::: AQUECENDO O TURISMO ESPACIAL :::

spacefacts.de
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Os cosmonautas Fiodor e Oleg e o turista espacial Charles Simonyi 

Decolou hoje, 7 de abril de 2007, às 14h31min, de Baikonur no Cazaquistão, mais uma nave russa Souyz. Para quem não se lembra, foi exatamente numa nave Soyuz e que partiu exatamente de Baikonur que o tenente coronel Marcos Pontes fez história há pouco mais de um ano, em 29 de março de 2006, tornando-se o primeiro astronauta brasileiro, ou seja, o primeiro brasileiro que teve treinamento para ser astronauta e o colocou em prática numa viagem para o espaço com direito à estadia na ISS - Estação Espacial Internacional.

No entanto, o que nos chama a atenção no vôo espacial de hoje não são estas coincidências com o nosso astronauta mas o fato de que mais um civil pagou caro para estar presente na missão espacial. Refiro-me ao milionário de origem húngara e naturalizado americano Charles Simonyi(1) que, junto com os cosmonautas(2) Fiodor Yurchikhin e Oleg Kotov, foi para o espaço na nave Soyuz TMA-10 e tornou-se o quinto turista espacial da história. Sim, já é o quinto turista espacial! Conte comigo:

  1. Dennis Tito (2001) - americano
  2. Mark Shuttleworth (2002) - sul-africano
  3. Greg Olsen (2005) - americano
  4. Anousheh Ansari (2006) - iraniana, naturalizada americana
  5. Charles Simonyi (2007) - húngaro, naturalizado americano

E precisa ser mesmo milinário pra poder bancar os 25 milhões de dólares que custam uma viagem como esta que vai durar apenas duas semanas! Simonyi voltará à Terra no próximo dia 20 de abril com a atual tripulação da ISS. Os cosmonautas que o acompanham nesta missão ficarão na ISS nos próximos 6 meses.

Eu ainda não tenho essa grana toda... Mas a boa notícia é que, com o aquecimento do mercado, o preço está baixando. Há alguns anos atrás o custo estimado era bem maior. E você, se tivesse muita grana, embarcaria numa viagem dessas?!


(1) Simonyi tem 58 anos e é engenheiro. Fez fortuna como funcionário da Microsoft onde foi co-autor dos conhecidíssimos programas Word e Excel que fazem parte da suíte Microsoft Office que, junto com o sistema operacional Windows, estão entre os softwares de maior sucesso em todo o mundo.
(2) Cosmonauta é o termo específico que usamos quando nos referimos à astronautas de origem russa.

Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 22h38





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  ::: EM OBRAS :::

Não estranhe se houver mudanças bruscas no layout do blog hoje e nos próximos dias. Estou aproveitando o feriado para dar um tapinha no código-fonte e atualizá-lo com melhorias do UOL Blog. Agora há uma nova maneira de indexar posts antigos que podem ser encontrados por data e a partir de um prático calendário por ano e por mês. E há também como fazer uma busca muito eficiente por palavras-chave. Eu não poderia deixar de agregar valor ao blog e facilitar a vida do internauta visitante do Física na Veia! com estas ferramentas tão bacanas criadas pela competente equipe do UOL Blog.

Aos poucos também quero melhorar a navegabilidade do blog alterando um pouco o seu visual e a disposição de algumas informações.

Desde já peço desculpas por possíveis transtornos na navegação. Mas, mesmo em obras, os posts continuarão no ar e legíveis. O que pode acontecer é de alguma coisa aparecer temporariamente fora de lugar, desalinhada, com uma fonte estranha ...

Mas espero que, depois das reformas, tudo fique melhor para todos!


[UPGRADE - 6/abril - 21h03min]
90% do serviço realizado até agora. Alguns usuários de algumas versões especificas do Internet Explorer reclamaram de problemas no carregamento do blog. Depois das mundanças no template, tudo indica, pelos meus testes, que o problema não existe mais. Mas, se você perceber qualquer comportamento estranho no blog, deixe por gentileza um comentário ou envie e-mail para mim relatando o problema para que eu possa buscar soluções para deixar o blog mais fácil de navegar. Desde já agradeço!




Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 15h39





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  ::: AS IMPERDÍVEIS OFICINAS DE FÍSICA DO IFGW/UNICAMP :::

As já tradicionais Oficinas de Física "César Lattes" organizadas pelo IFGW - Instituto de Física "Gleb Wataghin" da Unicamp estão de volta. 

As Oficinas de Física  são eventos de divulgação científica em temas atuais variados. Seu principal objetivo é enriquecer a formação dos profissionais do ensino médio em ciências. Mas ela é aberta a todos os interessados e se caracteriza por uma abordagem acessível para pessoas com uma formação mínima em ciências.

