::: PÁLIDO PONTO AZUL VERSÃO 2013 :::

JPL/NASA

Simulação: Saturno e a Terra "vistos" pela Cassini em 19/07/2013

 

Em 14 de fevereiro de 1990 a NASA enviou um comando para a Voyager 1 virar-se e fotografar os planetas que havia visitado e deixado para trás. Era o final oficial desta incrível missão que visitou o Sistema Solar exterior e depois lançou-se para longe do Sol, viajando para fora do nosso sistema planetário*

Uma imagem chamou a atenção de todos e inspirou Carl Sagan (1934-1996): a Terra, nosso planeta, visto a 6,4 bilhões de quilômetros de distância e, segundo o próprio Sagan, "apenas um pálido ponto azul". A imagem é esta. Abra a versão maior e procure pela Terra. É um pontinho minúsculo que parece estar num "raio dourado" (que na verdade é uma ilusão causada pelo reflexo da luz solar nas lentes). Se não conseguir encontrá-la, veja esta outra versão da imagem (tratada e com a Terra circundada).

Quatro anos depois, em 1994, Sagan lançou o livro "Pálido Ponto Azul" inspirado na imagem da Voyager 1.

Daqui a exatamente um mês, em 19 de julho, a sonda Cassini, enviada para Saturno, vai fotografar a Terra. A imagem acima é uma simulação do que veremos pelos olhos da Cassini: Saturno em close, inteiro, com seu incrível sistema de anéis, com o Sol iluminando-o por trás (do ponto de vista da nave). E o mais incrível: a Terra, um mero pixel na imagem, logo abaixo do gigante gasoso! 

Será um oportunidade incrível de vermos novamente a nossa casa ao longe, a 1,44 bilhões de quilômetros de distância (cerca de dez vezes a distância média Terra-Sol). A NASA está tratando este experimento da sonda Cassini como um evento chamado de Wave at Saturn.

Vou aguardar com muita curiosidade. Já anotei na minha agenda. Certamente vai ter post por aqui quando a foto for publicada.


* No site oficial do projeto Voyager há mais informações sobre a Voyager 1 e sua gêmea Voyager 2 que até hoje ainda funcionam. Não deixe de conferir uma espécie de hodômetro que mede em tempo real a distância desta naves à Terra.


Simule você também 

  • A simulação acima foi feita usando o Solar System Simulator 4.0 do JPL/NASA. Ele roda on line. Aqui. Experimente! 
    Dica: Para obter a imagem acima você vai ter que fazer as escolhas certas. 1. Show me = Saturn; 2. As seen from =  Cassini; 3. On = Jul / 19; 4. I want a field of view of = 20 (degrees); 5. I want the body to take up = 30 (%); 6. Em "options" escolha apenas "extra bright". E depois deste setup, clique em "run simulator".  


Para saber mais


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 20h28





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  ::: O SOL INESPERADAMENTE CALMO :::

SDO/NASA
Clique
Disco solar hoje, quase sem manchas (clique para abrir versão maior)

 

Em 1843 o astrônomo alemão Samuel H. Schwabe (1789-1875) descobriu que a quantidade de manchas solares oscila com certa regularidade, aumentando e diminuindo num ciclo de 11 anos.

Manchas solares são regiões irregulares que aparecem na superfície do Sol (fotosfera). Elas são escuras porque são mais frias1 ou, se preferir, menos quentes do que a vizinhança que tem temperatura próxima de 6000 K. Sendo menos quentes, são menos menos brilhantes e, por contraste com a superfície mais brilhante do sol, parecem ser escuras. 

Sabemos que quanto mais manchas há no Sol, mais ativo ele está. 2013 é um esperado ano de pico de atividades solares no ciclo de 11 anos. Logo, o número médio de manchas solares e regiões ativas observados diariamente ao longo do ano deve ser alto. Mas podemos ter períodos curtos com poucas macnhas e até mesmo sem manchas solares. O fenômeno é caótico. 

Hoje, por exemplo, o Sol está extremamente calmo. A imagem da nossa estrela que ilustra o post (lá no topo), feita pelo SDO - Solar Dynamics Observatory,  mostra o disco solar com apenas 14 manchas. E este número está decrescendo.  

A chance de explosões solares de intensidade significativa está bem baixa, próxima de 1%. Mas há poucos dias o Sol estava bastante ativo, repleto de manchas.  Em 11 de abril publiquei post sobre um flare solar considerado de intensidade média. Noutro post, em 20 de abril, chamei a atenção para duas enormes regiões ativas na superfície do Sol. Na metade do mês passado a região ativa AR 1748, em menos de 48 h, foi sede de três flares solares intensos, de classe X.

Mas esperamos, para os próximos dias, o aparecimento de novas manchas solares, ratificando o pico de atividades solares para 2013. Há cinco anos e meio2, em 2008, num período de baixíssima atividade solar, tivemos 200 dias no ano sem manchas solares, ou seja, com o disco solar abolutamente limpo. Em 1954, noutro período de baixa de atividades solares, foi registrado um recorde de 241 dias no ano com o disco solar isento de manchas. Leia  artigo (em inglês) no site da NASA abordando o assunto em detalhes (e com foto do disco solar completamente "limpo"). Em 2012 não tivemos nenhum dia sem mancha solar. Em 2013, até agora, também não. 

Vamos continuar espiando o Sol através de inúmeros observatórios dedicados a esta instigante tarefa, como o SDO da NASA. Na fanpage do Física na Veia! no Facebook, atualizada diariamente, sempre publico fotos e vídeos de explosões solares, além de indicar os posts daqui do blog. Fique ligado!


Atualização [17/junho/2013]

SDO/HMI

E como já era esperado e até citei no texto publicado há cinco dias, depois de um Sol bastante calmo, já temos novas regiões ativas (veja imagem acima), com várias manchas solares, confirmando esperado aumento na atividade solar. 

No entanto, as regiões ativas ainda não apresentam campos magnéticos complexos que evidenciam aumento na possibilidade de erupções solares. A chance de flares classe M, considerados de nível médio, estão em torno de 10%. Já os flares mais itensos, de classe X, continuam com chance não maior do que 1%. 

Mas a atividade solar deve crescer, aumentando a chance de flares e até ejeção de massa coronal. 

Como o Sol tem movimeto de rotação, as novas manchas tendem a ficar frente a frente com a Terra. Se houver ejeção de massa, em breve estaremos na linha de tiro. Veja vídeo mostrando a rotação do Sol e a evolução das manchas solares.


1) Nas manchas solares o campo magnético local é intenso, bastante concentrado, funcionando como um "tampão", impedindo que o calor das partes mais internas suba por convecção para a superfície.
2)  Se o ciclo solar completo tem 11 anos, metade do ciclo corresponde a 11 / 2 = 5,5, anos. Se em 2013 estamo num pico de atividade solar, em 2008 nossa esterla estava com baixíssima atividade. 


