::: LUA OCULTARÁ SATURNO HOJE :::

Imagem: Pete Lawrence

Ocultação de Saturno em 2007 (clique para abrir imagem maior)

 

Hoje, 20 de março, muita gente desavisada vai achar curioso um pontinho luminoso bem próximo da Lua. Os mais atentos, se tiverem tempo para uma observação mais longa, notarão que o pontinho luminoso vai, gradativamente, se aproximar da Lua. E num dado momento o pontinho vai desaparecer por trás do nosso satélite, reaparecendo bem mais tarde, do outro lado.

O tal pontinho é Saturno. Visto a olho nu, o imponente gigante gasoso e seu incrível sistema de anéis não passa de uma estrelinha bem luminosa. Por uma linda coincidência cósmica, nosso satélite vai passar na frente do planeta Saturno, ocultando-o. 

Com um binóculo, o fenômeno fica ainda mais interessante. Com um telescópio, a visão pode ser maravilhosa, com detalhes incríveis do relevo lunar e de Saturno e seus anéis numa única imagem, parecida com a linda foto que ilustra esse post lá no topo e mostra uma ocultação lunar de Saturno ocorrida em 2007.   

Mesmo a olho nu, vale a pena tentar observar o espetáculo. É o que eu farei, sem telescópio. Estarei de prontidão, com uma câmera digital de prontidão no tripé para registrar a ocultação. Postarei as fotos aqui nesse post.

O bacana é que teremos transmissões ao vivo, via internet, de imagens feitas por telescópios. Sérgio Sansevero e outros amigos do Astronomia ao Vivo já avisaram que farão transmissão ao vivo. Passarei o link para a cobertura deles assim que o evento entrar no ar.

 

:: Como observar

Encontrar a Lua no céu não tem erro. Ela vai nascer pouco depois das 21h, no lado leste, e virá acompanhada de Saturno, um pontinho brilhante já visualmente bem perto dela.  

Simulei o evento para a minha região, interior de São Paulo. Saturno vai "tocar" o disco lunar por volta das 22h30min, sumindo logo em seguida. E reaparecerá cerca de 46 minutos depois, do outro lado da Lua.

Vai dar para companhar o fenêmeno praticamente em todo o território nacional, exceto no estado do Rio Grande do Sul. Mas para cada região do Brasil o evento terá uma duração diferente, com início e fim variáveis em alguns minutos. O mapa mais bacana que encontei foi no site Apolo11.com. Clique aqui para vê-lo noutra janela, diretamente do site original.



:: Cobertura em tempo real

Aqui nublou. Chove. Chance mínima de observações e fotos.
Mas vou acompanhar o Sérgio Sancevero e os amigos do Astronomia ao Vivo que promovem o SkyLive! Telescópios ao Vivo, um hangout com astrônomos de todo o Brasil que vão transmitir imagens da ocultação de Saturno feitas com telescópios nas suas resoectivas cidades espalhadas pelo país.
Começa às 22h00min. E vale lembrar que é a estreia do SkyLive! 

 

Confira, pelos links abaixo, imagens do fenômeno pelo Brasil (direto do site SpaceWeather)

 

 


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  ::: HOJE É O 'PI DAY' :::

Cartesian Bear

 

Hoje é 14 de março, 14/3 ou 3/14 como gostam de representar os americanos. Como 3/14 lembra 3,14, 14 março é o Pi Day, o dia dedicado ao número Pi (π)!

Pi, você sabe, é o número irracional* mais manjado da história. Babiônios e Egípcios já sabiam que o pi era uma constante e que valia pouco mais do que 3.

Encontrar o melhor valor de pi tornou-se uma febre entre os geometras ao longo da história! Em cálculos simples, é comum aproximarmos o pi com duas casas decimais, ou seja, π = 3,14.  O pi, com cem casas decimais, é

 

π = 3,14159265358979323846264338327950288419716939937510
5820974944592307816406286 208998628034825342117067...

 

Tá bom para você? Talvez para você. Mas não para por aí. O pi não tem fim. E por isso mesmo há quem se dedique a calcular o pi com muitas, mas muitas casas decimais! Veja aqui o pi calculado com cem mil dígitos!

O pi aparece bastante na Física e já esteve presente em muitos posts aqui no Física na veia. Veja dois exemplos, post 1 e post 2, dentre tantos outros.

Para comemorar o dia do pi, você pode tentar medí-lo. É simples. Mas divertido.  Veja a ilustração abaixo e siga os passos:

  1. Consiga algo de perfil redondo, um recipiente cilíndrico (pode ser uma lata vazia, um prato, um CD,...). Na imagem acima uso uma latinha;
  2. Enrole cuidadosamente um barbante ao redor da circunferência do objeto redondo que conseguiu (linha tracejada vermelha). Deixe o barbante bem justo e procure dar a volta num único plano. Na ilustração, na latinha, a borda da tampa serviu de guia para o barbante não escorregar, saindo do plano ideal, o que provocaria erro grosseiro na medida. É importante ter capricho;
  3. Corte o barbante com cuidado, exatamente no comprimento da volta do objeto. Uma boa dica é você dar a volta no objeto, segurar o barbante, e pedir para alguém marcar com uma caneta hidrocor o ponto exato do corte; 
  4. Estique o barbante que cortou e meça o seu comprimento com uma régua, sempre com capricho. Esse é o valor do perímetro L da circunferência (destacado em verde na ilustração); 
  5. Agora meça com cuidado o diâmetro D da circunferência do objeto (destacado em azul na ilustração). Cuide para que a medida seja feita com a régua passando bem pelo centro da circunferência;
  6. Numa calculadora, divida o L (medido) por D (também medido) . Deve dar um pouco maior do que 3. Algo em torno de 3,1 ou, se você fez tudo com extremo cuidado, mais próximo de 3,14!

 

E, só para lembrar, como o diâmetro D mede o dobro do raio da circunferência, é comum escrevermos L/D = π, ou seja, L = π.D =  π.2r que dá L= 2πr. O comprimento da circuinferência mede L= 2πr. Expressão também bastante manjada, não é mesmo?

 

3,14 Abraços. E FELIZ DIA DO PI PARA VOCÊ!


Divirta-se com o Pi

  • Confira o Pi In the Sky, questões propostas pelo JPL/NASA envolvendo o Pi. Ao entrar no site, baixe o PDF.


* Número irracional é um número real que não pode ser obtido pela razão de dois outros números inteiros.





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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 17h28





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  ::: NOVO COSMOS NA TV BRASILEIRA :::


Trailer oficial

 

Cosmos foi uma incrível série científica que passou na Rede Globo no início dos anos 80. Idealizada e apresentada pelo incrível Carl Sagan (1934-1996), cientista e divulgador científico dos bons, marcou época em 13 belíssimos episódios.

Em 2005 a revista Superinteressante da Editora Abril relançou Cosmos em DVD. É claro que postei aqui no blog, na esperança de que alguns jovens pudessem ter acesso ao material que há algumas décadas tive o privilégio de ver na TV aberta. E tratei logo de adquirir meus DVDs, aqui guardados com todo carinho. Cosmos ajudou-me a entender, ainda bem cedo, o quanto eu gostava de Física e de Ciência. 

