::: CONTAGEM REGRESSIVA ZERADA! :::

O reloginho da contagem regressiva para o WYP 2005 zerou! Já estamos no Ano Mundial da Física!

Clique na figura abaixo para ver a mensagem de Ano Novo do Física na Veia! especialmente para VOCÊ!





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 01h22)



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  ::: TÁ CHEGANDO A HORA .... :::

UOL
Coisa de fuso horário...  em alguns lugares do planeta já é 2005,
como em Sydney, Austrália.

"Ai, ai, ai, ai... tá chegando a hora.."

O reloginho acima, que faz a contagem regressiva para o Ano Novo, marca no momento do post pouco menos de 5 h para a virada. Vem aí o Ano Mundial da Física!.

 





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 18h07)



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  :::EFEITO BORBOLETA :::

A Teoria do Caos surgiu para tentar descrever sistemas que evoluem no tempo de maneira caótica e, aparentemente, imprevisível. Em meteorologia, que aliás foi a fonte de inspiração inicial para a Teoria do Caos, há muitas situações assim pois o clima depende de inúmeras variáveis e tem comportamente complexo e caótico.

Esta teoria prevê que o bater de asas de uma borboleta aqui no Brasil, por exemplo, pode ser o estopim de um tornado que vai acontecer nos Estados Unidos. Isso ficou conhecido como Efeito Borboleta (Butterfly Effect).

Em outras palavras, uma pequena ação pode desencadear uma seqüência de eventos imprevisíveis.

Quer um exemplo palpável? Fui citado ontem no "Blog Querido Leitor, da Rosana Hermann, no post  "6 centímetros".

Aparentemente, apenas uma pequena ação. Mas, por conta disso, o Física na Veia!, que tem uma modesta média de 25 a 30 acessos/dia, teve nas últimas 24h quatro vezes mais visitantes!

Entendeu agora o que é Efeito Borboleta ?

Valeu Rosana!


Dica de filme 
Foi lançado no Brasil em julho de 2004 e já está disponível nas locadoras, em VHS e DVD, o filme Efeito Borboleta. O personagem principal tem o poder de voltar no tempo e alterar pequenos detalhes da sua vida. Quando volta para o futuro, o efeito é quase sempre imprevisível. Como tudo no cinema, é bastante fantasioso. Mas garante boa diversão e coloca em discussão o próprio Efeito Borboleta nas nossas ações no dia-a-dia. É impossível assistir ao filme sem questionar a responsabilidade das nossas ações perante a vida. Recomendo!

Elenco: Ashton Kutcher, Amy Smart, Eric Stoltz, Elden Henson, Ethan Suplee, Melora Walters
Direção: Eric Bress 
Estúdio:  Europa Filmes 




Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 22h05)



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  ::: LUA NA JANELA :::

  Lua nascendo na minha janela,
capturada pelo CCD(*) do celular

Enquanto estou aqui blogando, a Lua nasceu na minha janela, bem ao meu lado esquerdo.

Do meu lado direito, minha filha Luíza, de apenas 9 anos, escreve e desenha com um olho no papel e o outro na tela do micro, querendo saber o que é blog e já quer ter um só dela!

Ela tem este nome por causa da "Luíza" do Tom Jobim, que tem tudo a ver com a Lua. Lembra? Coincidências...

"Rua, estrada nua,
Bóia no céu imensa e amarela
Tão redonda a Lua,
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E, no silêncio lento, um trovador
Cheio de Estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luíza
(...)"

Está meio nublado. E a Lua mingua, neste exato momento a 77% da sua totalidade. O ano vai minguando e a Lua também.


