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Física na Veia! em destaque no UOL Blog

Na última terça-feira, véspera do dia em que tivemos eclipse total do Sol e o vôo do primeiro astronauta brasileiro, publiquei o post Quarta-Feira Inesquecível antecipando os dois eventos imperdíveis. Por conta disso, o Física na Veia! ficou em destaque como Blog Legal Convidado no UOL Blog (veja print screen  da página principal do UOL Blog acima).

Foi a segunda vez neste pouco mais de um ano de vida que este blog foi destaque no portal do UOL. E, toda vez que isso acontece, mais pessoas entram aqui. O contador, que já virou mais de 40.000 visitantes ratifica a minha observação.

Aos novos amigos que aqui vieram, muito obrigado pela visita. Espero que entrem para a turma daqueles que sempre dão uma passadinha por este pedacinho da blogosfera para ver o que está acontecendo na Física e na Astronomia. E aos amigos fiéis, que já são fregueses de carteirinha, um super abraço! É um prazer escrever para vocês! Física, aqui sozinho, já é bom. Mas Física, bem acompanhado, é bom demais!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 15h33





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  ::: QUERO VER O VERDE E AMARELO NO ESPAÇO :::

          NASA TV

Na foto superior  vemos Marcos Pontes, seus dois companheiros de viagem e os dois
astronautas que vivem na ISS atualmente. Em destaque, abaixo, Pontes entrando
com a bandeira do Brasil na ISS.

Quero ver o verde e amarelo no espaço. Este era o slogan da campanha para que o nosso astronauta Marcos Pontes fosse o mais breve possível para o espaço. Ele foi. E já está a bordo da ISS - Estação Espacial Internacional.

A Soyuz TMA-8 acoplou-se à estação espacial à 1h18min (horário de Brasília) desta madrugada de sábado. Depois de cerca de 90 minutos para equiparar as pressões artificiais dentro da Soyuz e da ISS, as escotilhas puderam ser abertas para que os três astronautas entrassem na ISS, depois de mais de dois dias desconfortavemente sentados na apertadíssima nave russa.

Pontes foi o primeiro dos três astronautas a ter acesso à estação espacial. E trazia em suas mãos a bandeira do Brasil. Era o próprio slogan vivo, deixando claro que o verde e amarelo já está no espaço! Hoje é primeiro de abril, "dia da mentira", mas o fato é verdadeiro!


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 14h59





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  ::: QUANTOS PLANETAS TEM O SISTEMA SOLAR? :::


Atuais planetas do Sistema Solar. Os tamanhos estão em escala, as distâncias não.

Quantos planetas tem o Sistema Solar? A resposta mais óbvia é "são 9 planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão". Mais do que óbvia, esta é a resposta oficial "atual". Mas pode mudar em breve, para 8 ou para 10! Ou talvez continue sendo 9 mesmo.

Explico. Depois que astrônomos americanos descobriram há cerca de 3 anos o objeto 2003 UB313 que orbita o Sol e fica mais afastado deste do que Plutão, ele automaticamente tornou-se candidato a décimo planeta do Sistema Solar. E a constatação de que 2003 UB313 é maior do que Plutão só reforçou esta hipótese. Mas muitos astrônomos estão preocupados com a possibilidade de termos em breve uma inflação no número de planetas do sistema uma vez que suspeita-se que haja muitos corpos orbitando o Sol depois dos limites da órbita de Netuno. Estes corpos menores são chamados genericamente de objetos transnetunianos. Será que eles devem ser classificados como planetas? Ou será que a definição de planeta deve ser refeita para excluir estes novos objetos?

Para aumentar a polêmica, existem astrônomos que acham que Plutão é apenas mais um objeto transnetuniano e, embora tenha sido descoberto como planeta, deve ser "rebaixado" na classificação geral. Se assim o for, o Sitema Solar passará a ter 8 planetas em vez de 9. Mas, se como querem outros cientistas, o tamanho de Plutão for usado como limite mínimo para que um corpo seja classificado como planeta, então 2003 UB313 passa automaticamente a ser mais um planeta e o Sistema Solar terá 10 planetas. E, se o raio médio da órbita de Plutão for considerado limite máximo para o raio orbital para que um corpo seja considerado planeta, Plutão continua como planeta e o Sistema Solar continuará tendo 9 planetas. Entendeu?

Em setembro deste ano a UAI - União Astronômica Internacional deve decidir este impasse científico em reunião e preparar-se para a descoberta de muitos outros corpos menores no Sistema Solar.

