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::: 10 K VISITANTES ! :::

Em Física, sempre que vamos expressar valores muito grandes ou muito pequenos de determinadas grandezas, costumamos lançar mão de prefixos.
Cada prefixo, como o próprio nome já diz, deve ser colocado antes da unidade de medida. E, quando isso acontece, a unidade fica multiplicada por um fator que é um múltiplo (ou potência) de dez daquela unidade.
Um exemplo bastante corriqueiro é o prefixo quilo, simbolizado por k, que quer dizer 1000 = 1.103. Assim, 1 km é o metro multiplicado pelo fator 1000, ou seja, corresponde a 1.000 m. Da mesma forma, 1 kg = 1.000 g. Outro prefixo bem manjado é o centi, simbolizado por c e que quer dizer 1/100 = 1.10-2 (um centésimo). Todos sabemos que 1 cm = 1.10-2 m, ou seja, o metro multiplicado pelo fator 1/100 o que dá a centésima parte do metro.
Hoje, dia 7 de maio, o Física na Veia! rompeu a barreira dos 10 K visitantes (10 quilo visitantes) ! São 10.000 pessoas que acessaram este blog desde o primeiro post em 11 de outubro do ano passado, há apenas 7 meses. Isso dá uma média de 1.428,57 acessos/mês ou 47,62 acessos/dia. E são pessoas que vêm aqui pelo simples prazer de tomar contato com a Física. Fantástico!
Só posso dizer muito obrigado a todos os visitantes do Física na Veia! E, para comemorarmos juntos este momento histórico, lançarei um concurso. E, se é concurso, tem que ter prêmios, não é mesmo?
Aguarde o próximo post para mais detalhes.
Para saber mais
Confira abaixo uma tabela com os principais prefixos usados em Física.
| FATOR |
PREFIXO |
SÍMBOLO |
| 1018 |
exa |
E |
| 1015 |
peta |
P |
| 1012 |
tera |
T |
| 109 |
giga |
G |
| 106 |
mega |
M |
| 103 |
quilo |
k |
| 102 |
hecto |
h |
| 101 |
deca |
d |
| 10-1 |
deci |
d |
| 10-2 |
centi |
c |
| 10-3 |
mili |
m |
| 10-6 |
micro |
m |
| 10-9 |
nano |
n |
| 10-12 |
pico |
p |
| 10-15 |
femto |
f |
| 10-18 |
atto |
a |
Curiosidades
- Quando você sintoniza uma estação FM com 100 MHz (lê-se '100 mega hertz') isso quer dizer que a radio transmite por ondas eletromagnéticas que vibram 100.106 vezes por segundo, ou seja, 100 milhões milhões de vezes por segundo.
- A palavra nanotecnologia que designa a ciência que manipula objetos em escala atômica e molecular tem este nome porque lida com comprimentos da ordem de nanometro (nm), ou seja, 1.10-9 m.
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 14h34)
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::: UPGRADE NO OLHAR :::
Anglo Australian Observatory/NASA
 Imagem na faixa visível, feita pelo Anglo Australian Observatory (à esquerda) e imagem composta com técnica de múltiplos comprimentos de onda feita pela NASA
Novos telescópios, novas câmeras, novas técnicas, ... Cada vez mais as novas tecnologias dão show de imagens espaciais.
Isso pode ser comprovado nas fotos acima, ambas do mesmo objeto, o M104 (Messier 104), mais conhecido como Galáxia do Sombrero.
A foto da esquerda foi feita com telescópio óptico terrestre. Nela o objeto M104 tem a forma de um chapéu mexicano conhecido como sombrero, daí o seu nome popular. A da direita soma informações de dois telescópios espaciais, o Hubble (que opera na faixa visível) e o Spitzer (que opera faixa do infravermelho).
Mesmo que nos fosse possível olhar diretamente e a olho nu para esta galáxia, jamais veríamos o que vemos na foto da direita. Ela nos revela informações em infravermelho, faixa do espectro eletromagnético que os nossos olhos não conseguem captar.
Esta técnica de fotografar objetos em várias freqüências (ou vários comprimentos de onda) tem sido bastante usada pelos astrônomos para revelar detalhes "escondidos" de objetos astronômicos. É como se pudéssemos fazer um upgrade nos nossos olhos para, além de captarmos radiação com mais intensidade, também podermos ver nas faixas acima do ultravioleta e abaixo do infravermelho. É incrível, não?
Já publicado no Física na Veia!
