|
|
| |
::: LUA, LUIZA E TOM :::
foto digital: Dulcidio Braz Jr
 |
| Lua nascendo por trás da serra, amarelada (detalhe), como na
canção do Tom |
Estou saindo para dar aula. Mas não teve como não parar diante da janela para
ver a Lua. E lembrei de Tom Jobim.
|
LUIZA
(Tom Jobim)
Rua,
Espada nua Bóia no céu imensa e amarela Tão redonda a lua Como
flutua Vem navegando o azul do firmamento E no silêncio lento Um
trovador, cheio de estrelas Escuta agora a canção que eu fiz Pra te
esquecer Luiza Eu sou apenas um pobre amador Apaixonado Um aprendiz
do teu amor Acorda amor Que eu sei que embaixo desta neve mora um
coração
Vem cá, Luiza Me dá tua mão O teu desejo é sempre o meu
desejo Vem, me exorcisa Dá-me tua boca E a rosa louca Vem me dar
um beijo E um raio de sol Dos teus cabelos Como um brilhante que
partindo a luz Explode em sete cores Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
|
:: UPGRADE [17/março - 23h30min] Na volta, depois da
aula, Júpiter, na constelação de Libra, vizinha de Escorpião, ocupava o
lugar da Lua na minha janela.

No detalhe Júpiter (1), em zoom digital. Dois satélites de Júpiter aparecem
como pontinhos luminosos: Io (2) e Calisto (3). Clique na foto acima para abrir
versão ampliada da mesma foto mostrando a Constelação de Escorpião em detalhe.
Escorpião tem no seu coração a estrela Antares, uma super gigante vermelha a 604
anos-luz(*) da Terra.
Como escreveu Salvador Nogueira, jornalista da Folha de São Paulo
em artigo do dia 09/03/2006, " ... o cosmos e
seus mistérios - eles estão abertos a quem quer que se interesse por eles. Basta
olhar para cima."
Foi o que eu fiz. Olhei para cima. E registrei a cena com a câmera digital
como prova de que da minha janela dá para ver o Universo!
(*) Ano-luz é medida de distância e não de tempo. Uma ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano viajando no espaço (vácuo) a cerca de 300.000 km/s. Antares é tão distante que, mesmo com essa
incrível velocidade, a luz que dela sai demora pouco mais de 600 anos para chegar aqui na Terra.
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 19h40)
::
:: Clique e recomende este post para um amigo
:: Permalink (clique com o botão direito do mouse e copie)
|
|
|
|
| |
::: QUE TAL UMA 'GOOGLADA'? :::