A Rádio Eldorado AM, no programa Pesquisa Brasil, trará como convidado o professor Enos Picazzio do IAG-USP (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo) no próximo programa que vai ao ar amanhã, sábado, e tem reprise no domingo. É uma boa pedida para entender melhor esta polêmica que, ao contrário do que muita gente diz, não é bobagem mas sim o efeito colateral da evolução do nosso conhecimento acerca do Sistema Solar que é muito mais complexo e povoado de objetos do que poderíamos supor.

Ouça o programa Pesquisa Brasil

 

  • Rádio Eldorado AM 700 KHz ou canal de áudio 883 da DirecTV
  • Ao vivo sábado 12h30min
  • Reprises sábado 19h30min e domingo 20h30min
  • Apresentação jornalista Tatiana Ferraz (foto)
  • Pela internet:
    http://www.radioeldoradoam.com.br
  • Participação do ouvinte pelo telefone (11) 38584686 ou por e-mail:
    pesquisa@radioeldorado.com.br


Já públicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h45





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  ::: O ASTRONAUTA :::

Maurício de Sousa

Dos quadrinhos para o mundo real: mensagem do Astronauta para Pontes

A ida de Marcos Cesar Pontes para o espaço agitou o Brasil. Hoje, na escola, todo mundo comentava com orgulho o grande feito do brasileiro.

E, até no mundo dos quadrinhos, Pontes virou notícia. Às vésperas do lançamento da Soyuz, Pontes recebeu de Maurício de Sousa, por e-mail, a simpática mensagem acima.  Maurício de Sousa é bastante conhecido por ter criado a Turma da Mônica. E o seu personagem Astronauta, que junto com a Mônica e o Cebolinha homenageia Pontes no quadrinho, foi criado em 1963 inspirado no astronauta russo Iuri A. Gagarin (1934-1969), primeiro homem a viajar para o espaço em 1961 e que deu nome à plataforma de lançamento na base de Baikonur, no Cazaquistão, de onde partiu a Soyuz ontem.

Tudo corre normalmente, dentro do cronograma previsto para a missão, e a nave Soyuz deve chegar à ISS - Estação Espacial Internacional somente na madrugada do próximo sábado (1h18min, horário de Brasília). Até lá, os três astronautas ficarão sentados pois a nave é tão pequena que não permite que se possa ficar em pé dentro dela. Será uma maratona de 2 dias, 4 horas e 13 minutos de "chá de cadeira".

Tuca Vieira / Folha Imagem

Pontes sendo preparado, momentos antes do vôo, no seu "berço" espacial onde
permanecerá sentado por mais de dois dias

Para suportar tanto tempo sentados, os astronautas tiveram que fazer lavagem intestinal e da bexiga e terão uma dieta alimentar especial. Ainda bem que em órbita a sensação de peso é nula, o que ameniza a situação. Mas, definitivamente, vida de astronauta não é só glamour!

O Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia informou que teve problemas de comunicação com a Soyuz na fase de separação e vôo autônomo. Os defeitos estavam em equipamentos em terra e impediram o monitoramento em tempo real de parâmetros de vôo da nave que, felizmente, funcionou perfeitamente bem.  

Na próxima quarta-feira, dia 5, já da ISS, Marcos Pontes vai conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende . Numa segunda oportunidade, Pontes falará com jornalistas. 

Continuamos atentos às notícias sobre esta histórica missão que leva o primeiro astronauta brasileiro para o espaço e homenageia o centenário do vôo do 14 Bis, avião projetado e pilotado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont (1873-1932). 


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h02





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  ::: SONHO DE ÍCARO :::


Tenente-coronel Marcos Cesar Pontes, nosso primeiro astronauta 

"Minha luta não é para chegar ao espaço.
Minha luta é para chegar ao coração de cada jovem...
e mostrar que tudo é possível, se realmente desejar!"


Marcos Pontes

 

Acabo de acompanhar pela Band News o lançamento da Soyuz TM-8 que leva Marcos Pontes para o espaço. Em pouco mais de 8 minutos, a nave rasgou a atmosfera e chegou ao espaço, subindo a cerca de 400 km de altitude. Agora orbita o planeta azul, ao sabor da gravidade, em plena imponderabilidade. Imponderabilidade porque lá, na órbita, não tem como ponderar (medir) massa com uma balança comum. Mas, talvez, impoderável mesmo seja o sonho que Pontes materializa.