  • (*) CCD - Charge Coupled Device ou, traduzindo, Dispositivo de Carga Acoplada. É uma matriz de sensores de luz, que capturam fóton por fóton, num processo chamado de integração. Cada sensor da matriz gera um pixel da imagem digital. Quando uma câmera digital tem 3 mega-pixel, por exemplo, ela tem 3 milhões de sensores organizados numa matriz N X M elementos (N na largura e M no comprimento). O CCD funciona a partir do Efeito Fotoelétrico, explicado brilhantemente por Albert Einstein num artigo em 1905, praticamente há 100 anos. Por causa deste e mais outros três artigos publicados em 1905, Einstein ficou mundialmente famoso (especialmetne pelo seu trabalho com Relatividade). Mas seu prêmio Nobel foi por ter explicado o Efeito Fotoelétrico. É por isso que em 2005 vamos comemorar o Ano Mundial da Física, para lembrar do trabalho revolucionário do grande Albert Einstein!
  • Durante o dia, minha paisagem na janela é show! Serra da paulista... Quer ver? Clique aqui!

 





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 22h35)



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  ::: A MATEMÁTICA DE UMA CATÁSTROFE :::

Como foi amplamente divulgado na mídia (e eu comentei no post anterior), suspeita-se que o eixo terrestre tenha sofrido uma variação angular de 2 milésimos de segundo de arco provocada pelo tremor de 9 graus na escala Richter e que causou o devastador Tsunami.

Para se ter uma idéia de quanto 2 milésimos de segundo de arco é realmente pequeno, é só pensar:

  1. Cada grau possui 60 minutos de arco;
  2. Cada minuto de arco, por sua vez, possui 60 segundos de arco;
  3. Logo, um grau possui 60 x 60 = 3.600 segundos de arco.

O eixo terrestre girou cerca de 2 milésimos de segundo de arco ou seja, 2/1.000 de 1/3.600 de grau, o que corresponde a 2/3.600.000 de grau, ou seja, 1/1.800.000 de grau.

Confira esta idéia na figura abaixo, que compara (de forma muito exagerada[*]) o eixo de rotação da Terra "antes" e "depois" do terremoto e apresenta um "esquema comparativo" das duas situações para os cálculos.


O deslocamento d de um ponto no pólo da Terra pode ser calculado por trigonometria simples, a partir da o ângulo a (ângulo de giro do eixo terrestre) e do raio R da Terra. A tangente do ângulo a será dada pela razão d/R (cateto oposto pelo cateto adjacente ao ângulo a ).

Confira:


Para o valor aproximado R = 6.400 km = 6.400.000 m (raio da Terra), obtivemos um deslocamento d (de um ponto no pólo terrestre) de valor em torno de 6 cm .

Conclusão: um giro de 2 milésimos de segundo de arco (ou, de forma equivalente, um desclocamento linear de 6 cm de um ponto no pólo da Terra) é mesmo muito pouco pelo tamanho do planeta. Ainda bem! 


[*] Para você ter uma idéia do exagero da rotação no eixo da Terra na figura, saiba que o seu valor no desenho é de exatos 30 graus enquanto que na prática foi de apenas uma fração minúscula de segundo de grau.





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 17h32)



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  ::: A FÍSICA DE UMA CATÁSTROFE :::

 

Um Tsunami nada mais é do que uma gigantesca e devastadora onda produzida na superfície de um oceno por causa de um enorme deslocamento de água provocado pelo movimento do fundo onde placas tectônicas, num reajuste geológico, moveram-se. A colisão ou fricção das placas tectônicas é que provoca os abalos sísmicos (terremotos).

Guardadas as devidas proporções, é como encher um balde com água, suspendê-lo pela haste e bater forte no seu fundo. A base sobe e, neste movimento vertical, há um deslocamento de água, uma perturbação pontual, que se propaga para a vizinhança do ponto de perturbação na forma de ondas.  

Clique aqui para ver uma animação em Flash (do site Folha On Line) que mostra o fenômeno de forma bastante didática (Atenção: O texto da animação fala em "ondas de amplitude de até 160 km". O termo amplitude não está coerente com o conceito físico de amplitude de uma onda. A amplitude da onda - que pode ser aqui conceituada apenas como a "altura das cristas" - variou entre 5 e 10 m na costa e algo em torno de 0,5 m em alto-mar. 160 km é a extensão da região do oceano perturbada pelo abalo sísmico e ao longo da qual as ondas se formaram).