Para conferir (on line) o número de manchas solares

  • O Sunspot Plotter é um aplicativo que permite consultar o número médio de manchas solares num período de 11 anos, exatamente o período do ciclo de atividades solares. Você escolhe um ano base e o aplicativo plota um gráfico do número de manchas solares para + 5,5 anos e - 5,5 anos a partir da data escolhida. Os dados foram tabulaados pelo Solar Influences Data Center na Bélgica.
    A imagem abaixo, por exemplo, mostra o gráfico em torno da data base de 12 de junho de 2002, há 11 anos, evidenciando um pico de manchas solares e, portanto, um pico nas atividades do Sol.
    Experimente! 

Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h22





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  ::: COMO É CALCULADA A DATA DO FERIADO DE 'CORPUS CHRISTI'? :::

 

Hoje, dia 30 de maio de 2013, é feriado de Corpus Christi. Em 2012 o mesmo feriado caiu em 7 de junho. E no ano que vem, em 2014, Corpus Christi será em 19 de junho.

Por que esta data muda a cada ano?

A resposta está no fato de que a data da Páscoa, definida por um critério astronômico, também muda a cada ano. E é com base na data da Páscoa que determinamos outras datas religiosas.

A data da Páscoa é definidade como:

 

"o primeiro domingo após a Lua Cheia que ocorrer depois de 21 de março"

 

Definida a Páscoa (data de referência), os demais feriados seguem rigorosamente a tabela abaixo. Basta somar ou subtrair um número fixo de dias à data da Páscoa.

 

Exemplo: em 2013 a Páscoa (data de referência) caiu em 31 de março, o primeiro domingo após 27 de março, a data da primeira Lua Cheia depois de 21 de março. Se você somar 60 dias à data da Páscoa, encontrará a data de hoje, 30 de maio, feriado de Corpus Christi. Entendeu?  

Existem algoritmos capazes de prever a data da Páscoa. O mais conhecido deles já foi publicado aqui no blog algumas vezes, como por exemplo neste post.

Não deixe de conferir também a Calculadora On Line (em javascript) que determina as datas de Carnaval, Páscoa e Corpus Christi para um determinado ano.

 

BOM FERIADO PARA VOCÊ! 


Tradição religiosa

  • Veja álbum de fotos mostrando os tapetes criados nas ruas para a passagem da procissão de Corpus Christi.

Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h39





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  ::: MERCÚRIO, VÊNUS E JÚPITER: SUNSET TRIANGLE :::

Clique para abrir versão maior
Júpiter (acima), Mercúrio (no meio) e Vênus (abaixo) 

 

Linda conjunção planetária! Clique na imagem acima para abrir versão maior (1600 pixels X 900 pixels) mostrando toda a paisagem de fim de tarde e os três planetas.

Exatamente como dito no post anterior, os planetas Mercúrio, Vênus e Júpiter formaram hoje um triângulo praticamente equilátero no horizonte oeste, o que a NASA chamou de Sunset Triangle.

Por mais alguns dias, até o começo do mês de junho, os planestas poderão ser observados ao cair da tarde, logo depois do Sol se esconder por trás do horizonte.  

Confira no post anterior as minhas dicas de observação com simulações das posições dos três planetas que vão mudando gradativamente, dia após dia. Vale a pena tentar as observações. O fenômeno é relativamente raro e só vai se repetir em 2015! Nem precisa de instrumentos, dá para ver a olho nu, exatamente como registrado na minha foto (versão grande)! E seguindo as minhas dicas não tem erro.

Vou continuar observando e, se possível, fotografando, até o final de maio. E vou postando as fotos aqui e principalmente na fanpage do blog no Facebook.

BOAS OBSERVAÇÕES!


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Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h10





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  ::: TRÊS PLANETAS FAZENDO POSE PARA FOTO :::


Simulação: Mercúrio, Vênus e Júpiter, 18h de hoje (22/05/2013)

 

Hoje e pelo menos nos próximos dez dias, assim que o Sol se esconder no horizonte oeste, no começo da noite, você poderá observar no céu (mesmo a olho nu), bem perto do horizonte, três planetas aparentemente bem próximos: Mercúrio, Vênus e Júpiter.  

Para quem não os conhece, serão pontinhos bem brilhantes e bem baixos no céu. Muita gente vai pensar que são estrelas distantes. Mas são nossos vizinhos do Sistema Solar.

A imagem acima é uma simulação do que poderemos ver hoje, em praticamente todo o território brasileiro, por volta das 18h (horário de Brasília), assim que o Sol se esconder. 

 

:: Dica para observar os três planetas

  1. Procure o horizonte oeste, lado em que o Sol vai se por.
  2. Pouco depois que o Sol se esconder (entre 5 e 10 minutos), você começará a ver surgindo um ponto bem brilhante que, com o cair da luz, ficará cada vez mais visível. Ele vai aparecer um pouco mais à direita e acima do ponto onde o Sol desceu por trás horizonte. É Vênus. 
  3. Depois que Vênus aparecer, mais uns dez minutos e, com o céu um pouco mais escuro, vai aparecer um pouco acima de Vênus um outro pontinho bem brilhante. Agora é Júpíter, o gigante gasoso do Sistema Solar.
  4. Um pouco mais de paciência... Mais uns 5 ou 10 minutos depois do aparecimento de Júpiter será a vez de Mercúrio, agora mais perto de Vênus, abaixo e à direita. Dos três será o mais sutil. Mas ainda assim bem visível.

Apenas hoje (23/maio/2013), por volta das 18h, você verá o arranjo dos três planetas como mostra a simulação lá no topo do post. Com o passar dos dias, as posições relativas dos planetas vão mudar. No dia 26/maio eles formarão um belo triângulo, praticamente equilátero (veja o episódio Sunset Triangle do NASA ScienceCasts logo abaixo).

Mais tarde atualizo o post com novas simulações para datas posteriores para ajudá-lo nas observações. Aguarde!  

Mas o mais divertido é você mesmo usar um software e fazer no próprio computador uma simulação do céu para a sua cidade (latitude e longitude locais). Tenho usado o Stellarium. Recomendo-o enfaticamente! O visual é bem bacana, a precisão é muito boa e é gratuito! Existem versões do Stellarium para várias plataformas (Windows, Mac OS X e Linux) além de versões que rodam em dispostivos móveis (smartphones e tablets).  Também existem outros softwares e aplicativos que cumprem a mesma função. E muitos deles, apesar de eficientes, são freeware. Em janeiro deste ano, na Campus Party, em São Paulo, participei de uma mesa redonda dando dicas de aplicativos de Astronomia (confira aqui). Estiveram ao meu lado dois feras da Astronomia: Gustavo Rojas (UFSCar) e Marcos Calil (Climatempo).