A boa nova é que Cosmos está de volta, em nova série, no mesmo espírito da série original. Agora apresentada pelo Dr. Neil deGrasse Tyson, renomado astrofísico, o novo Cosmos é, segundo site oficial, "uma história de como descobrimos as leis da natureza e encontramos nossas coordenadas no espaço e no tempo. A série conta as histórias inéditas da heroica busca humana pelo conhecimento, transportando os espectadores para novos mundos e por todo o universo para ter uma visão do cosmos na maior e menor escala possível".

A estreia americana aconteceu no começo dessa semana. E aqui no Brasil Cosmos começa a ser exibido nessa quinta-feira, 13 de março, às 22h30min, no NatGeo Channel, com reprises em horários alternativos. Não perco por nada! E, mesmo sem ter visto, recomendo!

Saiba mais sobre a série Cosmos no site da série. 

 

:: Dr Tyson virou Meme


Dr. Neil deGrasse Tyson na famosa pose

 

A figura do Dr. Neil deGrasse Tyson é bastante conhecida pelos internautas pois já foi usada em incontáveis memes pelas redes sociais. A foto acima é a original que deu origem à manjadíssima imagem que, certamente, você reconhece! 

Aproveitei a deixa e criei meu próprio meme sobre o novo Cosmos. Clique na imagem abaixo para abrir versão maior. E pode compartilhar com os amigos, avisandoós sobre o Novo Cosmos que estreia no Brasil nessa quinta, 13 de março! 

 

Encerro esse texto lamentando profundamente que, ao contrário do que acontecia nos anos 80, quando a Rede Globo exibia Cosmos num horário acessível e com o devido destaque, hoje apresenta os seus melhores programas "escondidos" nas madrugadas. Nem na Globo nem nos outros canais abertos de TV temos bons programas de divulgação científica. Cosmos foi mesmo uma exceção. E já vai longe. Que pena! 


Para saber mais

  • Guia dos episódios da nova série Cosmos (por Hemerson Brandão, em AstroPT)

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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 17h09





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  ::: MAIS DOIS ASTEROIDES 'LAMBENDO' A TERRA :::

JPL/NASA

Aproximação do 2014 DX 110 com a Terra. Clique para ver maior.

 

Ontem, 5 de março de 2014, o asteroide 2014 DX 110, com cerca de 30 m de diâmetro, passou a 0,9 distância lunar da Terra. Uma simulação de sua aproximação com a Terra pode ser vista na imagem acima. E você mesmo pode fazer uma simulação (em Java) da órbita do 2014 DX 110 no site do JPL/NASA.

Hoje, 6 de março, outro asteroide, o 2014 EC, com cerca de 10 m de diâmetro, passa ainda mais perto: cerca de 0,2 distância lunar da Terra. Simule (em Java) a órbita desse outro asteroide também, no mesmo site.

Para ter uma ideia de quão perto é 0,9 e 0,2 distância lunar, lembre-se de que a distância média Terra-Lua é de 384.000 km. Basta multiplicar essa distância por 0,9 e 0,2, respectivamente. Astronomicamente, é muito pouco! 

Segundo a NASA, a cada ano, em média, cerca de 20 asteroides invadem o sistema Terra-Lua, ou seja, "lambem" a Terra. São quase dois por mês. E somente entre ontem e hoje já estouramos a média estatística mensal! 

Não é por acaso que o JPL/NASA mantém o NEO - Near Earth Object Project que monitora em tempo real pequenos objetos do Sistema Solar que rondam a Terra. Apensar desses objetos orbitarem o Sol, ao se aproximarem da Terra, podem ter suas órbitas perturbadas pelo aumento na intensidade da gravidade terrestre. Lembre-se de que a força F de atração gravitacional entre a Terra e o asteroide, segundo Newton, pode ser calculada por F = GMm/r² onde G é uma constante, M a massa da Terra, m a massa do asteroide e r a distância Terra-asteroide. Se a distância r diminui, como F varia com o inverso do quadrado de r, F cresce bastante. Em outra palavras, com a aproximação, a Terra "puxa" o asteroide com mais intensidade. Como o asteroide não tem tanta massa, o "puxao" pode perturbar a órbita do pequeno objeto e colocá-lo em rota de colisão com o nosso planeta. 

NEO está de olho nos objetos potencialmente perigosos para o nosso planeta e, apesar dessas rasantes de asteroides na Terra não serem tão raras, não existe hoje nenhum objeto conhecido que apresente perigo iminente para a Terra, pelo menos em alguns anos e até décadas.

Mas, embora pequena, a probabilidade de um objeto desses vir a colidir com o nosso planeta não é zero. Isso quer dizer que "um dia" uma colisão dessas poderá acontecer. Quando não sabemos. Mas precisamos nos preparar para enfrentar o problema. Por enquanto, de concreto, não temos plano algum para um evento dessa natureza. Mas os cientistas continuam trabalhando pesado, estudando o problema, correndo contra o relógio, ainda que sem saber a data certa de um evento dessa natureza.     


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às 11h15





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  ::: POR QUE HOJE É TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL? :::

 

Por que hoje é terça-feira de Carnaval? Por que o Carnaval não foi comemorado na terça-feira passada? Por que não será na terça-feira da semana que vem?

Por que o Carnaval em 2014 é em março? Não deveria ser em fevereiro? (...)

Todas essas (e outras) perguntas sobre a data do Carnaval são facilmente repondidas lembrando que, para determinar as datas religiosas móveis do calendário, primeiro sempre encontramos a data da Páscoa. E a data é obtida por um critério astronômico:

"A Páscoa acontece sempre no primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia que ocorrer após o Equinócio (de Primavera no hemisfério norte ou de Outono aqui no hemisfério Sul)".

Atualmente usamos outra definição mais moderna e simples de Páscoa:

"A Páscoa acontece sempre no primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia que ocorre após o dia 21 de março".

Se consultarmos um calendário lunar (usei esse, on line), veremos que em março de 2014 a Lua Cheia acontecerá no dia 16, um domingo, antes do dia 21 de março que cairá numa sexta-feira.  Confira no calendário logo abaixo (clique na imagem para abrir versão maior).

 

Após 21 de março, a primeira Lua Cheia será no mês seguinte, em 15 de abril, uma terça-feira. E o primeiro domingo após essa data será 20 de abril. Logo, a Páscoa será comemorada no dia 20 de abril de 2014. Pode conferir no calendário abaixo (clique na imagem para abrir versão maior).

 

A partir dessa data da Páscoa (20 de abril de 2014), encontramos as outras datas (religiosas) móveis, de acordo com a tabela abaixo.

Comemorações religiosas com datas móveis

NomeData
Domingo de Carnaval49 dias antes da Páscoa
Terça-feira de Carnaval47 dias antes da Páscoa
Quarta-feira de Cinzas46 dias antes da Páscoa
Domingo de Ramos7 dias antes da Páscoa
Sexta-feira da Paixão2 dias antes da Páscoa
Domingo do Espírito Santo49 dias após da Páscoa
Santíssima Trindade56 dias após da Páscoa
Corpus Christi60 dias após da Páscoa

 

Note que a terça-feira de Carnaval sempre acontece 47 dias antes do domingo de Páscoa. Pode pegar um calendário 2014 e contar: 47 dias antes de 20 de abril é 4 de março, exatamente hoje, a terça-feira de Carnaval!

