::: CASSINI-HUYGENS NA WEB :::

Você pode acompanhar as notícias sobre a sonda Cassini-Huygens aqui no Física na Veia! e em outros links "quentes" pela internet. Confira:

NASA - Cassini-Huygens
Clique aqui.

 

ESA - Cassini-Huygens
Clique aqui.

 

Planetary Society´s Huygens Weblog
Clique aqui.





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 23h23





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  ::: QUEM É QUEM :::

 
Na ordem: Cassini, a sonda Cassini-Huygens (em montagem da NASA) e Huygens

Cassini? Huygens? Cassini-Huygens? Quem é quem nesta história de descobertas e conquistas espaciais?

Giovanni Domenico Cassini (1625-1712 ) – Astrônomo italiano. Em 1675 descobriu que havia uma descontinuidade nos anéis de Saturno que, até então, pensava-se que fosse contínuo. Esta divisão, a maior de todas já detectadas, é conhecida até hoje como "Divisão de Cassini", em justa homenagem. Em suas observações de Saturno, Giovanni Cassini descobriu ainda quatro dos seus satélites: Japeto, Rea, Tétis e Dione.

Christian Huygens (1629-1695 ) – Matemático, físico e astrônomo holandês. Em 1656 descobriu a natureza dos anéis de Saturno, já observados pelo italiano Galileo Galilei (1564-1642) cerca de 50 anos antes. Mas Galileo não sabia exatamente do que se tratava. Em suas observações para entender os anéis de Saturno, Huygens acabou descobrindo Titã, o maior satélite de Saturno.

Missão Cassini-Huygens –  Projeto da NASA (Agência Espacial Americana), da ESA (Agência Espacial Européia e da ASI (Agência Espacial Italiana). Na verdade, são duas sondas em uma:

  • 1) O maior componente é o Orbitador, uma espécie de nave-mãe, com cerca de duas toneladas, que vai orbitar Saturno por 4 anos seguidos e fotografá-lo em luz visível, além de infravermelho e ultravioleta;
  • 2) O segundo componente é a Sonda Huygens, com cerca de 350 kg, a parte que pousou em Titã, a maior lua de Saturno, depois de soltar-se do Orbitador.

A Huygens envia suas informações para o Orbitador que as armazena para depois enviar à Terra. O Monitoramento da Cassini-Huygens está sendo feito pelo JPL (Jet Proulsion Laboratory) da NASA, na Califórnia, USA.

Preciso dizer por que esta missão foi batizada de Cassini-Huygens?





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 21h16





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  ::: TITÃ EM CORES :::

 NASA/ESA/AFP
Ao lado vemos a primeira imagem colorizada de Titã.
Os cientistas de grupo responsável pelo projeto Cassini-Huygens trabalharam toda a noite para tratar as imagens no computador e, a partir de um processo de análise do espectro da luz refletida, obter informações das cores aproximadas da superfície de Titã, a maior lua de Saturno.
Segundo os próprios cientistas, a imagem é um pouco mais escura do que se esperava e mostra rochas de até 15 cm de diâmetro.

 

 

 

 

 

Para ver mais imagens de Titã:

Ouça sons da nave (em MP3):

  • Clique aqui para ouvir a reconstrução em laboratório de amostras de áudio registradas na descida da nave na atmosfera de Titã.
  • Clique aqui para ouvir ecos do radar da nave na superfície de Titã.




Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h20





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  ::: CONFIRMADO: A HUYGENS POUSOU EM TITÃ :::

NASA
Uma das primeiras imagens enviadas pela sonda
Huygens, ainda sem tratamento, quando a sonda
fazia manobras de pouso em Titã.

A sonda espacial Cassini-Huygens chegou bem perto o gigante Saturno em meados deste ano, depois de viajar sete anos no espaço.

De lá para cá, vem trabalhando pesado, tirando fotos e revelando novidades, dentre as quais destacamos a descoberta de duas novas luas de Saturno que até agora já contabiliza um total de 33 satélites naturais.  

E acaba de chegar a informação de que a sonda Huygens, que deixou a nave-mãe Cassini, fez manobras de pouso durante duas horas e meia e já se encontra em segurança no solo de Titã, a maior lua de Saturno.

A Huygens deve tirar 750 fotografias de Titã. As primeiras imagens já chegaram aos centros de controle. Estamos todos aguardando com a maior curiosidade científica possível! Clique  aqui para se manter atualizado diretamente no site oficial da missão Cassini-Huygens.





