::: CHUVA E ARCO-ÍRIS DUPLO PRA ENFEITAR A TARDE :::


Um fenômeno raro: arco-íris duplo, com as cores invertidas

Fim de tarde com chuva é sinônimo de arco-íris, um efeito óptico lindo de se ver e que se deve à dispersão da luz(1) em sete faixas de cores graças à refração(2) nas gotinhas de água suspensas no ar. 

É o que presenciei agora ao cair da tarde aqui em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, da janela do meu escritório. E deu para ver a rara formação de um segundo arco-íris, um pouco menos brilhante e com as cores invertidas em relação ao arco-íris principal (veja foto acima)

O belo fenômeno óptico durou bastante, enquanto havia Sol sobre o horizonte, e confundiu-se com o crepúsculo, como pode ser visto no mosaico de fotos logo abaixo, até sumir com a escuridão da noite.

O arco-íris se forma quando a luz penetra na gotinha de água, sofre reflexão interna na parede oposta e volta para o ar. A formação do duplo arco-íris acontece quando a luz sofre duas reflexões totais dentro da gota de água. Eu nunca vi mas há relatos de arco-íris triplo, por causa da reflexão total tripla da luz na gota de água.

Não é a primeira vez que escrevo sobre o fenômeno. Se quiser saber mais, especialmente os detalhes de como um arco-íris se forma, clique no links abaixo e leia os posts anteriores.

E, antes que eu me esqueça, se clicar nas fotos deste post você vai abrir uma versão maior, tá?


(1) Dispersão da luz é o fenômeno de separação das cores que sofrem diferentes desvios ao atravessarem de um meio para outro, no caso do ar para a água e depois de volta, da água para o ar.
(2) Refração é o nome que se dá ao fenômeno em que a luz atravessa de um meio para outro, quase sempre sofrendo desvio e mudança no valor da sua velodiade.

Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h15





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  ::: TRIO ELÉTRICO :::

Fechando o carnaval, já na madrugada da quarta-feira de cinzas, uma tempestade distante, lá pras bandas do sul de Minas Gerais, chamou-me a atenção. Por aqui nem chovia. Mas pela janela do meu apartamento, terceiro andar, eu via enormes descargas elétricas por trás de densas nuvens escuras numa taxa média de 5 ou 6 relâmpagos por minuto! Um belo espetáculo para se ver de longe. Luíza, minha filha de quase 12 anos, também viu e achou incrível a quantidade de relâmpagos que aconteceram por um longo período de tempo. Parecia que aquilo iria durar para sempre.

 

Fiquei observando por um tempão e batendo fotos digitais ao acaso, tentando flagrar as descargas elétricas. Consegui capturar fótons(1) de vários relâmpagos pelo CCD(2) da câmera digital. Publico aqui três das inúmeras fotos, um "trio elétrico" escolhido a dedo (clique em cada foto para abrir versão maior em 800 X 600 pixels).

É interessante observar abaixo as luzes da cidade, prova do controle humano sobre a eletricidade. Ao contrário, nas nuvens, a energia elétrica totalmente fora de controle. E a pergunta inevitável é: por quanto tempo cada flash de energia desperdiçada lá em cima poderia acender a cidade logo abaixo? Assim de cabeça eu não saberia responder. Mas, sem fazer conta alguma, tenho por um momento uma ligeira idéia do enorme poder da natureza frente à nossa pequenez.

Boas imagens para cairmos na real. Acabou o carnaval. E a vida continua, linda e frágil.


(1) Fótons são as "partículas" de luz, cada quantum de energia luminosa da radiação eletromagnética visível cuja quantidade de energia E é dada por E = hf (onde f é a freqüência da radiação e h = 6,6.10-34J.s é a constante de Planck).
(2) CCD (Charge Coupled Device) ou Dispositivo de Carga Acoplada que é uma matriz de sensores fotosensíveis que, a partir do Efeito Fotoelétrico, são capazes de liberar um elétron para cada fóton recebido em cada unidade da matriz chamada de pixel. Da soma de todos os elétrons acumulados num certo período de tempo teremos um sinal elétrico capaz de gerar uma informação mínima de imagem ou pixel de imagem digital.

Para saber mais [upgrade 22/02/2007]

  • A Física das Tempestades e dos Raios - material em PDF publicado na RFNE - Revista Física na Escola editada pela SBF - Sociedade Brasileira de Física
  • Portal ELAT - site oficial do ELAT - Grupo de Eletricidade Atmosférica no INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • Vídeo "Ball Lightining" que mostra "Raios Bola" sendo produzidos em laboratório aqui no Brasil sob responsabilidade do pesquisador Antônio Pavão e seu aluno de doutorado Gerson Paiva (Universidade Federal de Pernambuco). Confira também matéria sobre o experimento publicada na Revista Ciência Hoje (24/01/2007).





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 23h27





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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