 

:: Dá para fotografar os planetas?

Dá. Mas o resultado vai depender da sua câmera e do aproveitamento dos recursos que ela tem. De qualquer forma, não custa nada tentar. Mas aqui vão algumas dicas que aumentam as chances de sucesso:

  1. É muito importante estabilizar a câmera. Um tripé vai ajudar bastante. Se não tiver tripé, apoie a câmera para evitar que a foto saia tremida.
  2. Usar zoom ajuda. Mas zoom digital é bobagem. Só use o recurso se for zoom óptico, que é um zoom real e não uma mera gambiarra com os pixels.
  3. Se a câmera tiver o recurso de disparo automático (retardado), excelente! Quando apertamos o botão de disparo, mesmo no tripé, é comum que a câmera balance um pouco, borrando a imagem. Com o disparo automático, dá tempo da câmera parar de tremer após o click e a foto sai mais nítida.
  4. Se a sua câmera tiver recurso para controlar abertura, explore-o. O controle da velocidade do disparo também pode melhorar bastante o contraste dos astros no céu que ainda não estará não escuro entre o cair da tarde e o início da noite. O ideal é alterar os parâmetros e ir conferindo o resultado no display de LCD, em tempo real. Com paciência, e algumas tentativas, dá para apurar a técnica e tirar o máximo do equipamento.
  5. Algumas câmeras também permitem alterar a sensibilidade ISO. Como teremos bastante luz, não se trata de um recurso essencial. Mas usar um ISO ligeiramente maior que o padrão (100) pode ser interessante. Se o recurso existir, vale a pena explorá-lo também.
Vou tentar fotografar os planetas hoje e nos próximo dias. Se obtiver sucesso, posto as imagens aqui e também na fanpage do blog no Facebook. Fique ligado! E depois deixe comentário contando a sua experiência observacional, ok? Se conseguir imagens, publique nas redes sociais e compartilhe conosco. Combinado? 

:: Por que os planetas estarão tão próximos no céu?

Cada planeta tem a sua própria órbita ao redor do Sol. Mercúrio e Vênus têm órbitas internas em relação à órbita da Terra. Júpiter, ao contrário dos outros dois, tem órbita externa. 

Na prática os planetas estão bastante afastados uns dos outros. Mas nos próximos dias, vistos daqui da Terra, estarão praticamente numa mesma linha de visada. A imagem abaixo ilustra a ideia.


Planetas praticamente na mesma linha de visada 

 

Grosseiramente, é praticamente um alinhamento planetário entre Mercúrio, Vênus, Júpiter e a Terra. Digo grosseiramente porque, se estão alinhados quando vistos de uma linha perpendicular ao plano orbital da Terra, vistos de outra posição não estariam mais na mesma reta. Alinhamentos perfeitos, de mais de dois planetas, são impossíveis. E é simples de entender: as órbitas dos planetas ao redor do Sol não estão num mesmo plano! Mas dois planetas quaisquer, em qualquer instante, sempre estarão alinhados. Isso porque, segundo a boa Geometria, dois pontos sempre vão definir uma reta. Certo? 

Outra dica: a imagem 3D acima eu fiz no site solarsystemscope.com. Os planetas (tamanhos e distâncias) estão fora de escala. Mas o site oferece um modelo 3D do Sistema Solar que mostra os astros em suas posições reais para dia/hora do seu computador. Clicando (e arrastando) com o botão esquerdo do mouse, dá para rodar o Sistema Solar inteiro nos eixos x, y e z, o que facilita a visualização das posições planetárias. É bem divertido! Só a musiquinha de fundo é que acaba cansando com o tempo. Mas é só dar off nela. No menu da esquerda, no meio da página, tem como alterar entre a visão heliocêntrica (a da imagem acima), a geocêntrica e a panorâmica (que é como vemos o céu daqui da Terra). Divirta-se! 

 

:: Atualização [25/maio/2013]

O céu deu uma limpada aqui em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Consegui fotografar Júpiter e Vênus. Mercúrio ficou atrás de uma nuvem densa, escura. Amanhã vou tentar registrar o Sunset Triangle! Fique ligado!

Veja minhas fotos na fanpage do Física na Veia no Facebook. Aproveite para curtir a página para receber, automaticamente, as novidades daqui do blog!


Simulações até o final de maio

Para ajudar nas observações dos três planetas, além das dicas acima, veja como eles estarão agrupados no céu até o final do mês, sempre bem perto do horizonte e do ponto onde o Sol desceu por trás do horizonte.

  • 24/maio/2013
  • 25/maio/2013
  • 26/maio/2013 (um triângulo equilátero!)
  • 27/maio/2013
  • 28/maio/2013
  • 29/maio/2013
  • 30/maio/2013
  • 31/maio/2013

Galeria de fotos


Para saber mais
  • NASA ScienceCasts: Sunset Triangle

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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 11h34





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  ::: ESCOLA DE FÍSICA DO CERN 2013 :::

CERN

CERN: vista áerea


Você é professor de Física do ensino médio de uma escola brasileira da rede pública ou particular? É licenciado em Física ou tem Licenciatura com habilitação em Física? Atualmente está em atividade de docência, em sala de aula, atuando prioritariamente como professor de Física no Ensino Médio?

Se respondeu que sim às perguntas acima, saiba que você pode ser um dos selecionados para participar com bolsa da Escola de Física do CERN 2013 - Portuguese Teachers Programme, um curso de capacitação em Física de Partículas e Altas Energias lá no CERN - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, em Genbra, Suíça. É lá que fica o LHC - Large Hadron Collider, o maior e mais sofisticado experimento de todos os tempos.

É isso mesmo! Trata-se de um programa especial de capacitação de professores em língua portuguesa envolvendo o Brasil, Portugal e países africanos que falam português.

Ficou interessado? Veja o edital (em doc, para baixar) direto do site da SBF - Sociedade Brasileira de Física.

Mais informações você encontra aqui. Confira também a página oficial do evento. E seja rápido: as inscrições para o processo seletivo estão abertas desde ontem, 13 de maio, e vão até 9 de junho*.  

Em 2010 fui um dos 20 professores que receberam bolsa do MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio para conhecer o complexo do CERN, o LHC, e ainda ter aulas em Genebra com profissionais de Portugual e do Brasil que atuam na área de Física de Partículas e Altas Energias.

Foi uma experiência inesquecível! Dá para imaginar, não dá? Confira a cobertura em tempo real que fiz do evento em parceria com o UOL Ciência. E abaixo algumas fotos de momentos marcantes, divertidos, e de muito aprendizado!