Dependendo da data da primeira Lua Cheia após 21 de março, pode acontecer da terça-feira de Carnaval cair em fevereiro. Mas também pode cair em março, como em 2014.

Entendeu?

Nesse post forneço um algoritmo para calcular a data da Páscoa a cada ano. Mas, se você não gosta de fazer as contas na ponta do lápis, seus problemas acabaram: a Calculadora on line que disponibilizo aqui no blog pode encontrar automaticamente as datas da terça-feira de Carnaval, da Páscoa e de Corpus Christi. Basta fornecer o ano e clicar no botão "calcular". Experimente 2015, o ano que vem. Veja que a terça-feira de Carnaval 2015 vai cair no dia 17 de fevereiro, ratificando o que eu já disse acima: dependendo da data da Páscoa (que depende da primeira Lua Cheia após 21 de março), o Carnaval pode ser comemorado em fevereiro ou em março.

 

BOM FINAL DE CARNAVAL 2014 PARA VOCÊ! 


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às 12h56





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  ::: THE BOBs 2014: INSCRIÇÕES ABERTAS :::

 

Internautas já podem inscrever seus blogs e websites preferidos para participar da décima edição do The Bobs, concurso internacional da Deutsche Welle que desde 2004 escolhe o Melhor do Ativismo Online, privilegiando projetos de qualidade na web em 14 línguas: alemão, árabe, bengali, chinês, espanhol, francês, híndi, indonésio, inglês, persa, português, russo, turco e ucraniano.

Para concorrer, as páginas devem ser de livre acesso. Em quase todas as categorias, todos os formatos podem ser propostos. Não há limites para a criatividade. Também é possível inscrever páginas do Facebook, canais do Youtube, microblogs, podcasts etc. A única exceção é a categoria principal "Melhor Blog", em que se procura apenas blogs.

Para 2014 há um novo júri internacional que vai se reunir em Berlim para julgar os trabalhos inscritos. Alê Youssef representa o Brasil nesse seleto grupo. Além de apresentar o programa Navegador, da Globonews, Alê é comentarista do programa Esquenta, da Rede Globo, e tem uma coluna sobre política na revista Trip.

Em 2013, o vencedor da votação online para a melhor página de internet em português foi o site Catraca Livre, coordenado pelo jornalista Gilberto Dimenstein.

Em 2010, o Física na Veia! foi eleito pelo júri internacional como Melhor Weblog em Português 2009/2010. Veja o selo lá no topo do blog! E abaixo dois pequenos vídeos: um do anúncio do prêmio e outro da premiação que aconteceu em Bonn, Alemanha.


The BOBs 2010: anúncio ao vivo, pela Web

 


The BOBs 2010: recebendo o prêmio em Bonn, Alemanha

 

Confira mais detalhes sobre o The BOBs em matéria da DW. As inscrições podem ser feitas no site oficial do prêmio: thebobs.com/portugues.


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E ainda:

  • Entrevista oficial para a Deutsche Welle sobre o meu trabalho de professor/blogueiro.




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às 17h30





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  ::: HOJE TEVE ECLIPSE SOLAR :::

SDO/NASA

 

O SDO - Solar Dynamics Observatory registrou um eclipse solar hoje. E a foto acima é uma prova irrefutável do belo evento.

Mas não fique triste se você não viu. Nem você nem ninguém daqui da Terra poderia ver o fenômeno que só foi observado do espaço, pelos olhos da sonda que orbita o nosso planeta.

Anualmente o SDO registra a passagem da Lua diante do disco solar. Mas o evento de hoje foi especial pois durou 2,5 horas, o mais longo nos quatro anos da missão. E o disco solar teve obstrução de 90%.

A sonda do SDO utiliza energia solar. Para evitar problemas, ela recebeu uma carga extra nas baterias para "sobreviver" à passagem da Lua diante da sua fonte de energia. 

Não deixe de ver uma animação feita a partir de imagens sequenciais capturadas pelo  SDO. Note que, curiosamente, logo que a Lua sai da frente do Sol, ocorre um belo flare solar que tem origem na enorme região ativa AR 1967 que surgiu por esses dias e, por conta da rotação do Sol, ficará de frente para a Terra nos próximos dias. 


Para ver


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  ::: BRINCANDO DE GALILEU COM UMA CÂMERA DIGITAL III :::

Fotos digitais: Dulcidio Braz Jr (com Sony DSC HX 100V)

Lua Minguante (acima) e Vênus (pontinho luminoso mais abaixo)

 

Aproveitei que madruguei hoje para dar aulas em Poços de Caldas, MG, e por volta das 5h50min, pouco antes de subir a serra, tirei umas fotos do céu daqui de São João da Boa Vista, interior de São Paulo.

O cenário (veja foto acima) estava lindo: céu limpo, com uma "casquinha" de Lua Minguante e logo baixo o planeta Vênus, um pontinho bem brilhante.

O Sol, ainda abaixo do horizonte, estava por nascer. E por isso mesmo iluminava apenas a porção inferior da esfera lunar, provocando o efeito "casquinha" bem típico da Lua Minguante que já está quase se tornando Lua Nova. 

Agora raciocine comigo:

  1. Vênus também é uma esfera, certo? Maior do que a Lua mas, como está mais distante, aparenta ser bem menor do que o nosso satélite quando visto daqui da Terra. Por isso, na imagem "aberta" acima Vênus é visto como um pontinho luminoso enquanto para a Lua temos noção de volume, ou seja, a vemos como uma esfera. A foto representa bem o que vemos a olho nu.
  2. Mas, na posição em que estava no céu, Vênus (que também é uma esfera) era iluminado pelo Sol também na porção inferior. Concorda? 
  3. Logo, é bem provável que Vênus, visto com mais zoom, em vez de apenas um pontinho, também tenha a aparência de uma "casquinha", como a Lua Minguante, já que também recebe luz solar apenas na porção inferior. Faz sentido? 

Para tirar a prova de vez, fotografei Vênus com o zoom máximo da câmera digital. E constatei a fase de Vênus, bastante semelhante à fase da Lua. Clique na imagem abaixo para abrir versão maior. A resolução não é fantástica pois trata=se de um registro feito apenas com uma câmera digital e não com um telescópio. Mas vale como prova experimental da existência das fases de Vênus!

 

Clique para abrir versão maior
Fase de Vênus e da Lua, em destaque

 

Pouca gente sabe que Vênus também apresenta fases, como a Lua, dependendo do ângulo em que é iluminado peloa luz solar, ou seja, dependendo da sua posição na órbita ao redor do Sol. A ilustraçãoa abaixo nos dá uma ideia de como é isso na prática.

on.br

Note que, quando Vênus está em conjunção superior, "mostra para a Terra" a sua face totalmente iluminada pelo Sol e, portanto, tem a aparência de uma Lua Cheia. Em conjunção inferior, a face de Vênus voltada para a Terra não está totalmente iluminada e, portanto, o planeta Vênus tem a aparência de uma Lua Crescente ou Minguante. 

Tratei desse assunto com mais detalhes nesse post, em 2009, dentro das comemorações do Ano Mundial da Astronomia em homenagem a Galileu*. Ilustrei o texto com astrofotos próprias.