Na propagação das ondas há sempre o transporte de uma parte da energia usada para produzir a onda. Imagine a quantidade brutal de energia envolvida num Tsunami! Já existem suspeitas de que a violência do fenômeno possa ter modificado o mapa da região e até mesmo alterado a inclinação do eixo da Terra!

Geofísicos estimam que este tremor de 9 graus na escala Richter pode ter deslocado algumas pequenas ilhas da região próximas ao epicentro(*) do evento em até 20 metros, modificando de forma sensível o mapa do local. Medidas preliminares, feitas por astrônomos do Centro de Geodésia Espacial da Agência Espacial Italiana, também apontam para uma rotação no eixo terrestre da ordem de 2 milésimos de segundo de arco. É uma variação muito pequena para ter efeitos contundentes sobre o clima(**) ou até mesmo mudar a paisagem noturna da abóboda celeste. Mas é assustador imaginar que o planeta, nosso "tão seguro" chão, saiu do lugar por causa de um fenômeno da natureza!


(*) O epicentro do evento está situado a cerca de 250 km a sudeste da ilha de Sumatra, no Oceano Índico (veja mapa no post anterior).

(**) É a inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da sua órbita ao redor do sol que determina a quantidade de irradiação solar nos hemisférios norte e sul do planeta e, com isso, provoca as quatro estações climáticas do ano. Se o eixo mudar bastante de posição, isso terá efeitos drásticos sobre o clima do planeta, além de mudar aquilo que se pode ver no céu noturno em diferentes pontos do globo terrestre.


 




Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 15h46)



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  ::: LIÇÕES DE VIDA DE UM TSUNAMI :::

FOLHA ON LINE/MUNDO
 
Mapa da região atingida pelo Tsunami

Até o momento eu não havia comentado nada sobre o maremoto na Ásia há 4 dias. Afinal, na TV, no rádio, nos jornais e revistas, na internet e em todo o canto encontramos informações, fotos, vídeos e relatos sobre a catástrofe.

No site da Folha de São Paulo, numa única página-índice de manchetes, podemos acompanhar a evolução das estimativas de mortos que começam em torno de 6.000 e vão aumentando, hora após hora, dia após dia, chegando hoje a cerca de 70.000. E ainda pode aumentar.

Inúmeros sites e blogs de pessoas que estão lá, vivendo o drama na pele, trazem informações contundentes e incomparáveis a tudo o que se possa tentar dizer (Extra Extra , Soi Easy, Sumankumar Yak Pad, são exemplos, dentre tantos).

Imaginei que falar sobre o fenômeno seria redundante. É claro que, como todo mundo, estou chocado e chateado com os acontecimentos. Mas isso só ratifica a redundância que acabo de citar.

Mas, já que resolvi escrever sobre esta fatalidade, indo um pouco na contra-mão da nossa tendência de só ver coisas negativas em (quase) tudo, quero destacar dois aspectos positivos que chamam-me a atenção neste exato momento:

1 – Sempre que há um catástrofe, as pessoas se unem. A solidariedade vem à tona e, nesta hora, nos esquecemos de sutis diferenças de cor de pele, status social, religião.... Há uma boa lição a se tirar disso: existimos para sermos solidários e amarmos ao próximo como a nós mesmos. Ainda que na marra, impelidos por uma desgraça de proporções enorme, e ainda que em lampejos curtos de tempo (logo tudo passa), revelamos sem querer que lá no fundo de cada ser humano ainda há a esperança de um mundo melhor onde as diferenças sejam minimizadas ou, quem sabe, até desapareçam.

2 – Uma catástrofe como esta nos revela a fragilidade e pequenez do ser humano. É uma importante lição. Somos nada frente a um levante do planeta. Um simples reajuste geológico nas placas tectônicas, buscando uma situação de menor energia potencial para o sistema, elimina da face da Terra um número de pessoas equivalente à população da minha cidade. É chocante. Mas não foi nada perante o planeta como um todo. Pode-se considerar o Tsunami um evento pontual, muito localizado. Não estou querendo minimizar as coisas mas apenas querendo chamar a atenção para o fato de que um desequilíbrio na dinâmica do planeta pode provocar tragédias ainda maiores, em escala planetária. Temos a responsabilidade de zelar pela saúde do nosso planeta. Tsunamis são inevitáveis e, no máximo, previsíveis com algumas horas de antecedência. Já a nossa interferência na dinâmica do planeta, através de ações de poluição e desmatamento por exemplo, pode provocar mudanças gradativas em escala planetária, capazes de produzir efeitos de muitos Tsunamis. Uma catástrofe como essa na Ásia deve servir a todos como "pequena amostra" da nossa fragilidade. Existirmos, estarmos vivos, é um grande milagre, sustentado por inúmeros fatores físicos, químicos e biológicos que são frágeis cordões pelos quais estamos literalmente dependurados.