 


A emoção de chegar no CERN pela primeira vez



Visitando a caverna subterrânea do CMS, no LHC

 


Aula inesquecível com o prof. Dr. John Ellis



Visitando o LHCb, mais um dos experimentos do LHC

 


Prof. Dr. Vitor Oguri, brasileiro, em aula da Escola do CERN

 


Visita ao LINAC, acelerador de onde partem os prótons do LHC

 

Realizei o sonho de Sheldon!  


* As inscriçõs, inicialmente, encerravam-se em 31 de maio. Mas foram prorrogadas té 9 de junho.





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 17h12





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  ::: XXXI OFICINA DE FÍSICA DO IFGW/UNICAMP :::

 

Vem aí mais uma oficina de Física "Cesar Lattes" do IFGW - Instituto de Física "Gleb Wataghin" da Unicamp.

O evento acontece no próximo dia 25 de maio. Nesta 31a edição o tema é "Ensino de Física".

Fiquei com muita vontade de participar. Vamos ver se consigo espremer a agenda...

Já estive em várias das oficinas "Cesar Lattes" e sempre constatei alto nível. Recomendo enfaticamente, sem medo de errar!

Mais informações aqui.  


Já publicado aqui no Física na Veia!





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 19h44





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  ::: CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ECLIPSE SOLAR ANELAR :::


Um eclipse solar anelar típico, com um "anel de fogo"

 

Acontece logo mais um eclipse solar anelar, quando a Lua entra na frente do Sol mas não consegue cobrir totalmente o seu disco luminoso, deixando uma "sobra" de Sol, uma beiradinha aparente da nossa estrela em volta do disco escuro da Lua. A imagem acima mostra o ápice de um eclipse solar anelar. Lindo, não?

O evento, infelizmente, não poderá ser visto no Brasil pois começará logo depois do fim do dia, quando o Sol para nós brasileiros já estará abaixo do horizonte.

Habitantes de Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Austrália poderão ver o fenômeno, com o Sol nascendo, em plena sexta-feira, dia 10 de maio, enquanto ainda terminamos o dia 9 de maio por aqui.

Um consolo: teremos transmissão ao vivo pela web. Veja em slooh.com. 

O Slooh, que sempre cobre eventos astronômicos em tempo real, tem um aplicativo (gratuito) para iPad. Baixe daqui se você tiver o tablet da maçã.

Imagens do eclipse (via Slooh, na Austrália):

19h30min (horário de Brasília)

19h43min (horário de Brasília)

20h37min (horário de Brasília)

Lindas proeminências solares! 

 

:: O Fenômeno

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa na frente do Sol. A Lua e o Sol, vistos da Terra, têm tamanho aparente praticamente igual, em torno de meio grau. Por esta coincidência, é comum a Lua cobrir o disco solar num eclipse solar total.

No entanto, como a  órbita da Terra em torno do Sol é eliptica tanto quanto elíptica é a órbita da Lua ao redor da Terra, as distâncias Terra-Sol e Lua-Terra variam no tempo. Quando coincide de, num eclipse solar, a Lua estar um pouco mais longe de nós e/ou o Sol um pouco mais perto da Terra, o tamanho aparente da Lua fica ligeiramente menor que o tamanho aparente do Sol. Neste caso, a Lua deixa um "anel de fogo" aparente que correponde à borda solar bem brilhante, contrastando com o disco escuro opaco central do nosso satélite. É um belíssimo espetáculo! 

Vale lembrar que no último dia 27 de abril, a Lua estava no perigeu, ou seja, ponto de máxima aproximação com a Terra. Role a página e Veja logo abaixo, no dia 27 de bril, post com foto que fiz da Lua nascendo em aproximação com a Terra. Deste dia até hoje, quando ocorre o eclipse solar, a Lua deu meia volta em sua órbita elíptica em torno da Terra e está no ponto diametralmente oporto ao perigeu, o apogeu. Portanto, a Lua estará hoje ligeiramente menor (por estar mais longe da Terra) e por isso não vai conseguir cobrir totalmente o disco solar. Um capricho cósmico e tanto! 

Saiba mais detalhes teóricos sobre eclipses nestes dois posts:

E, para conferir como calcular os tamanhos aparentes do Sol e da Lua, leia:

Boas observações, ainda que via web!

Upgrade [10/maio/2013]

Terence Galuszka/Spaceweather

Eclipse registra em Tennansts Creek, Australia

Veja a imagem acima e inúmeras outras do belíssimo eclipse solar de ontem na Galeria do Spaceweather.

Para saber mais

  • Simulação do evento no site Shadow & Substance
  • PDF com informações sobre o eclipse (fonte: NASA)
  • Galeria de fotos do eclipse solar anelar de 2012 organizada pela NASA no Flickr

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Postarei fotos do eclipse anelar do Sol na fanpage! 

 


Já publicado aqui no Física na Veia!

Eclipses solares com cobertura em tempo real aqui no blog:

2006 | 2007 





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às 16h45





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  ::: WWW, UM PRESENTE DO CERN PARA VOCÊ :::

info.cern.ch

Tim Berners-Lee, o físico idealizador da Web, em foto de 1994 no CERN

 

Em 30 de abril de 1993, há exatamente 20 anos, o CERN - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear presenteou a humanidade com a Web.  

Idealizada em 1989 pelo físico britânico Tim Berners-Lee, a WWW, W³ ou World Wide Web nasceu para ser um sistema global de informação em rede para que físicos de partículas todo o mundo compartilhassem informações à distância, criando uma imensa teia de colaboração internacional*. Em 1993 o sistema já era totalmente funcional e foi oficialmente doado para o mundo. Veja abaixo cópia das duas páginas do documento que oficializa a Web como um sitema royalty-free.

info.cern.ch

página 1

 

info.cern.ch

página 2

 

Já imaginou se a Web tivesse sido criada por alguma empresa interessada em lucros? A cada vez que você usasse a internet, teria que pagar direitos de uso para o dono da patente! Pagamos apenas pelo acesso, para algum provedor que conecta nossos computadores (ou dispositivos móveis) à rede. Aqui no Brasil o serviço já é bem caro! Seria ainda mais caro, talvez inviável para um usuário doméstico, se tivéssemos que pagar pelos direitos de uso. Arrisco-me a dizer que, com essa diferença de custos, talvez a internet tivesse tomado outro rumo e não fosse tão popular entre pessoas físicas. Talvez nunca tivéssemos blogs pessoais, tampouco estaríamos experimentando a explosão das redes sociais.  