Hoje, com uma câmera digital melhor, com mais resolução e zoom óptico, consegui registrar de forma bem mais nítida a atual fase de Vênus. 

 

:: A Luz Cinérea da Lua

Clique para abrir versão em resolução maior
A luz cinérea da Lua: luz onde deveria estar totalmente escuro

 

Outro fenômeno curioso é o da luz cinérea da Lua, registrado na imagem acima. Já ouviu falar dela? Você mesmo já a observou ao vivo? Clique na imagem para abrir versão maior.

Note que a "casquinha" inferior de Lua bem brilhante corresponde à porção do nosso satélite diretamente iluminada pelo Sol. O restante da face da Lua voltada para a Terra não recebe luz solar diretamente e, portanto, deveria ficar totalmente na escuridão. Mas não fica! Perceba que há uma tênue luz que nos permite ver de forma muito sutil o relevo lunar na porção do nosso satélite logo acima da "casquinha". É isso que chamamos de luz cinérea da Lua. 

Para registrar o fenômeno usei um recurso técnico da câmera: aumentei o tempo de exposição para capturar mais luz e, portanto, potencializar o efeito da luz cinérea que, na prática, é bastante suave. Na foto o fenômeno ficou bem mais evidente do que a olho nu. Como efeito colateral, a parte bem iluminada da Lua, a "casquinha", saiu superexposta, ou seja, com nível de iluminação bastante estourado. Mas acho que assim dá para entender melhor o que é a lua cinérea da Lua, não dá? 

Muito curioso, não? Mas como explicar a existência da luz cinérea?

Não é tão complicado. Na prática, parte da luz solar que atinge a Terra é refletida pelo planeta de volta para o espaço. E uma porção dessa luz rebatida atinge a Lua, onde deveria estar escuro, iluminando-a. Não se trata de luz tão intensa quanto a luz solar solar direta. Mas é suficiente para "clarea" a região da Lua que deveria estar negra, em total escuridão, nos permitindo ver de forma bastante sutil o relevo lunar. 

A luz cinérea é como o luar, luz refletida pela Lua Cheia que ilumina a Terra. Só que ao contrário! Nesse caso é a luz refletida pela Terra que ilumina a Lua. Entendeu? 


* O Física na Veia! foi, aqui no Brasil, blog oficial nas comemorações do Ano Mundial da Astronomia. 


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às 19h47





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  ::: SATÉLITES GALILEANOS FAZEM SOMBRA EM JÚPITER :::

spaceweather.com
Clique!
Luas de Júpiter fazendo sombra no planeta (clique para ampliar)

 

No último dia 5 de janeiro, Júpiter esteve em oposição, ou seja, numa posição da sua órbita em que fica do lado oposto do Sol em relação à Terra.

Em outras palavras, os três astros (Sol-Terra-Júpiter) estavam praticamente alinhados, com a Terra no meio dos dois.  A imagem abaixo, obtida em solarsystemascope.com, dá uma ideia das posições relativas dos astros (propositaçmente fora de escala).


Simulação: Júpiter em oposição em 5 de janeiro de 2014

 

Dessa forma, quando um observador na Terra (à noite) estava vendo Júpiter no céu, o Sol estava "às suas costas", ou seja, iluminando o outro lado da Terra (onde era dia). E o Sol também estava iluminando diretamente a face do gigante gasoso voltada para o observador terrestre.  

Nessa situação, se uma lua (ou satélite natural) de Júpíter passar na frente do disco planetário, poderemos ver daqui da Terra a sua sombra projetada no planeta. 

Vários astrônomos aproveitaram a oportunidade para fazer fotos das quatro maiores luas de Júpiter (ou satélite galileanos*) projetando sombra sobre Júpiter.

O site spaceweather.com fez uma montagem com alguns dos melhores registros do fenômeno espalhados pelo mundo.

Clique na imagem acima para abrir versão em maior resolução. Lindo, não? 

Agora imagine o que aconteceria se alguém estivesse exatamente num ponto de Júpiter dentro da região de sombra de uma das luas. O que esse observador veria? 

Se respondeu um eclipse solar total, acertou na mosca! Nesse ponto do planeta, a lua de Júpiter estaria obstruindo completamente o Sol. Mas vale lembrar que Júpiter é gasoso. Por isso mesmo esse observador não poderia estar apoiado numa superfície sólida mas talvez estivesse sobrevoando o planeta Júpiter numa nave. 


* Em 1609 Galileu observou pela primeira vez, com uma luneta feita por ele mesmo, as quatro maiores luas de Júpiter. Io, Ganimedes, Calisto e Europa são, por isso mesmo, chamadas de satélites galileanos. E vale lembrar ainda que, em observações por vários dias seguidos, Galileu constatou que os satélites orbitavam Júpiter, comprovando experimentalmente que a Terra não era o centro do Universo, balançando as bases do Geocentrismo e abrindo caminho para o Heliocentrismo. 


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às 20h37





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  ::: EU QUERO ROSETTAR :::

 

Depois de curto período de férias, voltei hoje a dar aulas e já estou aqui no blog para o primeiro post de 2014. E a motivação é a sonda Rosetta, da  ESA - Agência Espacial Europeia.

Lançada em março de 2004, seu principal objetivo é pousar o Philae, um pequeno artefato de cerca de 100 kg, no núcleo do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.

Vale lembrar que nunca houve missão parecida. Em 4 de julho de 2005, a NASA lançou um projétil, o Impactor, contra o cometa Tempel 1. O Impactor partiu da sonda principal da missão Deep Impact e abriu um rombo no cometa. A ideia era espiar dentro do astro além de analisar as partículas levantadas pela explosão, numa tentativa de melhor entender os misteriosos cometas que os cientistas acreditam serem restos da formação do Sistema Solar.

Mas perceba a diferença: a Deep Impact foi um aremesso, literalmente um tiro contra um cometa. Desta vez, a pequena sonda Philae vai sobrevoar um cometa e, de forma controlada, pousar suavemente na superfície do seu núcleo. Por pelo menos uma semana a Philae deve estudar in loco a composição do cometa. Vai ser sensacional!

A aproximação com o cometa começa em maio de 2014. Em meados de agosto a Rosetta deve passar todo o tempo da missão focada em mapear o astro. O pouso, ápice da missão, deve ocorrer somente em novembro. 

Para conseguir tal feito, a Rosetta, depois de lançada, já realizou diversas manobras enquanto aproveitava para cumprir outras pequenas missões (veja vídeo acima). Em junho de 2011, sem ter o que fazer pelos próximos três anos, foi colocada em regime de hibernação. Ontem, 20 de janeiro, a sonda foi literalmente acordada. Um alarme, programado no computador central, deveria despertar a Rosetta às 8h (horário de Brasília). Após checkup programado, a sonda deveria enviar sinal ao centro de controle, na Alemanha, informando que havia "acordado" e que tudo estava bem. E foi exatamente isso o que aconteceu. No final da tarde, o centro de controle recebeu o sinal que viajou da Rosetta, através do espaço, até o planeta Terra. Saiba mais nesse vídeo da TV UOL.

 

:: Entendo o título do post


Foto: Jorge Veiga e Wanderleia. Audio: "Eu quero é rosetar"

 

Em 1947, fez bastante sucesso a marchinha de Carnaval "Eu quero rosetar" de autoria de Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira e cantada por Jorge Veiga.

