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::: COITADO DO GOLEIRO :::
EFE
 Holandeses comemoram a abertura do placar
O primeiro gol do jogo Holanda X Costa do Marfim foi marcado pelo jogador Van Persie, de falta.
O tiro, de 19 m de distância, atingiu a velocidade de 79 km/h (79/3,6 @ 22 m/s).
Será que dá para estimar quanto tempo o goleiro teve, desde o momento do chute, para reagir e tentar fazer alguma coisa para impedir o gol?
Dá sim, e é simples. Vamos calcular, lembrando que a velocidade V da bola pode ser escrita como V = DS/Dt (*), ou seja, o tempo Dt será dado por Dt = DS/V:

O goleiro teve aproximadamente 0,86 s para tentar defender o chute que, para piorar a situação, acertou bem no ângulo.
Como eu disse, simples de calcular. O difícil era defender este chute! Menos do que 1 s para reagir é quase nada, concorda?! Coitado do goleiro!
(*) DS é o deslocamento escalar da bola que, neste caso, corresponde à distância por ela percorrida. Dt é o tempo gasto pela bola para percorrer este DS.
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Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 13h16)
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::: TEMPERATURA MÁXIMA :::
www.fifa.com
Graças ao golaço de Kaká (e às defesas de São Dida), vencemos os "Toalhas de Mesa"! Mas que sufoco! Ainda bem que somos os favoritos da Copa!
O site da Fifa mostra que a temperatura média durante o jogo Brasil 1 X 0 Croácia foi de 22oC (73oF). Aqui em casa, de onde assisti ao jogo com a família, a temperatura esteve bem maior! Não, não estou me referindo à temperatura ambiente que estava bem agradável. Refiro-me à temperatura interna, de um torcedor que adora futebol e estava vendo seu time estreando na Copa e, em vez de um jogo fácil, com placar elástico, um duro 1 X 0 com direito a momentos de sufoco e risco de empate.
Felizmente vencemos. Foi apenas primeiro dos sete jogos que espero ver o Brasil disputar até a final.
E, já que falamos em oC (graus Celsius) e oF (graus Fahrenheit), vou explicar a diferença física entre eles.
A escala Celsius foi criada pelo sueco Anders Celsius (1701-1744). Ele tomou como base a idéia de que a água muda de estado físico de agregação sempre na mesma temperatura para uma dada pressão. Assim, ao ponto de fusão à pressão de uma atmosfera, ou seja, para a temperatura em que a água sólida (gelo) transforma-se em água líquida, Celsius atribuiu o valor 0. Ao ponto de ebulição à pressão de uma atmosfera, ou seja, para a temperatura em que a água líquida transforma-se em vapor, Celsius atribuiu o valor 100. Confira na figura abaixo.

Já a escala Fahrenheit, criada pelo alemão Daniel Grabriel Fahrenheit (1686-1736), baseia-se em outra idéia. Fahrenheit tomou como base a temperatura média aproximada do corpo humano à qual associou o valor 100 em sua escala. A correspondência entre as escalas Fahrenheit e Celsius pode ser conferida na figura a seguir.

Como as relações termométricas são lineares, podemos estabelecer uma relação de proporcionalidade entre variações X e Y nas duas escalas, ou seja, x/y = constante. Logo:
Simplicando a expressão acima encontramos:

Com a equação acima podemos converter qualquer valor de temperatura qC na escala Celsius para seu valor correspondente qF na escala Fahrenheit e vice-versa. Para a temperatura qC = 22oC, do jogo Brasil X Croácia, teremos, em oF:
Podemos aproximar qF = 22oC = 71,6oF @ 72oF. Mas no site da Fifa consta 73oF, um grau Fahrenheit a mais. Errado, concorda?! Talvez seja só para lembrar que o Brasil poderia (deveria?!) ter feito pelo menos 1 gol a mais!
E tem ainda a escala Kelvin(*), criada pelo inglês William Thomson (1824-1907), mais conhecido como lord Kelvin. Ela é o padrão mundial de temperatura e pertence ao SI - Sistema Internacional de Unidades. A escala Kelvin é absoluta pois o seu zero (aproximadamente - 273oC), chamado de Zero Absoluto, corresponde à menor temperatura que qualquer coisa pode alcançar no Universo.

Usando o mesmo método de proporcionalidade X/Y já mostrado acima para relacionar oC com oF, você também pode relacionar oC com K ou oF com K. Experimente! Veja abaixo o resultado pronto desta correspondência entre as três escalas de temperatura aqui citadas.

Em Física definimos temperatura como o grau de agitação das partículas (átomos e moléculas) num meio material. Embora este seja um conceito microscópico, poucas vezes foi tão verdadeiro e palpável no mundo macroscópico quanto no jogo de hoje! Algum torcedor brasileiro discorda de mim? Definitivamente não é fácil conseguir a sexta estrelinha!
(*) A temperatura absoluta na escola Kelvin está aqui representada simplesmente por T e a unidade Kelvin não tem o símbolo "o" de grau. Logo, é errado escrever 300oK. O correto é 300K.
Para saber mais
- Faça download do texto Le Système International d'Unités (O Sistema Inernacional de Unidades) traduzido para o português. O material, em PDF, foi elaborado pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas, organismo com sede na França responsável por estabelecer os padrões internacionais de pesos e medidas.
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Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 17h04)
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::: ATRAÇÃO ENTRE CORPOS :::
www.treklens.com
"Qualquer maneira de amor vale a pena Qualquer maneira de amor vale amar" [Milton Nascimento & Caetano Veloso in "Paula e Bebeto"]
A Física Clássica consegue explicar bem a atração gravitacional entre dois corpos. A Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton (1642-1727) dá conta do recado.

