::: A UNICAMP PODE HOMENAGEAR LATTES NO VESTIBULAR :::


Lattes fazendo algo que adorava: dar aulas

Não podemos nos esquecer de que perdemos o físico César Lattes em 8 de março de 2005, um dos maiores cientistas brasileiros de todos os tempos.

Lattes faz parte da história mundial da Física de Partículas pois foi o descobridor do méson pi, subpartícula importantíssima para a coesão nuclear. Ele também foi pioneiro na detecção de mésons artificiais.

Ele era professor do Departamento de Raios Cósmicos da Unicamp que pode querer homenageá-lo em seu vestibular. Seria normal e até justo, concorda?    

Mas não podemos nos esquecer também que fugir da obviedade sempre foi marca registrada deste vestibular. Sendo assim, podemos esperar qualquer coisa na prova de primeira fase deste vestibular com características bem peculiares!


Para saber mais


 Já publicado no Física na Veia!





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 11h36)



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  ::: ORGANIZANDO AS COISAS... :::

Nos últimos posts chamei a atenção para o fato de que pode "chover" Física Moderna nos vestibulares 2006, especialmente idéias ligadas ao notável Albert Einstein (1879-1955).

Fiz uma série de artigos falando sobre suas teorias e apresentei alguns exercícios para você praticar.

Veja abaixo uma tabela que organiza todos os exercícios propostos, com as respectivas resoluções. Confira se já deu uma olhada em todos eles!

 

Quântica - Quantização de Planck

 exercício 1 Luz laser
[PDF/45 Kb]
 exercício 2 Fótons solares
[PDF / 45 Kb]

Relatividade Restrita

 exercício 3

Paradoxo dos Gêmeos
[PDF/47 Kb]
 exercício 4 Massa relativística
[PDF/47 Kb]

 exercício 5

aplicação de E = m.c2
[PDF/43 Kb]
 exercício 26-uel primeira fase da UEL 2006 (12/11/2005)

Quântica - Efeito Fotoelétrico

 exercício 6 

Numa placa de cobre
[PDF/ 40 Kb]

 exercício 7

Gráfico experimental do Efeito Fotoelétrico
[ZIP/MS Word doc/30 Kb]

Bons estudos! E sucesso nos vestibulares! 


:: Dica de software - Descobri um software gratuito que lê PDF. É uma boa alternativa ao Adobe Acrebat Reader que, apesar de também ser gratuito, é bem pesadão, especialmente nas versões mais recetentes.  EStou falando do Foxit PDF Reader, que tem menos do que 1 Mb e não precisa instalar, roda direto do executável. É bem rapidinho e estável. Vale a pena. E você pode usá-lo para ler os PDF com os exercícios propostos além de muitos outros materiais que sempre indico e que eventualmente estão em PDF.


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 11h32)



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  ::: AS IDÉIAS DE EINSTEIN E O VESTIBULAR III :::

E chegamos ao último artigo de Einstein de 1905, o terceiro que a ser discutido e com grande potencial para gerar questões de vestibular. O título é Sobre um ponto de vista heurístico a respeito da produção e transformação da luz e o tema central é o Efeito Fotoelétrico que os cientistas já conheciam bem desde o final do século 19 mas sabiam explicar pela idéias da Física Clássica.

Sabiam que luz incidindo numa placa metálica poderia arrancar elétrons dela. Estes elétrons libertos da placa poderiam ser acelerados por uma diferença de potencial e coletados numa outra placa. Registrando a quantidade de elétrons que chegam na placa coletora estamos registrando a quantidade de carga elétrica que chega porque cada elétron carrega uma quantidade bem conhecida de carga (qelétron = - e = - 1,6.10-19 C). Em outras palavras, os elétrons eram detectados como uma corrente elétrica (|Dq|/Dt). Simples. Mas os grandes problemas eram: 

  • O Efeito fotoelétrico não acontecia para qualquer freqüência da luz incidente. Em outra palavras, não havia emissão de elétrons para qualquer cor da luz que iluminava a placa metálica. O fenômeno só ocorria a partir de uma freqüência mínima fmin, também chamada freqüência de corte. Mesmo aumentando a intensidade da luz incidente, para valores de freqüência menores do que fmin, nada acontecia;
  • A partir do momento em que registrava-se uma corrente elétrica, ou seja, começava a haver emissão de elérons, para freqüências maiores do que fmin, a insteinsidade de corrente elétrica (ouo quantidade de elétrons emitidos pela placa) era proporcional à intensidade da luz incidente.