Marcos Pontes tem praticamente a minha idade. É apenas 8 meses mais velho do que eu. Em 1969, quando Neil Armstrong, comandante da Apollo 11, pisou o solo lunar pela primeira vez, Pontes, como eu e tantos outros brasileiros, era apenas uma criança. Levados pela onda astronáutica, pela febre da corrida espacial, todos sonhamos em ser astronauta um dia.

Em uma multidão, Pontes é único, chegou lá. Realizou o nosso sonho coletivo. E o mais bacana é que agora, muitos jovens, muitas crianças, motivados por esta conquista pioneira, também vão sonhar. E o sonho é a mola-mestra de tudo.

Há que se sonhar sempre. Lembrando Fernando Pessoa

"Deus quer, o homem sonha e a obra nasce"

Assim é na arte, na ciência e na vida.


:: Galeria de Imagens

Tuca Vieira/Folha Imagem

Veja esta e outras fotos da missão. Clique aqui.


Para saber mais


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 22h44





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  ::: EINSTEIN E O ECLIPSE DE SOBRAL :::


Foto original do eclipse de Sobral e Albert Einstein

Em 1905, Albert Einstein (1879-1955) publicou a sua mundialmente conhecida Teoria da Relatividade que mostrava que tanto o espaço quanto o tempo são relativos.

Em 1907, Einstein teve uma idéia genial, conhecida como Princípio da Equivalência, e que abria a possibilidade de incorporar a gravidade na Teoria da Relatividade. Mas foi somente em 1916 que a gravidade entrou de vez na Relatividade de Einstein que passou então a ser chamada de Teoria da Relatividade Geral.

A Relatividade Geral apresenta uma nova maneira de ver o que para Isaac Newton (1642-1727) era uma força gravitacional atrativa de uma massa sobre outra. A idéia genial proposta por Einstein é que um corpo dotado de massa força o espaço-tempo(*) ao seu redor a curvar-se, formando uma espécie de buraco, como representado na figura abaixo.

phys.isu.edu

Logo, o que entendíamos por atração gravitacional passou a ser encarado como uma espécie de "queda" numa ladeira ou buraco dimensional. Nem mesmo a luz pode fugir desta curvatura espaço-temporal e, quando passa perto de um corpo massivo, também sofre desvio pois, na verdade, acompanha a curvatura do espaço-tempo.

Mas, como provar esta teoria? Seria preciso levar para um laboratório um corpo muito massivo como um estrela? Seria essa a única maneira de medir se um corpo bastante massivo poderia ou não desviar a trajetória da luz? É claro que isso seria impossível!

E a saída foi genial, tanto quanto genial era a idéia de Albert Einstein. Bastava esperar o próximo eclipse solar total e, durante os poucos minutos da escuridão, na totalidade do fenômeno, fotografar as estrelas que apareceriam visualmente próximas à borda do Sol. Numa outra época, quando as estrelas desta mesma constelação fossem visíveis à noite, sem a presença do Sol, novamente seriam fotografadas. As duas fotos, com e sem o Sol, poderiam ser comparadas. E, se as estrelas tivessem posições diferentes nas duas situações fotografadas, seria a prova de que a presença do Sol, a única diferença entre as duas medidas, estaria afetando a trajetória da luz (veja figura abaixo).

 

A grande prova experimental da curvatura do espaço-tempo aconteceu em 29 de maio 1919, durante um eclipse solar total como o de hoje e que na ocasião foi observado por duas equipes de astrônomos, uma na África e outra aqui no Brasil, na cidade de Sobral, Ceará. Pelas condições climáticas, as medidas no Brasil foram melhores que na África e permitiram confirmar a previsão teórica de Einstein.

Einstein previu ainda que galáxias inteiras poderiam desviar a luz de outros objetos provocando o fenômeno conhecido como lentes gravitacionais. O Telescópio Espacial Hubble permitiu obter imagens contundentes e que comprovaram definitivamente a existência de lentes gravitacionais. E alguns astrônomos que trabalham na busca de planetas extrasolares já usam este efeito de desvio da luz para detectar planetas em estrelas distantes. Quando uma estrela passa na frente de outra (eclipse), a luz da estrela de trás é desviada pela estrela da frente. Mas, se a estrela da frente tiver algum planeta, este afetará sutilmente o padrão do desvio. É a evidência da presença de um planeta numa estrela distante! Incrível como Einstein continua vivo em suas idéias que vêm inspirando os físicos há mais de 100 anos!