Resumindo as lições importantes que vejo nesta experiência triste que todos nós sobre a Terra estamos vivendo: solidariedade humana e consciência ecológica. São duas boas bandeiras para começarmos o novo ano de uma forma realmente nova.





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 15h17)



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  ::: DELIVERY ESPACIAL :::

NASA
ISS (Estação Espacial Internacional)

Após o acidente com o ônibus espacial Columbia, em 2003, em que morreram todos os sete astronautas, a NASA (Agência Espacial Americana) resolveu suspender vôos espaciais tripulados e fazer um sindicância severa e detalhada para apurar as causas do acidente e tomar medidas(*) de precaução para evitar que novos acidentes venham a acontecer.

Desde então, todas as viagens para a ISS (Estação Espacial Internacional), para troca de tripulação e reabastecimento, passaram a depender da Rússia.

A nave russa Progress M-51 decolou na última sexta-feira, 24/12, do centro de Baikonu, no Cazaquistão, transportando uma carga de 2,5 toneladas, e acoplou-se à ISS no sábado, dia 25/12, às 21h58min (horário de Brasília) .
A progress levou para a ISS uma carga de 2,5 toneladas de combustível, oxigênio, água, comida e presentes de Natal para os dois astronautas em órbita da Terra que devem permanecer na ISS ainda por mais quatro meses.


 (*) Dentre as medidas anunciadas pela NASA para reativar as viagens com ônibus espaciais, destacamos:

- Aumento no poder de processamento de dados com a implantação do Projeto Columbia, um dos maiores supercomputadores da história, equipados com o Linux (sistema operacional de código aberto), com 10.240 processadores Itanium 2 e que poderá armazenar até 500 terabytes de informação (o equivalente ao conteúdo de 800 mil CDs). Isso dará aos técnicos da NASA 10 vezes mais capacidade de computação do que já existe o que poderá testar novos modelos de missões de vôo, pesquisar o clima e até maximizar a agilidade nos projetos de engenharia aeroespacial.

- Construção de um novo modelo de tanque de combustível externo para os ônibus espaciais. A investigação do acidente apurou que um pedaço do tanque de combustível, desprendido após o lançamento, avariou a asa esquerda do Columbia e danificou seu escudo térmico (placas de sílica que recobrem a fuselagem da nave para protegê-la do superaquecimento na reentrada na atmosfera). O novo tanque tem um sistema de calefação modificado, a fim de impedir a formação de gelo, e prevê a instalação de novas câmeras de vídeo no ônibus espacial e também em terra para transmitir detalhes do lançamento na tentativa de prever problemas como o que destruiu o Columbia.





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h20)



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  ::: BRASILEIRO, DE ALMEIDA JOBIM :::

 
O maestro Tom Jobim

Acabei de rever Roda Viva na TV Cultura, com Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o grande maestro Tom Jobim.

O programa foi gravado em 1993, praticamente um ano antes da morte do Tom. A Cultura está completando 18 anos de Roda Viva e, em comemoração, vai reprisar alguns programas especiais.

E bota especial nisso! Vi em 1993 e revi agora. Foi novamente uma grande e deliciosa viagem com este brasileiríssimo músico, brasileiro de nascimento e Brasileiro de nome, mas antes de tudo brasileiro de alma. Depois do Tom, todos nós brasileiros deveríamos ter nos nossos documentos "nacionalidade: brasileiro(a) de almeida jobim". Seria no mínimo justo!