Os cientistas não entendiam a razão pela qual a freqüência da luz incidente era decisiva para a ocorrência do fenômeno. Faltava-lhes um ingrediente que só apareceu no final de 1900, das mãos de Max Planck (1858-1957): a Quantização da Energia. Para Planck, tanto a emissão quanto a absorção de energia eletromagnética deveria ser feita em "pacotes discretos" de energia E proporcional à freqüência f da radiação. Matematizando, E = h.f, onde h é a Constante de Planck de valor h = 6,63.10-34 J.s (em joule.segundo) ou h = 4,1.10-15 eV.s (em elétron-volt.segundo). 

Note que dizer que a energia eletromagnética se apresenta em "pacotes discretos" é apenas uma maneira "chique", acadêmica, de dizer que a luz e todas as ondas eletromagnéticas se apresentam como partícula! E temos aqui um impasse: luz é onda ou partícula? Não vou aprofundar esta questão agora para não perder o foco deste post. Digo apenas que os cientistas vão descobrir ao longo das primeiras décadas do século 20 que tanto faz olharmos a luz como onda ou como partícula. Tudo vai depender do fenômeno estudado. E esse caráter dual da luz e das ondas eletromagnéticas, uma das bizarrices do mundo quântico, ficará conhecido como Dualidade Onda-Partícula, uma coluna de sustentação de um novo ramo da Física que será a Mecânica Quântica

O que nos interesse por hora é perceber que o jovem Einstein, ainda ensaiando os seus primeiros passos na Física, teve a sensibilidade de perceber que a Quantização da Energia proposta por Planck, e que ainda não era muito bem aceita pela comunidade científica, daria conta de explicar a existência de uma freqüência de corte fmin no Efeito Fotoelétrico. Mais uma vez, usando a sua invejável criatividade, Einsten imaginou que para libertar um elétron de sua prisão atômica seria necessária uma energia mínima F, à qual chamaremos de função trabalho (você já sabe que "trabalho", em Física, tem tudo a ver com energia, não é mesmo?). Então, quando uma partícula de luz(*) de energia E = h.f colide com um elétron, duas coisas podem acontecer:

  1. Se a partícula luminosa tiver energia E = h.f suficiente para libertar o elétron, ou seja, E ³ F, então o elétron é liberto e acelerado pela d.d.p.;
  2. Caso contrário,  se energia E = h.f da partícula luminosa for insuficiente para libertar o elétron, ou seja, E < F, o elétron continua preso na placa metálica e o fenômeno não se manifesta.

Genial, não? E é genial principalmente porque é simples!

E Einstein ainda percebeu que, se "sobrar energia", ou seja, E = h.f for suficiente para arrancar o elétron com sobra, o excedente de energia converte-se em energia cinética. Assim teremos, para a energia cinética do elétron:

EC = h.f  - F

É simplesmente incrível como um jovem de apenas 26 anos conseguiu escrever artigos de "gente grande", isto é, com tanta maturidade e sensibilidade para ver tão longe! Alguém duvida que Einstein era mesmo especial?

Apesar de ter ficado mundialmente conhecido pela Teoria da Relatividade, especialmente pela Relatividade Geral (1916) quando a gravidade foi incorporada na teoria, Einstein recebeu o prêmio Nobel de Física somente em 1921 pelo Efeito Fotoelétrico e suas contribuições para com a Física Teórica.

 

Bons estudos. E bom vestibular!


(*) O que estamos chamando de partícula de luz será mais tarde batizada de fóton. 


Para praticar

  •  exercício 6 sobre o Efeito Fotoelétrico numa placa de cobre (com resolução) - [PDF com 40 Kb]
  •  exercício 7 análise de gráfico sobre o Efeito Fotoelétrico (com resolução) - [ZIP/MS Word doc - com 30 Kb]
  • Veja um post de janeiro/2005 que traz o exercício 10 da Unicamp 2005 - segunda fase (com resolução) e que ilustra bem o Efeito Fotoelétrico. Será que foi uma dica da própria Unicamp do que pode acontecer novamente na primeira fase 2006?