Quem gosta de Ciência e conhece bem o CERN e a sua importância no cenário da Física de Partículas não precisa de nenhuma justifica para os investimentos que lá já foram feitos. Ganhamos bastante conhecimento e, de brinde, muita tecnologia nas áreas de eletrônica, computação, eletroimãs supercondutores e, obviamente, aceleradores. Tudo o que nasceu para servir à pesquisa de ponta tem hoje aplicações em diversas áreas. Em Medicina, por exemplo, muitos equipamentos utilizados em diagnósticos por imagem utlilizam a tecnologia de aceleradores de partículas. Mas digo sem medo de errar que a invenção da Web, por si só, já justificaria para a humanidade a existência do CERN

Para comemorar os vinte anos da Web de domínio público o CERN colocou no ar uma cópia da primeira página de internet da história. Confira aqui. O servidor era um computador NeXT da NeXT Inc. Company fundada por Stevie Jobs que mais adiante se tornaria o grande mentor da Apple.

info.cern.ch

NeXT, o primeiro servidor Web da história

 

Em 2010, com bolsa do MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e também da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, tive o prazer de fazer um curso de Física de Partículas no CERN (confira a cobertura do evento que fiz pelo blog). E estive onde a equipe de Tim Berners-Lee trabalhou, exatamente onde a Web nasceu. 


Visitando o local onde a Web nasceu



* Na época, o principal acelerador do CERN era o LEP - Large Electron-Positron Collider, precursor do LHC - Large Hadron Collider. O LHC reaproveitou o túnel circular subterrâneo de aproximadamente 27 km de circunferência e 100 m de profundade feito para abrigar o LEP.


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às 21h56





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  ::: CIÊNCIA: FESTIVAL DO MINUTO :::

 

Você já cohece o Festival do Minuto?  Ele foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração.

É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais, indistintamente. A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira e Cidade de Deus,), Beto Brant (O Invasor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios) e Tata Amaral (Antônia e Hoje).

Fique por dentro dos regulamento e outros detalhes em festivaldominuto.com.br

 

:: Categoria Ciência

Com apoio da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, o Festival do Minuto vai premiar vídeos com o tema “Ciência”.

A motivação, segundo os organizadores do evento, vem do fato de "nos deparamos com ela (Ciência) nas mínimas coisas do dia a dia – da lâmpada elétrica ao telefone celular, do banho quente aos tratamentos de saúde, da conservação ambiental ao uso da internet".

Para participar, nada melhor do que deixar a imaginação fluir sobre qualquer ciência, seja ela exata, humana ou sobre a vida. Ciência da computação, engenharia, física, matemática, química, zootecnia, botânica, biologia, antropologia... E, como sempre, valem vídeos de até 60 segundos em qualquer formato: filmes de animação, vídeos feitos com câmeras digitais, celular, ipad etc. O que importa, mais uma vez, é a criatividade. As possibilidades são infinitas! E é nisso que aposta o concurso do Festival do Minuto que pela segunda vez sugere o tema Ciência.

O concurso segue aberto até o dia 30 de agosto. Ao todo serão entregues R$ 10 mil em prêmios. Os interessados - de todas as idades e de qualquer parte do mundo – podem inscrever seus vídeos. 





Um forte abraço. E Física na Veia!
prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h06





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  ::: LUA (QUASE) CHEIA NO PERIGEU :::


Lua (quase) Cheia nascendo por trás da serra


A Lua acaba de nascer. E está quase cheia, com cerca de 93,3 % do seu disco iluminado.

E tem outro detalhe: hoje à tarde ela passou pelo perigeu, ponto da sua órbita ao redor da Terra mais perto de nós. Saiba mais sobre o fenômeno neste outro post.

Aproveite para observar a Lua agora. Está linda! 

Boas observações! 


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às 20h34





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  ::: MARTE EM 3D :::

JPL/NASA
Clique!
Marte em 3D: clique para abrir versão completa noutra janela

 

A NASA divulgou nesta semana a imagem acima que é uma foto 3D (360 graus) da superfície de Marte feita pelo robô Curiosity (clique na imagem para abrir versão maior). A imagem é destaque hoje (27/abril) como  Astronomy Picture of the Day.

Na foto vemos uma parte do Curiosity e detalhes do solo marciano. Ao fundo vemos o Monte Sharp.

A imagem foi obtida com a NavCam ou câmera de navegação que possui duas lentes que funcionam na prática como dois olhos mirando sempre para o mesmo lugar em Marte. Sobrepondo as duas imagens, reconstruímos a sensação tridimensional, assim como o nosso cérebro que junta as imagens simultâneas dos nossos dois olhos para nos propiciar a visão estereoscópica.

Se você tiver óculos 3D (anaglífico), aquele que tem uma lente vermelha (para o olho esquerdo) e outra azul (para o olho direito) poderá ver Marte tridimensional. Se não tiver, neste post ensino como construir uma versão caseira e bem simples (mas funcional) dos óculos 3D além de explicar melhor o mecanismo da visão tridimensional e os "truques" usados nas imagens 3D cada vez mais presentes no nosso cotidiano através do cinema e dos televisores e tablets que incorporam tal tecnologia. Tem até um gabarito para você imprimir e montar a armação do óculos. O JPL - Jet Propulsion Laboratory da NASA, nesta página, também fornece um gabarito para a construção dos óculos 3D para ver Marte (e outras tantas imagens anaglíficas) que podem ser encontradas via web. É só ir pro Google e se divertir.

Vale lembrar ainda que o STEREO - Solar TErrestrial RElations Observatory é um projeto da NASA que, usando dois satélites, como se fossem dois olhos, consegue obter imagens tridimensionais do Sol. Confira detalhes neste post.

 


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às 10h44





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  ::: LUA CHEIA 'PRÓXIMA' DE SATURNO :::

 

Hoje, por volta das 18h, quando a Lua Cheia nascer, você vai notar que ela estará acompanhada de um pontinho luminoso dourado. A imagem acima simula* o que poderá ser visto do lado leste, perto do horizonte, enquanto o Sol se põe do lado oposto, no oeste. 

Sabe quem é o pontinho com jeitão de estrela? Saturno! Ele mesmo, o 'senhor dos anéis', um planeta gigante gasoso, o segundo maior planeta do Sistema Solar perdendo somente para Júpiter.

Aqui em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, o dia infelizmente está um pouco nublado. Mesmo assim, vou tentar observar e fotografar os dois astros que, embora estejam a distâncias muito diferentes da Terra, parecerão estar bem perto no firmamento. Se obtiver sucesso, posto as fotos por aqui.

A imagem abaixo simula como estará Saturno visto com um telescópio amador. Note a presença de quatro (dos 61) satélites (ou luas) do planeta: Encéladus, Mimas, Tétis e Reia. Confira neste post uma foto incrível que mostra Saturno e seis de suas luas.


Saturno e quatro de suas luas

 

Experimente observar ao vivo, ainda que sem telescópio ou binóculo! Mesmo a olho nu as observações astronômicas são divertidas e instigantes. Depois comente aqui no blog.

Boas observações! 


* Tenho usado em minhas simulações o software Stellarium que é gratuito. Experimente! Garanto que você vai se divertir!  


