::: MAIS UM PLANETA EXTRASOLAR DESCOBERTO :::

Novo Planeta: arte de Lynette Cook / Terra: foto da Apolo 17

A montagem acima mostra o recém descoberto planeta rochoso que tem
aproximadamente o dobro do diâmetro terrestre

A lista de planetas extrasolares aumenta cada vez mais. E desta vez foi descoberto o menor deles, orbitando a estrela Gliese 876 que fica a cerca de 15 anos-luz(1) da Terra e é uma Anã Vermelha, com aproximadamente 1/3 da massa do nosso Sol (2).

Com o dobro do diâmetro terrestre (veja montagem acima) e massa estimade entre 5,9 e 7,5 vezes a massa da Terra(3), os cientistas acreditam ser um planeta do tipo Terrestre e não Gasoso, como a maioria dos planetas extrasolares já descobertos que têm muito mais massa e são gigantes.

Para entender a diferença entre planeta Terrestre e Gasoso, no nosso Sistema Solar são terrestres Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e Plutão. Neste planetas predomina a matéria sólida, rochosa. Já os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são Gasosos pois neles predomina a matéria no estado gasoso.

Os planetas Gasosos costumam ser gigantes, ou seja, bem maiores e com muito mais massa dos que os Terrestres. Desta forma, são mais facilmente detectados. Mas as técnicas de busca de planetas fora do Sistema Solar estão cada vez mais apuradas e, provavelmente, novos planetas rochosos, bem menores e de menor massa, ainda serão descobertos.

Embora este planeta seja da mesma família da Terra, ele orbita a estrela Gliese 876 a uma distância de cerca de 3 milhões de km. Para ter uma idéia de quanto isso é "perto", a Terra orbita o Sol a cerca de 150 milhões de km (distância 50 vezes maior). Para escapar da gravidade de Gliese, a velocidade deste planeta é tão grande que ele demora menos do que dois dias terrestres (48h) para completar uma volta ao seu redor. Em outras palavras, o ano neste planeta não dura nem dois dias!

A proximidade entre o planeta e a estrela faz também com que ele seja provavelmente muito quente, com temperaturas estimadas na faixa de 200oC a 400oC. Não se pode ter maior precisão sobre a temperatura do planeta pois as características de sua possível atmosfera ainda são deconhecidas. E a atmosfera de um planeta tem um importante papel regulador da sua temperatura ambiente(4).

Não se pode ter certeza de que seja realmente um planeta Terrestre. Mas gigante Gasoso é que não é. Tudo indica que este planeta tem muita coisa em comum com a Terra, talvez até mesmo em sua estrutura e constituição. Mas também tem diferenças importantes que, provavelmente, inviabilizam vida como a nossa por lá.


(1) Ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, ou seja, cerca de 9,5.1015 m (9,5 trilhões de quilômetros).
(2) A massa do Sol é de aproximadamente 2.1030 kg.
(3) A massa da Terra é de aproximadamente 6.1024 kg.
(4) A atmosfera do nosso vizinho Vênus é tão densa que lá acontece um intenso Efeito Estufa, ou seja, a atmosfera prende a energia térmica no planeta o que faz com que sua temperatura ambiente seja bem maior do que a esperada pela sua distância ao Sol.


Para saber mais


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h23





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  ::: MAIS GÊNIOS DA CIÊNCIA NAS BANCAS :::

Depois de Newton, Da Vinci, Darwin e Feynman, agora chegou a vez de mais dois grandes gênios: Einstein e Galileu.

Já estão nas bancas as edições especiais da coleção Gênios da Ciência da revista Scientific American Brasil por R$ 11,90 cada.

Einstein, O Olhar da Relatividade é a edição 5 que traz o físico homenageado em 2005 no Ano Mundial da Física. E a edição 6 é Galileu, Universo Em Movimento.

Vou comprar as minhas amanhã. Mas recomendo desde já, sem nem mesmo ter folheado o material, pois o trabalho da Scientific American Brasil é de altíssimo nível e as edições anteriores são sensacionais.





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h49





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  ::: ANOTE AÍ NA SUA AGENDA :::

E, por falar em energia cinética (veja post anterior), um objeto com massa
m = 372 kg e velocidade v = 37.000 km/h (ou cerca de 1.000 m/s) carrega uma energia cinética EC = m.v²/2 = 372.1000²/2 = 186.000.000 J = 186 x 106 J (186 milhões de joules). Energia suficiente para um belo estrago, não?