Do trabalho do francês Charles Augustin Coulomb (1736-1806), ainda na Física Clássica, aprendemos a encontrar a força entre partículas carregadas.

A Física Moderna, a partir do trabalho original de Hideki Yukawa (1907-1981), nos trás uma nova concepção de força (ou interação) como a troca de partículas mediadoras. Desta forma, reorganizamos as interações do Universo em quatro famílias: interação eletromagnética (atrativa ou repulsiva), interação gravitacional (atrativa), interação nuclear fraca (atrativa) e interação nuclear forte (atrativa).

Mas ainda não conseguimos um modelo para a força do amor, esta força que une pessoas, e torna o mundo bem melhor!
E, se ainda não temos teoria para a força atrativa do amor, pelo menos temos "tecnologia" para realizar experimentos de sobra! Vale a pena praticar o amor, em todas as suas manifestações!
Hoje, 12/junho, Dia dos Namorados, comemoramos uma importante forma de amor. Então, Feliz Dia dos Namorados! Ou, em outras palavras, que seja muito bom o "laboratório" logo mais quando você encontrar o seu par para comemorar!
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prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h48)
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::: FALECEU JOSÉ LEITE LOPES :::
foto: R. B. Barthem
Soube agora, ao chegar em casa, que faleceu hoje, aos 87 anos, o físico brasileiro José Leite Lopes.
Leite Lopes foi aluno de doutorado de Wolfgang Pauli, na Universidade de Princeton. Em 1949, fundou o CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, em parceria com outro grande físico brasileiro, Cesar Lattes, falecido em 2005. Foi o primeiro presidente da SBF - Sociedade Brasileira de Física. Trabalhou no CalTech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) no anos 1950 a convite de Richard Feynman. Como se pode notar, sempre esteve na companhia dos mais importantes físicos do mundo e é mais um ícone na física brasileira.
Pequena Auto-Biografia de José Leite Lopes (do site do CBPF )
Após a minha graduação como Químico Industrial (Recife, 1939), como Bacharel em Física (Rio de Janeiro, 1942) e como Doutor em Física, PhD (Princeton, 1946), fui nomeado Professor de Física Teórica (Faculdade Nacional de Filosofia, 1946) cargo que mantive até a minha cassação pelo regime militar (1969).
Fui sucessivamente Membro do Institute for Advanced Study (1949-1950), Secretário Científico da 1a. Conferência Internacional de Energia Atômica (ONU, 1955), Senior Research Fellow no California Institute of Technology (1956-1957), Professor Visitante na Faculdade de Ciências de Orsay (1964-1967), na Carnegie-Mellon University (1969-1970), Professor Titular na Universidade de Strasbourg (1970-1986), Vice-Diretor do Centro de Recherches Nucleaires, Strasbourg (1975-1978), Diretor do CBPF (1960-1964, 1986-1989).
Sou membro da Academia Internacional de Humanismo (Buffalo, N.Y.), da Academia de Ciências do Terceiro Mundo (Trieste, Itália), da Academia de Ciências da América Latina, ganhei a Medalha da Universidade de Strasbourg (1986) e fui agraciado com a Ordem Nacional do Mérito Científico (Brasília, 1994) assim, como com a Medalha Nacional de Ciências, Alvaro Alberto (1989). Além de trabalhos originários de pesquisa científica e de filosofia da física, entre os quais o que provei a existência do boson Zo e a unificação das forças eletromagnéticas e as forças fracas (1958), publiquei vários livros adotados internacionalmente como Fondements de la Physique Atomique (Hermann, 1967), Lectures on Symmetries (Gordon & Breach, 1969) e Gauge Field Theories (Pergamon Press, 1981, 1983), Theorie Relativiste de la Gravitation (Masson, 1993) e Sources et Évolution de la Physique Quantique (em colaboração com B. Escoubès, Masson 1995).
Para saber mais
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prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h15)
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::: QUESTÃO DE LÓGICA :::
Antônio Gaudério/FI
 Parreira orienta o "fenômeno" antes do treino deste sábado. Ou será que fazem algum cálculo abarrotado de lógica?
Física é uma ciência. E, como tal, deve ser lógica.
Futebol não tem (tanta) lógica. Creio que seja o único esporte coletivo em que a equipe melhor pode perder. Talvez aí esteja a magia deste esporte, a tal da "caixinha de surpresas", um chavão na boca do povo, mas uma verdade incontestável.
No treino de ontem, os titulares da seleção brasileira perderam para os reservas por 3 X 0. Hoje não se falava em outra coisa nos jornais, na TV, na internet... Manchetes e mais manchetes chamando a atenção para o "banho" que os titulares levaram dos reservas...
Já que estamos falando de lógica, quero apenas fazer uma perguntinha:
Qual o problema dos nossos titulares perderem para os reservas? Que importância real e prática isso tem? Afinal, se nossos reservas jogarem, será contra ou a favor do Brasil?!
Para que tanta polêmica? Não é tudo uma questão de lógica?!
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prof. Dulcidio Braz Júnior (às 19h02)
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Dulcidio Braz Jr Físico/Professor
BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos
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