- [11/01/2005] O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM
Post que aborda a técnica de fotografias em múltiplos comprimentos de onda citada acima. Tem até um applet em Flash para mostrar de forma interativa a superposição das fotos em várias faixas do espectro eletromagnético. É bastante ilustrativo.
- [11/11/2004] MESSIER
Os objetos Messier, designados por M1, M2, ... M110, pertencem ao Catálogo Messier que foi uma idéia pioneira de um importante astrônomo francês. Quem foi ele? Você conhece os objetos Messier? Quer ver todas as fotos desses objetos? É só clicar no link acima e ler o post.
Para saber mais
- Site oficial do Telescópio Espacial Spitzer
- Clique para ver a nova foto da galáxia M104 em tamanho grande (800X448 pixels)
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 15h56)
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::: BLOGOSFERA, UM ZOOLÓGICO DE UMA SÓ ESPÉCIE :::
 Alguns dos meus vizinhos da blogosfera, exemplos vivos do que poderíamos chamar de "biodiversidade humana"
"A raça humana é uma semana do trabalho de Deus" (Gilberto Gil, in 'A Raça Humana' - 1983)
Blogs são um belo exemplo do que é a raça humana e este verdadeiro zoológico de uma só espécie. Tem de tudo na blogosfera. Vale tudo neste condomínio virtual.
Desde que o Física na Veia! reservou o seu terreninho neste universo de bits & bytes, nunca mais minha vida foi a mesma. Fiz novos amigos e conheci um pouco mais sobre a raça humana. Afinal, a internet (quase) não tem barreiras.
O Física na Veia! vinha tendo uma visitação média de 1000 cliques/mês, acumulando cerca de 6.000 visitas, o que para um blog temático (e ainda mais de Física!) já era fantástico. Na semana que passou, o Física na Veia! figurou na lista dos "Blogs Legais" do UOL Blog. Conseqüência imeditata: cerca de 3.000 novas visitas!
Agradeço à equipe do UOL BLOG pela indicação. E agradeço ainda mais aos visitantes que por aqui passaram. Espero que voltem sempre e ajudem o Física na Veia! a ter um lugarzinho de destaque dentre tantos vizinhos blogueiros tão diferentes e tão cheio de idéias dignas do que poderíamos chamar de "biodiversidade humana".
- Clique aqui para ver/ouvir o disco 'Raça Humana' de Gilberto Gil diretamente do seu site site oficial.
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 21h50)
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::: DUAS BOAS NOVAS PARA A ASTRONOMIA :::
Esta segunda-feira foi um bom dia para a astronomia. Tivemos duas notícias interessantíssimas. Confira.
::: Fotografado Planeta Extrasolar :::
ESO
 Visão artística do planeta 2M1207 (mais à frente) orbitando a estrela (mais ao fundo)
Saiu na revista Astronomy and Astrophysics a notícia de que foi fotografado pela primeira vez um planeta extrasolar (ou exosolar). Em outras palavras, este planeta está orbitando uma estrela fora do Sistema Solar.
O planeta, catalogado como 2M1207B, tem aproximadamente cinco vezes o tamanho de Júpiter e orbita a estrela numa distância que é praticamente o dobro da distância de Netuno ao sol.
Para se ter uma idéia do que é isso, Júpiter tem diâmetro equatorial de cerca de 142.984 km, muito maior do que a Terra que tem apenas 12.756 km. O planeta 2M1207B tem algo em torno de 715.000 km de diâmetro. É um super gigante! E a distância de Netuno ao Sol é pouco mais de 30 vezes a distância da Terra ao Sol, ou seja, 4.448 milhões de quilômetros (4.448.106 km). O planeta 2M1207B orbita sua estrela a cerca de 8.900 milhões de quilômetros (8.900.106 km).
Desde setembro do ano passado o planeta já havia sido fotografado pelo ESO (European Southern Observatory ou Observatório do Sul da Europa). Mas pairava no ar a dúvida se ele orbitava ou não a estrela. Imagens do Observatório do Chile confirmaram que o planeta se move ao redor da estrela.
A descoberta de mais um planeta extrasolar já não chega a ser novidade. Há mais de uma centena de planetas conhecidos fora do Sistema Solar. Mas a novidade é que este foi fotografado e não simplesmente detectado.
Há pouco mais de um mês, em 23/03/2005, publiquei o post Planetas Em Outras Estrelas falando sobre os métodos de detecção de planetas extrasolares. Se quiser mais detalhes sobre o assunto, clique aqui para ler esta matéria.