Rosetar, segundo o dicionário, significa divertir-se, cair na folia. E a foto abaixo, que mostra os cientistas comemorando a chegada do sinal de wake up da Rosetta não deixa dúvidas de que todo mundo no centro de controle rosettou!

Clique!  
Comemoração na chegada do sinal de wake up da Rosetta (clique para
abrir noutra janela versão em maior resolução)

 

Lembrei-me da marchinha e fiz a brincadeira. Espero que possamos passar o Carnaval e todos os outros feriados do ano de 2014 rosettando, ou seja, comemorando com alegria as notícias que devem chegar da sonda Rosetta e, principalmente, torcendo pelo sucesso da missão principal de pouso no cometa, fato que marcará a história da Astronomia e da Astronáutica. 

Fique ligado aqui no blog e também na fanpage, no Facebook. Apareceu uma novidade, publico!


Para saber mais

  • Vídeo - "Começa Contagem Regressiva para Primeira Aterrissagem em Cometa da História" (TV UOL)
  • Matéria (em inglês) no site da ESA

Já publicado aqui no Física an Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h43





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  ::: 2014: ANO NOVO, AURORAS NOVAS :::

SDO/NASA
Clique para ver imagem em resolução maior
Buraco coronal registrado hoje em três comprimentos de onda

 

O AIA - Atmospheric Imaging Assembly) do SDO - Solar Dynamics Observatory é um instrumento capaz de fotografar o Sol em dez diferentes comprimentos de onda a cada dez segundos.

O AIA registrou hoje um buraco coronal no hesmifério norte do Sol. A imagem acima, que ratifica o fenômeno, é composta de três diferentes comprimentos de onda: 171 Å, 193 Å e 211 Å (1 Å, que se lê "1 ângstron" corresponde a 0,0000000001 m, ou seja, 1.10-10 m ). Clique na imagem para abrir versão maior  noutra janela.

O termo buraco refere-se a uma região da superfície solar onde o campo magnético literalmente se abriu, criando uma fenda por onde escapa o vento solar, um fluxo contínuo de partículas ejetadas da nossa estrela. 

Essas partículas do vento solar são lançadas para o espaço e podem atingir a Terra. Quando isso acontece, pela interação com a atmosfera, surgem as Aurora Boreais e Austrais. Pela velocidade do vento solar, estima-se que a Terra será atingida por esse sopro solar entre os dias 2 e 3 de janeiro, logo no começo de 2014, com grandes possibilidades de formação de auroras boreais nas latitudes mais altas do planeta  (confira explicações mais detalhadas spbre a formação das auroras nesse post). 

Note ainda, na imagem acima, uma representação do campo magnético solar através de linhas brancas que foram desenhadas sobre a foto. Essas linhas mapeiam o campo magnético solar, nos dando uma boa noção de como ele está distribuído ao redor da nossa estrela. Segundo a teoria, em cada ponto da linha o vetor campo magnético é tangente à linha e tem o sentido de circulação da mesma. Repare que alguns vetores campo magnético, seguindo essa ideia, foram representados na imagem. 

Sempre que vejo uma imagem dessas lembro-me do tradicional experimento de jogar limalha de ferro nas proximidades de um imã. Nesse caso, o plasma solar faz o papel de limalha, dando aos pesquisadors uma perfeita noção da distribuição espacial do campo magnético ao redor do Sol. 

A imagem abaixo é a mesma que a de cima, só que apenas no comprimento de onda de 193 Å. Nesse casos, o buraco coronal fica bem mais evidente. Mas perdemos a noção da distribuição do plasma (e portanto do campo magnético) ao redor do Sol. Na verdade, cada comprimento de onda registrado pelo SDO da radiação solar evidencia um determinado aspecto (ou estrutura) da dinâmica solar.

SDO/NASA
Clique para ver imagem em resolução maior
Buraco coronal registrado hoje em 193 Å 

 

:: Entendendo Melhor Os Comprimentos de Onda

Para entender melhor os valores de comprimento de onda λ = 171 Å (ou 171 ângstrons), λ = 193 Å (ou 193 ângstrons) e λ = 211 Å (ou 211 ângstrons) acima citados, precisamos relembrar que a radiação eletromagnética (ou luz) visível está na faixa de frequências que vão (aproximadamente) desde 4,0.1014 Hz (vermelho) até 7,5.1014 Hz (violeta).

A velocidade de propagação radiação eletromagnética no vácuo, visível ou não, vale aproximadamente V = c = 3.108 m/s.

Lembrando da Equação Fundamental da Ondulatória, V = λ.f, podemos encontrar os valores de comprimento de onda λ que delimitam a faixa visível da luz. Veja:

Note que, como frequência (f) e comprimento de onda (λ) são grandezas inversamente proporcionais, quando f é máximo, λ é mínimo, e vice-versa.

Descobrimos, pelos cálculos acima, que a faixa vísivel  do espectro eletromagnético vai de 400 nm (violeta) até 750 nm (vermelho).

Lembre-se de que 1 nm =  1.10-9 m (lê-se nanômetro). Logo, 1 nm = 1.10-9 m = 10.10-10 m.  Mas 1.10-10 m = (que é 1 Å , ou seja, 1 ângstron).  Em ângstrons, os comprimentos de onda da luz visível estão na faixa que vai de 4000 Å (violeta) até 7500 Å (vermelho).

Conclusão: os comprimentos de onda registrados pelo SDO nas imagens que ilustram esse post (λ = 171 Å = 17,1 nm, λ = 193 Å = 19,3 nm e λ = 211 Å = 21,1 nm) são menores do que λ = 4000 Å = 400 nm (violeta), ou seja, correspondem à radiação solar com frequência acima do violeta (ou comprimento de onda abaixo do violeta), faixa do espectro que costumamos chamar de ultravioleta. 

Veja, no belíssimo vídeo "Jewell Box Sun" logo abaixo, como cada comprimento de onda registrado evidencia um diferente aspecto da complexa dinâmica solar. Na verdade, cada comprimento de onda corresponde a uma determinada emissão quântica, ou seja, a uma linha espectral bem específica que surge por conta de alguma transição eletrônica em algum elemento químico excitado presente no Sol. A linha 193 (λ = 193 Å = 19,3 nm), por exemplo, evidencia uma emissão específica do ferro, o que nos revela um detalhe específico da dinâmica solar. E é assim com todas as outras linhas, escolhidas a dedo pelos cientistas que projetaram o SDO sabendo exatamente os detalhes que queriam ver. 

Lindo, não? Tanto pelo projeto super inteligente de observação seletiva do Sol quanto pelas imagens que nos revelam detalhes incríveis da nossa estrela! 

__________________________________________

Aproveito as belas imagens do Sol, fechando 2013*, e a possibilidade de lindas auroras boreais logo no início de 2014, para desejar a você um

 

FELIZ ANO NOVO!



* Só para lembrar: em 2013 tivemos um pico nas atividades solares. Ele já era previsto e se repete a cada 11 anos. Mas, apesar da atividade solar começar a cair, aposto que ainda teremos por um bom tempo muitos eventos interessantes acontecendo no Sol que ainda vai estar agitadinho por um bom tempo!