E é exatamente isso que a NASA (Agência Espacial Americana) pretende provocar no cometa Tempel 1: um belo estrago! Está tudo marcado para o próximo dia 4 de Julho, às 2h52min (horário de Brasília), quando a NASA pretende acertar o cometa com um projétil de 372 kg e velocidade de 37.000 km/h disparado pela sonda Deep Impact.

A intenção é abrir uma cratera no cometa para, literalmente, espiar dentro dele, procurando informações sobre a sua estrutura e constituição. Os cientistas acreditam que os  cometas são restos de matéria da formação do nosso Sistema Solar e, portanto, carregam informações preciosas sobre o nosso passado.  

A própria sonda Deep Impact, depois de lançar o projétil, tentará aproximação com o cometa para, com três instrumentos de captura de imagens para coletar informações. No projétil também existe uma câmera que deve capturar imagens incríveis da viagem de aproximação com o astro até ser destruída pelo impacto. Aqui na Terra, cerca de 30 observatórios estarão participando da vigília oficial de captura de dados. No espaço, os telescópios Chandra, Hubble e Spitzer também estarão a postos.

Será um evento histórico e que pode nos revelar dados inéditos sobre os cometas e sobre a formação do Sistema Solar.

Anote aí na sua agenda: dia 4 de julho, às 2h52min. O Física na Veia! estará de plantão para cobrir este magnífico experimento científico espacial.


Já publicado aqui no Física na Veia!


Para saber mais





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h49





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  ::: CENA ROMÂNTICA :::

Ao cair da tarde, um casal de apaixonados se encontra. Praticamente ao mesmo tempo, vêem-se ao longe e, sem pensar, partem correndo, buscando o outro. Contra a luz avermelhada do sol poente, podemos ver as silhuetas dos dois corpos carentes de amor lutando para vencer alguns metros em alguns segundos até que ocorra o tão desejado contato físico dos corpos. Quando se encontram, numa espécie de bailado, um começa a girar ao redor do outro.  A rotação vai diminuindo aos poucos, até que cesse o movimento por completo. Tudo termina num longo, silencioso e apaixonado beijo.

Esta cena, bastante comum na vida real e muito explorada na ficção, esconde um segredo físico:  por que os dois corpos sempre giram quando se encontram após a corrida?

É simples. Cada um dos corpos (do homem e da mulher) tem uma massa "m" e uma velocidade "v". Logo, carregam uma energia de movimento ou, como se costuma dizer na Física, energia Cinética EC que é dada por:

 

 

Supondo que o homem tenha uma massa de 80 kg e corra com velocidade de 6m/s, sua energia cinética será ECH = mH.vH²/2 = 80.6²/2 = 1440 J. Fazendo a mesma conta para a mulher, supondo que ela tenha uma massa de 50 kg e velocidade de 5 m/s, teremos ECM = mM.vM²/2 = 50.5²/2 = 625 J.

Logo, a energia total do casal apaixonado, ao que chamamos na Física de energia mecânica do sistema homem-mulher, será de 1440 + 625 = 2065 J.

É uma energia suficiente para, por exemplo, fazer funcionar uma lâmpada de 20W por um tempo Δt que pode ser facilmente calculado por ΔE = P.Δt onde ΔE = 2065 J é a energia total que a lâmpada recebe e P = 20 W a potência nominal da lâmpada. Substituindo os dados, encontramos 2065 = 20.Δt o que dá um valor Δt = 2065/20 = 103,25 s, ou seja, quase 2 minutos.

Se não acontecesse o giro dos corpos, haveria uma tremenda colisão dos corpos. Já imaginou o homem batendo de frente com a mulher? Toda essa energia teria que ser dissipada de alguma forma. Digamos que a energia fosse empregada na quebra do nariz do rapaz ou, quem sabe, na ruptura de algumas costelas da moça. Seria um encontro trágico, sem a menor graça e muito menos romance.

Então, sem nem pensar, praticamente num ato reflexo, os dois rodam. Isso é pura Física na Veia, é a intuição de quem sabe lidar com o mundo físico ao seu redor. O giro dos corpos é uma forma de converter a energia cinética de translação do movimento linear de corrida em energia cinética de rotação. E, aos poucos, homem e mulher vão brecando a rotação, usando o atrito com o solo para dissipar suavemente a energia mecânica, até que os corpos param e o beijo pode acontecer sem traumas, qualquer quer seja o sentido de trauma aqui empregado.

É claro que este post é para lembrar que hoje, 12 de junho, é o Dia dos Namorados. Mas é para lembrar também que as leis da Física estão presentes em nossas vidas, em todas as situações.     





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 15h43





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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