Gostou do post? Então divirta-se com outros textos daqui do blog. E pela fanpage do Física na Veia! no Facebook, além dos posts daqui, você pode acompanhar, em tempo real, as notícias "quentes" sobre Física e Astronomia:

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Para saber mais

  • Nasa ScienceCasts: Saturno Close Up (em inglês)

 

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às 16h55





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  ::: SDO/NASA: TRÊS ANOS EM TRÊS MINUTOS :::

SDO/NASA

Imagem do Sol obtida pela sobreposição de 25 outras imagens

 

Para comemorar três anos de pesquisas, o SDO - Solar Dynamics Observatory publicou em seu site um vídeo de três minutos com imagens espetaculares do Sol capturadas durante esta jornada de muito trabalho e sucesso.

E ainda disponibilizou a imagem acima obtida pela sobreposição de 25 diferentes imagens capturadas entre 16 de april de 2012 e 15 de abril de 2013 pelo AIA - Atmospheric Imaging Assembly na faixa de 171 Å*. Clique aqui para abrir (noutra janela) a mesma imagem em alta resolução (~ 15 Mb). Dependendo da velocidade da sua conexão, pode demorar para carregar. Mas vale a pena. A imagem é rica em detalhes! 


* O símbolo Å representa a unidade de medida ângstrom que equivale a 0,0000000001 m, ou seja, 1.10-10 m. 


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às 18h30





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  ::: COMETA ISON CAPTURADO PELO HUBBLE :::

HubbleSite.org

Cometa ISON fotografado pelo telescópio Hubble (clique!)


O cometa ISON (C/2012 S1 ISON), descoberto em setembro de 2012, está se aproximando do Sol. Atualmente ele se encontra a pouco mais de 620 milhões de quilômetros da nossa estrela.

Segundo os astrônomos, ele tem tudo para nos dar um espetátuclo incrível no final deste ano de 2013. Mas tudo vai depender de como vai evoluir.

Cometas, que são astros congelados, quando se aproximam do Sol, perdem matéria por sublimação. Esta perda é motivada pela energia térmica emanada pelo Sol que fica mais intensa quanto mais perto o cometa está da nossa estrela. E é justamente esta matéria desprendida do astro que forma a coma (ou cabeleira), que envolve o núcleo (sólido), e também a cauda que é "soprada" pelo vento solar, o fluxo constante de partículas que são ejetadas constantemente do Sol. O núcleo do cometa, que tem poucos quilômetros de diâmetro, envolto pela coma, fica muito maior e mais brilhante. Com a cauda, o cometa originalmente pequeno, torna-se um astro de maior porte e que pode ser visível até mesmo a olho nu daqui da terra (veja neste post detalhes sobre os cometas na forma de peguntas e respostas). O ISON, que estima-se tenha 5 ou 6 quilômetros de diãmetro (na parte sólida), está hoje com cerca de 5 mil quilômetros de diâmetro (contando a coma) e com cuada que já ultrapassa 91 mil quilômetros de extensão. 

Hoje foi divulgada uma foto muito animadora do ISON feita pelo telescópio espacial Hubble (clique aqui para ver foto em resolução maior). Já podemos ver intensa atividade, com coma e cauda! Se o ISON sobreviver à sua passagem periélica, ou seja, ao ponto de máxima aproximação com o Sol, ele poderá brilhar de forma tão intensa que poderá ser visto até mesmo durante o dia. Espetáculo ímpar! 

Mas isso tudo ainda é especulação. Vamos torcer para que o ISON evolua bem. Cometas são sempre temperamentais pois têm evolução complexa, dependente de vários fatores.


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Mais do Hubble Space Telescope


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às 18h35





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  ::: ALERTA: CHANCE DE NOVAS EXPLOSÕES SOLARES :::

SDO/HMI

 

A imagem acima é um registro do Sol hoje, 20 de abril de 2013, feito pelo SDO - Solar Dynamics Observatory.

As manchas solares AR1726 e AR1727 nem existiam ontem. Elas apareceram e evoluiram muito rapidamente. Clique aqui para ver vídeo desta incrível evolução (do site SpaceWeather.com).

Hoje as manchas estão bem nítidas e a AR1726 está bem no centro do disco solar, ou seja, voltada para a Terra. Com a rotação da nossa estrela, a AR 1727 também caminha para o centro do disco solar. Isso quer dizer que, se houver explosão, com ejeção de massa coronal, a Terra estará na linha de fogo do material ejetado.  

Na semana passada aconteceu algo semelhante. No dia 11 de abril tivemos um flare solar (classe M6) com ejeção de massa coronal (confira post sobre o assunto). O material solar atingiu a Terra no dia 13, provocando belíssimas auroras boreais, como esta logo abaixo registrada na Noruega e que faz parte de álbum do UOL Ciência. Se houver novas explosões solares, poderemos ter mais auroras no início da semana.

Tommy Eliassen Photography

 


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Para monitorar o Sol





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às 15h11





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  ::: O KG E O OBJETO MAIS REDONDO DO MUNDO :::

richannel.org

 

Quando medimos qualquer "coisa", sob o ponto de vista de qualquer grandeza física, no fundo estamos comparando esta "coisa" com um padrão.

O Sistema Internacional de Unidades prevê sete grandezas fundamentais, cada qual com a sua unidade de medida padrão. Cada uma destas unidades tem uma definição rigorosa (confira aqui, em inglês). 

Já comentei em post aqui do blog que a unidade de medida de massa, o quilograma, é a única grandeza que ainda é definida por um protótipo, ou seja, por um objeto palpável, um cilíndro de platina iridiada(1), carinhosamente apelidadeo de "Le gran K". Todas as outras foram redefinidas em função de constantes físicas. A penúltima delas foi o metro, que também era um protótipo, uma barra de platina com suposto 1 m (exato) de comprimento. Desde 1983 o metro está redefinido como a distância que a luz percorre em  1/299.792.458 s. Note que esta definição baseia-se na velocidade da luz no vácuo, uma constante que é bem conhecida e que vale c =  299.792.458 m/s. 

BIPM

"Le Gran K", guardado no BIPM em Paris, França


O problema de definirmos uma unidade de medida com base em um objeto (ou protótipo) é que ele, com o tempo, se deteriora. Quem nos garante que o quilograma padrão, guardado no Birô Internacional de Pesos e Medidas (Paris, França) há mais de 120 anos, continua o mesmo? Ninguém garante! Pelo contrário, sempre que ele é medido, diferenças aparecem! O ideal é fazer algo semelhante ao que foi feito com o metro que, ao ser redefinido em função da velocidade da luz, como descrevi acima, aposentou a barra padrão. E o melhor: a velocidade da luz, uma constante física confiável, passou a ser o nosso backup. 