Para saber mais
::: Sonda Deep Impact Já Vê O Alvo :::
NASA
 Visão artística da colisão da Deep Impact com o cometa Tempel 1
A NASA (Agência Espacial Americana) lançou em janeiro deste ano a sonda Deep Impact que deve se encontrar e colidir com o cometa Tempel 1. A intenção dos astrônomos da NASA é abrir um buraco e, literalmente, espiar lá dentro, para ver o que tem no interior de um cometa.
A colisão, prevista para o próximo dia 4 de julho, será fotografada pelos telescópios espaciais Hubble, Spitzer e Chandra, além de outros telescópios na Terra.
Na semana passada a sonda já conseguiu visualizar e fotografar o seu alvo, uma rocha congelada de 6,5 km de diâmetro (clique aqui para ver a foto).
No dia 13 de janeiro, um dia depois do lançamento da Deep Impact, publiquei o post Tiro ao Álvaro Espacial aqui no Física na Veia. Para ler esta matéria, clique aqui. E no dia 15 de janeiro fiz outro post, o Cometas: Perguntas e Repostas, dando mais detalhes do que são os cometas. Para ler esta outra matéria e saber mais sobre os cometas, clique aqui.
Para saber mais
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 22h37)
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::: A FÍSICA E O TRABALHO :::
 James Prescott Joule, físico e cervejeiro inglês
Hoje, primeiro dia de maio, é o Dia Internacional do Trabalho. E, quando se fala em trabalho, logo vem à mente de quem gosta de Física a idéia de que também temos a nossa própria definição física de trabalho.
Na Física, trabalho e energia são conceitos intimamente ligados e pode-se dizer que trabalho é uma medida de energia. Na verdade, a energia transferida de um corpo para outro ou a energia que se transforma de um tipo em outro é o que chamamos de trabalho. E como a energia é o que faz funcionar tudo, desde as máquinas até os seres vivos, não preciso gastar muito tempo (ou será energia?) tentando convencer você de que trabalho é realmente uma grandeza física de extrema importância, não é mesmo?
Sempre que falamos em trabalho ou energia lembramos de James Prescott Joule (1818-1889), filho de um bem-sucedido fabricante de cerveja na Inglaterra e que se tornou industrial ao herdar os negócios da família. Num laboratório anexo à cervejaria, Joule alimentava o seu gosto pela Física experimental. Dizem que sua principal motivação era otimizar a energia no processo de fabricação da cerveja, melhorando a eficiência das máquinas da indústria da família. Joule era bastante meticuloso e ficou bastante conhecido pela precisão dos experimentos que realizou frente aos padrões experimentais da época.
Dentre as experiências de Joule, a mais famosa foi uma em que fazia girar uma haste com pás dentro de um recipiente com água. O movimento da haste era conseguido pela transmissão do movimento de queda de corpos amarrados em fios que passavam por polias e desciam atraídos pela gravidade da Terra. Ao girar, as pás agitavam a água que tinha a sua temperatura elevada. Joule constatou que a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura da água correspondia à perda de energia potencial(*) que os corpos sofriam na queda. Em outras palavras, Joule estava comprovando experimentalmente que a energia não pode ser destruída e nem criada, apenas transformada.
A definição primitiva de trabalho em física corresponde à FORÇA X DESLOCAMENTO. Isso se deve ao fato de que quando há troca de energia percebemos que o ponto de aplicação das forças envolvidas sofre um deslocamento.
É exatamente desta definição primitiva que tiramos a unidade de medida de energia ou trabalho no Sistema Internacional:
[trabalho] = [força] x [deslocamento] = N.m
Em homenagem ao físico (e cervejeiro) Joule, o N x m (lê-se "newton vezes metro" ou, simplesmente, "newton metro") é conhecido como J (joule), unidade de energia no Sistema Internacional.
Pelos seus experimentos delicados, Joule descobriu que uma caloria (a quantidade necessária para elevar um grama de água de 14,5oC para 15,5 oC) corresponde a 4,186 N.m. Em linguagem atual, 1 cal = 4,186 J. Este valor é conhecido na Física como equivalente mecânico do calor.
A idéia de Trabalho = Força X Deslocamento evoluiu através dos tempos e é hoje aplicada a diversos casos e situações físicas. Para saber mais como é isso, clique aqui e veja alguns exemplos bastante conhecidos e úteis em Física.
(*) Energia potencial é toda energia que se encontra armazenada e que, potencialmente, pode a qualquer momento transformar-se em energia de movimento que então será chamada de energia cinética.
Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h00)
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Dulcidio Braz Jr Físico/Professor
BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos
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