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h47





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  ::: COMETAS: PERGUNTAS E RESPOSTAS :::

Aproveitando a deixa do post anterior, na certeza de que algumas perguntas típicas que sempre aparecem em sala de aula e nos cursos de astronomias vão aparecer por aqui também, em comentários ou por e-mail, adianto-me:


cometa típico
1) O que são os cometas?
São corpos pequenos, irregulares, em geral formados por uma mistura de grãos não voláteis e gases congelados. São objetos pertencentes ao Sistema Solar pois estão ligados gravitacionalmente ao Sol.

caudas e cabeleira
2)Por que um cometa tem cabeleira e cauda?
Os cometas, na verdade, têm três partes: o núcleo, a cabeleira e a cauda.
O núcleo é a região mais central, sólida, congelada, mais ou menos do tamanho de uma montanha da Terra (algo da ordem de 10 km de diâmetro). A cabeleira (ou coma) é uma nuvem gasosa, aproximadamente esférica, que recobre o núcleo e pode ter até cerca de meio milhão de quilômetros de diâmetro. Ela é formada por material que se desprendeu do núcleo aquecido pelo Sol por sublimação. A cauda é um rastro de poeira e gases ionizados (em azul, na foto) que pode se estender por algumas centenas de milhões de quilômetros e que o cometa vai deixando pelo caminho. A trilha de poeira se distribui ao longo da trajetória orbital do cometa mas a cauda de íons gasosos aponta sempre na direção contrário ao Sol pois é "soprada" pela radiação e magnetismo solares. Observação: Longe do Sol o cometa é apenas uma montanha gelada, escura e pequena (de alguns quilômetros) flutuando no espaço. Sua observação é muito difícil. Ao se aproximar do Sol, o cometa recebe mais calor e começa a sofrer perda gradativa de massa. A formação da cabeleira e da cauda, que refletem luz solar, faz com que o cometa se torne um astro brilhante e tamanho bem maior, o que facilita a sua observação que, muitas vezes, poderá ser feita mesmo a olho nu.

Cometa extinto ou adormecido, sem atividade de cauda ou coma 
3) Se um cometa sempre perde massa ao passar perto do Sol, então pode "morrer"?
Sem dúvida. E há dois casos a serem destacados: os cometas extintos e os adormecidos. Se todo o material volátil se esgotar, o cometa será extinto pois nunca mais terá cabeleira e cauda. Mas acredita-se que alguns cometas possam agregar massa (grãos de poeira) durante a sua viagem nas regiões mais distantes do Sol, formando uma crosta que pode cobrir o material volátil ainda restante que, desta forma, não poderia mais ser sublimado. Este cometa, embora ainda tenha material para formar cabeleira e cauda, estará "blindado", numa situação que os astrônomos chamam de adormecidos.

Nuvem de Oort
4) De onde vêm os cometas?
Os cometas de curto período (que dão um volta completa ao redor do Sol em menos do que 200 anos) têm provável origem no Cinturão de Kuiper, disco de pequenos objetos que orbitam o Sol a uma distância além de Netuno e praticamente no mesmo plano da órbita da Terra. O nome deste cinturão vem do astrônomo Gerard Kuiper, idealizador desta hipótese Já os cometas de longo período (que dão um volta completa ao redor do Sol em mais do que 200 anos) vêm provavelmente da Nuvem de Oort, uma imensa esfera de partículas que envolve o Sistema solar, segundo o astrônomo Jan Oort. Em ambos os casos, imagina-se que os cometas sejam de alguma forma arrancados de sua órbita por forças gravitacionais e entrariam numa outra órbita de aproximação do Sol.

Secções cônicas
5) Todos os cometas sempre voltam a passar perto da Terra, assim como o cometa de Halley que retorna a cada 76 anos?
De acordo com a Mecânica Celeste, ancorada na Lei da Gravitação de Isaac Newton, órbitas mantidas por forças centrais gravitacionais podem ser fechadas (circunferências ou elipses) ou abertas (parábolas ou hipérboles). Estas quatro orbitas são o que chamamos de Secções Cônicas. Para retornar, a órbita do cometa tem que ser fechada e o cometa será chamado de periódico. Se for aberta, ele passa perto do Sol e vai embora para nunca mais voltar, perdendo-se no espaço. Já houve casos até de cometas que caíram no Sol, num verdadeiro suicídio cósmico.

Chuva de meteoros
6) Existe uma relação entre os cometas e as Chuvas de Meteoros?
Sim. As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra, em seu movimento em torno do Sol, passa através da órbita de um cometa e atrai os resíduos que ele deixou para trás. Estas partículas cruzam o céu, penetrando na atmosfera. Por atrito com o ar, sofrem superaquecimento e evaporam-se, deixando um rastro luminoso. Quase sempre nem chegam a atingir o chão pois são volatizadas completamente.