A mudança urgente na definição do quilograma padrão incomoda os cientistas. Uma tentativa atual de redefinição do quilograma padrão vem do Projeto Avogadro que construiu uma esfera de silício 28 extremamente puro e cristalino com exatamente um quilograma. Antes que você desdenhe que uma esfera de silício continua sendo um objeto, tanto quanto um cilindro de platina iridiada, adianto que os pesquisadores deste projeto querem, na verdade, usar a esfera perfeita para calcular(2) o número de átomos de silício nela presentes com a máxima precisão possível.  E a partir desta contagem pretendem "recalibrar" o número (ou constante) de Avogadro, o famoso NA = 6,02 x 1023 que você aprendeu no colégio. Lembra? Falei sobre este numerão neste post.

Sabemos que NA átomos de carbono 12 têm juntos massa total de exatamente 12 g. Usando esta ideia, podemos redefinir 1 kg como sendo a massa equivalente a NA x 1000/12 átomos de carbono. Os pesquisadores do Projeto Avogadro querem fazer algo parecido, só que com o silício 28, usando a esfera cristalina e superprecisa que fabricaram(2)

A matéria prima para construir a esfera perfeita de silício cristalino custou 1 milhão de euros (cerca de 2,6 milhões de reais pela cotação de hoje). Parece um custo altíssimo. Em números absolutos é realmente muito alto. Mas, como o quilograma está em todo lugar, na indústria e no comércio, e muito além dos laboratórios de pesquisa, além de ser usado na definição de outras grandezas e suas unidades, em termos relativos, é um custo até que bem baixo. Estamos falando, na prática, de muito, mas muito mais dinheiro do que "apenas" 1 milhão de euros.

Confira a história do quilograma padrão e mais detalhes do Projeto Avogadro no video acima que vem do Ri Channel que fica também como referência de material de enorme qualidade para você que curte Física. Se preciso, o vídeo está legendado em português. Basta habilitar a ferramenta do Youtube. 


(1) Este cilindro tem 90% de platina e 10% de irídio, e mede 39 mm tanto de altura quanto de diâmetro. Ele tem, supostamente, exatamente 1 quilograma.
(2) O diâmetro d da esfera é medido com laser, de forma extremamente precisa. O diâmetro é o dobro do raio, ou seja, d = 2r. O volume da esfera, da geometria, sabemos que é V = 4πr³/3. Substituindo r = d/2 encontramos V = 
πd³/6. Conhecendo a distribuição de átomos na estrutura cristalina do silício 28 os pesquisadores podem calcular o número de átomos presentes na esfera para melhorar o valor do número de Avogadro.


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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 16h22





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  ::: ANDROID: BLOGS DE CIÊNCIA :::

 

Mario Cesar Mancinelli de Araujo, amigo e leitor deste blog, acaba de lançar o aplicativo MC Soft Ciência Brasil que roda em Android.

MC Soft Ciência Brasil agrega feeds de diversos sites/blogs de Ciência que, segundo o critério do autor, são os mais importantes do Brasil.

Para minha alegria e honra, o Física na Veia! é um dos blogs constantes do aplicativo ao lado do UOL Ciência, parceiro e hospedeiro deste blog. O excelente Cienctec do meu amigo Sérgio Sancevero, curador da área de Ciência da Campus Party, também está na lista. E tem muito mais. 

 


Física na Veia! na tela do app (Motorola Xoom rodando Android 4.0.4)

 

Há duas versões do software cujos links para download são:

  • Lite (gratuita, com banners)
  • Full (paga, -  R$ 2,00, sem publicidade)

 

Obrigado pela "canja" Mario Cesar! Sucesso para o aplicativo! 

E para você que está chegando por aqui via MC Soft Ciência Brasil, sinta-se em casa e nos ajude a fazer a Física ser cada vez mais pop! 





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prof. Dulcidio Braz Júnior (@Dulcidio)
às 18h01





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  ::: MATÉRIA ESCURA DETECTADA NA ISS? :::


ScienceCast da NASA (dá para habilitar legendas em português)

 

O ScienseCast da NASA (vídeo acima, originalmente em inglês) nos revela que no último dia 3 de abril, cientistas liderados por Samuel Ting, nobel de Física em 1976 (confira aqui) e pesquisador do MIT -  Massachusetts Institute of Tecnology, anunciaram que o AMS - Alpha Magnetic Spectrometer, um detector de partículas instalado na ISS - International Space Station (ou Estação Espacial Internacional) detectou cerca de 400.000 pósitrons analisando, ininterruptamente, 25 bilhões de eventos em raios cósmicos, partículas como prótons ou núcleos de hélio que vêm do espaço, muitas vezes viajando a altíssimas energias, aceleradas a partir de eventos cósmicos violentos.  

O pósitron é exatamente como um elétron, exceto que possui carga elementar positiva, + 1,6.10-19 C (em vez de negativa). Em Física de Partículas dizemos que o pósitron é a antipartícula do elétron. Positron é, portanto, antimatéria (veja neste post como classificamos matéria e antimatéria segundo o Modelo Padrão de Partículas Elementares).

Por razões ainda desconhecidas, no início do Universo a antimatéria deu lugar à matéria. Por isso mesmo não encontramos antimatéria em qualquer esquina. E isso foi fundamental para a evolução do Universo como ele é já que matéria e antimatéria se aniquilam, dando origem à energia, de acordo com a Equivalência Massa-Energia de Albert Einstein (1879-1955), mais famosa equação da Física (saiba mais sobre E = mc² neste post) . E ainda bem que houve essa assimetria entre matéria e antimatéria. Se, a partir do Big Bang, tivéssemos iguais quantidades de matéria e antimatéria, o Universo seria hoje apenas energia resultante desta aniquilação.

Nosso Universo tem basicamente três componentes: energia escura, matéria escura e matéria ordinária (veja aqui). Estas três fatias do bolo do Universo não têm o mesmo tamanho. Segundo estimativas mais recentes:

  • A matéria ordinária, esta da qual somos todos feitos, representa apenas uma fatia minúscula de 5% do Universo. 
  • Uma fatia maior, de 27 %, seria composta por matéria escura, algo ainda desconhecido, um tipo exótico de matéria capaz de 'gerar' gravidade mas que não emite luz nem nada, daí o nome escura. Sabemos que a matéria escura existe pelos efeitos gravitacionais que provoca, como diferenças nas velocidades de rotação de galáxias, por exemplo. 
  • A maior fatia é a da energia escura, com os 68% restantes do Universo. A energia escura, também de origem incerta, é a responsável pela aceleração a expansão do Universo (leia mais aqui neste post onde tem link para entrevista que concedi para a Rádio CBN sobre o tema). 
A detecção dos pósitrons de altas enegias no AMS da ISS pode ser uma pista do que poderia ser a matéria escura. Uma hipótese prevê que a matéria escura seria feita de neutralinos, uma partícula elementar hipotética prevista pela Teoria da Super Simetria (ou SUSY). A teoria diz que colisões entre neutralinos produziriam uma quantidade grande de pósitrons de altas energias, daí a ideia de que o resultado do experimento possa ser uma pista para a matéria escura. Mas os pósitrons podem vir também de outros mecanismos que envolvam muita energia, como os Pulsares, estrelas de nêutrons formadas a partir de Supernovas, com campos magnéticos intensos e que giram ao redor de um eixo, espalhando radiação pelo espaço como se fosse um gigantesco farol marritmo.  