É impossível, num dia de eclipse solar total, não lembrar do histórico experimento de Sobral que projetou Albert Einstein para o mundo todo e que, como poucos sabem, aconteceu aqui mesmo, em terras verde-amarelas.


(*) Espaço-Tempo - Espaço de quatro dimensões sendo 3 espaciais (x, y, z) e 1 temporal (t). Na teoria de Einstein o tempo aparece como uma quarta dimensão.

Para saber mais


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h19





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  ::: ECLIPSES: CAPRICHOS CÓSMICOS II :::

[Continuação do post anterior]

 

:: 3 - O Capricho Geométrico dos Diferentes Planos Orbitais 

Entre duas fases iguais da Lua, ao que chamamos de lunação, temos sempre 29,5 dias aproximadamente. Grosseiramente, teremos sempre a cada mês uma Lua Nova e outra Lua Cheia. Em cada Lua Nova deveríamos ter um eclipse solar, enquanto que em cada Lua Cheia deveria ocorrer outro eclipse, só que lunar, certo? Mas todos sabemos que não ocorrem sempre dois eclipses mensais. Pelo contrário, eclipses são fenômenos raros! Qual é a explicação para isso? Temos aqui mais um capricho cósmico, desta vez na área da geometria espacial. A Lua orbita a Terra num plano que não coincide com o plano da órbita da Terra ao redor do Sol. Há uma inclinação de 5,2o entre os dois planos orbitais.

Sendo assim, nem sempre o Sol, a Terra, e a Lua estão de fato alinhados durante as fases de Lua Cheia ou de Lua Nova. Por isso, eclipses são situações raras e só acontecem quando houver o alinhamento perfeito destes três astros, numa direção chamada de linha dos nodos.

 

:: 4 – O Capricho dos Tamanhos Aparentes ou Como a Lua pode Tapar o Sol?


 

A figura acima nos mostra um observador na Terra que olha para o Sol. A sensação de tamanho do Sol vai depender do ângulo q, ângulo de abertura do cone de luz que deixa o Sol e chega aos olhos do observador.

E o cálculo deste ângulo q é relativiamente simples e usa apenas geometria básica conhecida por qualquer bom aluno de colégio. Veja a figura a seguir:

O Sol é aproximadamente esférico e tem um diâmetro D = 2R (R é o raio solar).  Se tomarmos a mediatriz do ângulo q teremos um triângulo retângulo com um ângulo q/2 onde o cateto adjacente é a distância d do observador ao Sol e o cateto oposto é R, o raio solar. Podemos escrever a expressão da tangente de q/2 como "cateto oposto dividido pelo cateto adjacente", ou seja:

O Sol está a uma distância aproximada d = 150 milhões de km (d = 1,5.108 km) da Terra. O raio solar é da ordem de R = 696.000 km (R = 6,96.105 km). Assim teremos:

Repare bem que o valor da abertura q do cone de luz é muito pequeno, da ordem de meio grau! Em outras palavras, o tamanho aparente do disco solar para um observador na Terra é de cerca de meio grau.

Como a Lua, bem menor que o Sol, pode tapá-lo por completo durante o eclipse? Para responder a esta pergunta basta calcular o valor de q para o nosso satélite natural, de forma análoga ao que fizemos para o Sol. A Lua está a uma distância aproximada d = 384.000 km (d = 3,84.105 km) da Terra e tem raio aproximado R = 1740 km (R = 1,74.103 km). Teremos:

Obtivemos para a Lua o mesmo valor de q encontrado para o Sol! Isso que dizer que o Sol e a Lua têm o mesmo tamanho angular aparente quando vistos aqui da Terra, embora a Lua seja bem enor que o Sol. Na verdade, o diâmetro do Sol é cerca de 400 vezes o diãmetro da Lua. Mas a Lua, por sua vez, fica cerca de 400 vezes mais perto da Terra que o Sol. Uma coisa compensa a outra e o disco solar e o disco lunar, para um observador na Terra, têm o mesmo tamanho. Um outro capricho cósmico e tanto, não?!

 

:: 5 - O Capricho da Órbita Excêntrica ou Nem Sempre a Lua Cobre o Sol!

As órbitas da Terra e da Lua não são circunferências perfeitas, são elipses. E o corpo central está sempre num dos focos da elípse, ou seja, fora do centro da órbita. A figura abaixo mostra, de forma exagerada, a órbita elíptica da Terra ao redor do Sol.