O Google nasceu para ser apenas um mecanismo de busca nesta
grande biblioteca digital chamada internet. Mas, com o passar do tempo,
transformou-se numa ferramenta muito mais poderosa e diversificada.
Neste post quero dar a dica sobre três serviços bacanas (e
gratuitos!) do Google. Dois deles, o Google Maps e o Google Moon, já estão no ar há
algum tempo. O Google
Mars acaba de entrar no ar e trabalha na mesma linha dos
outros dois. Confira detalhes abaixo.
:: Google Maps
O
Google Maps é um serviço on line
de mapas terrestres e fotos da Terra feitas por satélites. É
fantástico! Você pode ver apenas os mapas de uma região, somente as fotos de
satélites, ou superpor os dois no modo híbrido. Para tanto, você deve usar
os botões "Map", "Satellite" ou "Hibridy" na parte superior direita da tela. No
lado esquerdo da tela tem um navegador que permite mover o mapa nas direções
norte, sul, leste ou oeste através dos botões com setinhas. Também dá para usar
as setinhas direcionais do teclado ou clicar e arrastar o mapa com o mouse. Do
lado equerdo você encontra ainda uma barra deslizante que vai do "-" para o
"+" permitindo escolher o nível de zoom no mapa ou na foto de satélite.
Se quiser encontrar uma cidade específica, digite na caixa de pesquisa, o
nome dela seguido de vírgula e a sigla do país (exemplo: são paulo, br) e em
seguida clique no botão "seach". Para algumas grandes capitais, dá para ver
detalhes de ruas no mapa e também nas fotos de satélites! Complementando este
serviço existe o Google Earth, um
software 3D gratuito que permite visualizar qualquer ponto do planeta
Terra. Tentar descobrir pontos turísticos do mundo todo "na unha" é
uma deliciosa e instrutiva diversão. Mas, para quem não tem tanta
paciência, o site Perl
Jam tem uma enorme lista de endereços de
pontos famosos do mundo todo organizados por países, estados, e
cidades. Se você descobrir algo interessante ainda não cadastrado no site, pode
enviar os dados para eles que, em breve, sua indicação aparecerá na lista de
links. E você fica "dono" da indicação. Eu cadastrei Poços de Caldas,
cidade vizinha à minha, que na foto via satélite aparece
claramente edificada na borda de um vulcão inativo. Confira clicando
aqui.
Veja no rodapé quem é o "submitter".
:: Google Moon
Google
Moon também é um site de mapas, só que na Lua! Com
texturas reais fornecidas pela NASA, você pode passear pelo solo lunar e
visualizar os pontos onde desceram as missões tripuladas Apollo 11 (julho/1969),
Apollo 12 (novembro/1969), Apollo 14 (fevereiro/1971), Apollo 15 (julho/1971),
Apollo 16 (abril/1972) e Apollo 17 (dezembro/1972). Dá quase para se sentir como
um astronauta a bordo do Módulo Lunar. Os links ficam no lado direito da tela. É
só clicar nos balões de "A" a "F". O sistema de navegação e zoom no mapa é
semelhante ao do serviço análogo para a Terra. Experimente brincar com o
zoom e, no nível máximo de aproximação você verá "do que é feita a Lua". Garanto
que será uma descoberta chocante mas muito saborosa!
:: Google Mars
E, se viajar pela Terra e pela Lua não foi suficiente, tem mais! O
novo serviço Google
Mars permite andar em Marte. O sistema de navegação
e zoom é semelhante aos serviços anteriores para a Lua e para a Terra. Mas, do
lado superior direito da tela há três botões com funções bem específicas:
"Elevation", que diferencia por cores pontos mais altos e mais baixos do relevo
marciano mostrando uma escala de -9 km até 21 km de altitude; "Visible" que
mostra detalhes fotográficos do solo marciano obtidos na faixa de luz
visível; e "Infrared" que mostra detalhes fotográficos do solo marciano
obtidos na faixa da radiação infravermelha, imperceptível para os nossos olhos
mas obtidos com câmeras especiais. Do lado do logotipo do Google você
encontra links específicos para montanhas, planícies, vales, bem como para
pontos onde desceram sondas não tripuladas.
Depois destas dicas, só posso me despedir dizendo: boa
viagem!
Para Viajar Mais
- Link
para a minha cidade
- Link
para a universidade onde fiz minha graduação
- Link
para o estádio do melhor time de futebol do mundo
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 16h43)
::
:: Clique e recomende este post para um amigo
:: Permalink (clique com o botão direito do mouse e copie)
|
|
|
|
| |
::: O ECLIPSE LUNAR ATINGIU SEU PONTO MÁXIMO :::
Simulação e foto digital: Dulcidio Braz Jr
 Simulação (à esquerda) e foto da lua (à direita) no momento máximo do eclipse lunar penumbral (20h47min). Clique na foto para ver versão maior (795 X 407 pixels)
Conforme anunciado no post anterior, ao cair da tarde, às 18h21min, a Lua nasceu já com o eclipse começando. Às 20h47min, conforme previsto, aconteceu o ponto máximo do eclipse lunar penumbral (foto acima).
Algumas nuvens ameaçaram eclipsar o eclipse! Mas deu para acompanhar o fenômeno que, embora não seja dos mais belos, é raro e serve para comprovar as leis físicas que governam a mecânica celeste.
Por volta das 20h, por aqui o céu e a Lua (em destaque) estavam assim:

A Lua cheia já estava ficando mais escura, notadamente na parte superior direita.
E, às 20h47 min, ponto de máximo do eclipse, a Lua já estava inteira dentro da penumbra. A paisagem vista aqui da minha janela, com a Lua em destaque, era essa:

