especialmente construído para esta finalidade.
:: NÚMEROS DO A380
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 'Grandinho' o A380, não?
O A380 tem evergadura de 79,8 m, comprimento total de 73 m e altura de 24,1 m. Pode atingir velocidade máxima de 1.076 km/h (cerca de 90% da velocidade do som no ar) e voar em até 13.100 m acima do nível do mar.
Sua massa máxima na decolagem pode chegar a 560.000 kg (560 toneladas).
Clique aqui e veja um esquema detalhado do A380 (Infográfico em Flash do UOL Notícias).
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 A380: beleza sim, mas eficiência aerodinâmica antes de tudo
:: COMO O A380 CONSEGUE SAIR DO CHÃO?
Todo corpo de massa m que voa num local onde o campo gravitacional é g "briga" diretamente com a força peso (ou força da gravidade) que sempre tenta minimizar a energia potencial gravitacional (Ep = mgh) do sistema corpo-Terra trazendo os corpos para mais perto do centro do planeta, ou seja, diminuindo o valor da altura h.
Para vencer a força peso P e voar o avião precisa de uma força de sustentação FS conseguida por um truque aerodinâmico intimamente ligado ao perfil das asas (leia post já publicado aqui sobre o assunto). E, para "furar" a massa de ar, o avião deve ainda vencer o atrito aerodinâmico Aar a partir da força FM conseguida pelos motores (propulsores).
A força de sustentação depende do quadrado da velocidade V do avião e tem a seguinte forma:
onde K é uma constante aerodinâmica típica das asas e dar é a densidade do ar.
Logo, para decolar, ou seja, para termos FS > P, é necessário que o avião tenha uma velocidade mínima que garanta a sustentação FS. Por isso o avião precisa de pista para acelerar e atingir uma velocidade tal que consiga sair do solo. Para manter-se em vôo, o avião também precisa de uma velocidade mínima de cruzeiro abaixo da qual perde sustentação FS e, fatalmente, cai.
No caso do A380, maior e portanto mais pesado, houve um grande esforço de engenharia para diminuir o peso total da aeronave utilizando materiais mais leves. Cerca de 40% da estrutura da aeronave foi feita com a fibra de carbono. A parte superior da fuselagem foi feita de Glare, novo material conseguido a partir de uma mistura de alumínio e fibras de vidro impregnadas em resina, 10% mais leve do que o alumínio. Tais materiais, apesar de mais leves, são bem mais resistentes, o que garante uma maior rigidez estrutural da aeronave e aumenta a sua segurança. Também houve esforços para melhorar a aerodinâmica das asas e obter um maior valor da constante aerodinâmica K, o que aumentou a eficiência do sistema em garantir uma maior sustentação FS para vencer o enorme peso P do avião.
Quatro propulsores (Trent 900 da Rolls-Royce ou GP 7200 da Engine Alliance/General Eletric/Pratt and Whitney) capazes de uma força entre 311 KN e 340 KN de garantem a aceleração necessária para o A380 ganhar velocidade e garantir as condições de vôo.
:: Upgrade [11/12/2007]
Para "brincar"
- Clique aqui e divirta-se com um applet Java da NASA que simula o comportamento de uma asa de avião num tunel de vento. Os parâmetros físicos podem ser alterados para conseguir maior ou menor sustentação. Já de cara você pode alterar de unidades inglesas (english units) para unidades do sistema métrico ou sistema internacional (metric units) que nos são mais familiares. Não tenha medo de alterar outros parâmetros. Tente e verifique o efeito sobre a eficiência da sua asa.
Para navegar
Já publicado aqui no Fìsica na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 17h12)
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