 





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 22h44)



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  ::: AS IDÉIAS DE EINSTEIN E O VESTIBULAR II :::

 

Neste post vamos abordar o quarto artigo de Einstein de 1905 cujo título é A inércia de um corpo depende do seu conteúdo de energia? Desta vez Einstein apresenta a equivalência entre massa e energia, idéia sintetizada na mais famosa equação da Física:


E = m.c2

O assunto é bastante complexo mas a idéia deste post é mostrar em linhas gerais como podemos usar a expressão acima para converter massa em energia.

De acordo com Einstein, mesmo uma massa m pequena pode corresponder a uma energia E grande. Isso se deve ao fato de que, para converter massa em energia, multiplicamos a massa m pelo quadrado da velocidade da luz (c2). Se a velocidade da luz já é grande (c = 3.108 m/s), então o seu quadrado é muito maior. Confira:

c2 = c x c = 3.108 x 3.108 = 3 x 3 x 108 x 10= 9.1016

9.1016 é um numerão pois é o algarismo nove seguido de dezesseis zeros, ou seja, 90.000.000.000.000.000!

Mesmo um único grama de massa (m = 1 g = 1.10-3 Kg) dará uma energia enorme. Veja: 

E = m.c2 = 1.10-3 x 9.1016  = 9.1013 J = 90.000.000.000.000 J !!!

Essa energia brutal, "escondida" na massa, nas entranhas da matéria, despertou o interesse dos cientistas. Particularmente nos eventos nucleares, em que núcleos são quebrados (fissão nuclear) ou agregados (fusão nuclear), ocorre um fato notável: se somarmos as massas dos núcleos, antes e depois da fissão ou da fusão, notamos uma diferença de massa (tecnicamente chamada de defeito de massa). A equação E = m.c2 prevê que a massa que falta não desaparece mas transforma-se em energia durante a reação nuclear. Mesmo uma minúiscula diferença de massa, como vimos nas contas acima, dará um quantidade de energia monstruosa.

Isso explica o que acontece nas estrelas que são verdadeiros fornos gigantes de fusão nuclear. As estrelas mais comuns do universo, como o nosso Sol, fundem átomos de hidrogênio para fazer hélio. E dessa reação termonuclear, do defeito de massa, surge a energia das estrelas que se espalha pelo espaço, como a energia solar abundante que garante a manutenção da vida aqui na Terra. 

Infelizmente, as bombas nucleares também foram inspiradas nessa idéia. As bombas de Hiroshima e Nagasaki, que em agosto de 2005 completaram 60 anos, usaram pela primeiera vez na história a tecnologia de fissão para "gerar" energia destruidora que devastou as duas cidades japonesas. Mas a fusão nuclear nas estrelas, muito mais poderosa que a fissão, inspirou os homens a construírem bombas ainda mais poderosas. Felizmente elas nunca foram usadas em guerra, somente em testes.

O bem o o mal são duas faces da mesma moeda. Na Física e na Ciência em geral não é diferente. E = m.c2 é uma prova muito contundente dessa verdade cruel do ser humano.  

Mas vamos pensar para cima e procurar ver sempre o lado bom das coisas. Espero que caia Física Moderna no seu vestibular e que estes posts ajudem, de alguma forma, o seu ingresso no ensino superior. No futuro, quando você for um(a) pesquisador(a), espero que colabore com a a humanidade fazendo sempre a moeda mostrar o seu lado bom! Combinado?  


Para praticar

  •  exercício 5 - exemplo de aplicação de E = m.c2. (com resolução) - [PDF com 43 Kb]
  • Veja o um post de janeiro/2005 que traz o exercício 7 da Fuvest 2005 - segunda fase (com resolução). É um belo exemplo de aplicação da equivalência massa-energia.
  • Unidades de Medida associadas à E = m.c2 (J, eV, KeV, MeV, GeV... GeV/c²).  


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 16h29)



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  ::: AS IDÉIAS DE EINSTEIN E O VESTIBULAR I :::

Conforme prometido, vou abordar três dos cinco artigos de Einstein de 1905.