Para ver

  • Imagens mais recentes dos insrumentos do SDO. Note que cada comprimento de onda registra um detalhe bem diferentes de cada estrutura do Sol. Isso é proposital. Com as imagens os cientistas conseguem ver exatamente o que querem de cada estrutura do Sol.

Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h26





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  ::: A ROTAÇÃO DE FOBOS, EM VÍDEO :::

Mars Express/ESA

 

O video acima mostra detalhes de Fobos, uma das duas luas de Marte, o quarto planeta do Sistema Solar, também conhecido como Planeta Vermelho. O filme foi criado a partir de imagens estáticas do satélite marciano feitas pela Mars Express da ESA - Agência Espacial Europeia. Veja-o em tela inteira. É incrível! 

A rotação acelerada de Fobos que observamos no vídeo é uma ilusão criada pela sequência de imagens. Fobos, assim como a nossa Lua, tem rotação e translação sincronizadas, ou seja, com o mesmo período. Dessa forma, Fobos rotaciona lentamente ao redor de si mesmo enquanto orbita o planeta Marte, sempre "mostrando" a mesma face para o planeta, assim como a nossa Lua sempre "mostra" o mesmo lado para o nosso planeta enquanto o orbita (saiba mais nesse post).  

Junto com Deimos, Fobos completa a dupla de satélites marcianos. Fobos e Deimos são dois corpos bem pequenos, com diâmetros médios de 22 km e 13 km, respectivamente. Como podemos observar no vídeo, Fobos é bastante irregular. Deimos também é. Por terem pequena massa, eles não têm gravidade suficiente para serem "moldados" no formato esférico como alguns corpos maiors e mais massivos do Sistema Solar.

Acredita-se que Fobos e Deimos faziam parte do Cinturão de Asteroides, faixa de asteroides situada entre Marte e Júpiter. Mas a gravidade marciana deve ter capturado os dois, obrigando-os a orbitarem o planeta Marte (em vez do Sol), "escravizando-os" como satélites do planeta vermelho.

O belíssimo e curioso vídeo foi publicado em destaque no dia 25 de dezembro de 2013 no APOD - Astronomy Picture of The Day da NASA - Agência Espacial Americana. 


Já publicado aqui no Fìsica na Veia

 





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 17h50





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  ::: FELIZ NATAL! :::


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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 13h30





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  ::: O 'FANTASMA' DO COMETA ISON :::

STEREO A

Frame de vídeo que mostra o "fantasma" do cometa ISON

 

A imagem acima é um frame de um vídeo da sonda STEREO A feito no primeiro dia de dezembro, logo após a passagem periélica do ISON. Processado por Alan Watson, o vídeo mostra com bastante clareza a nuvem em forma de V que parece ser o que sobrou do cometa ISON.

Em workshop informal realizado ontem, cientistas do CIOC - Comet ISON Observing Campaign argumentaram que o núcleo do cometa parece ter sido extinto enquanto se aproximava do Sol, restando apenas uma nuvem de poeira, praticamente um fantasma do cometa que no vídeo fica mais evidente quando é atingido pelo plasma de uma explosão solar. 

Talvez nessa nuvem ainda restem fragmentos do núcleo. Mas isso parece bastante improvável porque o instrumento SWAN - Solar Wind ANisotropies do SOHO deixou de detectar linhas espectrais Lyman - alfa (121,6 nm) vindas da nuvem que restou do cometa. Essas linham surgem da excitação do hidrogênio pela luz solar. A ausência dessas linhas evidenciam baixos níveis de hidrogênio e, portanto, muito pouco ou nenhum gelo, o que praticamente decreta o fim do núcleo do cometa. 

Não deixe de conferir o belo vídeo. E, se quiser se aprofundar no tema linhas espectrais e linhas de Lyman, confira post sobre o Modelo de Bohr publicado aqui recentemente. 

Na fanpage do Física na Veia! no facebook continuo ligado nas novidades do ISON (ou seu fantasma) em tempo real. 


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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 11h26





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  ::: ISON: EXPERIÊNCIA DE 'QUASE MORTE' :::


O ISON não morreu

 

Ontem, quase 23 h, atualizei o post anterior que cobriu a aproximação do cometa ISON com o Sol.

E a última certeza do dia era: o ISON, infelizmente, estava morto, desintegrado pelo Sol.

Incrivelmente, nas primeiras horas de hoje, 29 de novembro, o cometa (ou o que sobrou dele) voltou a brilhar, surpreendendo a todos! 

Confira vídeo do SOHO - Solar and Heliospheric Observatory.

E agora? O que será dessa história incrível de tantas idas e vindas? O que vai acontecer com o ISON depois da sua experiência de "quase morte"? Vamos aguardar para ver se teremos mais pegadinhas do ISON!

 


[Atualização - 01/12/2013 ~ 21h20min]

Veja o mesmo vídeo mostrado acima, que começa com imagens do dia 27/11/2013, mas agora atualizado até hoje (dia 01/12/2013). O ISON se apaga e parece "morrer" de novo. Será que agora é pra valer?


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às 16h03





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  ::: A 'PROVA DE FOGO' DO ISON EM TEMPO REAL :::

SOHO

Imagem do LASCO C3

 

É hoje! O cometa ISON está bem perto do periélio, ponto de máxima aproximação com o Sol.

A imagem acima, no momento em que publiquei o post, era a mais recente até então feita pelo coronógrafo LASCO C3 do SOHO - Solar and Heliospheric Observatory.

Você pode acompanhar a aproximação do ISON com o Sol com imagens dos coronógrafos   LASCO C2 e LASCO C3 atualizadas pelo site do SOHO . 

Vai ser literalmente uma prova de fogo para o cometa! O ISON vai passar por uma região próxima do Sol onde a temperatura chega a 5000 oF (cerca de 2800 oC)(1). Ele pode se desintegrar com a enorme dose de energia térmica (calor). E ainda vai ter que enfrentar a voracidade gravitacional da nossa estrela que poderá partí-lo. 

Será que o ISON resiste? Tomara que sim! 

Estarei de olho nas novidades, tocendo para que o cometa sobreviva bravamente. Posto notícias e imagens aqui no blog e também na fanpage no Facebook ao longo da tarde. Fique comigo. Fique de olho no ISON! 


[Atualização - 28/11 ~17h15min]

Veja vídeo do coronógrafo do SOHO feito com imagens do ISON desde ontem (27/novembro) às 01:41 UT(2) até hoje (28/novembro) às 15:22 UT. Em 27 de novembro a ponta (ou núcleo) do ISON é bem brilhante e chega a saturar os pixels do equipamento. Mas, na medida em que se aproxima do Sol, perde bastante brilho, o que pode caracterizar desintegração. Será? 


[Atualização - 28/11 ~17h30min]

NASA Hangout: comet ISON Live. Transmissão ao vivo da NASA com especialistas analisando os dados do ISON em tempo real.


[Atualização - 28/11 ~18h21min]

Cientistas do SDO não estão vendo nada naquela que seria a trajetória esperada do ISON através da atmosfera solar. Novo vídeo do SOHO mostra de forma bem conclusiva a coma do cometa perdendo brilho na medida em que ele se aproximava do Sol. Essas parecem ter sido as últimas imagens do cometa ISON cruelmente desintegrado pelo Sol.