Note que "a", semi-eixo maior, é maior do que "b", semi-eixo menor. Assim a órbita fica ovalada. Como “efeito colateral” dessa excentricidade, a distância Sol-Terra varia no decorrer do tempo entre os valores Dmin e Dmáx. O mesmo acontece para órbita da Lua, o que faz com a distância Sol-Lua também varie.

Se acontece da Lua estar um pouco mais longe da Terra, seu disco fica ligeiramente menor. E, se o Sol estiver um pouco mais perto, seu disco parecerá um pouco maior. Assim, se a Lua entra na frente do Sol, "sobra" uma beirada de estrela não totalmente eclipsada. É o que chamamos de eclipse anelar (ou anular).

As duas fotos acima mostram bem a diferença entre o eclipse solar total (à esquerda), com o disco solar completamente coberto pelo disco lunar, e o eclipse solar anelar (à direita), com uma beirada de Sol parcialmente encoberto aparecendo por trás da Lua.

 

:: É Lindo, Não É?

Depois de passear pelos cinco "caprichos cósmicos" ligados aos eclipses solares e lunares, tem como dizer que um eclipse não é lindo?!


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 15h03





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  ::: ECLIPSES: CAPRICHOS CÓSMICOS I :::

AFP

Conhecido efeito do "Anel de Diamante"
fotografado na Grécia

Hoje tivemos eclipse solar total visível em alguns pontos do planeta. No último dia 14 de março houve eclipse lunar penumbral.

Eclipses, solares ou lunares, são verdadeiros caprichos cósmicos. Para acontecer qualquer um deles, Sol, Terra e Lua têm que estar caprichosamente alinhados. E isso não acontece sempre, o que torna os eclipses fenômenos raros. Para entender os eclipses é preciso entender, um a um, todos os caprichos cósmicos que se conjugam para que o fenômeno aconteça.

 :: 1 - Capricho Óptico: a Sombra e a Penumbra

O Sol atua como se fosse uma imensa lâmpada de energia nuclear, iluminando a Terra e a Lua, além dos outros planetas, satélites, anéis, e corpos menores do Sistema Solar.

Todo corpo opaco barra integralmente a luz que nele incide. Se for iluminado por uma fonte puntiforme, surge atrás dele, do lado oposto ao da fonte, justamente onde não passou luz, uma região escura chamada sombra ou umbra.  

No entanto, se a fonte de luz é extensa, temos duas regiões distintas atrás do corpo:
I) a penumbra, parcialmente iluminada, onde ainda temos um pouco de luz; e
II) a umbra, totalmente escura, onde não há luz nenhuma.

Em comparação com a Terra e com a Lua, o Sol não tem tamanho desprezível. Deve, portanto, ser tratado como uma fonte extensa de luz. Como conseqüência disso, a Lua projeta dois cones no espaço, um de penumbra e outro de umbra.

O mesmo acontece com a Terra que também terá seus cones de umbra e de penumbra.

A diferenciação entre sombra (ou umbra) e penumbra é um capricho óptico da natureza, muito importante para o entendimento dos eclipses.

 

:: 2 - Capricho Mecânico: a Gravidade, ou Quem Tem Maior Massa É Rei

No Universo, um corpo que tem maior massa acaba “escravizando” outro corpo de massa menor. É uma relação de “poder cósmico”, como senhor e servo, prevista pela Física clássica de Newton.

O corpo de massa menor é sempre obrigado a seguir uma trajetória imposta pela força gravitacional atrativa do mais massivo. Essa trajetória pode ser fechada e, então, o corpo menos massivo passa a orbitar o outro, ratificando a sua situação de “servo gravitacional”.

No Sistema Solar não tem para ninguém: o Sol é o astro rei. Sua massa, que é cerca de 2.1030 kg, corresponde a 99,85% da massa total de todo o sistema! Assim, o Sol praticamente obriga a todos os outros corpos do sistema a moverem-se ao seu redor. Mas existe uma hierarquia nessa relação de “poder gravitacional”. Alguns planetas possuem satélites. E, por terem massa maior, forçam seus satélites a ficarem presos e girando ao seu redor. É isso o que acontece na relação Terra-Lua. A Terra, com massa de aproximadamente 6.1024 kg, “escraviza” o seu satélite, de massa menor, em torno de 7.1022 kg. A Lua não tem escolha e segue a sua sina de orbitar a Terra.