Neste ponto era bem perceptível o escurecimento lunar.
Fico por aqui. Mas continuo trabalhando no micro, sempre de olho na janela, observando e fotografando o fenômeno até o final, por volta das 23h13min.
::UPGRADE [15/março/2006 - 17h] Veja galeria de fotos deste eclipse no site SpaceWeather.Com clicando aqui.
Fotos digitais feitas com uma câmera DSC-H1 Sony - 5.1 megapixels, com captação de luz direta, sem auxílio de outros instrumentos:
- A paisagem das 20h00min foi feita com exposição de 1,6s, F3.5, ISO 64, câmera estabilizada no tripé, sem zoom.
- A paisagem das 20h47min foi feita com exposição de 15s, F8.0, ISO 64, câmera estabilizada no tripé, sem zoom.
- A Lua em close com exposição 1/100s, F8.0, ISO 64, câmera estabilizada no tripé, zoom óptico 12X.
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 20h03)
::
:: Clique e recomende este post para um amigo
:: Permalink (clique com o botão direito do mouse e copie)
|
|
|
|
| |
::: HOJE TEM ECLIPSE LUNAR PENUMBRAL :::
 Comparação entre um eclipse lunar penumbral (1, foto de Ron Wayman, EUA) e um eclipse lunar total (2, foto de Dario Pires, Brasil)
Hoje, dia 14 de março, vai acontecer um eclipse lunar penumbral.
O Sol, que emite luz própria, funciona como uma lâmpada que ilumina a Terra e a Lua, corpos sem luz própria e opacos. Como o Sol não é uma fonte puntiforme, tanto a Terra quanto a Lua, iluminados pelo Sol, terão projetados no espaço um cone de sombra, região com total ausência de luz, e também um cone de penumbra, região com quantidade reduzida de luz.
Quando a Terra posiciona-se entre o Sol e a Lua (Lua cheia), a Lua pode: I - Penetrar na penumbra da Terra e, com menos luz, escurecer. É o eclipse lunar penumbral ("1" na foto comparativa acima). II - Pode ainda penetrar no cone de sombra da Terra e ficar ainda mais escura. É o eclipse lunar total ("2" na foto comparativa acima).
Para entender o fenômeno, veja a figura a seguir (fora de escala), que mostra as posições 1 e 2 da Lua correspondentes ao que se vê nas fotos 1 e 2 acima.

A Terra está entre o Sol e a Lua. A Lua (cheia) pode passar por dentro dos cones de sombra e penumbra da Terra. Dentro do cone de penumbra (posição 1) a Lua recebe menos luz do Sol e fica mais apagada. Dentro do cone de sombra (poisção 2) a Lua deveria ficar totalmente escura mas acaba recebendo um pouco de luz, especialmente luz vermelha, difundida pela atmosfera terrestre. Por causa disso fica avermelhada, num tom de tijolo. Hoje a lua não passará pelo cone de sombra (posição 2), apenas pela penumbra (posição 1), e por isso o eclipse será apenas penumbral. Entendeu?
A figura abaixo mostra uma outra visão do fenômeno em que a Lua passa pelos cones de penumbra e de sombra da Terra.