O artigo contemplado neste post é Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento, trabalho que apresenta as bases da Teoria da Relatividade Restrita, uma proposta de unificação da Mecânica com o Eletromagnetismo. Einstein tenta neste artigo, a todo custo, preservar as idéias clássicas pré-existentes e compatibilizar a Teoria Eletromagnética e a Mecânica Clássica de Newton para situações de velocidades muito altas, próximas à da luz. Einstein une a Teoria do Elétron de Lorentz à Cinemática Clássica e, de suas idéias geniais, geradas em verdadeiros experimentos mentais, brota um universo exótico, talvez até mesmo bizarro, que foge ao senso comum, onde observadores movendo-se um em relação ao outro com velocidades não desprezíveis em relação à velocidade da luz tomam medidas distintas de tempo e espaço. O tempo, tão forte e absoluto da Física Clássica, fluindo sempre de forma contínua e igual, agora passa a ser relativo e pode andar mais ou menos depressa, dependendo do referencial!

Vamos matematizar estas idéias, mas sem exageros na calculeira. Imagine dois observadores O1 e O2. O1 está em repouso em relação ao chão. O2 é passageiro de um vagão de um trem muito especial que pode atingir velocidades v incríveis, próximas à da luz. Einstein mostrou que estes observadores medem tempo e comprimento de formas diferentes. E esta diferença será tanto maior quanto maior for v.

As idéias relativísticas de Einstein estão refletidas nas seguintes equações:

onde Dt1 e Dt2 são, respectivamente, os intervalos de tempo medidos pelos observadores O1 e O2, bem como L1 e L2 são os comprimentos por eles determinados. O fator gama (g), conhecido com Fator de Lorentz, obedece à seguinte expressão:

O comportamento de g é bem interessante e é a chave de tudo. Veja:

  • Note que se g = 1, O1 e O2 medem sempre o mesmo tempo (Dt1 = Dt2) e o mesmo comprimento (L1 = L2). E isso acontece sempre que a velocidade v for pequena (ou desprezível) em relação à velocidade da luz. Verifique você mesmo na expressão do gama que v/c tende para zero se v << c (v muito menor do que c) o que leva gama para o valor unitário.
  • Para velocidades grandes (ou não desprezíeis emrelação à velocidade c da luz), gama cresce rapidamente. Note que, se v = c, o denominador da expressão de gama vai para zero e a fração “explode” para o infinito.

Veja na tabela gráfico abaixo (do livro Tópicos de Física Moderna) o comportamento do fator gama:

 

Para chegar a estes resultados, Einstein postulou que a velocidade da luz é absoluta e que nada pode viajar com velocidade superior à da luz no vácuo (@ 3.108 m/s).

Na teoria clássica de Newton, um corpo de massa m que recebe uma força resultante R será acelerado infinitamente de acordo a famosa expressão R = m.a. Para driblar este impasse, Einstein criou uma espécie de “freio” natural que impede que um corpo seja acelerado infinitamente. Para tanto, estabeleceu que a massa m de um corpo crescerá com a sua velocidade v de acordo com a seguinte expressão:

onde m0 é chamada de massa de repouso, a massa que o corpo tem quando está parado. 

Observe que, como g cresce na medida em que v também cresce, então a massa m de um corpo também cresce com a sua velocidade v! Para velocidades altas, próximas à da luz, gama tende para infinito e o corpo fica com massa infinita, ou seja, com inércia tão grande que não há força que consiga acelerá-lo. Em outras palavras, a aceleração a = R/m, prevista classicamente por Newton, tende para zero na medida em que m tende para infinito. Assim, nenhum corpo consegue ultrapassar a velocidade da luz, a velocidade limite no universo!

É só uma pincelada nas idéias relativísticas de Einstein. Mas serva como introdução à Relatividade Restrita. Não é tão complicado, é? Se cair no vestibular, detone!


Para praticar

  •  exercício 3 - exemplo de aplicação das equações relativísticas (com resolução) - [PDF com 47 Kb]
  •  exercício 4 - exemplo de aplicação das equações relativísticas (com resolução) - [PDF com 47 Kb]
  •  O exercício 26 da primeira fase da UEL 2006 (12/11/2005) é um bom exemplo de aplicação desta teoria.

 





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h00)



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  ::: 100 ANOS DE EINSTEIN, A FÍSICA MODERNA E OS VESTIBULARES :::


Einstein e Planck ainda jovens

Física Moderna não tem nada a ver com um jeito moderninho de ensinar Física! O que classificamos como Física Moderna é toda a teoria que os físicos desenvolveram ao longo do século 20, o século passado.