A XVIII Oficina de Física com o tema Novos Materiais será realizada no Auditório do IFGW/Unicamp no próximo dia 5 de maio, sábado, das 8h00min às 17h30min. E os temas são de tirar o fôlego. Confira abaixo o programa:


Programa XVIII Oficina de Física

 

A REVOLUÇÃO DOS NANOMATERIAIS
Douglas Soares Galvão (IFGW/UNICAMP)

O uso tecnológico de materiais sempre foi de fundamental importância para a civilização humana, muitas vezes definindo períodos da história, como a idade da pedra, idade do bronze, etc. Estamos vivenciando uma nova revolução na área dos materiais com o advento da nanotecnologia. Neste seminário apresentaremos de maneira resumida o que são esses materiais e como eles impactarão o nosso cotidiano em um futuro próximo.

 

CRISTAIS FOTÔNICOS E METAMATERIAIS
Lucila Helena D. Cescato (IFGW/UNICAMP)

Cristais fotônicos e metamateriais são materiais micro ou nanoestruturados de forma periódica, o que permite que suas propriedades ópticas possam ser "moldadas". Assim, pode-se construir um material com uma determinada transmitância e índice de refração numa dada região do espectro. Além disso, estes materiais podem apresentar propriedades novas que não existem nos materiais naturais, tais como índice de refração negativo e permissividade elétrica e magnética negativas. Serão apresentadas e discutidas as técnicas que permitem a fabricação destes materiais, assim como possíveis aplicações.

 

PLÁSTICOS, NOVOS OU VELHOS MATERIAIS?
Marco-Aurelio De Paoli (IQ/UNICAMP)

Desde a década de 50 do século passado que os plásticos entraram na nossa vida para não sair mais. Hoje, começo do século XXI, nós poderíamos viver sem eles? Certamente que não. O que eles tem de tão especial e importante que os tornam essenciais para a manutenção da nossa qualidade de vida e da qualidade de nosso meio ambiente? Essas perguntas serão discutidas e respondidas após uma breve introdução sobre a natureza química dos materiais conhecidos como “plásticos” e as suas propriedades.

 
SEMICONDUTORES
Mônica Alonso Cotta (IFGW/UNICAMP)

Materiais semicondutores fazem parte de nosso cotidiano por várias décadas, desde o início da era da microeletrônica. Contudo, estes materiais continuam a ser investigados para novas aplicações, explorando limites de tamanho e a facilidade de integração a tecnologias já existentes. Mostraremos nesta palestra as novas propriedades destes "velhos" materiais, além de aplicações em química e biologia. 

A taxa de participação é de R$ 80,00. Maiores informações bem como formulário de inscrição você encontra em http://www.ifi.unicamp.br/extensao/oficinas. Se preferir pode telefonar para (19) 3521.5286.

E em junho tem mais, acontece a segunda Oficina de Física de 2007 e o tema também bastante atual será Energia & Meio Ambiente.

Já estou me programando para participar destes imperdíveis eventos. Se você também for, nos encontramos por lá. 





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h22





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  ::: TREM FRANCÊS VOANDO BAIXO :::

 UOL
O TGV - Train à Grande Vitesse (ou trem de grande velocidade), um trem francês de alta peformance, mais conhecido como trem-bala, atingiu hoje a velocidade de 574,8 km/h.

Para você ter uma idéia do quanto é isso, vamos converter o valor da velocidade para m/s (metros por segundo). Para tanto, basta lembrar que em cada km temos 1.000 m e em cada hora 3.600 s. Assim:

 574,8 km/h = 574,8 x (1.000 m / 3.600 s) = 574,8 / 3,6 @ 159,7 m/s

São quase 160 m a cada segundo! Incrível, não?

Eu que moro a 220 km de São Paulo, se tivesse disponível um trem desses para viajar, poderia ir para a capital paulista com rapidez e segurança e fazer a viagem que de carro dura cerca de 2,5 h em menos de meia hora. Confira:

 Dt = DS/V = 220 km / 574,8 km/h @ 0,383 h @ 0,383 x 60 min @ 23 min


:: UPGRADE [5/04/2007]

A Alstom, companhia francesa de transportes responsável pelo TGV, anunciou que tem interesse em construir uma linha de trens rápidos entre Rio de Janeiro e São Paulo. Como diriam os mineiros, "eita trem"! Já que pelo ar, por aviões, a coisa vai mal, então vamos por terra mesmo. Mas bem rapidinho! A notícia você lê aqui, no site UOL Economia.


Para saber mais

  • Site oficial do TGV
  • TGV na Wikipedia
  • Clique aqui e veja vídeo da agência Reuters da viagem com a quebra de recorde


Já publicado aqui no Física na veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h13





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  ::: NATUREZA MORTA :::

 Laser Art / Charles Follis
No post anterior falei sobre a distância D entre o horizonte e os olhos de um observador qualquer. Agora quero abordar a questão do tempo Dt que esta mesma luz gasta para perfazer o caminho de comprimento DS = D entre o horizonte (ou um objeto qualquer) e os olhos do observador. É uma idéia simples, típica do Ensino Médio. Mas, quando pensamos na luz viajando muito rapidamente, surge por trás desta simplicidade algo surpreendente.    