O início do eclipse (I) aqui no Brasil será às 18h21min. Quando a Lua estiver nascendo no horizonte estará entrando no cone de penumbra da Terra. O meio (M) do evento será às 20h47min. O eclipse termina com a Lua deixando o cone de penumbra da Terra às 23h13min. Portanto, a duração do fenômeno será de 4h52min.
Clique aqui para ver uma animação em Flash deste eclipse.
O eclipse lunar penumbral é o que tem menos impacto visual. Muita gente desavisada nem vai notar que a Lua cheia vai escurecer um pouco. Mas os astrônomos sabem muito bem o que estará acontecendo e, com certeza, ficarão ligados no fenômeno.
No próximo dia 29 de março acontecerá um eclipse total do Sol, este sim um fenômeno espetacular! Aqui no Brasil, infelizmente, ele só será visível no extremo norte do país.
Já Publicado Aqui no Física na Veia!
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 08h38)
::
:: Clique e recomende este post para um amigo
:: Permalink (clique com o botão direito do mouse e copie)
|
|
|
|
| |
::: RADIOGRAFIA DO PLANETA VERMELHO :::
JPL/NASA
 Concepção artística da sonda MRO orbitando Marte, com a Terra ao longe.
Os cientistas estão de olho em Marte, o planeta vermelho. E não é de hoje.
E o motivo é simples. Além da curiosidade natural acerca de um planeta vizinho com uma formação geológica bastante rica, Marte deve ser, nas próximas décadas, o destino da mais incrível viagem espacial de todos os tempos já bancada pela NASA - Agência Espacial Americana.
Para tanto, várias sondas estão sendo enviadas para Marte para coletarem dados importantes para uma possível missão tripulada para lá.
E acaba de chegar em Marte mais um artefato humano, depois de viajar sete meses pelo espaço. Trata-se da sonda MRO - Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, que fez manobras bem-sucedidas para entrar em órbita de Marte nesta sexta-feira, dia 10 de março. A MRO deverá estudar a atmosfera e o solo de Marte.
Atualmente são quatro sondas orbitando Marte, três pertencentes à NASA - Agência Espacial Americana e uma à ESA - Agência Espacial Européia:
| SONDAS ORBITANDO MARTE |
 |
Mars Reconnaissance Orbiter (NASA) |
 |
Mars Global Surveyor (NASA) |
 |
Mars Odyssey (NASA) |
 |
Mars Express (ESA) |
E ainda temos os Rovers, os robôs gêmeos que estão em solo marciano:
| ROBÔS EM SOLO MARCIANO |
 |
Spirit (MER A) (NASA) Opportunity (MER B) (NASA) |
Todos estes olhos, vigiando Marte 24 h por dia, já estão (e ainda estarão por muito tempo) rendendo grandes descobertas e imagens incríveis com detalhes nunca antes revelados. É um verdadeiro raio X de Marte. Confira abaixo.
:: CANYON EM MARTE
A NASA divulgou hoje imagens do Valles Marineris, um Grand Canyon de Marte com 1600 km de extensão, possivelmente a maior formação geológica deste tipo no Sistema Solar e que os cientistas acreditam ter sido "esculpida" por água (veja abaixo).
JPL/NASA
 Grand Canyon Valles Marineris em Marte (clique na foto para abrir versão em 769 X 433 pixels)
A fantástica imagem acima foi obtida juntando várias imagens feitas pela sonda Mars Odissey.
:: VULCÃO EXTINTO EM MARTE
A ESA divulgou no começo deste mês imagens de detalhes da escarpa leste do Monte Olimpo, um vulcão extinto de Marte (veja abaixo) com cerca de 600 km de diâmetro e altura pouco maior do que 20 km.
ESA
 Escarpa leste do Monte Olimpo
Esta imagem foi obtida pela sonda Mars Express. O Monte Olimpo foi descoberto pela sonda espacial Mariner 9 da NASA em 1971.
:: VEM MAIS POR AÍ
Prepare-se, é só o começo!
Novas e incríveis descobertas vem aí. E as imagens são de tirar o fôlego!
Fique ligado nos links indicados neste post e também aqui no Física na Veia!.
Para saber mais
- Clique aqui para ver vídeo e mais imagens do Valles Marineris em Marte.
- Clique aqui para ver outras imagens do Monte Olimpo em Marte.
- Visite os sites das sondas e robôs em Marte:
Mars Reconnaissance Orbiter (NASA) Mars Global Surveyor (NASA) Mars Odyssey (NASA) Mars Express (ESA) Spirit e Opportunity (NASA) Athena Mars Exploration Rovers
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h37)
::
:: Clique e recomende este post para um amigo
:: Permalink (clique com o botão direito do mouse e copie)
|
|
|
|
| |
::: A FÓRMULA 1 E AS DEFINIÇÕES DE VELOCIDADE :::
www.formula1.com
 Traçado do circuito de Bahrain com 5.412 km de comprimento
Começou hoje a temporada 2006 de Fórmula 1 com o GP de Bahrein.
Os dez primeiros do grid de largada foram:
| Grid |
Piloto |
Equipe |
Tempo (min:s) |
| 1 |
M. Schumacher |
Ferrari |
1:31,431 |
| 2 |
F. Massa |
Ferrari |
1:31,478 |
| 3 |
J. Button |
Honda |
1:31,549 |
| 4 |
F. Alonso |
Renault |
1:31,702 |
| 5
| J. P. Montoya |
McLaren-Mercedes |
1:32,164 |
| 6 |
R. Barrichello |
Honda |
1:32,579 |
| 7 |
M. Webber |
Williams-Cosworth |
1:33,006 |
| 8 |
C. Klien |
RBR-Ferrari |
1:33,112 |
| 9 |
G. Fisichella |
Renault |
1:33,496 |
| 10 |
N. Heidfeld |
Sauber-BMW |
1:33,926 |
| fonte: The Official Formula 1 Website (http://www.formula1.com) |
Barrichello e Massa, os brasileiros que largaram em 6o e 2o lugares, respectivamente, nem pontuaram. Räikkönen, que largou em último, fez uma excepcional corrida e chegou em 3o lugar, atrás de M. Schumacher, 2o colocado, e do atual campeão mundial de F1, o espanhol Alonso, que começou vencendo a temporada e mostrando que está focado no bicampeonato.
F1 tem tudo a ver com velocidade que tem tudo a ver com Física!
:: O CONCEITO FÍSICO DE VELOCIDADE
Velocidade é um conceito físico diretamente ligado à rapidez com que algo se move. Medimos velocidade de várias maneiras.
Podemos diferenciar:
- Velocidade Escalar
- Velocidade Vetorial.
Em outras palavras, podemos focalizar apenas o valor da velocidade (escalar) ou também levarmos em conta aspectos espaciais como a direção e o sentido da velocidade (vetorial).
No caso de uma corrida, a velocidade escalar (ou módulo da velocidade vetorial) é a idéia mais útil.
Podemos ainda medir:
- Velocidade Escalar Instantânea (Vi), ou seja, a velocidade no instante em que foi medida;
- Velocidade Escalar Média (Vm), ou seja, o valor médio num certo intervalo de tempo.
:: VELOCIDADE INSTANTÂNEA
Os velocímetros instalados nos carros medem a velocidade escalar instantânea. Possíveis radares instalados no autódromo, como aquele que controla a velocidade máxima de 100 km/h nos boxes, também mede velocidade instantânea.
Na largada os carros estão parados, ou seja, têm velocidade instantânea nula. Depois aceleram e passam a ter velocidades instantâneas diferentes em cada ponto do circuito. No autódromo de Bahrein, nos pontos 1 e 10 (veja traçado acima) temos curvas lentas, feitas com velocidade instantânea por volta de 80 km. No final da grande reta os carros chegam a 320 km/h. Em cada instante, cada carro tem uma velocidade instantânea diferente e que pode variar entre 0 km/h e 320 km/h.
:: VELOCIDADE MÉDIA
Para calcular a velocidade média Vm num percurso que durou um intervalo de tempo Dt e no qual houve um deslocamento DS, fazemos a seguinte conta:

Vejamos alguns exemplos para este circuito com DS = 5,412 km = 5.412 m:
- Para M. Schumacher, pole position no tempo de Dt = 1min31,431s = 1 x 60s + 31,431s = 91,431 s, Vm foi de:
 A velocidade em m/s pode ser facilmente convertida para km/h multiplicando-a pelo fator de correção 3,6. Assim: Vm = 59,19 x 3,6 = 213,1 km/h
- E, para N. Rosberg, que fez a volta mais rápida da corrida no tempo de Dt = 1min32,408s = 1 x 60s + 32,408s = 92,408 s, a Vm foi:
 Em km/h teremos: Vm = 58,57 x 3,6 = 210,8 km/h
- Para a corrida inteira, que teve DS = 308,238 km (57 voltas) e foi vencida por Alonso no tempo Dt = 1h29min46,205s faremos o mesmo cálculo. Para o resultado já sair direto em km/h, vamos deixar DS em km e transformar Dt em horas.
I) 1 h não precisa transformar II) 29 min = 29min / 60min/h = 0,4833 h III) 46,205 s = 46,205 s / 60 s/min = 0,77 min 0,77 min = 0,77 min / 60min/h = 0,0128 h TOTALIZANDO: Dt = 1 h + 0,4833 h + 0,0128 h = 1,4961 h Assim, a Vm da corrida inteira será de:

:: UMA PERGUNTINHA BÁSICA PARA FINALIZAR
Por que a Vm da corrida inteira é menor do que a da volta mais rápida e também a da volta de classificação da pole position?
A resposta é "simples", basta pensar um pouco. Na classificação, a contagem de tempo já começa a se feita com o carro andando, não há "perda" de tempo com aceleração. Na corrida, o carro larga parado e ainda faz alguns pit stop para trocar pneus e abastecer. Há ainda o tráfego intenso que faz com que, no final da fritada, o tempo "perdido" com velocidades nulas ou baixas seja maior. Se o tempo Dt aumenta, diminui o valor da velocidade média Vm. Entendeu?
Já publicado aqui no Física na Veia!
Um forte abraço de 14TeV. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 09h22)
::
:: Clique e recomende este post para um amigo
:: Permalink (clique com o botão direito do mouse e copie)
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
| |
|
|
| |
 |
 |



|
Dulcidio Braz Jr Físico/Professor
BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos
|
Busca aqui no Física na Veia! |
|
|
| |

ESPECIAIS TEMÁTICOS
|
 |
 |
|
|
|
|