Grosseiramente falando, se tivéssemos que apontar uma divisão temporal entre Física Clássica e Física Moderna, poderíamos usar a própria virada do século 19 para o 20. Mas, sendo um pouco mais rigoroso, a apresentação do trabalho sobre a Quantização da Energia feita pelo físico alemão Max Planck (1858-1957) em sessão oficial da Sociedade Alemã de Física em 14 de dezembro de 1900 é a data mais propícia para marcar o nascimento de uma nova era nas pesquisas físicas.

Planck, ao estudar a radiação térmica, aquela que é emitida por corpos aquecidos, sugeriu que:

  • Os átomos, agitados termicamente, funcionam como osciladores harmônicos. Como possuem cargas, ao oscilarem, funcionam como antenas emissoras de radiação eletromagnética. No equilíbrio, a energia que os átomos recebem da fonte de calor é igual à energia eletromagnética que eles emitem.
  • Tanto na emissão quanto na absorção, a energia E é quantizada, ou seja, é proporcional à freqüência f da radiação. 

A segunda afirmação acima é o que chamamos de Quantização de Energia e pode ser resumida na expressão E = h.f onde h = 6,63.10-34 J.s (em joule.segundo, no sistema internacional de unidades) ou h = 4,1.10-15 eV.s (em elétron-volt.segundo) é uma minúscula constante física que, em justa homenagem, é chamada atualmente de Constante de Planck. Ela é pequena no valor mas grande no significado físico e nas revoluções que provocou!

Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), então com apenas 26 anos, escreveu 5 artigos fundamentais para a nova Física do século 20. São eles:

  • 1- Uma nova determinação das dimensões moleculares
  • 2 – Sobre o movimento de pequenas partículas em suspensão dentro de líquidos em repouso, tal como exigido pela teoria cinético-molecular do calor
  • 3 – Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento
  • 4 – A inércia de um corpo depende do seu conteúdo de energia?
  • 5 – Sobre um ponto de vista heurístico a respeito da produção e transformação da luz.

Dentre estes artigos, acredito que as idéias presentes nos três últimos têm maiores chances de aparecer nos vestibulares deste ano. Falarei um pouco mais sobre eles a seguir, em posts futuros. O terceiro artigo estabelece as bases da Teoria da Relatividade Restrita. O Quarto artigo apresenta a famosa E = m.c2. O quinto e último artigo desta incrível série explica de forma muito satisfatória o Efeito Fotoelétrico que, até então, desafiava os físicos e a teoria clássica.

É importante observar que falarei “um pouco” sobre as idéias de Einstein e a Física Moderna. É apenas uma pincelada geral com uma proposta bem específica: fundamentar algumas idéias para, quem sabe, resolver alguma questão do vestibular.

Mesmo nas provas de vestibular em que Física Moderna ainda não faz parte do conteúdo programático oficial publicado em edital pela respectiva universidade, podem aparecer questões originais nesta área, desde que o enunciado explique a idéia-base e solicite que o aluno, depois de uma boa leitura e compreensão, que mostre que absorveu a idéia dissertada e sabe usá-la com inteligência e criatividade. Este é exatamente o espírito da primeira fase da Unicamp: verificar a capacidade do aluno em ler e entender um enunciado e pensar sobre o que foi apresentado fazendo um gancho com seu repertório básico de conhecimento. A primeira fase da Unicamp é praticamente uma prova de comunicação e expressão que extravasa os limites da língua portuguesa e invade as outras disciplinas. Fique de olho nas publicações deste blog nos próximos dias.

Bons estudos! E, é claro, muito sucesso nas provas de vestibular!


Para praticar

  •  exercício 1 - exemplo de aplicação da Quantização de Planck para a luz laser (com resolução) - [PDF com 45 Kb]
  •  exercício 2 - outro exemplo de aplicação da Quantização de Planck, agora para os fótons solares (com resolução) - [PDF com 45 Kb]


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 17h41)



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  ::: DEU EINSTEIN NO VESTIBULAR DA UEL 2006 :::

Está aberta a temporada de vestibulares 2006. A partir de agora, é uma prova atrás da outra. Para você que vai encarar esta maratona, respire fundo e acredite no seu taco.

O Física na Veia! desde já deseja-lhe um bom trabalho e muita inspiração. Mas, para não ficar só no apoio moral, vou dar uma mãozinha postando nos próximos dias algumas dicas quentes. São meros palpites. Mas não custa nada arriscar.