Para um observador fixo na Terra, a Lua terá diversos aspectos visuais, que costumamos chamar de fases.

Note na figura acima que o Sol, a Terra e a Lua podem estar “alinhados” em duas situações distintas, chamadas respectivamente de Lua Nova e de Lua Cheia, posições importantes para que aconteçam os eclipses.

 

:: Juntando as peças (ou caprichos cósmicos)

Pelas idéias até aqui expostas, já temos elementos para percebemos que haverá:

I) Eclipse solar quando a Terra for “tocada” pelo cone de umbra ou penumbra da Lua;

II) Eclipse lunar quando a Lua passar por dentro dos cones de umbra ou penumbra da Terra.

Com um pouco mais de imaginação, matéria prima da Física e, em especial, da Astronomia, podemos ainda perceber que:

I) Um observador, na superfície da Terra, posicionado dentro do cone de penumbra da Lua Nova, verá o Sol parcialmente obstruído pelo nosso satélite natural. Classificamos esse fenômeno como eclipse solar parcial. Se o observador estiver no cone de umbra, verá o Sol tapado pela Lua e teremos eclipse solar total. O céu diurno ficará temporariamente escuro, como a noite, e as estrelas, antes ofuscadas pelo brilho intenso da luz solar, poderão ser vistas por alguns minutos.

 

II) Imagine agora o observador olhando a Lua Cheia numa noite qualquer. Se a Lua entrar no cone de sombra da Terra, haverá um eclipse lunar, ou seja, a Lua não estará mais iluminada diretamente pelo Sol, pois a Terra impede que a luz a atravesse. Quando a Lua é totalmente coberta pela umbra terrestre, o eclipse lunar é total. Se a Lua apenas “toca” o cone de umbra da Terra, ficando apenas parcialmente na escuridão, o eclipse lunar é parcial (ou penumbral).

A idéia básica dos eclipses é esta. Mas não pára por aí. Ainda temos mais três caprichos cósmicos que dão ao fenômeno um "tempero" ainda mais especial. Confira no próximo post.


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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 15h00





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  ::: CONFORME 'COMBINADO' :::

UOL
O eclipse solar total ocorreu conforme o "combinado". Que bom. O Universo parece estar se comportando bem, pelo menos dentro do que já sabemos e aprendemos a prever via mecânica celeste. Agora temos um show de imagens captadas ao longo da trajetória da sombra da Lua pelo globo terrestre, em vários pontos do mundo, como esta feita em Islamabad, Paquistão.
É um bom aperitivo para aguardamos o vôo do tenente-coronel Marcos Cesar Pontes logo mais às 23h30min (horário de Brasília).


:: Galeria de fotos do eclipse pelo mundo

Jos Verbeek

Amesfoort, Holanda

Stevie Embling

Swindon, Inglaterra

Caio Guatelli/FI

Natal, Rio Grande do Norte, Brasil

EFE

Templo de Apolo, Turquia

EFE

Kiev, Ucrânia





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às 08h40





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  ::: QUARTA-FEIRA INESQUECÍVEL :::


Eclipse solar total de manhã e viagem espacial de Marcos Pontes à noite

Quem gosta de Astronomia e Astronáutica já está em contagem regressiva. A próxima quarta-feira, 29 de março, será um dia inesquecível.

Logo de manhã teremos eclipse total do Sol, infelizmente só visível aqui no Brasil no extremo Norte do país, em Natal, Rio Grande do Norte, onde o Sol já vai nascer eclipsado pela Lua. Mas, se a maioria de nós não poderá ver ao vivo, pelo menos teremos a opção de uma ampla cobertura na internet, com fotos e informações praticamente em tempo real.

E, às 23h30min, horário de Brasília, será lançada a nave Soyus TMA-8, no Cazaquistão, levando para o espaço o tenente-coronel Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro.

Aqui no Física na Veia! estaremos ligados nos dois eventos.


Para saber mais

  • Sobre o eclipse
    Circular 24 (15 de março de 2006) do site Uranometria Nova
    Cobertura
    em tempo real, direto da Turquia, no site Exploratorium
  • Sobre a viagem do astronauta brasileiro
    Site oficial do astronauta Marcos César Pontes
    Supernova
    , blog do Jornalista Salvador Nogueira


Já publicado aqui no Física na Veia!

:: Sobre Marcos Pontes

:: Sobre Eclipses





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às 16h46





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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