Halley em close fotografado pela Giotto
7) Os astrônomos já realizaram um experimento como este previsto na missão denominada Deep Impact (veja post anterior?
Já houve sondas que se aproximaram de cometas, como a Giotto (1985), a Deep Space 1 (1998), a Stardust (1999) e a Rosetta (2004). Mas nunca houve uma ação tão contundente como esta que a Deep Impact irá realizar. Os resultados podem ser surpreendentes.

Disco de matéria
8) Qual a importância de estudarmos os cometas?
Acredita-se que tanto no Cinturão de Kuiper quanto na Nuvem de Oort temos objetos que seriam supostamente restos do material original que pertencia ao disco de matéria que permaneceu girando em torno do Sol após a contração de uma nebulosa primária de gás e poeira interestelares na formação do Sistema Solar. Estudar estes corpos é como olhar para trás no tempo e ver como era o Sistema Solar na época do seu nascimento. Isso pode nos ajudar a entender melhor a formação de sistemas planetários e ajudar na formulação modelos matemáticos e computacionais.




Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 17h33





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  ::: TIRO AO "ÁLVARO" ESPACIAL :::

NASA
Visão artística do que se espera que vá acontecer: as câmeras do foguete
Deep Impact registrando o buraco aberto pelo 'impactor' e analisando a
matéria ejetada do cometa.

A NASA (Agência Espacial Americana) lançou no último dia 12 de janeiro o Deep Impact, foguete que vai viajar 431 milhões de quilômetros para se encontrar e colidir com o cometa Tempel 1.

O Deep Impact vai se aproximar do cometa e lançar o módulo "impactor" contra o núcleo do astro. A intenção é abrir um buraco e, literalmente, espiar lá dentro, através de câmeras instaladas no foguete que continuará voando nas proximidades do cometa.

A colisão será no dia 4 de julho e os telescópios espaciais Hubble, Spitzer e Chandra ficarão a postos para registrar este impacto. Outros telescópios na superfície da Terra também estarão voltados para o cometa para fotografar este momento histórico.

Se tudo der certo, além de uma grande prova de pontaria e habilidade no manejo das equações da mecânica, será uma oportunidade fantástica de aprendermos mais sobre os cometas.

Até lembrei do grande compositor Adoniran Barbosa agora:

"De tanto levar flechada do teu olhar

Meu peito até parece sabe o que?

Tauba, de tiro ao álvaro,

Não tem mais onde furar (...)"

 

Só que agora é "tiro ao álvaro" espacial!

 

Para saber mais





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h07





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  ::: O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM ... :::

NRAO
Imagem do objeto MS 0735.6+7421
feita em ondas de Rádio
(Clique para abrir animação interativa em
Flash)

 

"O que os olhos não vêem, o coração não sente".

Os astrônomos levam esta frase muito a sério.

Nós só podemos ver, ou seja, captar com os olhos, ondas que estão na faixa visível, que vai do vermelho ao violeta. Abaixo do vermelho, na faixa do infravermelho, não vemos mais nada. O mesmo acontece acima do violeta, na faixa do ultravioleta.

Mas existem muitas ondas eletromagnéticas fora da faixa visível e que transportam informações importantes sobre os corpos que a emitiram. Dá para um pesquisador se contentar em não captar estas ondas e perder estas informações?

Não precisa ir muito longe para entender o significado disso. Nestes reality shows, tão na moda nos dias de hoje, é comum vermos filmagens feitas no escuro. Todo mundo já viu isso. Como pode ser feita uma filmagem sem luz? Com uma câmera comum não tem como. Mas é aí é que entra a idéia de que outras ondas podem estar sendo emitidas fora da faixa visível. O corpo humano emite ondas de calor na faixa do infravermelho. Uma câmera preparada para "sintonizar" estas ondas pode perfeitamente criar uma imagem do objeto que é originalmente escuro na faixa visível mas brilhante em outra região do espectro eletromagnético. Entendeu?

A propósito, a foto acima também é do objeto MS 0735.6+7421, o mesmo mostrado no post anterior e que contém um Buraco Negro em explosão no seu interior! Compare as duas fotos. Parecem duas coisas absolutamente diferentes, não é mesmo? Mas não são. Acredite se quiser! No post anterior, a imagem foi feita pelo Telescópio Chandra, trabalhando faixa dos Raios X. A foto acima foi feita por radiotelescópios do VLA (Very Large Array) e, portanto, obteve as informações visuais a partir de ondas de Rádio.

O que os astrofísicos costumam fazer é fundir várias imagens, feitas em várias faixas do espectro, e aí podem obter uma imagem mais completa do objeto, muitas vezes escuro para os nossos olhos. Para saber como é isso, clique aqui para abrir e ver uma animação interativa em Flash que preparei para ilustrar esta fantástica idéia.

Definitivamente, os astrônomos querem que nossos olhos vejam tudo o que for possível!

Para saber mais





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 12h12





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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

São João da Boa Vista
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