Começo citando a primeira fase do vestibular da UEL - Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR, que aconteceu neste último final de semana. Acabo de receber pelo Orkut uma mensagem do Leo Figueiredo, meu aluno da terceira série, avisando que fez esta prova e que, como eu havia alertado em classe, apareceram questões abordando as idéias de Einstein. Fui conferir e é a mais pura verdade. (Confira você também através dos links: prova e gabarito, ambos em PDF diretamente do site da UEL).

Veja abaixo os enunciados e as resoluções que fiz de duas questões desta prova da UEL 2006 - primeria fase - que citaram Einstein:


:: Questão 8 - enunciado

As teorias propostas por Einstein fornecem modelos que prevêem a geometria do universo e sua evolução.

Considere um universo curvo com curvatura positiva. Para visualizar este modelo pense em uma esfera em que, num instante fixo, o universo estivesse em sua superfície. Seu raio seria dado por uma função linear do tempo t, isto é R = H.t, onde H é a constante de Hubble.

A expansão do universo seria descrita pelo aumento do raio R. A diferença essencial entre a visualização geométrica dessa esfera e o que é descrito pelo modelo é que a superfície da esfera visualizada tem duas dimensões, enquanto aquela proposta por Einstein tem três. A semelhança é que, em ambos os casos, se andarmos continuamente em uma direção e com velocidade superior à da expansão, retornaremos ao ponto de partida. Considere que nessa geometria o perímetro dessa esfera seja dado por C = 4pR2 e leve em conta duas situações estáticas, nas quais a expansão do universo foi congelada. Se na primeira, quando o universo tinha raio R0, o tempo para um raio de luz dar uma volta completa no universo tivesse sido t0 = 1.1010 anos, qual será o tempo necessário para um raio de luz dar uma volta completa no universo quando o seu raio for 2R0?

a) t = 2.1010 anos.

b) t = 4.1010 anos.

c) t = 1.1020 anos.

d) t = 2.1020 anos.

e) t = 1.1040 anos.

 resolução

::: Observação: Clique aqui para ler um post onde uso a Lei de Hubble citada acima para estimar a idade do nosso Universo.


:: Questão 26 -  - enunciado

Einstein propôs uma nova interpretação do espaço e do tempo, indicando que não são grandezas independentes, absolutas e iguais para quaisquer observadores, mas relativas: dependem do estado de movimento entre observador e observado.

Um dos resultados dessa nova visão é conhecido como dilatação temporal, a qual afirma que um observador em repouso em relação a um fenômeno, ao medir sua duração, atribuir-lhe-á um intervalo Dt, ao passo que um observador que fizer medidas do fenômeno em movimento, com velocidade v, irá atribuir uma duração Dt’, sendo que

onde c é a velocidade da luz.

Considere que dois irmãos gêmeos sejam separados ao nascerem e um deles seja colocado em uma nave espacial que se desloca com velocidade v pelo espaço durante 20 anos, enquanto o outro permanece em repouso na Terra.

Com base na equação anterior, para que o irmão que ficou na Terra tenha 60 anos no momento do reencontro entre eles, a velocidade da nave deverá ser de:

a) 

b) c/2

c) 8c/9

d) c

e) 2c

 resolução

::: Mais dicas

  • A Unicamp e a Fuvest, em questões do último vestibular (segunda fase 2005), já cobraram idéias de Einstein antecipando as comemorações do Ano Mundial da Física. Clique aqui para ler o post que escrevi na época e que também é uma boa dica do que pode aparecer em provas deste ano (no próprio post você encontra os enunciados das questões bem como as minhas resoluções comentadas). 
  • Para conhecer um pouco mais sobre a famosa equação E = m.c2 de Einstein, clique aqui. Você vai abrir um post que fala também sobre a equação  E = h.f que nos dá da quantização da energia de Planck, importantíssima para a concepção de Einstein sobre o Efeito Fotoelétrico.


Neste próximo final de semana, no domingo (20/11), teremos primeira fase da Unicamp. No outro final de semana, também no domingo (27/11), acontece a primeira fase da Fuvest. E todos os outros vestibulares vêm de carona. Se você vai prestar vestibular, fique ligado! Estamos no Ano Mundial da Física e Einstein, o grande homenageado de 2005, é sempre um tema quentíssimo!


É Física Moderna na Veia! Aguarde novas dicas por aqui.