Como saber com certeza a origem dos pósitrons detectados pelo AMS? Por enquanto não hpá como. Os dados do AMS ainda são insuficientes. Mas é "somente uma questão de tempo, meses ou anos", nos alerta Samuel Ting, lembrando que o AMS ainda vai continuar trabalhando e coletando dados em eventos de raios cósmicos e talvez atinja quantidade tal que possa eliminar a dúvida. 

Este experimento, como tantos outros, nos dá respostas mas também nos instiga a outras perguntas. É desta forma que estamos caminhando. Sabemos muito pouco sobre o Universo hoje. Mas muito mais do que ontem. Há um século atrás, antes de Edwin Hubble (1889-1953), por exemlo, desconhecíamos que o Universo era feito de bilhões de galáxias. E nem desconfiávamos de que o Universo estava em expansão (confira neste post como calcular a idade do Universo a partir da Lei de Hubble).

É por essas e outras que adoro a Ciência, um processo lento e delicado, cheio de possibilidades e, por isso mesmo, muito instigante. E o melhor de tudo: muito divertido! Concorda?


NASA

O AMS, módulo com quase 7 toneladas instalado na ISS





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às 16h21





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  ::: O SOL PISCOU PRA NÓS :::

SDO/NASA

Flare solar registrado hoje com origem na mancha solar AR 1719

 

A imagem acima, feita hoje pelo SDO - Solar Dynamics Observatory, mostra um flare solar, evento que corresponde a um flash de radiação eletromagnética visível e invisível que ocorre quando a energia armazenada no campo magnético próximo à manchas solares é liberada. Esta radiação compreende comprimentos de onda que vão desde as ondas de rádio (infravermelho) até os raios X e raios gama (ultravioleta). Não deixe de ver vídeo do evento capturado pelo coronógrafo do SOHO - Solar and Heliospheric Observatory.

Um flare solar geralmente é acompanhado por uma ejeção de massa coronal que corresponde a erupçõe gigantes que lançam gás ionizado para o espaço. Quando esta ejeção está voltada para a Terra, nosso planeta será atingido pela radiação (num primeiro momento) e pelas partículas carregadas do gás inonizado (num segundo momento). Cientistas já sabem que houve ejeção de massa coronal no flare solar de hoje.

Este evento já era esperado. Imagem do SDO de 8 de abril (clique aqui) já mostrava a rápida evolução das manchas solares AR 1718 e AR 1719 que já tinham potencial para gerar um flare solar. Note na foto que a mancha AR 1719, que deu origem ao flare de hoje, está começando a aparecer à esquerda do disco solar. Com a rotação do Sol, quando ela explodiu hoje, estava voltada para a Terra que, sendo assim, tornou-se alvo da radiação e das partículas* ejetadas da nossa estrela. 

 

:: Calculando os tempos de chegada da radiação e das partículas

A radiação liberada no flare, viajando no vácuo, atingiu o nosso planeta minutos depois do evento.

Podemos calcular exatamente quanto tempo (Δt) depois do evento a radiação nos atingiu. É simples. Basta partir da ideia de velocidade média. Veja:

Como vemos logo acima, conhecendo a distância (ΔS) a ser percorrida (neste caso a distância Sol-Terra que é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros) e a velocidade (V), podemos estimar o tempo (Δt).

  • Para a radiação liberada no evento
    A velocidade da radiação liberada no flare é a mesma da luz no vácuo (V = c = 300.000 km/s).
    Logo:

    Conclusão: A radiação atingiu a Terra cerca de 500 s após o evento. Lembrando que cada minuto tem 60 s, 500 s correspondem a 8 minutos e ainda "sobram" 20s. A radiação demorou 8min20s para atingir o nosso planeta.

    Para as partículas liberadas no evento
    As partículas ejetadas do Sol, que constituem o que os cientistas chamam de vento solar, estão viajando com velocidade média atualmente medida em torno de 500 km/s, bem menor que a velocidade da luz no vácuo. Por racioncínio análogo ao que fizemos logo acima, podemos calcular o tempo que elas vão demorar para chegar aqui na Terra:

    No entanto, sabe-se que partículas mais energéticas podem ter até o dobro desta velocidade (cerca de 1000 km/s) e, portanto, atingirão a Terra na metade do tempo acima, ou seja:

    Conclusão: Lembrando que cada hora tem 3600 s, 300000 s correspondem a aproximadamente 83 h ou cerca de 3,5 dias. Mas as partículas mais rápidas podem chegar na Terra na metade deste tempo, ou seja, pouco menos de dois dias. Cientistas estimam que, a contar de hoje, do momento do flare solar, a Terra será atingida pela chuva de partículas entre os dias 13 de abril e 15 de abril, o que pode provocar auroras boreais. 

 

:: Classificação de um flare solar

Este flare de hoje foi classificado como de classe M6. O critério leva em conta quatro classes  (B, C, M e X), cada uma graduada em subclasses de 1 a 9 pela ordem crescente de energia liberada pelo Sol na faixa dos raios X de comprimento de onda (λ) compreendidos entre 1 e 8 angstrons (1.10-10 m < λ < 8.10-10 m). A tabela abaixo resume esta ideia.

 

Eventos da classe X podem, em tese, causar danos em satélites e outros equipamentos elétricos e eletrônicos na Terra. No entanto, eles são raíssimos, improváveis de ocorrerem. Mas pela estatística sabemos que improvável está bem longe de ser impossível. Nunca se sabe o que o nosso Sol ainda poderá provocar aqui na Terra.

Astronautas da ISS - Estação Espacial Internacional têm um módulo especial blindado para, em caso de um flare solar perigoso, abrigarem-se com segurança, livrando-se de uma possível intensa chuva de partículas. 

 

 

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* Estas partículas podem ser eletricamente carregadas como íons, prótons ou elétrons. Podem ser ainda neutrinos solares. O Sol emana um fluxo mais ou menos constante destas partículas (a uma taxa de cerca de 7 prótons/cm³, valor medido na Terra). Este fluxo é o que chamamos de Vento Solar. No caso de ejeção de massa coronal, a quantidade de matéria ejetada para o espaço é muto maior e corresponde a um pico.


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Dulcidio Braz Jr
Físico/Professor, 49 anos

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