::: ESTÁ CHEGANDO A HORA :::

NASA/AEB

Marcos Pontes e os outros dois astronautas da Soyuz TMA-8 e a equipe de
cientistas durante os testes no INPE com os experimentos brasileiros

Faltam praticamente 40 dias para a viagem espacial do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, que está marcada para o dia 30 de março. Ele viaja numa nave russa Soyus em companhia do cosmonauta russo Pavel Vinogradov e do astronauta americano Jeffrey Williams. A missão Soyus TMA-8 será a primeira na história a carregar a bandeira do Brasil.

Pontes está em pleno treinamento desde 2005 na Cidade das Estrelas, centro russo de treinamento de cosmonautas. Na semana passada, ele e os outros dois astronautas que vão participar da missão deram uma entrevista coletiva. Leia textos dos jornalista Salvador Nogueira, que esteve na coletiva na Rússia, diretamente no Blog Supernova.

A delegação da Roscosmos, agência espacial russa, anunciou hoje que aprovou os experimentos que estão programadados para serem realizados por Marcos Pontes na ISS - Estação Espacial Internacional. Os russos estão no Brasil desde o dia 13, segunda-feira, e em conjunto com técnicos do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, da AEB - Agência Espacial Brasileira e do IAE - Instituto de Aeronáutica e Espaço, em São José dos Campos, fizeram um check list de todos os ítens recomendados pelos organizadores da missão espacial. Dentre os testes, o mais óbvio é submeter os experimentos à vibrações que simulam as condições do lançamento da nave Soyus e que poderiam danificar o equipamento. Os experimentos foram realizados no LIT - Laboratório de Integração e Testes do INPE.

Os sete experimentos englobam diversas áreas do conhecimento como biotecnologia, mecânica e microeletrônica e aproveitam o ambiente de imponderabilidade(*). Veja abaixo a lista dos experimentos:


  1. Efeito da gravidade na cinética das enzimas, do Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI)
    Objetivo: Compreender o fenômeno das reações enzimáticas no organismo do ponto de vista da cinética (velocidade e dinâmica na interação com as paredes das células) em ambiente "sem gravidade"(*).


  2. Nuvens de interação protéica, do Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA/MCT)
    Objetivo: Aprimoramento de técnicas para a obtenção de medicamentos de ação mais rápida.


  3. Danos e reparos no DNA na microgravidade(*), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ):
    Objetivo: Descobrir a influência da radiação sobre as atividades que ocorrem no interior das células na baixa gravidade(*).


  4. Teste de evaporadores capilares em ambiente de Microgravidade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
    Objetivo: Desenvolver e aperfeiçoar o conhecimento de controle térmico para satélites.


  5. Minitubos de calor, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - Laboratório de Energia Solar e Núcleo de Controle Térmico para Satélites (Labsolar)
    Objetivo: Estudar o controle térmico através do transporte de energia térmica nos minitubos de calor.


  6. Germinação de sementes em microgravidade(*), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
    Objetivo: Verificar o efeito da microgravidade(*) sobre o processo germinativo.



  7. Sementes de feijão e Cromatografia da Clorofila, da Secretaria de Educação de São José dos Campos (SP)
    Objetivo: Estudar a clorofila em ambiente de microgravidade(*) a partir do tradicional experimento de germinação de um grão de feijão no algodão. Mais do que um apelo científico, este experimento tem como objetivo despertar o interesse dos alunos idealizadores pela pesquisa científica bem como incentivar professores a promover atividades práticas de observação trazendo para a sala de aula o lado experimental da investigação científica.



(*) Numa nave em órbita ao redor da Terra, assim como num elevador em queda-livre, temos a sensação de ausência de peso. Esta situação, cujo nome é imponderabilidade (= impossibilidade de ponderar ou medir peso), também é conhecida como microgravidade e, às vezes, erroneamente chamada de ausência de gravidade.

Já publicado aqui no Física na Veia!



Para saber mais

  • Site oficial do astronauta Marcos Cesar Pontes
  • Página do site do Marcos Pontes com resumos e descrições dos experimentos (o material está desatualizado pois trás ainda um experimento proposto pela UFPE que não será mais realizado por problemas técnicos anteriores aos testes russos).
  • Arquivo do bate-papo com o astronauta Marcos Cesar Pontes no UOL (18/10/2004)
  • Arquivo do bate-papo com o jornalista Salvador Nogueira da Folha de São Paulo (16/02/2006)




Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 19h07)



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  ::: TEMPESTADE EM SATURNO :::

NASA/JPL

Desenho mostrando a sonda Cassini observando a tempestade em Saturno 

NASA/JPL
Ao lado você pode ver a foto real de uma imensa tempestade em Saturno feita pela sonda Cassini  em 27 de janeiro deste ano e divulgada hoje.

O fenômeno registrado tem cerca de 3.500 km de tamanho e deve-se à descargas elétricas na atmosfera deste fantástico planeta.

Clique na foto para ver esta imagem com mais resolução (619 X 425 pixels - 47kb).


Acima temos um desenho que ilustra como a sonda fez esta foto, depois de buscar uma posição melhor para capturar o fenômeno que já vinha sendo observado desde 23 de janeiro.


A Cassini pode "ver" em várias faixas do espectro eletromagnético e é equipada com o RPWS - Radio and Plasma Wave Sciense, um instrumento capaz de captar a emissões de rádio que ocorrem em Saturno e já são conhecidas desde o trabalho da sonda Voyager 1(1)

A partir do RPWS foi possível gravar sons da tempestade em Saturno, algo semelhante às interferências que ouvimos num radio AM quando ocorre um relâmpago durante uma tempestade. Clique aqui para ouvir estes sons (arquivo wav com 28 s).


É mais um grande feito deste sensacional projeto(2) que já nos revelou detalhes de Saturno, seus anéis e suas luas.  


(1) A sonda Cassini é um projeto de cooperação entre a agência espacial americana (NASA), a agência espacial européia (ESA) e a agência espacial italiana (ASI).
(2) A sonda Voyager 1 aproximou-se de Saturno em novembro de 1980.

Já públicado aqui no Física na Veia!


Para saber mais





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 21h04)



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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor


BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos

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