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h26)



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  ::: REESTRÉIA DE 'A DANÇA DO UNIVERSO' :::

www.arteciencianopalco.com.br

Espetáculo teatral "A Dança do Universo"


Reestréia no próximo sábado, dia 19 de novembro, no TUCA - Teatro da Universidade Católica, o espetáculo "A Dança do Universo", a mais recente montagem do Projeto Arte Ciência No Palco criada para celebrar o Ano Mundial da Física.

Eu estive na estréia em 6 agosto deste ano no Teatro João Caetano, São Paulo, e achei fantástico. Recomendo!


Espetáculo "A Dança do Universo"

  • TUCA - Teatro da Universidade Católica
    Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes - São Paulo/SP
  • dia 19 de novembro,21h (reestréia)
  • Temporada de 19 de novembro a 18 de dezembro (sextas e sábados às 21h e domingos às 19h)
  • Texto de Oswaldo Mendes inspirado no livro "A Dança do Universo" de autoria do físico Marcelo Gleiser
  • censura 14 anos
  • Mais informações nos sites Arte Ciência No Palco e TUCA - Teatro da Universidade Católica ou pelo telefone (11) 3670-8453


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h24)



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  ::: CADÊ O 'FESSOR'? :::

icb.ufmg.br
 

Hoje completo exatamente 10 dias sem escrever nenhum post. Não me lembro de ter ficado tanto tempo sem postar aqui no blog. Não tenho nem respondido aos comentários. E, antes que você que vem sempre aqui no Física na Veia! pergunte "cadê o fessor?" e comece a reclamar (com toda a razão!), eu explico.

Quarto bimestre, final de ano, professor, coordenador de escola, muito serviço acumulado... você já entendeu, né?! Não, você pensa que entendeu. Mas tem mais! Trabalho para um editora que resolveu reformular seu material didático sem nenhum planejamento ou aviso prévio aos autores. Recebi de presente do meu editor um job para ser cumprido a toque de caixa em um único mês. E não era um mês qualquer, era outubro. Quem trabalha em escola sabe bem o que é outubro e o que é outubrite! Resumindo, fez-se o caos!

A data limite era 11/11, sexta-feira passada. Trabalhei pesado, sem tempo para respirar, três períodos por dia para da r conta de tudo, às vezes avançando na madrugada, sem nem ter tempo pra botar a cara para fora da janela para ver se o céu estava limpo e como estava Marte, em aproximação com a Terra. Foi meu aniversário e, mais importante ainda, primeiro aniversário do blog! E nem deu tempo de tocar no assunto!

Sou do tipo que leva as coisas muito a sério, às vezes até demais. E foi o que aconteceu: exagerei e dancei. A carcaça sucumbiu. O corpinho de 41, apesar dos 42 bem vividos anos, não agüentou! Travei, literalmente. Não conseguia mais andar. Passei o final de semana arrastando o chassi e fui parar no hospital hoje, segunda-feira, que deveria ser um lindo dia de final de semana prolongado mas que virou uma manhã de emergência médica.

Muito tempo sentado e tenso, acho que a coluna pediu trégua. Trégua? Como? Ainda temos novembro e dezembro para só então passar a régua em 2005. E, de sobra, ainda tenho um pacotão de provas aqui do meu lado sobre a escrivaninha bagunçada, olhando para mim e lembrando-me sem dó de que estou atrasado na correção. Agora estou aguardando telefonema do consultório médico para confirmar uma consulta "encaixada" até o final da tarde. Talvez devesse ir ao funileiro em vez do ortopedista. Acho que vou precisar botar a coluna no torno. Vou pensar melhor e depois conto o que decidi.

De qualquer forma, peço desculpas pela sumida básica. E prometo blogar mais nos próximos dias. Aliás, blogar faz bem, falar das coisas que a gente gosta faz bem. Tenho a certeza de que a minha coluna vai agradecer. Talvez eu aproveite o clima para falar sobre a Teoria do Caos, assunto bacana que ainda não abordei no blog e que se encaixa perfeitamente bem no clima destes últimos dias!

O legal é que, mesmo sem novidades, o contador do blog manteve seu ritmo normal de mais de uma centena de visitas por dia. Sensacional! Muito obrigado a você que tem Física na Veia, muita paciência e persistência para esperar tanto tempo sem novidades. Valeu mesmo!  





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h04)



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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor


BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos

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