Para que serve uma ponte de spaguetti? Para transpor um rio de molho à bolonhesa? Talvez. Mas, com certeza, presta-se muito mais para estudar e aprender Física!
Pelo menos esta é a proposta do Concurso Estadual Pontes de Macarrão onde os participantes, alunos do ensino fundamental, médio ou superior, constroem e testam a resistência mecânica de pontes (maquetes) feitas exclusivamente de spaguetti no 8 e cola. Nenhum outro material, como tintas ou revestimentos, pode ser usado. E a ponte não deve ultrapassar 250 g de massa.
A idéia é que a ponte seja colocada entre dois apoios cobrindo um vão livre de 50,0 cm. Uma barra de 5 cm de largura, 15 cm de comprimento e 1 cm de espessura atravessará a ponte transversalmente, sobre a "pista de rodagem", no ponto médio no nível dos apoios, e sustentará o dispositivo em que serão pendurados vários corpos, gradativamente, para aumentar a carga sobre a ponte até que ela não aguente mais e se rompa. Vencerá a equipe cuja ponte obtiver o maior fator de desempenho f definido como:
onde mC é a massa da carga máxima suportada pela ponte antes do rompimento e mP é massa da própria ponte.
Em outras palavras, vence a equipe em que a ponte de spaguetti suportar uma carga máxima proporcionalmente maior que a sua própria massa. Fantástico, não?
Para construir a maquete de macarrão, além de muita habilidade manual para fabricar as partes da ponte projetada, os integrantes da equipe devem pensar de forma inteligente para minimizar a massa da ponte e, ao mesmo tempo, maximizar a sua resistência mecânica. Estática* pura! É Física na veia!
O evento, promovido pela ETEP Faculdades e pela APROFI - Associação Paulista dos Professores de Física, acontecerá durante a Feira do Jovem Empreendedor em São José dos Campos, SP, no dia 25 de novembro de 2006.
As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de novembro de 2006, pelo site da ETEP Faculdades. A taxa de inscrição são dois pacotes de 500g de macarrão spaguetti por equipe e que serão destinados a entidades beneficentes.
Fotos digitais: Dulcidio Braz Jr Lua Minguante por volta da 1h da madrugada desta quarta (13/set/06)
Já estava indo dormir, por volta das 1h da madrugada, quando vi a Lua Minguante fazendo pose na minha janela. Apesar de ter que levantar cedo para dar aulas logo às 7h30min, foi irresistível. Fui fotografar. O resultado você confere na foto acima e nas outras logo abaixo. Clique nas fotos se quiser abrir versão com maior resolução.
Muito melhor do que na Lua Cheia, na fase Minguante (ou na Crescente), o Sol ilumina as crateras "de lado", criando sombras e contrastes que nos revelam o fantástico relevo lunar com planícies, montanhas, e inúmeras crateras de impacto. Observe bem que em algumas crateras, bem no centro, dá para ver um fragmento que sobrou do corpo que colidiu com a Lua e que provocou a abertura do buraco.
:: Filme Digital
Aproveitei o embalo e também fiz alguns filminhos da Lua. Abaixo você confere uma edição dos vários clips. Você vai ver a Lua "passando" pelo campo visual do telescópio, como se estivesse "descendo". Na verdade, ela está "subindo", afastando-se do horizonte, mas o telescópio inverte a imagem. E tem mais um detalhe: o movimento que detectamos não é da Lua mas a projeção do próprio movimento de rotação da Terra ao redor de si mesma.
Você vai perceber que, infelizmente, a imagem parece tremer um pouco. Isso se deve ao fato de que turbulências naturais na atmosfera alteram a nitidez da imagem, o que "engana" a câmera digital que "entende" que o sistema de foco está falhando e tenta procurar um melhor setup. Mas dá para ter uma idéia do que eu via ao vivo durante a observação.
:: O Equipamento
Telescópio Refletor Dobsoniano 180 mm f9
Câmera digital Sony DSC-H1 de 5.1 megapixels
Tubo (fabricado sob medida) que faz o acoplamento câmera digital-telescópio
Tudo foi feito da janela do meu escritório no terceiro andar do meu prédio. Tenho a sorte de ter boa vista do horizonte leste, onde a Lua nasce. E aqui em São João da Boa Vista, interior de SP, a poluição atmosférica é muito baixa. E a poluição luminosa, no meu bairro, é bastante aceitável. Tudo joga a favor.
:: A Técnica
Primeiro busco a Lua olhando pelo finder (luneta buscadora) do telescópio.
Depois, olhando pela ocular do telescópio, ajusto o foco.
Em seguida, faço o acoplamento da câmera digital no telescópio, prendendo-a sobre a ocular através do tubo adaptador.
Ligando a câmera digital, já começo a ver pelo visor LCD a imagem da Lua capturada pela óptica do telescópio. Faço os ajustes finos de foco no telescópio e na câmera.
Usando o timer de 10s, disparo a foto. O timer é importantíssimo para garantir que o balanço natural do telescópio, provocado ao operar a câmera, termine antes do disparo do obturador. Assim a foto é feita com o equipamento estável, o que garante maior nitidez.
Usei o zoom óptico da câmera (até 12X) para fotografar detalhes da Lua.
Uma vez dentro do computador, as imagens foram tratadas para realçar detalhes e ajustar cor e contraste/brilho.
Dedico este post ao meu amigo e consultor de astrofotografia Dario Pires, construtor de telescópios e mestre na arte de capturar fótons vindos de astros! Foi ele quem fabricou o telescópio que usei nesta sessão de fotos bem como o tubo adaptador para a minha câmera digital.
Já publicado aqui no Física na Veia!