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::: OLHOS NO CÉU E UM PÉ NA ASTROFOTOGRAFIA :::
Apesar do tempo nublado e da Lua tímida, escondendo-se o tempo todo por trás das nuvens, fiz alguns testes de fotografia digital com o telescópio.
As nuvens dificultaram bastante o ajuste de foco e tiraram a nitidez de detalhes do disco lunar. Mas, com melhores condições climáticas, creio que ainda conseguirei resultados bem melhores.
E Lua cheia não é a melhor fase para se fotografar porque o disco lunar está iluminado de frente, o que dá menos contraste no relevo lunar. As fases crescente e minguante permitem flagrar montanhas e crateras bem sombreadas, o que costuma dar resultados fotográficos bem interessantes.
Mas divido com você, visitante aqui do Física na Veia!, meus primeiros resultados em astrofotografia digital!

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Dados técnicos das fotos |
- Câmera:
Sony DSC-H1 5.1 Megapixels Parâmetros: 1/125; F3.5; ISO 100
- Telescópio:
Newtoniano 180 mm - f9 Ocular: 30mm Aumento: 54X Montagem: Dobsoniana |
:: UPGRADE [12/abril/2006 - 21h]
Fiz novas fotos hoje, quarta-feira. Acho que ficaram melhores. Tudo é uma questão de treinar os olhos para acertar melhor o foco. E a manipulação do equipamento também tem suas manhas...




Já publicado aqui no Física na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h34)
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::: ENTREVISTA NA TV UNIÃO :::
Foto digital: Vagner
 Entrevista sobre Astronáutica no Região 2000. O globo terrestre foi usado para explicar o que é uma órbita segundo Sir Isaac Newton.
Acabo de voltar da gravação do programa Região 2000 na TV União, canal local que retransmite a Rede Mundial de Televisão para toda a minha região. Desta vez fui convidado para falar sobre Astronáutica e da viagem do tenente-coronel Marcos Pontes para o espaço na nave Soyuz que, coincidentemente, em russo, quer dizer união, o mesmo nome do canal de televisão.
Conversamos sobre "gravidade zero", a idéia de órbita de Isaac Newton, e outros diversos aspectos ligados à Missão Centenário e ao programa espacial brasileiro.
O programa, apresentado por Luiz Magalhães, vai ao ar nesta quarta-feira, dia 12 de abril, às 12h30min e às 22h30min.
Detalhes de tudo o que conversamos no programa já foram publicados aqui no Física na Veia! (veja lista de posts logo abaixo).
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 09h29)
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::: O CREPÚSCULO E A LUA :::
Foto digital: Dulcidio Braz Jr
 O pontinho prateado entre as nuvens é a Lua (em zoom, no detalhe)
Enquanto trabalho, grudado na telinha do micro, do meu lado esquerdo a janela emoldura uma paisagem carregada de cores que mais parecem uma obra de Van Gogh. Nuvens plúmbeas, carregadas d'água, contrastam com o fundo azul do céu e outras nuvens especialmente tingidas, pelo entardecer, de um amarelo ouro vivo.
E a Lua, crescente, tenta arrumar uma brechinha para mostrar-se linda, prateada, ainda que por uns instantes.
Amanhã tenho que entregar um pacotão de coisas para a minha editora. O trabalho está pesado. Mas a paisagem provocou uma deliciosa pausa para pensar na vida, fotografar, e respirar. O Universo é mesmo lindo!
:: Em tempo
Pena que nublou de vez. E acho que vai cair o maior toró! Dario Pires, meu amigo artesão da mecânica e da óptica, esculpiu, no latão dourado, uma verdadeira jóia (veja a foto ao lado). Trata-se de um tubo para acoplar a minha câmera digital Sony DSC-H1 no telescópio. O tubo é rosqueado no adaptador de lentes da máquina e, na outra extremidade, é preso (pelos três parafusos) na ocular do telescópio.
Minhas experiências com Astrofotografia já podem começar, mas só quando o céu deixar! Hoje o céu já avisou que nada feito!
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 17h04)
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::: ÓRBITA: UMA PERFEITA COMBINAÇÃO DE VELOCIDADE E ALTITUDE :::
ninfinger.org
 Uma nave Soyuz acoplada na ISS orbitando a Terra
No post Um Pouco De Mecânica Celeste Na Órbita do Hubble, publicado aqui no Física na Veia! no dia 27/04/2005, abordei a mecânica das órbitas. Na ocasião, usei o HST - Hubble Space Telescope como exemplo de corpo que orbita a Terra.
Retomando as idéias e equações desenvolvidas neste post acima citado, quero calcular a velocidade orbital v da ISS - Estação Espacial Internacional bem como o seu período T, ou seja, o tempo que ela demora para completar uma volta ao redor da Terra. Como a nave Soyuz que levava Marcos Pontes esteve atracada na ISS, sua velocidade orbital e período eram os mesmos da ISS.
:: Antes de tudo, uma idéia genial sobre órbitas
Isaac Newton (1642-1727) explicou o que é uma órbita usando um raciocínio genial. Genial porque é simples e muito didático (veja a idéia na figura ao lado, exatamente como está no trabalho original de Newton). Ele imaginou um corpo sendo lançado do topo de uma montanha de altura h. Se a velocidade v do corpo não é muito grande, ele faz um arco de parábola e colide com o planeta. Aumentando a velocidade v, o corpo cai mais longe do ponto de lançamento, mas ainda colide com o planeta. Podemos imaginar esta velocidade v crescendo o quanto quisermos e, consequentemente, o corpo caindo cada vez mais longe. Logo, deve existir um valor específico de velocidade v tal que o corpo não cai mais de volta no chão mas entra num movimento tangenciando a própria curvatura da Terra. Veja abaixo a figura de Newton atualizada por mim.