Aproveito esta oportunidade ímpar para começar a falar também de música aqui no blog. Antes de fazer Física, estudei 8 anos de violão erudito. Depois migrei para música popular. No começo do curso de Física, 1982/83/84, eu ainda arrumava um tempinho para tocar e compor. Depois descobri que esse negócio de música popular e música erudita é bobagem. Foi um "salto quântico". Participei, dentre muitos festivais, do II Festival Universitário da Canção, promovido pela RTC (Rádio e Televisão Cultura). Bons tempos!

No primeiro ano da faculdade formei um trio de violão instrumental com mais dois colegas de curso, três graduandos em Física mas com irresistível queda para música! Guardo comigo uma fita cassete de uma apresentação que fizemos no auditório do Instituto de Física, na Unicamp. Qualquer hora dessas faço um MP3 e boto aqui para os visitantes terem a certeza de que isso foi/é real.

Meu trabalho de iniciação científica na Unicamp foi uma ponte entre Física e Música, oportunidade de unir Física e Música, duas grandes paixões. Oportunamente vou postar sobre isso também.

Otávio(*), começo aqui a cumprir a promessa, certo?!

 


(*) Refiro-me a Otávio Ranzani, ex-aluno, grande fera nos estudos, hoje estudante de Medicina na USP e um grande amigo que de vez em quando passa aqui pelo Física na Veia!. Dia desses deixou comment cobrando-me sobre a Música.



Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 23h37)



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  ::: FORMANDOS 2004 :::

Flores e um cartão que, carinhosamente, recebi das mãos dos alunos Ivan e Isabel.

Ontem foi a formatura de mais uma turma de terceira série do ensino médio do Anglo São João.

Missão cumprida! Esta é a sensação. Aliás, uma excelente sensação para virar a página de mais um ano de trabalho.

Sempre digo que cada um tem a formatura que merece. Aprendi a ver isso com o passar dos anos e tantas formaturas que já presenciei.

Muitas vezes, quando a turma não é está em real sintonia com a proposta da escola, a formatura acaba ficando artificial, forçada. Vi muitas formaturas, nas diferentes escolas em que já trabalhei, onde sobrou muita pompa e faltou o mais importante, o caráter humano da cerimônia que vai muito além de uma simples colação de grau.

Ontem foi muito especial. Sobrou emoção, carinho, respeito, e o reconhecimento de todos (alunos, pais, professores e funcionários) da importância destes inesquecíveis anos de convivência.  Ratificando minha tese, os alunos tiveram  exatamente a formatura que mereceram!

Eu, que dei muitas duras na moçada quando foi preciso mas que também tive inúmeras oportunidades de elogiar o grupo, repetindo incansavelmente "vocês são muito bons mas ainda não sabem o que isso significa", pude constatar que não errei na minha observação. Foi uma turma especial. Tenho a certeza de que, com o amadurecimento, cada um vai descubrir o seu caminho e o verdadeiro significado do que eu sempre quis dizer com "ser muito bom".

Poucas vezes senti que estivemos tão unidos quanto estávamos ontem. "Um verdadeiro amigo é aquele que fecha os olhos para ver o coração" (Exupéry). Esta é a mensagem que veio impressa no meu cartão (o da foto acima). Ela expressa bem o sentimento gostoso e recíproco que ficou no ar. Espero que este sentimento perdure por longos anos e seja um norte para o nosso trabalho na escola e também para os alunos que vão prosseguir seus estudos, agora no nível superior.

Infelizmente, por questões "pessoais", o Fernando Nagib não pode comparecer. Mas posso garantir a todos: ele jamais esteve tão presente numa cerimônia de formatura quanto esteve ontem!

Sinto-me recarregado para encarar 2005 e continuar o nosso trabalho de "fabricar gente grande". 


Este post é uma homenagem aos meus alunos desta inesquecível turma , aos meus colegas do corpo docente e aos funcionários desta escola que é, na verdade, uma grande família de sonhadores que ainda acreditam na educação como uma forma quase alquímica de fazer nossas vidas melhores.





Um grande abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (às 12h35)



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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor


BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DA BOA VISTA, Homem, de 36 a 45 anos

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