[Atualização 28/11 ~ 22h49min]

"Sobrou" um restinho de cometa. Vejam essa foto do Lasco C2 (28/novembro, 20:36 UT). Pela imagem, o que restou do ISON parece ser apenas a cauda, ou seja, um cometa sem "cabeça". Nem sei se dá para chamar isso de cometa, a não ser que tenha "sobrado" um pedacinho do núcleo. Somente novas observações vão nos dar a resposta. Vamos aguardar. 

Veja também belíssimo vídeo do SOHO mostrando o ergulho mortal do ISON na atmofera solar. 


(1) A equação de conversão de 0 oC para oF é C/5 = (F - 32)/9.  Se F = 5000 oF, então C/5 = (5000 - 32)/9, ou seja, C = [5 x (5000 - 32)]/9 = 2760 oC.
(2) UT, ou tempo universal, é a hora mundial padrão. Normalmente, aqui no Brasil, estamos a - 3h em relação ao UT. Atualmente, com o horário de verão, o horário oficial de Brasília corresponde a - 2h em relação ao UT.


Para ler


Para ver

Já publicado aqui no Física na Veia!

  • [27/11/2013]  Cometa ISON Já É Visto Pelo SOHO
  • [24/11/2013]  O Sol "Soprando" as Caudas de Dois Cometas
  • [15/11/2013]  Minha Primeira Foto do ISON
  • [11/11/2013]  Será Que Vermos o Cometa ISON?
  • [17/10/2013]  O ISON Vem Aí
  • [22/07/2013]  O Hubble Continua Espiando o ISON
  • [23/04/2013]  Cometa ISON Capturado pelo Hubble
  • [11/01/2013]  O Que Será do Cometa ISON?
  • [25/09/2012]  Novo Cometa no Pedaço
  • [27/12/2011]  Novas Fotos Que Fiz do Lovejoy
  • [27/03/2010]  STEREO: O Sol Visto em 3D Pela NASA
  • [19/03/2010]  Porque Vemos em 3D
  • [05/07/2005]  Quem Mexeu No Meu Cometa?
  • [14/01/2005]  Cometas: Perguntas e Respostas




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    prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
    às 14h03





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      ::: COMETA ISON JÁ É VISTO PELO SOHO :::

    SOHO/NASA

    Cometa ISON entrando no campo visual do SOHO

     

    O cometa ISON está bem próximo do periélio, ponto de sua órbita de máxima aproximação com o Sol. Vale lembrar que o ISON passa pelo periélio amanhã, 28 de novembro.

    Ele já pode ser visto pelo coronógrafo do SOHO - Solar and Heliospheric Observatory. Coincidentemente, enquanto o ISON entrava no campo de visão do equipamento, o Sol ejetou massa coronal no seu hemisfério sul. Veja vídeo logo acima registrando os dois eventos. Note que, enquanto cometa entra na cena pela direita, o Sol explode e ejeta matéria para baixo. O ponto brilhante à esquerda da imagem é a estrela Antares, a gigante vermelha que é a alfa da constelação de Escorpião.

    Contrariando rumores de que o cometa havia se partido, as imagens do ISON nos levam a crer que ele ainda está intacto. Mas será que vai sobreviver à passagem periélica? Vamos torcer para que sim pois, se isso acontecer, ele ainda poderá ser um bom espetáculo observacional, especialmente para os moradores do hemisfério norte do nosso planeta.

    Amanhã saberemos o destino desse cometa que, desde a sua descoberta em setembro de 2012, é assunto sempre presente entre astrônomos profissionais e amadores e até mesmo entre leigos que esperavam observar aquele que poderia ter sido o "cometa do século". 


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    Já publicado aqui no Física na Veia!

  • [24/11/2013]  O Sol "Soprando" as Caudas de Dois Cometas
  • [15/11/2013]  Minha Primeira Foto do ISON
  • [11/11/2013]  Será Que Vermos o Cometa ISON?
  • [17/10/2013]  O ISON Vem Aí
  • [22/07/2013]  O Hubble Continua Espiando o ISON
  • [23/04/2013]  Cometa ISON Capturado pelo Hubble
  • [11/01/2013]  O Que Será do Cometa ISON?
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  • [05/07/2005]  Quem Mexeu No Meu Cometa?
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    às 16h40





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      ::: O SOL 'SOPRANDO' AS CAUDAS DE DOIS COMETAS :::

    STEREO A/NASA

    Ison e Encke: dois cometas registrados pela sonda STEREO A

     

    No dia 20 de novembro o cometa ISON entrou no campo de visão da sonda STEREO A, uma das duas sondas do projeto STEREO -  Solar TErrestrial RElations Observatory que orbitam o Sol e ficam "olhando" para ele como se fossem dois olhos espaciais(1). Veja vídeo mostrando os primeiros registros do ISON pela STEREO A.

    Noutro video mais recente, divulgado hoje e que mostra os registros da STEREO A entre 20 e 22 de novembro de 2013, podemos "ver" o vento solar(2) "soprando" as caudas dos dois cometas para longe. O Sol não aparece na imagem mas está à direita. 

    Ao contrário do que muita gente pensa, a cauda do cometa não vai ficando para trás enquanto o cometa se move. Ela é empurrada para longe do Sol pelo vento solar. Enquanto os cometas estão se aproximando do Sol a cauda fica mais ou menos para trás. Mas depois que eles passam pelo períélio, ponto de máxima aproximação com o Sol, a cauda pode ficar para frente do movimento do cometa. 

    O ISON passa pelo períélio na próxima semana, no dia 28 de novembro. Se sobreviver à intensa gravidade e ao enorme calor solar, deverá estar ainda mais brilhante do que agora. Infelizmente, daí para frente ele só poderá ser visto pelos habitantes do hemisfério norte. Sua fase de observação daqui do hemisfério sul encerra-se no dia 28. 

    Consegui, no dia 15 de novembro, por volta das 5h da madrugada, uma modesta foto do ISON, quando ele ainda estava bem pequeno e pouco brilhante (veja o post anterior). De lá para cá, o céu nublado da minha região me impediu de tentar novas observações e registros fotográficos. E, pela previsão do tempo, já perdi as esperanças de novas observações e fotos. Fiz minha primeira (e única) foto do ISON.

    Mas na fanpage do Física na Veia! no Facebook tenho postado fotos diárias do ISON registrado pelo mundo afora. O cometa está cada vez maior e mais brilhante na medida em que se aproxima do periélio. Dá um conferida por lá. E aproveite para CURTIR a página e ficar ligado nas novidades diárias de Física e Astronomia!


    (1) O legal é que com as imagens dos dois "olhos" do STEREO é possível criar imagens em 3D do Sol. Confira algumas delas no site do STEREO.  
    (2) O vento solar é um fluxo constante de partículas ejetadas do Sol.


    Já publicado aqui no Física na Veia!