 

 

 

:: A Finitude da Velocidade da Luz

A luz viaja no vácuo a uma velocidade c de quase 300.000 km/s (3.105 km/s = 3.108 m/s). No ar a luz encontra uma maior dificuldade(1) para se mover do que no vácuo e, por isso mesmo, sua velocidade fica ligeiramente menor, mas não muito. Sem muito rigor, podemos considerar por aproximação que a velocidade da luz no ar continua sendo muito próxima de c = 3.108 m/s. Trata-se uma velocidade enorme para os padrões humanos pois mesmo os mais rápidos veículos por nós já criados não chegam nem perto da rapidez de um fóton(2).

Para você ter uma idéia mais palpável do que estou falando, podemos estimar o intervalo de tempo Dt que a luz gasta para chegar até nós vinda de diversos objetos a diferentes distâncias DS lembrando que a velocidade escalar média é a razão DS/Dt, ou seja: 

Veja alguns exemplos:

  1. Luz que vem do Sol, distante cerca de 150.000.000 km

  2. Luz que vem da Lua, percorrendo cerca de 384.000 km

  3. Luz que vem da lâmpada de um poste instalado no nosso bairro, a 300 m de distância

Calculamos que a luz do Sol demora aproximadamente 500 s para viajar até um observador na Terra. Já a luz que vem da Lua, muito mais próxima de nós, gasta apenas 1,28 s para atingir o nosso planeta. A luz proveniente da lâmpada de um poste, mais perto ainda, demora apenas 1.10-6 s = 0,000001 s (1 milionésimo de segundo) para atingir nossos olhos. 

Note que, quanto menor a distância a ser percorrida, menor o tempo gasto pela luz. Até aí nada de mais. Mas, repare que, apesar da velocidade da luz ser enorme, tem valor finito. E aí reside uma questão física importantíssima: por mais perto que um objeto esteja do observador, o tempo gasto para a luz proveniente deste objeto atingir os olhos do observador será sempre finito. Pode ser um intervalo de tempo pequeno, um minúsculo lapso temporal, especialmente se a distância for mínima. Mas será sempre finito!

 

:: A Luz, o Passado e o Presente

Afirmar que a velocidade da luz é finita significa dizer também que o tempo para a luz viajar entre objeto observado e observador também deve ser finito. Em outras palavras, existe sempre uma diferença entre o instante inicial t em que a luz parte do objeto e o instante final em que atinge as células nervosas da retina do observador e processa-se a visão.

Desta forma, a informação visual deixa o objeto no instante t de carona com a luz e, quando chega aos olhos e o cérebro gera uma imagem do objeto, num instante posterior t´ > t, o tempo já passou e aquela informação visual já é passado. Pode até ser um passado muito próximo, mas é passado, o que pode significar uma informação sobre algo que já não existe mais.

Imagine, por exemplo, se a luz deixa a lâmpada do poste acima citado a 300 m de distância no instante t = 0 s e, na metade do caminho, exatamente no instante t' = 0,000003 s, a lâmpada queime. No instante t" = 0,000006 s o observador vai ver a imagem da lâmpada acesa mas, na verdade, ela já se apagou! A informação recebida não existe mais, é passado. 

Conclusão: tudo o que vemos é sempre passado, são informações referentes ao que pode não mais existir, pelo menos daquela maneira como estamos vendo. Não há como observar o presente "em tempo real". Ainda que a diferença entre presente e passado seja de apenas um minúsculo lapso de tempo, ela existe, pois é finita e mensurável. 

Para terminar, imagine-se agora olhando num espelho a 1,5 m de distância dos seus olhos, como mostram as figuras abaixo.

A luz sai do seu corpo, percorre 1,5 m até o espelho, sofre reflexão, e percorre mais 1,5 m até atingir seus olhos. O caminho total da luz, ida e volta, corresponde a 3,0 m. O tempo total gasto pela luz será:

Note que, só depois da luz percorrer 3,0 m, gastando 0,00000008 s (um centésimo de milionésimo de segundo), a imagem aparece (figura abaixo - clique nela para abrir versão maior e mais completa). Antes disso (figura acima), não há imagem sua no espelho!

Clique para abrir versão maior e mais completa

E, se você vê uma célula viva da sua pele na imagem formada por reflexão da luz no espelho, saiba que esta célula pode até já ter morrido neste lapso de tempo. É como a lâmpada do poste que se apaga durante a viagem da luz num dos exemplos dados acima.

Tudo o que vemos pode ser, desta forma, encarado como natureza morta.


Texto inspirado na instalação Natureza Morta Com Espelhos (1998), obra do meu amigo Ronaldo Marin, grande figura humana e que tem um pé na Física e outro na Arte. Sobre esta obra artística interdisciplinar, representativa do cubismo temporal, a pesquisadora alemã Dra. Christiane Schmidt, historiadora da arte da Universidade de Grenoble (França) publicou nos Cadernos da Pós Graduação do IA - Unicamp o estudo de caso Natureza Morta com Espelhos ou a natureza da natureza no seu próprio reflexo que você pode baixar em PDF (345 kb) clicando aqui.
(1) Esta dificuldade que a luz encontra para se propagar num meio transparente é chamada tecnicamente de Refringência.
(2) Fóton é o nome da partícula de luz na óptica corpuscular, teoria que considera a luz como partícula.




Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h19





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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