::: A BOLA DA VEZ :::

Kai Pfaffenbach / Reuters

Teamgeist, a bola oficial da Copa do Mundo 2006

Teamgeist é a nova bola da Adidas projetada para ser a bola oficial da Copa do Mundo de Futebol 2006 na Alemanha. Ela foi oficialmente apresentada ao público hoje durante a cerimônia de sorteio dos grupos deste campeonato em Leipzig, Alemanha.

Segundo a Adidas, que fornece as bolas oficiais das Copas do Mundo desde 1970, é o projeto de bola de futebol mais sofisticado de todos os tempos. Por conta disso, a bola pode atingir velocidades maiores do que as convencionais e, quem sabe, "esquentar" as partidas. Coitados dos goleiros! 

Não é difícil entender teoricamente a Física que possibilita a uma bola de futebol viajar com velocidade ligeiramente maior. Basta seguir um raciocínio aerodinâmico e lembrar que qualquer objeto que se move próximo à Terra colide com as moléculas do ar atmosférico. Assim, sofre uma força resistiva oposta ao movimento. Esta força FAr de atrito aerodinâmico, que dificulta o movimento, pode ser escrita como:

FAr = K.v2

onde k, chamado de coeficiente aerodinâmico, é uma constante típica do corpo e que depende da sua forma e de como ele interage com o ar à sua volta enquanto que v é a velocidade do corpo.

Note que, se a velocidade dobra, o atrito quadruplica, se a velocidade triplica o atrito fica nove vezes maior, e assim por diante. Concluímos que quanto maior a velocidade v, maior será FAr , ou seja, maior a dificuldade do corpo em vencer o atrito aerodinâmico. 

Trocando em miúdos, o coeficiente aerodinâmico implica que, se um corpo é acelerado, sua velocidade só pode crescer até um valor limite máximo que acontece exatamente quando a força a favor do movimento se anula com a força de atrito (contra o movimento). É exatamente o que acontece com um automóvel. Por mais que afundemos o pé no acelerador, chega um momento em que FAr iguala-se à força do motor, tornando a força resultante sobre o automóvel nula. Não há mais como a velocidade crescer e, portanto, o automóvel atingiu um valor limite máximo de velocidade.

Analogamente, num salto de um avião, enquanto o pára-quedas não abre, a velocidade do paraquedista cresce e com ela cresce o atrito FAr. Enquanto a atração gravitacional da Terra, mais conhecida como peso P, for maior do que FAr, o paraquedista ganha velocidade pois está acelerando para baixo. Quando FArse iguala ao peso P, a resultante se anula e o paraquedista continua descendo, só que com velocidade constante(*).  

Tudo indica que a Teamgeist tem coeficiente aerodinâmico k menor, um truque aerodinâmico fruto de uma tecnologia desenvolvida pela Adidas e que faz a bola "furar" melhor a massa de ar, conferindo-lhe uma rapidez extra que pode deixar o jogo mais competitivo. Vamos esperar os treinos e jogos da Copa para termos certeza das mudanças na bola e seus efeitos práticos.


(*) No caso real de um paraquedista adulto médio, a velocidade limite, durante a queda (com o pára-quedas ainda fechado), é em torno de 200 km/h


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h54





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  ::: 15 ANOS DO HST EM DVD :::

A conceituada revista Scientific American Brasil está lançando em DVD o documentário Hubble - 15 Anos de Descobertas sobre o HST - Hubble Space Telescope.

Comprei hoje na banca em frente à escola e, logo depois do almoço, antes de ir ao médico, dei uma assistida rápida. É bem legal.

O documentário, de 83 minutos, traz nove capítulos com narração em inglês, alemão e grego, e legendas em português (de Portugal) e mais 13 idiomas. É bastante rico em imagens reais do HST e tem também muitas animações 3D muito bem feitas e bastante didáticas.

Apesar de ter apenas corrido os olhos no material, encontrei dois erros físicos grosseiros na legenda em português: força centrífuga em vez de força centrípeta e a idade do Universo como de apenas 14 milhões de anos quando o correto são 14 bilhões de anos! E ainda percebi um erro grotesco de edição, num determinado capítulo, em que a imagem some por um ou dois segundos dando lugar a inesperados ruídos. Deslizes imperdoáveis em se tratando de um material assinado pela Scientific American Brasil cuja marca registrada é oferecer material de alto nível.

O DVD não perde o seu real valor por estes erros mas a gente sempre espera que o que vem da Scientific American Brasil seja 100% perfeito. Uma pena.

De qualquer forma, recomendo o DVD que traz muitas informações sobre o HST e seus 15 anos de relevantes trabalhos que mudaram os rumos da Astronomia e da Astrofísica modernas.


DVD Hubble - 15 Anos de Descobertas

  • documentário em 83 minutos, em 9 capítulos:
    1 - A História do Hubble
    2 - O Hubble Visto De Perto
    3 - Lendas Planetárias
    4 - A Vida Das Estrelas
    5 - Colisões Cósmicas
    6 - Monstros No ESpaço
    7 - Ilusões Gravitacionais
    8 - Nascimento E Morte Do Universo 
    9 - Olhando Para O Fim Do Tempo
  • 50 minutos de bônus
  • pequeno álbum impresso (em cores) sobre o Hubble
  • DVD 9 - todas as regiões
  • produção / direção: Lars L. Christensen (ESA/ESO)
  • direção artística: Martin Kornmesser (ESA/ESO)
  • nas bancas de jornal por R$ 24,90


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h00





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  ::: TEMPO :::

Tempo. Dei um tempo para mim. Deixei a quarta dimensão da Relatividade de Einstein ir passando... Pelo menos é assim que nós humanos sentimos o tempo, como algo que passa. Você notou a minha sumidinha básica, né?

Muito serviço, fim de ano, carcaça velha reclamando, tocou o alarme da saúde... parei! Fiz tratamento médico, fisioterapia, e hoje recebi "alta". Estou "pronto pra outra", mas nem de longe quero outra!

Quero apenas uma vida normal, em paz, com muito trabalho sempre, e pique de sobra pra tocar tudo o que tem que ser tocado. E blogar bastante, claro!

Prazer em estar de volta por aqui!  





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h46





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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