  • [15/11/2013]  Minha Primeira Foto do ISON
  • [11/11/2013]  Será Que Vermos o Cometa ISON?
  • [17/10/2013]  O ISON Vem Aí
  • [22/07/2013]  O Hubble Continua Espiando o ISON
  • [23/04/2013]  Cometa ISON Capturado pelo Hubble
  • [11/01/2013]  O Que Será do Cometa ISON?
  • [25/09/2012]  Novo Cometa no Pedaço
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  • [27/03/2010]  STEREO: O Sol Visto em 3D Pela NASA
  • [19/03/2010]  Porque Vemos em 3D
  • [05/07/2005]  Quem Mexeu No Meu Cometa?
  • [14/01/2005]  Cometas: Perguntas e Respostas




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    às 20h02





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      ::: MINHA PRIMEIRA FOTO DO ISON :::


    Minúsculo ISON, difícil de observar/registrar

     

    Madruguei. Por volta das 5h da manhã, com binóculo, vasculhei o céu na região onde deveria estar o ISON. Mas não consegui distingui-lo dos outros pontinhos luminosos(1). Sua observação ainda está bem difícil para a maioria das pessoas.

    A melhor saída: câmera no tripé para tentar uma foto de longa exposição e, depois, comparando com uma simulação em computador, tentar encontrar a "agulha no palheiro".

    Fiz várias imagens, variando tempo de exposição, ISO, etc. E a melhor delas é que estou publicandos(2).. Clique aqui ou na imagem acima para abrir versão da imagem em alta resolução. Note que o ISON ainda é minúsculo, muito menor e menos brilhante do que a estrela Spica (alfa da constelação de Virgem)

    Continuarei observando, nas próximas madrugadas, torcendo para que o ISON fique maior e mais brilhante, quem sabe a ponto de poder vê-lo a olho nu! Em condições ideais, teoricamente, isso já é possível.

    Tente você também. Duas referências visuais importantes para achar o ISON estão na imagem abaixo e são:


    Referências: quadrilátero do Corvo e a estrela Spica

    1. O quadrilátero da constelação do Corvo.
    2. A estrela Spica que é bem brilhante. 
    Você também pode usar a simulação interativa (em Flash) que preparei para meus leitores (período de 12 a 18 de novembro, região sudeste do Brasil, em torno das 5h da madrugada). Apesar de ter sido feita para a minha latitude/longitude, ela serve bem para todo o país.
    Note que, com o passar dos dias, o ISON vai se aproximar cada vez mais da estela Spica, facilitando a sua localização no céu. Veja na simulação interativa, para o dia 18 de novembro, o ISON praticamente "coladinho" em Spica.

    Recomendo ainda o simulador solarsystemscope.com/ison que dá uma boa visão da trajetório do cometa ISON entre os astros do Sistema Solar. Quando simulador abrir você verá o Sol, alguns planetas (inclusive a Terra) e o ISON em tamanho exagerado, fora de escala. Se quiser vê-los em escala real, vá até o menu superior e em "Options" escolha "Realistic". Os astros, em escala real, serão reduzidos a pontinhos.  É possível clicar/arrastar com o mouse para girar os planos de visão, e com a rodinha do mouse dar zoom in/out.

     

    :: A trajetória real do ISON

    Quando dizemos que o ISON está se aproximando de Spica, é apenas uma maneira didática de nos referirmos à sua trajetória aparente contra o fundo de estrelas. Spica está muito mais distante que o ISON, muito mais ao fundo (para nós daqui da Terra). Por falta de perspectiva, nessa escala de distâncias, temos a impressão de que o cometa vai passar pertinho da estrela. 

    Na verdade o ISON está se aproximando do Sol. O ISON é um astro do Sistema Solar e, portanto, orbita o Sol. Quando o observamos de madrugada, o Sol ainda está um pouco abaixo do horizonte leste, quase nascendo.

    É para este ponto de máxima aproximação com o Sol, o periélio, que o ISON está caminhando. O periélio vai acontecer em 28 de novembro. E, quanto mais próximo dele, mais difícil de observamos o cometa pois o Sol estará cada vez mais perto do nascer. E com a luz solar rompendo o dia, o cometa será fatalmente ofuscado, a não ser que por algum "milagre" cresça e brilhe muito mais nos próximos dias. Mas acho isso improvável.

    Portanto, aproveite as poucas oportunidades. Aqui no hemisfério sul não temos muito mais do que uma semana de observações do ISON.

    Depois que passar pelo períélio, se o ISON "sobreviver" ao calor e à gravidade do Sol, poderá ser melhor observado do hemisfério norte. Vamos ter que nos contentar com fotos. Ou pegar um avião para ver o cometa lá do outro hemisfério.

    Na fanpage do blog no Facebook vou continuar postando novidades e fotos do ISON feitas por astrônomos profissionais e amadores espalhados pelo mundo. Fique ligado! 

     

    Céu limpo. E boas observações! 


    (1) O ISON cresceu duas magnitudes em 24h (entre 13 e 14 de novembro) Por conta disso, há relatos de observações a olho nu. Acredito que sim. Mas bem no limite, em condições muito especiais. 
    (2) Para fazer o registro usei as seguintes configurações: 25s de exposição, ISO 800, e f5.0.


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    às 11h57





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      ::: IGUANA EM MARTE? :::

    mars.nasa.gov

    Foto da superfície de Marte na qual "aparece uma iguana" 

     

    Uma publicação no UOL hoje destaca que, segundo o site ufosightingsdaily.com, um iguana foi registrado em foto de Marte feita pelo rover Curiosity! 

    A foto original, que publico logo acima, fica nesse link. Confira você mesmo. Abaixo, um corte da mesma foto, destacando o "iguana" petrificado.

    mars.nasa.gov

    Suposto iguana registrado em Marte

     

    Pronto! Senta que lá vem história! Os "ufólogos"* adoram essas "provas" de que já houve vida em Marte!

    Mas a culpa é do nosso cérebro que fica procurando padrões conhecidos em formas desconhecidas. O cérebro quer entender tudo, sempre. E força a barra! Se você ficar sentando olhando para as nuvens, verá um monte de animais, objetos, seres, etc.. E nem precisa estar em algum estado alterado de consciência. Nosso cérebro trabalha assim e pronto.

    Marte já é bastante conhecido pelos "segredos" que guarda em sua superfície. Já viram um enorme rosto humano em Marte numa foto da sondas Viking de 1976. Confira abaixo.


    Foto da sonda Viking (1976)

     

    Em 2008 muita gente acreditou que um homem sentado numa rocha em Marte foi fotografado pelo rover Spirit. Veja essa e outras histórias nesse post.   

    Acredito fortemente na possibilidade de vida fora da Terra. E ratifico essa ideia lembrando (e concordando com) Carl Sagan em "Contato": "se não houver vida fora da Terra, será um enorme desperdício de espaço". Mas em Marte, talvez em todo o Sistema Solar, parece bastante improvável. 


    * Usei aspas em ufólogos porque existem raríssimos ufólogos sérios. A maioria não passa de colecionadores de fotos de discos voadores. E forçam a barra a qualquer custo para defender de forma nada científica a ideia de que existem seres extraterrestres. Mas os exoplanetas são realidade. A exobiologia uma área instigante, ainda a ser explorada. O assunto ainda vai dar muito o que falar. E espero que dê realmente muito o que falar, dentro da Ciência!

     





    Um forte abraço. E Física na Veia!
    prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
    às 19h00





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    Dulcidio Braz Jr
    Físico/Professor, 49 anos

    São João da Boa Vista
    São Paulo/Brasil
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