Para uma certa altura h, medida em relação ao nível do mar, teremos uma velocidade específica v tal que o corpo começa a orbitar a Terra (trajetória 4). Com velocidades menores, o corpo cai no planeta (trajetórias 1, 2 e 3).
Olhando desta forma, como sugeriu Newton, uma órbita nada mais é do que uma queda infinita. Simples! E genial, concorda? E, sendo uma queda, dentro da nave os astronautas sentem-se sem peso, como se estivessem dentro de um elevador em queda-livre. Trata-se de imponderabilidade e não de ausência de gravidade! (veja o post Gravidade Zero E Objetos 'Flutuando' no Espaço)
Apresentada a idéia de Sir Isaac Newton, vamos aos cálculos de v e T para a ISS.
:: A Velocidade Orbital (v)
A velocidade v de um corpo de massa m (estação espacial) que orbita outro de massa M (Terra) a uma distância r (medida entre os centros dos dois corpos) pode ser calculada por:

onde G = 6,67.10-11 N.m2/kg2 é a constante universal da gravitação, M = 6.1024 kg é a massa da Terra e r = R + h = 6400 km + 400 km = 6800 km = 6,8.106 m é a distância da ISS até o centro do nosso planeta (R é o raio da Terra e h a altura da ISS medida em relação ao nível do mar).
Fazendo as contas:

Para sabermos o valor em km/h, basta multiplicarmos o valor obtido em m/s pelo fator de correção 3,6. Assim:
v = 7671,56 X 3,6 @ 27.600 km/h
A Soyuz foi lançada e teve que atingir quase 28.000 km/h para alcançar a estação espacial e acoplar-se a ela. E foi com esta velocidade que ela desacoplou-se da ISS e começou a voltar para terra firme. Uma queda incrível, não?!
:: O Período Orbital (T)
Marcos Pontes disse em entrevista que, na ISS, dias e noites alternavam-se mais ou menos a cada 45 minutos. Em outras palavras, a estação espacial deveria completar uma volta ao redor da Terra em mais ou menos o dobro desse tempo, ou seja, uns 90 minutos.
O perído T para a ISS pode ser obtido por:

para os mesmos valores de G, M e r = R + h já usados acima. A expressão obtida é conhecida como Terceira Lei de Kepler.
Substituindo os valores corretos na expressão de T encontramos:

Cada minuto tem 60 s. Logo:
1 min ---------------- 60 s T (min) -------------- 5606 s
\ T = 93 min
:: Considerações Finais
Usamos valores aproximados para G, M, R e h. Também aproximamos o p e o resultado final. Mesmo assim, obtivemos valores de v e T bastante próximos dos valores reais.
Mesmo com uma Física de colégio, já podemos arriscar algumas continhas bem interessantes com resultados bem razoáveis.
Espero que tenha gostado desta "viagem" até a ISS!
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Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 16h13)
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::: PROJETO SOYUZ :::
astro.ysc.go.jp
 Soyuz TMA 1, similar à nave que levou Pontes para o espaço
A nave que levou Marcos Pontes para o espaço foi a Soyuz TMA que, em russo, significa União.
A Soyuz, que acomoda três astronautas, nasceu nos anos sessenta do século passado, no projeto de mesmo nome, e que tinha como finalidade principal levar russos para a Lua. Os russos perderam a corrida espacial para os americanos e nunca pousaram na Lua. Mas a nave Soyuz, bastante eficiente, continuou sendo utilizada em outras missões espaciais.
O projeto original foi alterado e da Soyuz foi criada a Soyuz T. Entre 1980 e 1986 os russos usaram uma nova versão, a Soyuz TM, aperfeiçoada para missões em sua própria estação espacial, a MIR. A mais nova versão da nave é a Soyuz TMA, criada para missões de cooperação entre americanos e russos, com melhorias no cookpit e no sistema de retrofoguetes para amortecimento da queda na aterrissagem (veja figura abaixo).
ilustração: G. de Chiara / tradução: Dulcidio Braz Jr
 Procedimento de reentrada na atmosfera e aterrissagem da Soyuz TMA
Diferentemente do Space Shuttle, o ônibus espacial americano, que decola como foguete e retorna do espaço como avião pilotado, a Soyuz TMA decola como foguete e, na volta, é literalmente "derrubada" de sua órbita, retornando à Terra em movimento de queda-livre, ao sabor da gravidade, com velocidade inicial ainda em órbita de cerca de 28.000 km/h! Pára-quedas são utilizados para o pouso que, na versão TMA, também usa retrofoguetes para amortecer a queda.
A Soyuz TMA tem 7,2 m de comprimento e diâmetro máximo de 2,7 m. Sua massa, no lançamento, é em torno de 7,1 toneladas. Junto com a nave russa Progress, a Soyuz tem tido importante papel nas missões para a ISS - Estação Espacial Internacional, especialmente depois do acidente com o ônibus espacial Columbia, em 2003, que provocou sérias alterações no programa espacial americano que é totalmente dependente desta desta tecnologia, agora em discussão pelas falhas de segurança.
Para saber mais
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prof. Dulcidio Braz Júnior (às 15h10)
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Dulcidio Braz Jr Físico/Professor
BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos
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